TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2018 [70-56]

E aí, pessoal. Vamos para mais uma parte do listão com os maiores bops de dois anos atrás. Não sei vocês enquanto leem, mas conforme fui escrevendo aqui, percebi que 2018 ainda está bem vivo na minha cabeça. Mesmo essas faixas que aparecem bem baixo no ranking são super fortes em minhas audições casuais. Acho que ouvi mais elas que boa parte dos trecos que saíram em 2019, por exemplo.

Enfim, nessas próximas duas partes, que vão da posição #70 até a #41, um punhado de músicas que ouvi bem mais que as 30 antes cortadas à longo prazo, mas que não são tão imbatíveis em minha cabeça quanto as que aparecem da posição #40 pra cima. Será que a sua favorita será cortada dessa vez? Já adianto que as song of the year do falecido blog do Dougie e do Wendell Gosto Meu rodam agora…

70. DAOKO – OWARANAI SEKAI DE

Infelizmente, a Daoko nos privou de ainda outro pancadão eletrônico para essa era. Triste, eu sei, mas com “Owaranai Sekai ne”, ao menos, ela cumpriu sua cota anual de música boa com certo louvor. Não é o tipo de coisa energética e fora da casinha que se tornou sua marca, mas soa bem agradável e, na falta de uma definição melhor, “refrescante” aos ouvidos. O tipo de trilha citypop japa elegante que vai envolvendo o ouvinte em seu diminuto universo conforme as estrofes vão passando.

 

69. EXO-CBX – BLOOMING DAY

Eu juro que essa música aqui, sobre “florescer”, cheia de duplos sentidos impagáveis na letra, está aparecendo na posição 69 por coincidência, gente. Quando eu vi, já estava aqui. Hahaha. Bom, o melhor treco relacionado ao EXO em 2018 foi o EP dessa unit com o ex-namorado da Taeyeon (?), com uma porção de faixas que misturam funkdancesynthpop 80s e demais influências para as pistas. Calhou que, a longo prazo, a title “Blooming Day” foi a que apareceu em maior frequência em minhas ouvidas casuais, então essa é a que aparecerá por aqui, mas ouçam o mini todinho. “Vroom Vroom” e “Sweet Dreams” também são gemas do cancioneiro masculino de dois anos atrás.

68. THELMA AOYAMA – TALK S2 ME

Lembram o que falei do LP da Thelma Aoyama, da ideia por trás dele ser homenagear (pfff) as sonoridades que ela ouvia em sua época de escola, o que rendeu faixas bem variadas em estilos e tudo mais? Então, ironicamente, justo a que eu mais ouvi nele foi aquela que em nada teve a ver com isso. Risos. Quem liga para coerência à proposta quando temos uma boa faixa de Tinashe como essa “Talk s2 Me” se mostra ser? Só faltou um clipe bem rebolativo, com coreografia, balé e todos os trecos que números desse tipo necessitam. Se tivesse rolado, certamente apareceria bem mais alto nessa lista.

67. MIYAVI, KATO MILIYAH – OUR LOVE

Eu adoro esse projeto “Samurai Sessions”, do Miyavi, de chamar um povo para cantar em seus álbuns enquanto ele toca guitarra e faz backing atrás. A maioria dos resultados é sempre de alto nível. No último deles até então, liberado em 2018, até o fucking Samuel L. Jackson bate ponto. Dentre as mais legais da tracklist, sou apaixonado por essa com a Kato Miliyah, energética para caceta, daquelas que vão chamando o ouvinte para se juntar à proposta, que pedem para ser repetidas com certo afinco. Não chega a ser a melhor do Miyavi e nem da Miliyah em tal ano (a melhor dela aparece ainda nesse post, aguardem), mas é um ponto alto na discografia de ambos que muito me satisfaz.

