TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2019 [85-71]

Anteriormente nesta delícia: meia dúzia de transeuntes se sentiram transtornados pela presença de icônico hino ruim/bom de Park Bom e Cheetah; blogueiro e instagrammer de médio alcance ofendeu-se pela aparição de excepcional pancadão mágico do Red Velvet e layout do WordPress me fodeu rearranjando todo o post que eu havia preparado, fazendo com que eu gastasse ainda mais tempo em sua edição.

Para essa leva, um monte de trecos de acts que vocês devem ter ignorado ao longo do ano, uma porrada de singles do Queendom, album tracks de luxo e por aí vai…

85. PERFUME – SAISEI

Sigo achando o rumo genérico-de-DJ-ocidental que o Perfume tomou meio, huh, decepcionante em relação à veia mais “estranha” original do grupo em seus primeiros, vá lá, 12 ou 13 anos de carreira. Não sei se elas ou Nakata se tocaram dessa diluição de magia ampliada na era passada do trio, mas espero que “Saisei” seja um indício disso. A delícia não chega aos pés dos auges delas em outros tempo, mas recobra com efetividade sua sonoridade eletrônica dançante que parece retirada de algum videogame espacial. E tudo fica ainda melhor com o videoclipe caprichado, montado com outros releases das mocreias cortados justamente nos momentos onde as letras batem. É esse o tipo de coisa que esperamos do Perfume, mas que acabou se tornando rara nesse fim de década.

84. AILEE – THE POEM OF DESTINY

Não sou exatamente o público consumidor de OSTs coreanas. Quer dizer, sequer assisto os doraminhas desovados pelo povo de lá, então não há como eu formar qualquer relação com suas trilhas sonoras baseadas em momentos de ápices de tais novelinhas e personagens. Dito isso, “The Poem Of Destiny” ainda estar presente em meu celular e tocando com alta frequência me é uma grata surpresa. Culpo a Ailee, que colocou uma interpretação vocal que só explode de verdade no refrão propositalmente épico, fazendo da experiência de ouvir esse single quase que imersiva em sua proposta “medieval”. Obviamente o instrumental de fundo para apps de RPG também contribui nisso.

83. ALEXA – BOMB

Uma pena para essa gringa aí que ninguém de verdade deu uma foda para seu debut na Coreia do Sul, ainda que ela tenha participado duas vezes de um reality qualquer da TV de lá (e vencido uma) e tenha batido ponto do icônico Produce 48 Das Cartas Marcadas SEM SABER FALAR COREANO. “Bomb” é uma bomba (hahaha, desculpa) bem divertida de ouvir. Não tem nada nela que fuja de outros trinta e quatro trecos try-hard parecidos feitos por sei lá quantos boygroups nos últimos tempos, exceto por, né, ser uma gatinha cantando e não meia dúzia de moleques forçando voz de catarro. Fazer o que se essas bobagens colam bem mais quando são feitas por garotas? Aah, e a versão metal também é legal demais. Sorte aí para a gringa analfabeta em coreano e para outros estrangeiros tentando a vida no K-Pop.

82. TWICE – LOVE FOOLISH

FINALMENTE o Twice veio com um run bom de verdade e que fez valer toda aquela história delas serem o maior grupo feminino dessa geração, defendida com razão por praticamente todos os pirralhos que ouvem K-Pop atualmente (e dispõem de um tiquinho de bom senso) e combatida por BLINKS histéricos e avulsos que acham que só existe BLACKPINK na Coreia do Sul. Esse ano, elas não só soltaram titles fortíssimas, como album tracks muito acima da média. Acho que “Love Foolish” é o momento de maior peso instrumental do Twice até então. Várias distorções nos sintetizadores, uma afinação mais grave que o de costume, causa até uma estranheza na cabeça numa primeira ouvida. Adorei. E a letra composta pela bias Momo é bem bonitinha. Twice rainhas do K-Pop, BLACKPINK biscoiteiras dignas de pena. -n

81. NATURE – I’M SO PRETTY

Pra vocês verem como as coisas no K-Pop são de lua: tempos atrás, uns oito ou dezenove grupos teriam lançado algo nessa linha aqui entre o início da primavera e a metade do outono, com os videoclipes variando em paletas de cores de acordo com a estação. Mas são poucos os acts que ainda apostam em jams retrôs assim lá por aqueles lados. Com as devidas adaptações, consigo imaginar “I’m So Pretty” executada pelo Sistar, pelo Girl’s Day ou pelo Red Velvet (a mudança de chave synthpop na bridge é a cara das loucuras sônicas das cinco brotoejas do satã). No entanto, foi no colo das nugus do Nature que ela caiu, então demos os confetes correspondentes às nugus.

