TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2019 [70-56]

Anteriormente nessa bagaça: após vários se sentirem transtornados com a presença de Park Bom e Cheetah nesse top… bom, quase nada aconteceu, com vocês aceitando calmamente minhas escolhas sem muito questionar. Bom senso, parabéns.

Mas duvido que isso ocorre dessa vez, comigo incluindo a música tema de Produce X-101 nesse ranking, comendo a posição de qualquer outra competidora séria… :v

70. PRODUCE X-101 – X1-MA (PICK ME)

Queria dizer que estou cagando para vocês rindo descontroladamente por eu colocar uma faixa tema de Roubalheira X-101 a sério num top de melhores do ano, pois “Pick Me” é MA-RA-VI-LHO-SA e até hoje eu escuto tal farofa diariamente, me controlando para não sair pulando moderadamente pela rua quando seu refrão ultraenergético começa. A maior perda desse hiato por tempo indeterminado da MNET com a franquia Cartas Marcadas 101, honestamente, serão essas faixas de abertura, com quatrocentos e oitenta e nove adolescentes asiáticos tentando aparecer na câmera ao mesmo tempo. Adoro todas: “Pick Me”, “Pick Me”, “Pick Me” e “Pick Me” lá no topo da escadinha. São como releituras de trecos do Perfume em seu auge.

69. GWSN – RED-SUN (021)

Falando em roubalheira: GWSN rainhas dos bots marcando presença em mais um ano com ainda outra releitura de “4 Walls”. “Red Sun” não é tão emblemática quanto “Puzzle Moon”, já que a mesma fórmula house repetida acaba perdendo um tiquinho do brilho, mas come on, a real é que todos só somos críticos até chegar o refrão-explosivo-bate-cabelo aah yeah yeah, aah yeah yeaaaah. Não tenho ideia do quanto esse gimick ainda vai durar, mas para um follow-up year assim, saí muito satisfeito. E nem foi a melhor delas em tal comeback. Vamos torcer para o dinheiro para hitar MVs no YouTube continuar entrando. Uma hora, elas emplacam de verdade. Ou não.

68. SHEENA RINGO, UTADA HIKARU – THE SUN & MOON

Eu totalmente compro a narrativa de que a Utada Hikaru abandonou o marido italiano encostado dela para ficar com a Sheena Ringo, com elas vivendo uma relação amorosa às escondidas, que será revelada pouco a pouco através de lançamentos variados, como pílulas que prepararão o mainstream japonês para esse que será o novo casal da nação. Anos atrás, tivemos elas dando uns amassos interplanetários em Nijikan Dake no Vacance, o que serviu de engate para o divórcio e para que Utadão não tivesse mais que ir para o outro lado da galáxia encontrar Sheena. Agora em “The Sun & Moon”, através de um jogo de tetris, elas investigam como se encaixarão na sociedade. É uma storyline sendo montada de baixo de nossos narizes, meus caros. Btw, a música é ótima também. Parece algo que tocaria num cabaré dos anos 20.

67. TWICE – GET LOUD

Eu não sabia que precisava do Twice executando o Olodum concept até presenciar o Twice executando o Olodum concept. Na verdade, acho até meio estranho que outros grupos quase não utilizem esse artifício das percussões em maior evidência. Combina tanto com tudo aquilo de single sazonal energético de verão. E também achei estranho o próprio Twice não ter pego isso aqui para title e, então, feito disse seu comeback de verão. Poderia ser ainda outro marco da estação para as nove pentelhas. Mas não é como se eu tivesse o que reclamar da escolha de single desse mini, né? Resultou num dos ápices de 2019…

66. BABYMETAL – DA DA DANCE

Vocês são uns chatos que não escutam BABYMETAL, então muito provavelmente perderam essa que é uma das músicas mais divertidas do álbum mais recente do trio. É metal, com muito peso instrumental, mas uma certa aura melódica cativante nos vocais que encapsula legal isso de kawaii metal que é a proposta central do grupo. Ou seja, BABYMETAL fazendo o que de melhor esperamos de BABYMETAL.

 

 

 

65. JP THE WAVY X RIRI – DILEMMA

RiRi e o mano lá não acrescentam muito à “Dilemma”, só dando uma atualizada em seu instrumental e cantando o jam original do Nelly com a Kelly Rowland em japonês, mas o produto original é tão bom e tão “clássico” para a galera da minha geração (o clipe vinha em coletâneas em DVDs “Hip Hop da moda” vendidos em camelôs, a faixa batia ponto em todas as rádios da época, além de estar na trilha sonora de Malhação quando o Cabeção ainda namorava a personagem da Dani Suzuki) que ouvir qualquer releitura dele automaticamente ativa a chave da nostalgia em minha cabeça e faz com que já comece na vantagem. E com o vocal ótimo da RiRi por cima, não tem como querer algo melhor.

