TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2018 [40-26]

E agora, começamos a nos aproximar do final desse listão. Com só 40 músicas restantes, esse ranking enfim começa a se levar a sério (pffff) e elencar as posições, de fato, com o quão uma é melhor que a outra e blá blá blá vocês já sabem disso.

Tem uma porrada de solos coreanos abaixo. Será que a favorita de vocês irá aparecer? Bom, não se for a Sunmi, que nem na lista de pré-selecionadas entrou… :v

40. CHUNG HA – ROLLER COASTER

Será que as outras meninas do I.O.I têm raiva acumulada por a Chung Ha ter sido a única a fazer sucesso pós-disband? Imagina ter que dividir a atenção com outras trinta e sete meninas em seus respectivos grupos flopados enquanto a gostosa de uma das menores empresas na competição conseguiu se tornar uma solista de alto alcance… Que barra. “Roller Coaster” é boa pra caralho, né? Um tiquinho exagerada nas várias escolhas instrumentais, mas efetiva como uma farofa para bater cabelo e fazer carão na balada. Entrou no meu celular no dia que foi lançada e permanece lá, tocando diariamente, até hoje. Agora, todo mundo cantando junto: “A rola encosta, uoooouooouou, rola encosta, uoouououou…

39. DAY6 – IF ~MATA AETARA~

Nossa, como eu adoro “If ~Mata Aetara~”. A real é que a estética sonora e visual do DAY6 puxa muito mais pro que é radiofônico e popular no Japão que na Coreia do Sul. Esse estilo Pop/Rock 2000s casa perfeitamente com o que nomes contemporâneos de lá fazem, com o que é utilizado em soundtracks de animes e doramas nipônicos (isso aqui mesmo foi tema de um tal “Repeat ~Unmei wo Kaeru 10kagetsu~”, que eu jamais assistirei). É estranho que a JYP tenha enrolado tanto para investir com eles nesse mercado. Os acordes no finalzinho do refrão são deslumbrantes. Nota 10 em 10, sendo que nem foi a melhor deles esse ano.

38. PRIMARY, ANDA, XIN SEHA – MOONLIGHT

Vocês já estão cansados de saber que eu sou aficionado por sonoridades do final dos 80s e começo dos 90s. Além do popão radiofônico dessa época, também curto muito os sons “synthrock” vindos de grupos europeus – sobretudo do Depeche Mode. Isso de produzirem híbridos de melancolia e felicidade em forma de canções, que servem tanto para as pistas, quanto para ouvidas mais intimistas, é fenomenal. O Primary e a Anda conseguiram revisitar isso tão bem em “Moonlight”. Quando ela começa, é como se eu fosse transportado para algum motel alemão, com todo mundo suado e fumando, dias antes do muro de Berlim ser derrubado – basicamente, o cenário de “Atômica”, aquele filme de espião da Charlize Theron. Um hino.

37. TIA RAY – DON’T SPEAK

O Dougie, do falecido “Why, Dougie?”, sempre vem com essas cantoras asiáticas de fora do eixo Coreia-Japão que eu só acabo dando bola muito depois e pensando “nossa, eu deveria deixar de ser tão preguiçoso e começar a prestar mais atenção no cenário MandoPop“. O que, na real, quase nunca acontece, pois fico sem saco de ir procurar por mim mesmo. Então, thank you Dougie por nos apresentar a Jessie J chinesa em 2018, pois essa “Don’t Speak” emulando CeeLo Green tá no meu celular desde então e tudo o que eu quero quando acabo me metendo num engarrafamento é botar um casaquinho de pelúcia amarelo e sair rebolando ao som dela pela rua.

36. SHIGGY JR. – SUN IS COMING UP

Ainda outra do ótimo “Kick Up!!”, EP do Shiggy Jr. E enquanto a “Do You Remember”, de partes atrás, tinha no funk seu fio condutor em maior evidência, é no disco setentista o maior foco de “Sun is coming Up”. Tudo nela é imerso naquela vibe radiofônica retrô de beira de estrada, do teclado à guitarra marcada, da interpretação melancólica da vocalista ao refrão chiclete. Pra mim, a melhor do grupo em todos os tempos.

 

 

35. ADOY, GEORGE – BLANC

Aaaarrrrgh, como eu amo essa! E pensar no quão aleatória foi a maneira que conheci o trabalho do ADOY. Lembro que estava dando uma bisoiada no K2nblog para umas compras semanais, aí me deparei com essa capa estilo anime retrô toda estilizada e icônica. E o que veio no EP foi uma surpresa ainda maior: uma porção de hinos emulando pop eletrônico oitentista, meio inspirados no citypop japonês, mas juntando também outras influências. A melhor em todas nele é essa “Blanc”, sendo a conversão de alegria em áudio por 3 minutos. Bem estilo karaokê, tal como é montado o lyric video acima. O oriente nos proporciona momentos ótimos, não?