 80. OH MY GIRL – GUERILLA

Hum, é engraçado agora pensar que, quando saíram os nomes que participariam do Queendom, cogitei que o Lovelyz destruiria o Oh My Girl sem qualquer dó. Ambos são representantes bem fortes do white aegyo, com repertórios que me agradam bastante, mas há no Lovelyz uma assinatura sonora bem mais forte naquilo de se inspirarem no synthpop europeu do final dos anos 70 que torna o grupo imbatível em comparação com outros da mesma vertente. Corta para o programa indo ao ar e o Lovelyz só fazendo bosta enquanto Oh My Girl entregava bop atrás de bop – e ainda fazendo a transição de “pueril” para “quenga chique” que Jigglypuff e as outras tanto queriam, só que de uma forma mais orgânica. Pobre Lovelyz. Btw, “Guerilla” delicinha de jam, não? Podia ter recebido um MVzão caríssimo como é de costume para o grupo.

79. SHEENA RINGO – MA CHÉRIE

Essa aqui também é tão boa. A mais legal entre as inéditas do LP da Sheena. Adoro as variações instrumentais, ela cantando em francês como se fosse uma recepcionista de cabaré dos anos 20, a guinada rockista cheia de camadas que toda a faixa adquire conforme os minutos passam (chega na metade final e ela está uma loucura fumada). Uma pena eu ainda não ter feito a Sheena Ringo vingar com vocês, mas tenho fé que, um dia, vocês se renderão ao charme da patroa do J-Pop.

 

78. WEKI MEKI – TIKI-TAKA (99%)

O refrão dessa aqui é DEUS. E todo o resto é bem bacana também, não tenham impressões erradas. Com a morte precoce do Pristin e o sumiço estranho do Gugudan (cadê elas?), só sobrou mesmo o Weki Meki nessa patotinha de grupos inflados que tentaram se aproveitar da fama adquirida pelas vencedoras do Produce 101 no I.O.I, mas falharam miseravelmente, pois ninguém se importou de verdade em ver suas ídolas escondidas em line ups gigantescos. O feliz disso é que, sabe-se lá como, a empresa delas tem conseguido reunir um repertório bem interessante, com canções realmente fortes e que respiram “pop” em suas confecções. “Tiki-Taka”, por exemplo, é caprichada em seu instrumental disco, em sua letra cheia de ganchos chicletes, no já citado refrão D-E-U-S. E olha que nem foi o melhor delas em 2019, hein.

77. SUNMI – LALALAY

E acabou que “LALALAY” durou no meu celular. Jurava que, pela estatística de singles-da-Sunmi-que-somem-da-minha-cabeça-duas-semanas-depois-do-lançamento, jurava que já teria esquecido tal pancadão. Curioso. Talvez tenha sido o clipe fumado, ou refrão psicodélico chegando do nada, ou a bridge estranhíssima com aqueles batuques rolando depois dela emular aeromoça gostosa nos nossos ouvidinhos. Enfim, num ano onde as outras Wonder Girls só lançaram merda (eca, eca, eca), cabe (por enquanto) à Sunmi a coroa de melhor gata a seguir carreira após seu termino.

76. MAMAMOO – DESTINY

Como já havia dito isso em outras ocasiões, não acompanhei o Queendom por motivos de total ausência de tempo, mas pelo que vi dos maravilhosos resumos do Dougie, o Mamamoo era o grupo mais estável da competição, com uns e outros indo melhor e pior às vezes, mas elas se mantendo no top 3 durante todo o jogo, certo? Não me impressionei com nada do que elas fizeram em termos de apresentações nas etapas anteriores, mas só por esse single maravilhoso aqui a vitória delas foi mais que merecida. “Destiny” é fácil o melhor treco delas juntas esse ano (spoiler de posições futuras). Não chega a ser a melhor música do reality como um todo (outros spoilers de outras posições futuras), mas entrega com louvor um número dramático e estranho que fica muito bem nos vocais do quarteto. Uma pena não ter rolado MV, adoraria algo desértico a la Black, da Lee Hyori, já que as estruturas das faixas até que são parecidas. Good Job, Mamamoo!