66. TOKYO GIRLS’ STYLE – LAST ROMANCE

“Música de menininha”. O Tokyo Girls’ Style é desses acts que proporcionam números estupidamente ótimos em tais parâmetros. “Last Romance” é muito legal, levantando uma atmosfera edificante a cada nota tocada. E elas conseguem isso mesmo com o uso de sintetizadores surpreendentemente pesados e um tiquinho mais complexos e dissonantes que o habitual nesse nicho. Por mais idol groups que saiam assim da casinha daqui pra frente. Btw, a thumb acima, com a mina encharcada de tinta azul sugere algo super sensual, mas o clipe não é por aí não. O pacote todo tá mais pra, hã, elegante, fino…

65. LOONA – STYLISH

Acho louvável quando a mão dos produtores é forte o bastante para tirar algo ligeiramente básico para fora de seu pacotinho de delimitações. “Stylish” bem que poderia ser só outra dessas faixas urban divertidas de ouvir, mas genéricas quando dispostas lado a lado com outras. No entanto, a adição de riffs de cordas e o uso correto de momentos de “silêncio”, com a vocal line esbanjando harmonia num acapella delicioso, faz desse um bop bem maior do que o esperável. Por essas e outras que o Loona despontou como um dos nomes mais interessantes do K-Pop atual.

 

64. BOA – CROW

Nossa, essa é tão maravilhosa. Não acredito que não foi usada como single. Adoraria um videoclipe bem caro, com BoA e trinta e sete bailarinos executando movimentos em cenários deslumbrantes da avex. De qualquer maneira, “Crow” consegue funcionar (e muito) mesmo sem qualquer auxílio visual. Ela porta um instrumental eletrônico super esquisito, mas que funciona bem ao Pop. Lembra drum’n’bass, rolam uns acordes de violão, uns estalos de dedo que tornam-a experimental em dados momentos, uma modulação no refrão final bem bacana depois da bridge fantasmagórica super dramática. Estranha e gostosa.

63. RIRI – THAT’S MY BABY

A cada quatro mudanças de estação, o público japonês escolhe alguma mina bonitinha de voz forte para jogar seu confete. Em 2018, foi a vez da RiRi, em meio a sua transição-disney-girl de sensação infantil para cantora mais velha e mais abrangente. Não vejo a hora dela atingir o nível-miley-cyrus e soltar uns bops cachorrões de choque gratuito. Certamente, adorarei quando acontecer. Enquanto não rola, podemos aproveitar “That’s My Baby” gostosinha, bem em linha com o que a Ariana Grande cantava em 2013 e a Mariah Carey duas décadas antes. Eu gosto.

 

62. MOMOLAND – BAAM

Esse vídeo é espetacular! A ideia de colocarem elas fazendo chacota de várias nacionalidades, com um telão atrás mostrando os países servindo de cenário, tal como se tudo fosse uma grande adaptação de Street Fighter, é boa demais! Nem acredito que, à época do Fundo De Quintal Awards, vocês ignoraram essa. Que vergonha, leitores. Btw, farofão ótimo, não? Lembram que rolou até um movimento das armys retardadas atacando o Momoland e o Shinsadong Tiger por cometerem “autoplágio”? Hahaha, que fanbase patética.

 

61. KATO MILIYAH – I HATE YOU

Não sei vocês, mas o vocal nas músicas da Kato Milyah sempre me incomodou um pouco. Nunca me soou corretamente afinado, é como se tivesse sido adicionado erroneamente em todas as faixas que ouvi dela. Só que essa “dissonância” caiu tão bem aqui em “I Hate You”. O fato de parecer que ela está cantando por cima de um vocoder casa perfeitamente com o instrumental new romantics 80s proposto. O refrão ultraemotivo é um petardo, o solo de keytar no finzinho é só a cereja do bolo. E o clipe emulando programas de venda antigos? Um dos maiores do ano. Pra mim, segue fácil como seu melhor esforço até então.

60. WHEE IN, SIK-K – EASY

2018 foi um ano bem movimentado para o Mamamoo. 3 comebacks coreanos, debut japonês, vários singles individuais para todas as integrantes. Quem bom que, mesmo já populares e com seu nome gravado na indústria, a gravadora insiste em trabalha-las o quanto pode. Essa “Easy”, da Wheen In, é uma das que mais escuto relacionadas ao grupo. Delícia demais, divertida, cheia de momentos rebolativamente envolventes, é daquelas que dá vontade de sair cantando e dançando pela casa. Os “Too late, too late, it’s so stupid, stupid, no way, no way, it’s no easy…” são viciantes. Tomara que abram ainda mais a carteira daqui em diante e rolem minis individuais nessa linha. Só singles isolados não são o suficiente.