64. CLC – NO

Depois de verem seus esforços resumidos a um EP no ano passado, com a Cube investindo o que podia no (G)I-DLE e, aleatoriamente, no IZ*ONE (devem ter faturado uma grana com o sucesso de “La Vien Rose”, originalmente preparada para o CLC, já tinha até coreografia pronta), Sorn e as outras boazudas receberam os refrescos, com 3 singles trabalhados oficialmente e, talvez, o melhor mini coreano de 2019. Venderam alguma coisa? Óbvio que não, continuam tão flopadas quanto sempre. Mas é bom para a cena ter girlgroups com atitude de girlgroups na ativa. Das titles, “No” foi a minha segunda favorita, entregando glamourvoguefashionish e viadagem da boa numa farofa drag certeira. Os ganchos com elas questionando vários trecos e respondendo tudo com “NOOO” são puro chiclete. E a Yeeun de cabelo platinado deveria estar na minha cama, igual essa outra gatinha velha de guerra, mas que deu uma guinada à gostosura este ano…

63. LEE HI, B.I – NO ONE

O timbre vocal da Lee Hi sempre foi um dos mais sensuais do K-Pop, o que funcionava bem aos ouvidos, pois era aparatado por uma porção de instrumentais e letras mais elegantes, que fortaleciam isso, mas não aos olhos, com videoclipes infantilizados que não combinavam com o que era vendido sonoramente. Em “No One”, esse problema descrito enfim foi solucionado, com Lee Hi se tornando uma cantora de imagem “jovem adulta”, linda para um caralho, visualmente tão interessante quanto o que canta. Obviamente, isso não funcionaria se a música não fosse minimamente ótima, o que ocorre de fato, com Teddy entregando, huh, Teddy, só que de maneira mais contida, aparada, sem se deixar estourar em sintetizadores barulhentos quando o refrão instrumental chega. Fácil o melhor single dela desde… 2013? É, acho que sim.

62. AILEE – WANT IT

Outra solista “das antigas” que voltou muito bem em 2019. O álbum da Ailee é recheado de momentos de ápice, onde ela soma seu vocal mais avantajado à produções que, vejam a ironia, nem necessitariam de sua extensão, mas que ficam ainda melhores com ela. Das várias e várias em sua tracklist, “Want It” é a primeira que aparecerá aqui (yup, eu perdi o controle e enfiei uma porrada nesse ranking, se preparem), com Ailee sensualizando por cima dum instrumental que Mark Ronson adoraria ter produzido. Na verdade, acho que um monte de gente amaria ter esse funkzão em seu repertório: Taemin, Bruno Mars, Lizzo, Justin Timberlake, Ariana Grande, você, eu, minha vizinha Scheylla e a lista segue…

61. VO. J R PRINCE – DANCE TONIGHT

Mais uma delícia meio funk, meio disco, bastante pop. Vocês chegaram a assistir Carole e Tuesday na Netflix? É um anime do mesmo cara de Cowboy Bebop e Samurai Champloo contando a trajetória de alguns artistas na cena pop mainstream de Marte. Em dado momento, rola um programa de calouros, tipo “X-Factor” ou “Idol”, e uma caralhada de bops é desovada na cara de todo mundo. Fez sucesso no Japão, a trilha sonora rendeu CD e tudo. Uma das melhores é essa “Dance Tonight”, evocativa de Daft Punk na era “Random Access Memories”. Ou seja, é algo que o Pharrell lançaria, sem tirar nem por, só que performado por um anime. Dá uma vontade de rebolar.

60. RED VELVET – SUNNY SIDE UP

TROFÉU WHY SO LONELY DE 2019

Como eu disse lá em julho, já se tornou uma tradição no K-Pop atual, uma vez por ano, alguém lançar um desses número reggae-lite de letra safadinha, cujo instrumental parece o mesmo, mas com pequenas alterações. E a grande “Why So Lonely” de 2019, pra mim, foi essa album track do Red Velvet aqui. Não foi lançada como single, okay, mas se rolasse um MV, certeza que traria as cinco unhas encravadas de lúcifer piranhando numa casa com trecos malucos acontecendo enquanto elas esfregam gelo pelo corpo ou alguma coisa do tipo. Mais WSL que isso, impossível.