75. TIFFANY – LIPS ON LIPS

Os lançamentos da “carreira internacional” (hahaha) da Tiffany, até tal momento, vinham sofrendo com alguns empecilhos de produção ligeiramente amadores que tiravam certo apelo ouvir suas canções repetidas vezes poderia ter. Era um volume de instrumental mal colocado ali, uma voz mal mixada acolá. “Lips On Lips” foi, enfim, seu primeiro filho “bonito” de ouvir. Sem defeito algum como produto final, digo. Claro que trabalho caro de mesa de som algum salvaria uma música chata de, huh, ser chata. E felizmente, LOL é uma música ótima do início ao fim. Bem Pop, bem grudenta, divertida, com uma melodia de fácil assimilação e reprodução. Adoro como os elementos vão surgindo e encorpando o instrumental conforme os segundos passam. Quando chega o refrão, é só aproveitar suas variações rebolativas como se não existisse amanhã. Tudo bem cativante, envolvente. A bridge, em especial, é deliciosa. E ainda com o reforço de uma letra de duplo sentido adorável? Não tem como não se deixar levar!

74. HYOYEON – BADSTER

Eu dou a mínima para o fato de a carreira autoral de DJ da Hyoyeon ser composta por demos internacionais produzidas por outras pessoas? Não! A única coisa que me incomoda de verdade nisso é a SM não trabalhando-a como cantora idol dentro da Coreia do Sul com essas mesmas faixas. Quer dizer, imagina “Badster” coreografada num M!COUNTDOWN da vida e não sendo exclusivamente dependente de um clipe em animação feia como esse? Seria um luxo! Eu adoro o clima “gamer” ~perigoso~ que é construído aos ouvidos. Ouço esse pancadão techno e me sinto afundado numa viagem ácida-digital, como se meu cérebro fosse conectado num computador e minha mente fosse imediatamente transportada pruma guerra contra alienígenas, onde eu comando um robô gigante que depende das minhas emoções para chegar em sua forma final, ou qualquer treco japonês do tipo, sei lá. Está aí um verdadeiro exemplo de “faixa eletrônica” que vai de verdade nas possibilidades “eletrônicas” dessa equação. Não sei se é o tipo de coisa que agrada um público geral (achei bem pouco pop e quase nada radiofônico), mas já é problema do público geral preguiçoso, não meu…

73. THUNDER DRAGON – ROCK TONIGHT

Aah, “Rock Tonight” é meio que a versão “masculina rockish” do pancadão fritante da Hyoyeon acima, então nem tenho tanto o que acrescentar no parágrafo depois disso. Desconhecia o grupo aí e provavelmente nem catarei mais nada deles daqui pra frente, mas fica anotada sua contribuição como um dos melhores bagulhos japoneses do ano.

 

 

 

72. (G)I-DLE – LION

Sim, outra track do Queendom. Já é a terceira só nesse post, risos. Quando a proposta do programa foi divulgada, eu imaginava que o que rolou com “Lion” seria o padrão entre os singles inéditos trabalhados ao fim da competição. Imaginava que todos os grupos (e Park Bom) planejariam videoclipes com orçamento alto, fazendo de tais comebacks acontecimentos grandes na cena em vez de só canções isoladas num EP com performances de investimento maior ou menor dos envolvidos. Então, não é a toa que, entre essas inéditas, o baladão do (G)I-DLE tenha sido uma das que mais funcionou comigo à longo prazo. Ainda outro bom número dramático de Soyeon e as outras para juntar com “Hann” e “Maze”.

71. A.C.E – DO IT LIKE ME

Encerrando por hoje com uma fucking album track de boygroup que eu DU-VI-DO que vocês tenham escutado antes. Os flopados do A.C.E (aqueles dos shortinhos, lembram?), impressionantemente, mandam muito bem não só em suas escolhas de singles, mas no resto das canções que compõem seus minis. A proposta deles de inserir algumas distorções eletrônicas diferenciadas em suas farofas masculinas 101 faz toda a diferença no final, na hora de escolher escutar trecos deles e não de outros nugus. Eu poderia colocar quase qualquer faixa do “Under Cover” aqui, a title, Mr. Bass, maravilhosas também, mas “Do It Like Me” tem ~algo~ a mais. Não sai da cabeça depois de ouvir. As repetições do refrão são incisivas demais, deixam uma dependência. Outros oppas apenas desejam.


E aí, alguma fave de vocês já morreu aqui? Duvido.

Amanhã tem mais, com a entrega do emblemático Troféu Why So Lonely 2019 e uma aparição que provavelmente destruirá toda a minha boa imagem perante o público. Inté.

9 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2019 [85-71]

  1. eu acho que esse ano os acts masculinos lançaram bastante material legal (SF9 que o diga, se ignorar RPM, eles tiveram facilmente os melhores releases pra mim, e bad habits do shaun é a soty de 2019)
    primeira vez q eu concordo com algum blogueiro nas melhores faixas do ano kekekekekk

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  2. LOVE FOOLISH MORRESTE MAS JÁ? fiquei 3 dias seguidos só ouvindo ela, mas ainda tem bastante fav pra essa lista e a esperança do 1º lugar (ou pelo menos o top 10)

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