TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2019 [55-41]

Mais um dia, mais um pedaço desse listão. Particularmente, só começo a levar a sério de verdade esses tops a partir do 40º colocado em diante. O que significa que essa é a última parte “inútil” do ranking, pensando por esse lado. De qualquer forma, vejam essas listas de melhores do ano em blogs mais como um compilado do que rolou de lançamentos ao longo dos meses passados do que como algo em definitivo, caras.

Btw, Dougie já começou o dele também, que está bem mais variado em nacionalidades e sonoridades que o meu (embora a vadia tenha cortado uma faixa que estará no meu top 10 logo na primeira parte, essa tosca), tem também o do Wendell Gosto Meu, que deu um jeito de enfiar quatro bagulhos de um tal de ATEEZ na lista, sendo que eu nem sabia que esses nugus tinham soltado isso tudo de música (credo).

Enfim, vamos aos cortes de hoje…

55. BEVERLY – PRECIOUS

Essa nova leva de solistas com vozeirões no J-Pop está bem aproveitável, ainda mais quando várias delas resolvem apostar em números mais dançantes e radiofônicos em vez de baladinhas ou coisas mais “sérias”. Essa delicinha aqui da Beverly, por exemplo, está o puro fruto da viadagem E nem estou falando só do videoclipe maravilhoso, com um monte de tiozinhos rebolando como se as vidas deles dependessem disso, mas também do instrumental mesclando house com dance e 70s disco diva que combina perfeitamente com o vocal mais extenso da gracinha. O único “defeito” de “Precious” é que ela saiu há muito pouco tempo. Tivesse vindo lá pelo meio do ano ou mais pra trás, certamente estaria umas trinta posições acima nessa lista.

54. GWSN – TOTAL ECLIPSE (BLACK OUT)

Ainda nessa linha de faixas gayvilhosas, mais uma do GWSN para a lista. “Total Eclipse (Black Out)” deve ser a melhor coisa que o grupo já lançou em termos de album track. Sim, é ainda outra releitura de “4 Walls”. Sim, estaria em casa num clube de voguin esfumaçado dos anos 90. E sim, eu sou totalmente desarmado por esse tipo de número garage house, não negarei. Há ainda um plus nisso tudo com a divisão interessante de linhas das pirralhas. Os timbres vocais delas, por incrível que pareça, são bem distintos um do outro, o que seria uma coisa bem interessante em tela, caso tivesse rolado um videoclipe. Bom, não podemos ter tudo, né?

53. LADYBABY – RIOT ANTHEM

“Riot Anthem“ foi a grande responsável por me fazer votar a prestar atenção no LADYBABY após a saída do Lady Beard. Estava achando a continuidade do grupo como um girlgroup de modelos quaisquer bem equivocada, mas esse pancadão gótico explosivo totalmente mudou minha opinião sobre isso, pois sem um australiano peludo de 3 metros dividindo espaço, o agora quarteto pode se aventurar por caminhos até mais ousados e ligeiramente sérios (aos ouvidos), como o mostrado aqui. A faixa é instrumentalmente pesada, intensa e exala toda aquela pretensão empolada proposital que números do tipo precisam. Aposto que, se fosse com um vocal masculino, certamente atrairia todo tipo de metaleiro seboso e fedorento que assola as fanbases desse estilo internacionalmente. Como é um grupo idol executando, ficará só dentro desse nicho asian pop mesmo. Não reclamo não.

52. AOA – SORRY

Olha, nem de longe eu esperava que o single do AOA para o Queendom seria essa power ballad eletrônica tocante. Imaginava algo mais na linha do que o Brave Brothers produzia para elas no meio da década, numa tentativa de retomar a assinatura original que levou o grupo ao sucesso. Mas “Sorry” é tão boa, mas TÃO BOA, que pouco me importa se isso “não soa como AOA” (e não soa mesmo, poderia ser qualquer outro girlgroup aí). Acabou sendo a faixa original do Queendom que mais escutei ao longo do tempo e, as viúvas de “Come See Me” que me perdoem, totalmente eclipsou o lead single que veio logo depois (ele inclusive nem aparecerá aqui). Só não sei se a performance com elas servindo cowgirls e enfiando a porrada nos caras casa com a proposta, mas, come on, é AOA, a música está apetitosa aos ouvidos e elas sempre serão as meninas bonitas.

51. VO. ALISA – MOVE MOUNTAINS

Essa aqui me lembra “Michi”, da utada Hikaru. Imagino que boa parte do apelo de “Move Mountains” venha de toda a narrativa trabalhada em Carole e Tuesday, com as pessoas no “X-Factor marciano” ficando surpresas com a personagem acima, uma ex-atriz mirim tentando a vida na música, de fato sabendo cantar, resultando num dos momentos de ápice da série. Então, é provável que aqueles que não assistiram o anime fiquem meio alheios a tudo isso e só achem essa música mais um tropical house agradável. Aí a culpa é de vocês, que não assistem os animes bons que saem ao longo do ano e ficam dando audiência para Boruto e trecos do tipo.