 

59. COSMIC GIRLS – BOOGIE UP

Eu honestamente já não enxergo quase apelo algum no Cosmic Girls dentro daquela proposta mais “mística” que a Starship havia escolhido como inicial. Tanto que caguei para os singles nessa linha que Exy e as outras soltaram ao longo do ano. Pra mim, a única pérola aproveitável delas foi essa releitura de “comeback de versão do Sistar” em “Boogie Up”, onde as gatinhas remanescentes se preocupam mais em entregar um número neo disco que diverte o ouvinte enquanto elas festejam pela praia em vez de toda a pataquada conceitual de sempre, mas que quase nunca resulta em músicas legais de ouvir. O refrão com os “boogie boogie boogie uuup” seguidos dos sintetizadores solares lá é muito bom…

58. OH MY GIRL – VOGUE

O Oh My Girl entregou nessa album track tudinho o que uma faixa intitulada “Vogue” parecia indicar: um pancadão house sussurrado elegante e poc poc para fazer carão na frente do espelho enquanto joga os braços pra lá e para cá. Acho magnífico como essas anjinhas pueris frequentemente apostam em canções mais voltadas à pista de dança, fierces, em suas tracklists. Não vejo a hora da transição-Apink delas daqui uns anos, com tais músicas começando a ser utilizadas como pratos principais de seus comebacks, pois essa maravilha pedia de um MV carregado na coreografia, num clube esfumaçado, cheio de neon, brilho, drag queens e tudo mais. Pose! Pose!

57. TIFFANY – BORN AGAIN

Tudo bem que a voz da Tiffany aqui está tão trabalhada, mas tão trabalhada, que ela mais parece um vocaliod que uma cantora de carne e osso, mas “Born Again”, ainda assim, é um baladão tão bom. Daqueles que vão crescendo aos ouvidos a cada nova escutada, sabe? Me lembra coisas “karaokê” que Mariah, Celine, Shania e, vá lá, Toni Braxton soltariam como single vinte e tantos anos atrás, conseguindo posições altíssimas na Billboard e uma vaguinha numa novela das oito qualquer do Manuel Carlos aqui no Brasil. E esse é um bom parâmetro para baladões cafonas assim. Logo, Tiffany rainha internacional.

56. (G)IDLE – UH-OH

“Uh-Oh” é muito boa e me agrada por diferentes motivações. A mais evidente, assim como rolou com Lady, do EXID, no ano passado, é por elas terem conseguido aqui emular toda aquela estilização do Hip Hop dos anos 90 que eu adoro. Sei que esses tipos de roupas, visuais em clipes e mesmo a estrutura sonora de “banda com riscos de DJ” são específicos demais e podem não funcionar direito com quem não tem uma memórias afetiva com tal período. Mas eu cresci assistindo Will Smith vestindo isso em Um Maluco No Pedaço e ouvindo/dançando tais trecos em bailinhos de bairro, então ver várias gatinhas (e Soyeon) throwbackin a delícia numa gravação com as tecnologias de masterização atuais me derruba como uma kriptonita. E o maior destaque disso tudo é a maravilhosa Soyeon-Jimin-da-Cube-ex-Produce-101-e-ex-Unpretty-Rapstar. Figura demais, sua voz de ET pega alguns dos melhores versos da faixa, além de ficar com a maioria das linhas na track. O que faz bastante sentido, visto “Uh-Oh” ser composição sua. Ela deve ter ouvido muito do Hip Hop 90s dançante da costa leste dos EUA nos últimos tempos. Eu não reclamaria se ela viesse como uma LE dessa nova geração do K-Pop. “Eu te disse: eu sou a joalheria. Agora, invista em mim!”


Por enquanto, foi isso aí. Na próxima, enfim chegaremos à metade do enorme listão. Já adianto que tem pelo menos duas músicas nessa parte seguinte que causarão rebuliços e farão vocês quererem kill this lunei: uma por ser cortada tão baixo e outra pro ser cortada tão alto. Quais serão?

2 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2019 [70-56]

  1. É curioso como duas das maiores cantoras pop do Japão foram casar com
    estrangeiros e se divorciaram depois de um tempo (aliás, se não me engano o ex da Ayu também era italiano, não?).

    Seja como for, ela e a Sheena formam uma ótima dupla musical. E se forem um casal mesmo, melhor ainda!

    No mais, GWSN supostamente acabaram com o 4 Walls concept nesse terceiro single (aparentemente a intenção era formar uma trilogia temática com MVs interligados, LOONA-style), então vamos ver qual será a sonoridade delas depois. Se vier mais uma reciclagem de 4 Walls, melhor abandonar elas (mentira, 4 Walls nunca é demais).

    Curtido por 1 pessoa

  2. Uh oh, nem lembrava que soyeon lançou essa música. Born again, pra mim foi uma das melhores músicas que a Tiffany poderia entregar, eu não achei esse mini do twice tão legal assim, mas não tenho o que reclamar. Concordo com vc, pick me é excelente, perdemos essa com o fim do produce. Tô sentindo que CLC vai pegar top 10 com Me. Só no aguardo.

    Curtido por 2 pessoas

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