TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2019 [40-26]

E enfim chegamos à trinca final de posts. O que quer dizer que, daqui em diante, todas as faixas realmente fizeram algum barulho em minhas playlists, a ponto de, em dados momentos, serem consideradas para o top 10. Mas a vida não é perfeita para todos, então tais delicinhas acabaram barradas da festa um pouco mais cedo.

Introduções feitas, vamos deitar pro AOA…

40. AOA – EGOTISTIC

MELHOR MÚSICA DO QUEENDOM

Imagino que alguns de vocês estranharão um cover de programa competitivo estar alto assim nessa lista, mas a real é que o AOA conseguiu executar aqui tudinho e mais um pouco do que é esperado de uma releitura. Não sou o maior fã de versão original de “Egotistic”. A modinha latin pop estava enchendo o saco na época, acho o instrumental lento demais e a interpretação vocal do Mamamoo sutil de menos. As garotas bonitas fizeram muito melhor com essa demo, rearranjando num Pop/Funk mais interessante e atemporal de ouvir, brincando com vocais mais contidos e agradáveis dentro da proposta, com os raps da Jimin sendo a cereja do bolo. Somem tudo isso com o que considero ser a melhor performance do Queendom, com as meninas entregando carões, coreografia on point, cabelos voando, pocs voguing e jogando death drops no palco e, uou, temos aqui um dos ápices desse ano. Tem como reclamar?

39. LISA – GURENGE

Esse ano foi meio corrido pra mim. Faculdade nova, uns trabalhos e outras coisas que tomaram tempo. Então, acabei perdendo uma porção dos animes mais hypados das últimas temporadas, incluindo um tal de “Demon Slayer”, que tenho zero ideia do que se trata, mas que parece ter feito tanto sucesso que o mangá tem vendido mais que o de “One Piece”. Isso dito, vocês já podem imaginar o quanto “Gurenge”, OST da LiSA para a série, é boa, já que conseguiu funcionar comigo, me viciar, sem eu nunca ter dado uma foda para tal desenho. Parte disso é por eu já ser encantado com a fórmula da LiSA para animesongs desde sempre. E “Gurenge” traz todos os ótimos clichês utilizados nela: é um instrumental meio clássico, orquestral, mas que dá uma guinada pro rock em dado momento, é uma interpretação vocal ultraemotiva e exagerada que casa legal com a proposta, é uma porção de ganchos pop que grudam na cabeça. Enfim, ainda outro bop otaco da LiSA, que quase nunca decepciona dentro dessa seara.

38. FAKY – NEW AGE

É muito comum que, com o avançar da idade e o aumento do diâmetro abdominal, declaremos que estamos numa onda mais introspectiva, alternê e passemos a defender acts do naipe de Lana Del Rey e Billie Eillish (é assim que escreve o nome dessa pirralha chata?) como as novas “verdades” do pop… Ou coisa parecida, sei lá. Mas podem ser sinceros, a maioria de vocês que frequenta esses blogzinhos fundo de quintal que insistimos em alimentar gosta mesmo é de uma outra coisa: Farofa, porra! A fim de atender essa ânsia de fãs de asian pop ao redor do globo, as 3 gostosas + 2 pirralhas estepes do Faky entregaram com “New Age” o pancadão japa que todos queríamos, mas já não tínhamos mais a que recorrer. O crescendo da faixa é a cara de Brave Heart, do Neon Jungle, mas não é como se alguém se importasse com originalidade quando o break-bate-cabelo do refrão surge, elevando tudo prum nível de farofismo espetacular.

37. HWASA – TWIT

Essa aqui também está super divertida. É legal ver uma cantora no K-Pop interpretando um tipo de música cujas construções melódicas costumam ser dadas a rappers. Isso de o instrumental ir variando dentro de uma zona limitada, sem estourar em momento nenhum, brincando com as possibilidades num curto espaço, com brincadeirinhas sônicas aqui e ali, me lembrou de cara a ótima Butterfly, do San E 100% Feminista com outros manos. Ao ser feito pela Hwasa, as coisas ganham outro nível, pois o vozeirão de fumante dela somado à interpretação hipnótica em vídeo adiciona bonus points certeiros ao pacote final. Melhor release Mamamoo related do ano.

