PLAYLIST | Asian Pop 2019: Update de setembro

Olá, meia dúzia de leitores que devem ter sobrado após essa ausência massiva de posts. Como vão? Bebendo bastante água? Espero que sim. Minha vizinha, Scheylla, disse que uma conhecida dela tem uma prima, Adryanna, cuja mãe, Leila, apelidada carinhosamente de Leiloca, por quase não beber água, teve pedra nos rins. Deve doer. Pobre Leiloca. Como será que uma pedra sai dos rins de alguém? Procurem aí no YouTube e me contem mais tarde.

Enfim, setembro se foi. E com ele, acho que o verão coreano/japonês também, certo? O que me faz pensar se Hyolyn está viva. Ela não tinha dito algo sobre ser a rainha dos verões e prometido vir com comebacks anuais nesse estilo? O fim do verão também me fez pensar no quão morno anda esse ~começo de final de ano~ no cenário musiqueiro asiático. 2019 começou com paulada atrás de paulada, com diferentes acts parindo hinos mês a mês. Não sei se por essa comparação com o primeiro semestre mais movimentado, mas é como se, agora no segundo, o povo lá do outro lado do planeta estivesse perdendo o gás (e o bom gosto, pois pelo amor de Deus aquele cocô recente do KARD), com pouquíssimas coisas novas batendo ponto em minhas playlists diárias adquiridas ilegalmente em sites de confiança como JPOPSINGLES e KN2BLOG.

Para esse update mensal, mais 23 tracks entram lá na playlist do Spotify, comigo nem tendo dificuldade para selecionar as mais mais dos últimos 30 dias, precisando inclusive adicionar trecos de outros meses (e anos, caso do remix da Lizzo e das versões do povo do Queendom) para fechar um número aceitável. Vai entender.

Sem mais delongas, vamos aos comentários faixa a faixa.

01) DREAMCATCHER – DEJA VU: Vinha achando os lançamentos das sete brotoejas do cramunhão pouco interessantes desde seu auge em 2017. Felizmente, o jogo virou e o capeta venceu, já que “Deja Vu” é não só uma das melhores faixas do grupo em todos os tempos, mas também uma seríssima candidata ao título de SOTY. Do que saiu esse mês, foi o que mais escutei.

02) JURINA MATSUI – KMT DANCE: Como não assisti o Produce 48, não tenho o apelo emocional que a maioria de vocês compartilha pela Jurina, visto não ter sofrido a saída dela por “motivos de saúde”. Mas, ó, acho hilário que isso aí durou quase nada, com el se tornando uma solista só pelo lulz de não precisar dividir a imagem com outras pirralhas no IZ*ONE. Ainda não ouvi o álbum inteiro (já tá todinho no Spotify), mas curti bastante esse lead single que rolou tempos atrás. Fica no limiar exato entre o propositalmente tosco e o genuinamente divertido.

03) HARA – MIDNIGHT QUEEN: Já pela Hara, aí sim, rola aquele amorzinho de act que é impossível não somar no pacote todo quando escuto algo dela (ou das outras ex-KARA que não são a cabeçuda que entrou de estepe em 2014). Que maravilha que ela está de volta, saudável e com uma música tão divertida quanto essa. É algo entre “abertura de anime nos anos 80” e “neo disco para rebolar a raba” que não tem como não se deixar envolver.

04) VO. J R PRICE – DANCE TONIGHT: Ainda outra música da trilha sonora do ótimo “Carole e Tuesday”, que vem durando em meu celular ainda mais do que eu imaginava que duraria. Mistura de pop com disco e funk futurista melancólico, mas feliz ao mesmíssimo tempo. O refrão é chiclete puro.

05) PERFUME – CHALLENGER: Esse mês rolou também um best album gigante do Perfume, com vários sucessos da carreira do trio de barangas japas que todos nós amamos. Pelo que entendi, essa “Challenger” que abre a tracklist é a primeira produção ever do Nakata para elas, o que torna a situação como um todo bem mais icônica. Uma boa faixa do Perfume, que anda fraco das pernas que questão de repertório inédito já há algum tempo.

06) DREAMCATCHER – SILENT NIGHT: Continuando na seara de bops eletrônicos mais pesados para ir até o chão, temos essa album track EBM das sete obturações de Lúcifer, provando que o conceito do que é “rock” pode ir muito mais além do que as delimitações que muitos colocam no gênero. A virada-bate-cabelo no final é sensacional.