59. HEIZE – MIANHAE (SORRY)

Gosto muito do jeito agridoce como a Heize brinca com propostas aqui. A letra de “Mianhae” é extremamente triste, pra baixo, depressiva, mas o instrumental colocado é inusitadamente feliz, vibrante, exuberante, quase como a trilha de um desenho animado. E tudo fica ainda melhor com o modo que ela canta, ligeiramente debochado, mas derrapando no sentimentalismo aqui e ali. Num todo, me lembra o que a Lily Allen costumava fazer em seu ápice. E ainda tem o plus do videoclipe acima ser uma loucura creepy doentia dos DigiPedi, elevando o pacote todo prum patamar ainda maior. Assistam, sério.

58. RED VELVET – REALLY BAD BOY

Eu acho super estranho o fato de “Really Bad Boy” ser tão oito ou oitenta dentro da fanbase capopeira. Uma galera ama e defende com unhas e dentes, enquanto, do outro lado, o povo exclama que essa uma das maiores porcarias já lançadas pelas cinco cáries de Cerberus. Pra mim, nem um, nem outro. “RBB” é, huh, BASTANTE Red Velvet em seu lado red. E por lado red, me refiro àquilo de seu instrumental ser uma loucura de camadas atropelando umas às outras, enquanto as cinco inflamações de ouvido do azazel entregam exageros vocais como se Christina Aguilera, Ariana Grande e outras gostosas-que-gritam do pop resolvessem montar um girlgroup. Mas o Red Velvet sabe fazer essas estranhezas funcionarem na prática, então, o single acaba sendo mais um acerto em sua discografia – o melhor em tal ano, btw.

57. BOA – JAZZCLUB

Jazzclub Essa belezinha aqui, num primeiro momento, havia passado despercebida por mim. Talvez eu esperasse algo mais explosivo como lead single, sei lá. Mas as semanas (e anos) seguiram e, agora, me vejo totalmente capturado pela proposta colocada aqui. Adoro o modo contínuo como o instrumental é levado e como a própria interpretação vocal da BoA é desenhada, adoro o rife de saxofone, adoro como o refrão surge bem sutil, quase como uma continuação simbiótica dos versos, ambos totalmente imersos na construção melódica jazzística dançante. Essa é, talvez, a melhor faixa de trabalho dela no J-Pop desde… “Masayume Chasing”? Acho que sim.

56. (G)I-DLE – HANN

Mais outra que demorou pra funcionar comigo. Acho que eu não esperava que, já em seu primeiro comeback, o (G)I-DLE fosse apostar num número tão “chique” e delicado quanto “Hann”. Mas o tempo é ótimo para abrir nossas cabeças, caras, e hoje vejo esse lançamento como um dos grandes highlights de 2018. Soyeon e as outras, a partir dele, ganharam cores próprias como grupo. Não atuaram como um novo 4MINUTE, nem como uma resposta da Cube ao 2NE1 da geração (BLACKPINK, no caso). Por “Hann” e demais releases posteriores, o (G)I-DLE mostrou-se um girlgroups único em si, que consegue transitar entre propostas mais rampeiras e conceitos mais refinados sem se perder no meio no caminho (shade pro CLC). Um bop que nem Park Bom conseguiu estragar. :V

E lá se foi mais uma. Surpresas? Corações destroçados? Espero que sim.

Para a próxima, 5 capopes (uma album track de boygroup, duas titles e um single de solista e a música do Loona que rankeará mais alto nessa lista) e 10 jotapopes. Chutem aí, embora vocês sejam péssimos em acertar. :v

3 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2018 [70-56]

  1. Caramba, não consigo imaginar qual música do LOONA seria a mais alta… Hi High? Yeolgi? Perfect Love? Seja como for, fico meio decepcionado que elas não vão entrar no top 10 ou top 20, mas pelo menos você colocou várias músicas delas dentro do top 100.

    Sobre Stylish, lamento te desapontar mas a “harmonia” no acapella não é realmente uma harmonia; é a voz da mesma garota (no caso, a HeeJin) colocada com um efeito de eco… Se serve de consolo, o refrão final de Yeolgi sim é cantado por todas elas (daí aquela “explosão” vocal maravilhosa nessa parte). E claro, o fato da “harmonia” de Stylish não ser realmente uma harmonia não muda o fato dessa ser uma parte excelente da música.

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