36. ITZY – ICY

2º MELHOR VIDEOCLIPE

Já essa aqui é tão adorável. “Icy”exatamente o que eu torcia que viesse do ITZY em seu primeiro comeback: ainda outro farofão cheio de variações, de momentos chiclete (“AICY BUT I’M ON FAIAAAAH”, “HEY HEY HEY HEEEY”, “RING RING RING NA NA ALL DAY LONG”) estupidamente propício para reboladas e batidas de cabelo, mas reboladas e batidas de cabelo COM MENSAGEM. Aquilo de fortalecer a autoconfiança trabalhado no debut é ampliado, num contexto de “não nos coloquem numa caixinha, porra” adoravelmente ilustrado pelo MV com elas quebrando códigos de vestimenta apenas porque sim. Aliais, eu tenho um amor especial por esse vídeo. A ideia é muito bem executada, com as pirralhas mandando bem nas historinhas criadas para cada uma delas. Eu totalmente vivo pelo momento em que a clone da Pinky começa a rebolar na laje enquanto vários faria limmers trabalhadores ficam chocados sua ousadia. É de chorar de rir. Só não é o melhor de 2019 porque um outro aí conseguiu ser ainda mais impactante – e por motivos não irônicos, huh.

35. AILEE – ROOM SHAKER

Eu sei que isso aqui é a Ailee desesperada, tentando emular BLACKPINK sonora e esteticamente, sem qualquer vergonha na cara, inclusive com a iluminação rosa e os fundos escuros característicos do grupo. Mas entendam que é justamente o fato de ser interpretada pela Ailee tira “Room Shaker” do lugar comum desses números urban farofentos, recheados de sintetizadores mais pesados e daquela atitude “malvada” que a galera que não curte K-Pop usa para definir o nicho. É idiota, é tryhard e eu provavelmente ignoraria sua existência se fosse lançado por algum NCT da vida, mas fica tão divertida com ela toda plastificada gritando “let’s get ready to rumbleeeeee” no final. O tipo de treco ruim/bom que diverte do início ao fim e que vai viciando mais e mais ao longo do tempo.

34. PARK BOM, DARA – SPRING

“Spring” é uma das músicas mais bonitas desse ano. Fiquei positivamente surpreso com Park Bom e sua nova gravadora saberem aproveitar várias oportunidades que esse retorno pode se agarrar narrativamente. Esse baladão do Brave Brothers, engavetado há alguns anos, apela para o emocional, com um lirismo poético que tanto serve como trilha sonora romantizada aos mais novos dentro do público, que não sabem tudo o que rolou com a Bom, como uma piscadela metafórica aos fãs mais antigos, tratando sobre superação, sobre renascer das cinzas, sobre achar o que há de melhor dentro de si e seguir em frente. Que volta por cima!

33. LEE HI – 20MIN

É interessante como baladas podem ser usadas para causar diferentes impressões ao ouvinte. “Spring”, acima, é certeira em construir uma atmosfera mais tocante, se apoiando no instrumental grandioso, na letra e no vocal emotivo da Bom. “20MIN” já leva pra outro lugar, totalmente diferente, numa mistura de tristeza, raiva e erotismo ocasionada pela soma do vocal extremamente sexy da Lee Hi nessa cama sonora mais contida, embora nada tímida. A banda atrás brinca com poucos elementos, que vão entrando e saindo sutilmente, puxando o ouvinte, o envolvendo numa teia sônica irresistível de se deixar levar. Bem feito pro cara que deve ter inspirado essa letra, provavelmente mereceu bastante esse filho da puta.