07) TWICE – LOVE FOOLISH: Falando em album tracks icônicas, acho que “Love Foolish” é o momento de maior peso instrumental do Twice até então. Várias distorções nos sintetizadores, uma afinação mais grave que o de costume, causa até uma estranheza na cabeça numa primeira ouvida. Adorei. E a letra composta pela bias Momo é bem bonitinha. Twice rainhas do K-Pop. -q

08) PONY – DIVINE: A piada de até a maquiadora da CL conseguir um single e a vesga não é ótima, mas “Divine” é tão boa, mas tão boa, que consegue chamar atenção mesmo sem esse background. Bem poc, cheia de glamblissglee e todos esses termos em inglês sem tradução exata para qualificar canções que despertam essa vontade louca de sair rebolando e fazendo carão pelo meio da rua. Um dos troços mais legais do mês (e do ano).

09) TWICE – FEEL SPECIAL: O mesmo para “Feel Special”, também recheada desse “brilho especial” presente nas melhores house musics. Bom o plus de, por sei lá qual motivo, rolar nela uma virada melancólica que torna as coisas ainda mais interessantes. Talvez seja a letra dúbia? Sei lá.

10) CLC -DEVIL:  Comback bacaninha do CLC, com um instrumental diferente do que muita gente vem fazendo no momento, brilhando por esse motivo. Não chega a ser a melhor delas em 2019 (não entra nem no top 5, vai), mas é sempre bom ouvir coisa do CLC, então escutemos “Devil”.

11) AOA – EGOISTIC: Não tenho assistido o Queendom, pois minha vida está um caos em relação a tempo. No entanto, do que tenho visto dos resumos do Dougie, nenhum dos grupos participantes (ou Park Bom) têm se saído melhor quando o lance é entregam performances e versões excelentes para as canções interpretadas. Eu detesto “Egoistic” em seu arranjo latin pop original, acho lento e carregado demais. Com Jimin e as outras, ficou o número funk que o Mamamoo deveria ter formulado desde o início. E a apresentação ao vivo está certeira, com elas entregando vocal, dança, carões, drags rebolando e tudo mais. Não tem jeito, as meninas bonitas SEMPRE serão AOA.

12) BOA – AMOR: Então, teoricamente, isso aqui é do dia 26 de dezembro do ano passado. Quando saiu, eu dei uma leve cagada, pois ainda estava com o repertório dos 3 álbuns que a BoA soltou em 2018 bem frescos na minha cabeça. Mas “Amor” começou a tocar duas semanas atrás em uma daquelas playlists automáticas que o Spotify cria com base no que ouvimos diariamente e, uou, me viciei. Ela foi relançada no álbum ao vivo e como b-side de um single físico da BoA em 2019, então talvez eu quebre minhas próprias regras e a inclua no top 100 desse ano, vai depender do quão empolgado eu ainda estarei com ele até o fim de dezembro. Aguardemos.

13) TWICE – GET LOUD: Essa aqui também é tão maravilhosa – e tão a cara do verão. As percussões na backtrack dão à “Get Loud” um ar fresh divertidíssimo de ouvir e se deixar levar, que fica ainda mais envolvente com os assobios, a melodia empolgante e a interpretação cativante das integrantes. Pra mim, a melhor do EP.

14) SATURDAY – BBYONG: Dica toscovilhosa do Luan Das Luzes no Twitter, um bando de nugus evocativas do K-Pop do início da década, num pancadão ridículo impossível de não entreter o ouvinte. Que pisão no Momoland. Aliais, Momoland, hein, foram pra Record ou o que?

15) 3EYE – OOMM: Essas aqui eu desconhecia até minutos atrás, quando olhei a playlist “desvaginada” do Wendell Gosto Meu, mas já me apaixonei instantaneamente por esse número girlcrush cheio de variações no instrumental. O começo dos refrães mirando num house macabro só para o resultado ser um pancadão urban é gostosíssimo, as viradas “circenses” também.

16) HAPPINESS – AIN’T NO LIMIT: Farofão tryhard do Happiness que ficaria uma bosta caso lançado por algum grupo masculino sul-coreano, mas funciona justamente pelo inusitado de ter garotas cantando por cima. Não tem muito o que falar sobre, apenas escutem e entendam do que se trata.

17) PARK BOM, CHEETAH – HAN: kkkkkkkkk

18) HAPPINESS – CHAO CHAO: O mesmo sobre a b-side, aplicado aqui ao single propriamente dito. E com o acompanhamento visual luxuoso delas rebolando fahsionistas num prédio velho fica ainda melhor.

