Com “Lips on Lips”, Tiffany finalmente acerta a mão em sua carreira ocidental

Não sou o maior fã da carreira internacional da Tiffany. Me incomodo com a maioria das músicas soltas em inglês por ela do ano passado pra cá, por problemas reais que enxergo nas produções ou por pura subjetividade minha mesmo. “Under My Skin” é super interessante em seu instrumental e letra, mas sempre que a escuto tenho a impressão de que o vocal não está casando bem com o que é tocado ao fundo, parece mal mixada. “Teach You” é muito pouco grudenta para o tipo de Pop chiclete divertidinho que ela parece ter focado. “Peppermint” é derivativa demais de outros números R&B com violão. Mesmo “Born Again”, que ainda falarei mais nesse post, tem o vocal “trabalhado” demais, quase robótico.

Dito isso, foi uma grata surpresa, em seu primeiro mini, ela vir com algo tão redondinho e agradável como “Lips on Lips”, melhor dela nesse novo run até então:

Finalmente, uma música ótima do início ao fim. Bem Pop, bem grudenta, divertida, com uma melodia de fácil assimilação e reprodução. E o melhor: sem qualquer empecilho de produção que diminua seu apelo.

Adoro como os elementos vão surgindo e encorpando o instrumental conforme os segundos passam. Quando chega o refrão, é só aproveitar suas variações rebolativas como se não existisse amanhã. Tudo bem cativante, envolvente. A bridge, em especial, é deliciosa. Já a letra recheada de duplos sentido é muito bem sacada. Demorou, mas enfim rolou uma title realmente bacana e que faz jus a toda essa pretensão da Tiffany em tentar algo internacionalmente, se desvencilhando aos poucos da imagem do Girls’ Generation.

Só é uma pena que não tenha rolado em esforço maior na hora de finalizar o single anterior, “Born Again”, que é uma power ballad bem interessante em vários aspectos, algo que quase ninguém aposta nos EUA ou na Coreia do Sul atualmente, com todo um ar de ending em animesong bem apelativo até ao Japão. No entanto, o vocal da Tiffany tá tão estranho nela, parece distante do microfone, como se ela tivesse cantando numa sala vazia com muito eco. Como eu disso lá em cima, “trabalhado” demais, quase robótico. Será que a intensão era emular Lana Del Rey para tentar uma atençãozinha entre os fãs de divas Pop que querem pagar de indies sem ouvir artistas independentes? Vai saber.


O mini eu achei bem qualquer coisa. Vida que segue.

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