Red Velvet eleva a estranheza da marca a outro nível em “Zimzalabim”

Se pra alguns isso é algo ruim, pra mim…

A ideia por trás do Red Velvet é ótima e muito bem trabalhada. Elas surgiram lá em 2014, com a onda de grupos aegyo começando a se fortalecer através de Apink, Lovelyz e outros exemplares. E seguiram essa linha. Bom, mais ou menos. Isso pois a SM, talvez pensando a frente de seu tempo, ou por um golpe de sorte, resolveu dividir o, até então, quarteto em “fronts” distintos: o “velvet”, que ignorarei nesse post para economizar caracteres, e o “red”, que aplicava ao aegyo fofinho, catito e infantiloide ares mais irônicos, até cômicos, como se estivessem tirando sarro da “categoria” ao exagerar tanto nas interpretações – e ao enfiarem tantas loucuras instrumentais nas canções.

Detesto Happiness, mas já de lá era possível prever o que o Red Velvet não seria um grupo normal. E isso foi se confirmando release release dali em diante, com os produtores das, agora, cinco entregando canções pop, em sua maioria, super estranhas. Bastante radiofônicas, claro, mas com pitadas do experimentalismo visto no debut. Seja ao inserir uma sirene de caminhão de sorvetes na backtrack (“Ice Cream Cake”), ao brincarem com sintetizadores que parecem retirados de videogames antigos (“Power Up”, “Russian Roulette”), atordoassem a mente dos ouvintes com um histrionismo vocal/instrumental (“Dumb Hino Dumb”, “Red Flavor”, “RBB”) ou ao simplesmente tocarem o foda-se e se jogarem no retardo mental de uma letra cantada errada de propósito apenas pela sacanagem (“Rookie”). O Red Velvet sempre está apto a trazer lançamentos, no mínimo, diferentes.

Agora, se isso funciona, aí já vai mais da subjetividade de cada um.

Zimzalabim é talvez o ponto mais alto em ácido da marca desde o debut. O instrumental é uma loucura, cheio de variações, recheado de momentos de puro retardo mental, onde elas falam uns troços que sequer casam com a melodia atrás. É como se juntassem umas três ou quatro recortes de músicas diferentes numa faixa só. É como ouvir um megamix de DJ meio “errado”.

Dougie odiou. Wendelgostomeu adorou. O velho do Asian Junkie detestou e tem certeza que o hipster do Kpopalypse vai se forçar a gostar apenas para pagar de diferentão.

Eu amei. Pois amo essa loucuras sonoras estranhíssimas que quase ninguém no mainstream tem coragem de entregar como title track.

Vi muita gente comparando com “I Got a Boy” maravilhosa do SNSD, mas me lembrei também de “Vroom Vroom”, da Tosca XCX em questão de variações malucas dentro de uma mesma música e “peso” instrumental.

“Zimzalabim” é uma viagem divertidíssima, mas que, de fato, vai muito da subjetividade de quem está ouvindo para curtir ou não tal experimentalismo. Não chega a ser uma “Red Light” em execução (nenhum capope jamais alcançará “Red Light”, convenhamos), mas eleva a estranheza do Red Velvet a um novo patamar. Resta aguardar o que o resto do “festival” delas tem a mostrar.


16 comentários em “Red Velvet eleva a estranheza da marca a outro nível em “Zimzalabim”

  1. Essa é concerteza a música mais esquizofrênica que ouvi esse ano, ou seja, amei, já tá repetindo na minha playlist juntamente com o mini que tá uma delícia, roubou o lugar do The Red Summer pra mim. E felizmente tá indo bem de vendas aparentemente, já estava receoso depois da injustiça que fizeram com RBB.
    Um viva as boludas por sempre fazerem homenagem à suas ancestrais, as finadas f(x), R.I.P

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  2. É, eu tava com a sensação de que vc iria gostar.
    Eu amo a estranheza do Red Velvet, então acabei gostando mesmo minha mente gritando “isso não faz sentido”. No fim eu ri de mim mesma por ter adorado isso ai.

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  3. Eu sempre fui fã das misturas músicais delas, mas esse achei bem fraco comparado com outros, pra mim o mv ficou muito rápido, se tivessem deixado na mesma velocidade que Dumb Dumb teria achado otima.
    Engraçado que meus amigos que não curtem tanto amaram pelo deboche do refrão. Na minha opinião, o álbum é um dos melhores e entregou uma das melhores misturas delas. Esperando o Day 2

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  4. Eu ainda não gosto dessa música, mas não é um sentimento de “nossa que lixo essa música!” e sim o fato dela ser estranha demais, parece que tem umas 10 músicas em uma, tem Bola Rebola da Anitta (aquele som de vibração kkkk) e o estilo do eletrônico mais do final lembra uma farofa muito nugu do Badkiz

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  5. Eu gostei bastante de Zimzalabim, achei divertissíma e deliciosamente gostosa. Mas pra quem não gostou eu recomendaria ouvir as outras músicas do álbum que estão todas muito boas.

    Essa música é Red Velvet emulando sua esquizofrenia potência máxima, pra mim foi um grande acerto já que eu não fui a maior fã dos comebacks anteriores delas.

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