50. SHEENA RINGO – OPEN SECRET

Essa aqui não tem uma cara de abertura de desenho animado da Hanna Barbera de cinquenta e cinco anos atrás? Na verdade, o timbre gás hélio da Sheena Ringo meio que é a cara de desenhos animados dessa época mesmo, ela poderia ser uma personagem de algum bootleg de Scooby-Doo, como Tutubarão, Capitão Caverna ou algo no estilo. “Open Secret” é exatamente o que seria esperável de plano de fundo para o começo de um programa assim: energética, jazzy, agressiva mas não tanto, adocicada mas não tanto. Pra mim, o auge entre os vários e vários lançamentos diferentes que rolaram da patroa do J-Pop em 2019.

49. AILEE – AIN’T THAT PRETTY

A Ailee estava com uma mão tão boa pras escolhas eletrônicas dentro do “butterFLY”. Ela se fez presente apenas ao recobrar algo que era it há muito tempo (falaremos mais disso daqui uns dois posts), como também foi proveitosa ao montar uma balada dance com os modismos atuais. “Ain’t That Pretty” é a típica filha de sua época, com influências future house que todo e qualquer metido a hipster usa em seus lançamentos atuais, naquilo do refrão ser composto por sintetizadores distorcidos que explodem atrás enquanto ela repete o título da faixa. Falando assim, parece derivativa demais. No entanto, isso funciona tão bem que, honestamente, nem há o que reclamar.

48. EVERGLOW – ADIOS

Sigo não entendendo direito o estranho sucesso do Everglow no YouTube e em outras plataformas de streaming, sobretudo aqui no ocidente. É por elas seguirem uma linha parecida à do BLACKPINK, mas soltarem mais que um lançamento por ano? Só se for. De minha parte, tanto faz essa história toda. Se elas entregarem músicas boas, vou curtir, coisa que tem acontecido, felizmente. “Adios” é bem divertida dentro desses parâmetros de “pancadões-baixo-custo que nugus do mais baixo escalão entregariam”. Com o plus de rolar uma graninha da empresa delas para um videoclipe caprichado, fazendo de toda a experiência algo mais a nível Rania que, sei lá, D.Holic no fim das contas. Huh, esse gancho com os “goodbye, au revoir, adios” seguidos dos tuts tuts tuts é bom demais.

47. ITZY – WANT IT?

ESSA BESTEIRA MARAVILHOSAARRRGH!!1 A melodia de “Want It?” chupada de Get Party Started acerta EM CHEIO ao, tal como o jam festeiro da Pink, conseguir construir toda uma atmosfera de animação crescente, aumentada a cada novo verso, e refrão, e verso, e gritinho, e refrão, e acorde de guitarra, e bateria, e gritinho, e refrão, e tudo mais. “Want It” é a prova de que o ITZY não veio para brincar em seu repertório, já estreando com uma b-side luxuosa, que facilmente poderia ser utilizada como debut single caso optassem por uma abordagem mais rockish da parte das pirralhas.

 

46. RED VELVET – MILKSHAKE

“Milkshake” é ainda outra palhaçada de duplo sentido divertidíssima vinda das cinco urticárias de satã, sendo um follow-up de consideração da também icônica “Ice Cream Cake” em temática sapeca. Toda a letra disfarça sacanagem por meio do ato de “tomar um milkshake”, só que é de uma maneira tão, mas tão descarada, que chega a ser engraçado imaginar a reação do grupo gravando isso – e do coreano médio, enfim descobrindo do que o tal “milkshake” se trata. Tudo isso com um refrão repetitivo catchy ao extremo. Melhor album track delas nos últimos anos.

45. SOMI – BIRTHDAY

O hino da masturbação feminina! Assim como outras garotas que debutaram solo recentemente nessa indústria vital, o caminho que a Somi percorreu até sua estreia gera bastante pauta, tão cheio de buracos que ele foi. No entanto, diferente de gatinhas como SoHee e Katie Kim, a ex-I.O.I conseguiu algo louvável e que chama bem mais atenção que seu background: um debut single realmente ótimo! “Birthday” não é uma música muito boa levando em conta toda a espera e empecilhos para acontecer, sim uma música muito boa mesma quando tudo isso é desconsiderado. Ela pega todos maneirismos do Teddy como compositor: a mania atual dele de inserir refrães pautados num break eletrônico está lá, aquilo de rolar uma bridge mais forte e exagerada quase ao fim também. “Birthday” é totalmente Teddy, mas com todos os artifícios sendo muito bem executados pelo envolvidos. Gosto bastante da parte que ela diz que vai estimular o clitóris sozinha como se fosse o aniversário dela, seguida dos inesquecíveis “putz, tu não foi convidado, irmão”. Arte.