19) VO. NAI BR, CELEINA ANN – ROUND & LOUNDRY: Popzinho acústico que, em minha cabeça, se tornou o música tema da dupla de protagonistas de “Carole e Tuesday”. É daquele tipo de música que carrega o ouvinte pruma vibe mais alegre e despretensiosa. Muito boa de ouvir de manhã, pra já começar o dia com bons sentimentos.

20) OH MY GIRL – DESTINY: “Destiny” é uma das músicas mais bonitas da discografia do Lovelyz e eu duvidava que o Oh My Girl conseguisse entregar algo tão genial quanto aquela mistura de soundtrack de filme do James Bond com synthpop setentista original. E, ó, elas conseguiram sim, transformando o pacote todo num número evocativo de Flower, utilizando elementos folclóricos tradicionais da Coreia do Sul. Em dado momento, é como se estivéssemos numa produção cinematográfica cheia de espíritos e insiram-aqui-trecos-da-mitologia-coreana-que-eu-desconheço. Bom pra caralho.

21) DREAMCATCHER – THE CURSE OF SPIDER: Mais uma album track ótima dos sete carrapatos de Cérbero, se jogando no glam rock oitentista que fica bom em quase todas as suas tentativas. Com pirralhas coreanas cantando em vez de velhos com voz de catarro então, é ainda melhor.

22) LIZZO, AB6IX – TRUTH HURTS: Não tenho ideia do que levou a Lizzo a soltar esse remix de “Truth Hurts” (#1 na Billboard americana há algumas semanas) com esse grupo qualquer que eu desconheço a procedência, mas tá aí, diverte, não ofende.

23) J-HOPE, BECKY G – CHICKEN NOODLE SOUP: Acho que estou velho demais para captar o possível apelo viral disso aqui com os jovens, então me limitarei a curti-la apenas pelo instrumental e letra bem divertidos de ouvir.

E… É isso aí desse mês. Quais as favoritas de vocês? As minhas, sem muito esforço para escolher, foram “Deja Vu”, “Divine”, “Get Loud” e “Egoistic”. Que o mês de outubro, com comeback do Brown Eyed Girls e os singles inéditos das participantes do Queendom seja melhor.

12 comentários em “PLAYLIST | Asian Pop 2019: Update de setembro

  1. Sobre pedras nos rins… Elas saem pelo canal da urina (sim, deve ser doloroso e agonizante pra um caramba, principalmente levando em consideração que algumas podem atingir até o tamanho de um feijão).

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  2. Eu achei o mês de setembro bem proveitoso, ao contrário do que estou vendo do pessoal por ai…
    As músicas que estão ativas na minha playlist nesse mês:
    OOMM – 3YE
    Devil – CLC
    Silent Nigth | The curse of spider | Deja Vu | Breacking Out – DreamCatcher
    Who Dat B – Jessi
    Dumb Litty – Kard
    Firework – Laboum
    Divine – Pony
    Dream Line – Purple Beck
    Bbyong – Saturday
    We Are Legendary – Sonamoo
    Feel Special | Rainbow | Get Loud | Love Foolish – Twice
    Egotistic – AOA | Han – Bom | Destiny – OMG | Sixth Sense – Lovelyz | Good Luck – Mamamoo

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  3. Lunei, por curiosidade, você acompanha o pop de outras partes da Ásia além do Japão e Coreia do Sul?

    Pergunto isso porque descobri essa semana um girlgroup de Taiwan chamado Popu Lady. A descoberta parece ter sido meio tardia, porque a julgar pelas datas dos MVs delas, o grupo infelizmente já deve ter dado disband há uns três anos (embora o Wikipedia diga que elas ainda estão na ativa, mas né, Wikipedia nem sempre é confiável).

    Mas olha, elas têm umas músicas bem delicinha de ouvir e diferentes do que a gente costuma ver no k-pop, com direito a influências de disco music (na música MORE) e de MÚSICA CLÁSSICA (na música Gossip Girls). Recomendo ainda as músicas Lady First (meio… hã… anos 90?) e Love Bomb (próxima do aegyo do k-pop mas com a batida acelerada e sem soar xarope).

    Acho que eu preciso começar a conhecer melhor os grupos do c-pop (ou pelo menos os de Taiwan).

    (obs.: não coloco aqui os links pros MVs porque o WordPress barra comentários com links, sei lá o motivo)

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    1. Sou extremamente preguiçoso quanto a acts dos outros países. Imagino que devam existir vários ótimos, mas só de imaginar o trabalho que deve dar procurar já desisto e vou ouvir algum capope manjado.

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