32. LOONA – BUTTERFLY

É legal zoar o fracasso do Loona e tals, pois os fãs pegam pilha bem rápido, mas a real é que eu fico meio triste com as coisas não saindo da maneira que todos torcíamos lá na campanha de pré-debut. Quer dizer, não era para esse ser o ponto alto do grupo esse ano. Faltou comeback nessa conta aí, mais album tracks destruidoras de vida e tudo mais. Fuen. Choros de lado, “Butterfly” é muito boa de ouvir, cola legal dentro da proposta “etérea” que elas pretenderam atingir. Quando ela saiu lá no início do ano, achei que acabaria enjoando, mas a falta de outros releases utilizando essa fórmula de refrão onde o título da faixa é repetido enquanto estouram sintetizadores eletrônicos atrás favoreceram o melô da brabuleta com uma certa “exclusividade” em 2019. Se a pirralha do sapo tivesse mais que uma frase nas linhas, certamente o Loona apareceria mais acima nessa lista. :v

31. RED VELVET – UMPAH UMPAH

Que bop de verão inesperado, não? “Umpah Umpah” não é novidade na discografia do Red Velvet. Várias e várias músicas presentes nos álbuns e minis delas trazem essas referências funky e disco adaptadas prum arranjo mais contemporâneo (entre as mais recentes, minhas favoritas são Butterflies e Look). Agora, se tratando de title, é pouco usual ver as cinco unhas do pé esquerdo do capiroto trabalhando algo tão, de certa forma, dentro da caixa. Com exceção da repetição ad infinitum do título, não há quase nada aqui de esquisito o bastante para que esse seja facilmente reconhecido como um “single de Red Velvet”. E eu não poderia me importar menos com esses pormenores com um resultado tão maravilhoso assim em mãos. Refrescante, divertida, envolvente, empolgante, recheada de melodias que ficam martelando por horas no ouvido, dotada de um “peso” instrumental que agrada até os mais chatinhos nesses quesitos (oie). Basicamente, a música de verão que esperamos receber todo ano. E junto do MV moído no ácido (aí sim, bem Red Velvet), fica estupidamente melhor.

30. JIMIN PARK – STAY BEAUTIFUL

MELHOR TRILHA DE CAFETERIA

“Stay Beautiful” me arrepia. Sim, sim, é daqueles números que vocês costumam apelidar de “música para cafeteria”, apostando em poucos elementos sônicos no arranjo, de modo a trabalhar com a criatividade dentro dessas limitações. Mas há um tipo de emotividade interessante aos ouvidos na junção dessa já citada “escassez” instrumental com a interpretação vocal da Jimin e da letra bonitinha que, aargh, sei lá. É necessária uma boa vontade da parte do ouvinte para ir nessa onda, admito. Comigo, rola muito bem. E, né, a figura mais despojada da Jimin em vídeo é muito divertida de acompanhar. Em MVs anteriores, ela meio que encarnava personagens de acordo com o pedido na proposta visual (algo também muito legal). Nesse, é como se ela só tivesse juntado os câmeras e produtores do After School Club prum rolé e filmado. Funciona em tela e ajuda no fator “mensagem” exigido. E já que essa mensagem nela me ajudou bastante esse ano a superar algumas coisas ruins que passei, espero que também ajude quem mais precisar.

29. BROWN EYED GIRLS – WONDER WOMAN

MELHOR VIDEOCLIPE

Tá aí uma grata surpresa. Eu jurava que esse comeback do Brown Eyed Girls seguiria como lenda urbana. E quando ele enfim foi confirmado, achei que seria totalmente passável, visto a ideia de montarem uma tracklist de covers retrabalhados. Felizmente errei feio e, oh wow, “Wonder Woman” se mostrou um dos grandes bops de 2019 em minhas playlists. Sonoramente, são várias e várias melodias e ícones 70s disco que grudam na cabeça como chiclete. Visualmente, um desbunde. Eu VIVO por esse MV com Gain e as outras servindo de machos para a bunch of queens vestidas de noivas. E vocês sabem que, por mim, quanto mais viadagem, melhor. Nenhum outro videoclipe ao longo do ano conseguiu se mostrar mais lindo, impressionante e emocionante de assistir. Sejam welcomidas de volta ao game, tias. Vocês estavam fazendo falta.