44. PONY – DIVINE

A vacilona da CL saindo da YG e lançando um EP terrível matou a piada que eu faria e ocuparia metade desse parágrafo, onde eu falaria que até sua maquiadora conseguia laçar músicas e a Vesga não. De qualquer maneira, posso dar uma de Bela Gil e substituir uma chacota por outra, apontando o fato de mesmo a maquiadora da CL conseguir lançar música BOA enquanto a Vesga decepciona sua fanbase global com uma porção de demos terríveis. Ahein. “Divine” é maravilhosa, não? Muito boa aos ouvidos, com variações gostosinhas, sintetizadores graves e envolventes, um refrão que é puro bliss e todos os possíveis elogios a respeito de escolhas sônicas e melódicas, de modo a criar a atmosfera glam necessária para faixas nesse estilo. E também funciona legal aos olhos, com a tal da PONY se transmutando em Kim Lip no que deveria ser o follow-up místico perfeito para “Eclipse”. Vem de vez pro mundo da música, minha filha. Aposto que a MAC topa bancar mais uns dois ou três lançamento do tipo.

43. BABYMETAL – SHANTI SHANTI SHANTI

ESSA PALHAÇADA RIDÍCULA!!!1 O LP do BABYMETAL é tão recheado desses momentos de puro deleite à tosqueira-que-se-leva-a-sério que é impossível não se render ao grupo. Pelo amor de todo o panteão hindu, a ideia de misturar metal com música tradicional indiana-paquistanesa-tailandesa-sei lá mais qual que se encaixaria nisso é tão absurda no papel que chega a ser hilário o quão legal ela fica quando bem executada. Iron Maiden could never!

 

 

42. CHUNG HA – SNAPPING

Diferente da loucura acima do BABYMETAL, que eu tenho certeza que vocês ignoraram veemente, essa aqui eu aposto que foi candidata a SOTY de uma galera aí, não? O que é plenamente justificável. A Chung Ha acabou se tornando a melhor coisa pós-I.O.I, com certa folga até das suas concorrentes, que ou acabaram diluídas em line ups gigantescos, ou quase que apagadas do imaginário popular pela ausência de releases. É impossível ouvir algo como “Snapping” e sair ileso. Seu estilo instrumental me lembra bastante o que cantoras pop lançavam na primeira metade da década passada, quando a moda era se juntar com rappers e entregar números dançantes mesclados com hip hop, R&B e desmembramentos do gênero. E o MV bem feitão, trazendo Chung Ha performando a coreografia em cenários e figurinos diferentes, acaba me remetendo a coisas de gostosas como Britney, JLo, Kelly Key, Christina e, por associação, BoA. Com isso tudo na mesa, tenho certeza que serei xingado por tal jam já estar sendo descartado antes mesmo do top 40 – ainda mais atrás dessa aqui que virá agora…

41. BLACKPINK – KILL THIS LOVE

*BOOOOOOOOOOOOOOOOOM* com BLACKPINK finalmente aparecendo num ranking de melhores do ano meu – e numa posição muito mais alta que a grande maioria de vocês deve achar que é merecida. A única coisa que posso dizer a respeito de vocês não sendo levado pela onda de “Kill This Love” é: sinto muito! Isso aqui é BLACKPINK em seu melhor, com a fórmula utilizada pelo Teddy no grupo enfim afinada corretamente. Os excessos foram deixados de lado, com todas as coisas legais que vinham sendo soterradas naquela barulheira, aqui, podendo brilhar de verdade. Gosto de todos os versos de rap divididos entre Jennie e a mina altona da franja, as outras duas também mandam bem nas partes cantadas. Adoro as palhaçadas inseridas na track apenas pelo fator grude (rumpumpumpumpumpumpum), adoro o refrão apocalíptico com as trombetas estourando, e principalmente, adoro o drop bate-cabelo do final, deixando tudo com uma cara imediata de final boss em jrpg de Nintendinho. Pra mim, a melhor do BLACKPINK em todos os tempos. Flw Vlw.


Bom, é isso. Amanhã, as coisas começam a esquentar de verdade, com vários e vários bops seguidos que, em algum momento desse ano, eu jurava que estariam entre as 10 mais.

Maravilhosos spoilers: 3 jotapopes e 12 capopes, divididos entre 7 solistas e 8 girlgroups. Nessa, entrego os troféus de melhor videoclipe, melhor bagulho do Queendom, melhor treco de cafeteria e melhor coreografia (é agora, Loona?). Dougie pagará um sorvete para quem acertar.

11 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2019 [55-41]

  1. “foi a grande responsável por me fazer votar a prestar atenção no LADYBABY após a saída do Lady Beard”

    Do Ladybeard e da Rei, né? A Rie merece muitos elogios por ter mantido o grupo vivo por esforço próprio (ela que correu atrás dos direitos do grupo, que foi recrutar novas integrantes e tal), mas sempre achei ela a mais sem graça do trio original… nunca esquecer das caretas “malvadas” da Rei enquanto mostrava o dedo do meio e cantava bem melhor que sua “onee-san”.

    (aliás, se não me engano ela voltou pra banda flopada que tinha com a irmã mais velha; os fãs do LADYBABY especulam que houve uma briga bem feia entre ela e a Rie antes da separação das duas)

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    1. Não sei se mais concisa, mas com mais identidade própria sim. O que faz sentido quando a gente lembra que o k-pop mira bastante a exportação, enquanto o j-pop é bem fechado pro mercado interno.

      Curtido por 1 pessoa

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