28. CHUNG HA – CHICA

Pra mim, a Chung Ha entregou uma das letras mais bonitas do ano na música pop nessa album track aqui. Há algo sobre vender essas mensagens de empoderamento, autoaceitação etc. em canções dançantes que totalmente cola comigo. Acaba sendo emocionante ao mesmo tempo que diverte, difícil de explicar até. A bridge no vídeo acima, com ela falando que não importa o quanto de vezes a pessoa falhe, desde que ela continue tentando assim mesmo, enquanto executa um bodyroll impressionante na coreografia, é como assistir o toque de um anjo. Bobagens à parte, que refrão forte, não? Poderia ter sido the single do verão coreano.

27. MAX – DRACULA

MELHOR COREOGRAFIA

Confesso que caí de paraquedas nesse retorno do MAX. Diferente de outros blogueiros velhotes de asian pop, nunca me importei de verdade com a carreira trash das back up dancers da Namie Amuro. Inclusive, jurava que sempre tinham sido 3, igual na época de Mi Mi Mi e outros “covers” que nunca entendi se eram ou não para serem levados a sério de verdade. Logo, me foi uma grata surpresa esse retorno do quarteto com algo “ruim mas que é bom” como “Dracula” e outra aí, bem mais afinadas que quase todo o resto que já tinha visto delas. Ouvindo isso, me sinto dentro de alguma fase de Megaman X ou qualquer loucura nintendista de décadas atrás, misturando rock e EDM com a velocidade aceleradíssima. De lambuja, ainda tem o clipe gótico on point com o cara avulso rebolando no camarote e a coreografia hilária das garrinhas, a mais legal desse ranking (poxa, Loona…). Bem vindas de volta também, outras tias.

26. CLC – ME

Aaaaarrgh, esse drop destruidor do refrão! O planeta inteiro sabe que isso aqui é “Hate”, do 4MINUTE com o Skrillex, refeita com uma abordagem mais reggae, mas ainda reciclando todos os truques maravilhosos que funcionaram no canto do cisne de HyunA e as outras que ninguém mais se lembra do nome. Os versos indo numa crescente, os elementos sendo adicionados até que, *POOOOWW*, chega o pancadão explosivo: está tudo lá, refeito de uma maneira tão legal quanto a original. É preciso ter muita sensibilidade para saber como montar esse tipo de número com histrionismos sônicos, coisa que poucos produtores no K-Pop têm (tome notas, Teddy!) Btw, Elkie está especialmente bonita nesse MV, não?


Isso por hoje. Amanhã, aquele clichê de rankings da blogosfera fundo de quintal, com todas as pérolas entre as posições 25 e 11, que mereciam estar no top 10, mas não estão por pura subjetividade deste que vos escreve.

E nisso, ainda rola a entrega de mais “troféus”, como o melhor single de boygroup, melhor baladão, melhor animesong, melhor música ruim e por aí vai. Até. \o

12 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2019 [40-26]

  1. Torcia pro LOONA pegar uma posição mais alta, mas OK, um top 40 não é de jogar fora.

    E a nova formação do FAKY aos poucos tá se mostrando cada vez melhor, com as novatas mostrando mais personalidade e ganhando linhas, e a Mikako também ganhando linhas e deixando de ser a Posh Spice do Japão. ainda sinto falta da Anna, mas com sorte logo a nova formação vai ofuscar a antiga.

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      1. Sem dúvidas. Pra mim, só é um pouco estranho ver elas este ano porque a formação anterior era muito bem azeitada, uma complementava bem as outras; agora as duas novatos estão se soltando e se descobrindo aos poucos, e o grupo está redefinindo sua identidade musical. Mas o que está saindo é bom, sim.

        Torço pra que um dia as FAKY usem essa formação atual pra gravar mais uma parceria com as FEMM. O contraste entre as FAKY todas animadas e as FEMM fingindo ser robôs é sempre maravilhoso.

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  2. Esse aí pra foi o mais consistente até agora, menos umpah umpah. Muita alta pra mim. Egostic das AOA em quarenta, tá baixo pra mim, merecia top 20 a melhor coisa desse ano. O bom que apink tá dentro do top30 (nunca pensei que torceria para o apink). Lion vai pegar o próximo top ou você vai dar uma de safado e colocar ela no top 10. Tô torcendo para antidote da faky entrar no top dez.

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