34. HWASA – BE CALM

Isso aqui é uma joia escondida que pouca gente deu bola. Devem ter achado que era só uma vinheta no final do clipe de “Starry Night”. A real é que a Hwasa já havia me conquistado como solista bem antes de seu debut oficial. Em “Be Calm”, temos a boazuda evocativa de acts hipsters, entregando uma balada de letra bonitinha, instrumental acalentador e interpretação vocal tocante. Pra mim, foi a melhor coisa do Mamamoo em meio ao tanto de lançamentos legais que o grupo teve dois anos atrás. Como eu disse no parágrafo da Wheein, singles não são o bastante para as integrantes do quarteto. Eu quero minis, LPs e tudo mais em suas carreiras individuais.

33. BOA – MANNISH CHOCOLAT

Outro dos vários pontos altos do LP de nome enorme da BoA. “Mannish Chocolat” é uma porrada sonora. É um daqueles houses noventistas sujões, com sintetizadores gravíssimos capazes de transportar o ouvinte para uma ballroom party esfumaçada duas décadas atrás, com drags batendo cabelo no palco e todo tipo de gente voguing na pista. O refrão safado repetitivo é como anfetamina (boa sorte tentando tirá-lo da cabeça depois de ouvir pela primeira vez). Devia ter sido single, devia ter ganhado clipe. Mas a vida é uma merda.

32. HYOYEON – SOBER

Tenho certeza absoluta que, daqui uns anos, essa “fórmula” atual adotada por quase toda nova cantora querendo pagar de cool, se juntando com algum DJ que aumente seu passe, pegando canções cujo refrão, na verdade, é um conjunto de melodias sintetizadas mais “para baixo”, “entristecidas”, se tornará algo super datado. Duvido que consigamos escutar, sei lá, alguns trecos da Halsey, da MØ, ou da Zara Larsson, que hoje soam frescos, sem um certo estranhamento causado pela repetição massiva em outra hora. Com isso em mãos, ao menos, a Hyoyeon poderá se gabar de ter soltado a melhor faixa de tal layout. “Sober” pega todos esses maneirismos e usa excelentemente bem, de modo a criar um número emocionante que ganha muito por conta de sua interpretação caracteristicamente bêbada, mais rasgada, suja, mas super emotiva. Não sei se, em, vá lá, 2020, ainda acharei isso, mas “Sober” foi, ao menos durante o período passado em 2018, uma das músicas mais legais que ouvi no K-Pop. O corte de uma geração. (Update 2020: “Sober” caiu de #3 para #32, mas Hyoyeon segue minha rainha)

31. JESSI – DOWN

Falando em solistas gostosas lançando bops icônicos para rebolar a bunda a noite inteira, a Jessi em 2018 finalmente soltou um jam radiofônico rompedor de nichos para chamar de seu. “Down” é seu esforço mais Pop e likeable até então, o que é ótimo para ampliar seu alcance como cantora além dos limites da cena urban coreana. Esse é um daqueles casos onde todos os fatores da equação colaboram para que o resultado seja alto. Os produtores conseguiram combinar a interpretação mais “bêbada” da Jessi com um instrumental refrescante e poppy, mas com pulso o bastante para não se deixar tornar barulho de fundo. Há algo na levada da melodia e nas variações que a torna ligeiramente menos inespecífica quando colocada lado a lado com outros números tropicais. O refrão é matador, a coreografia também, o clipe praiano com ela sendo gostosa e bronzeada enquanto suas bias fazem tratamento para clarear a pele é maravilhoso. Tudo bom demais.

30. HYOLYN – SEE SEA

Ainda piranhando pelas praias do verão coreano, temos a própria rainha da estação provando que ainda tem muito o que explorar dessa fatia de mercado propensa à canções genéricas (no bom sentido, é claro) para aproveitar o dia ao sol. Embora “See Sea” tenha um pezinho no House, os produtores não deixaram que os sintetizadores usados ou outros ícones sônicos chegassem muito perto do dois pra lá, dois pra cá tropical ou dancehall já desgastado. Ela é mais bubblegum, não imerge nos maneirismos dessa vertente, com uma cama forte de outros trecos que lhe dão mais forma. Há algo mais, huh, contemplativo aqui, mais viajado, nem sei definir o que exatamente me traz essa impressão. Me soa mais como um número de banda indietronic hipster do que como um de diva Pop num geral. Com o plus de, diferente de vocalistas desse tipo de grupo, a Hyolyn, de fato, cantar muito e sua interpretação conseguir elevar uma demo como quase ninguém. The summer queen being the summer queen ao máximo.

29. J-HOPE – DAYDREAM

O maior mérito de “Daydream” é seu instrumental conseguir funcionar fora do Hip Hop, moldando a faixa num híbrido com o Pop que a torna super palatável mesmo aos que não dão muita bola ao rap idol coreano. Diferente do ordinário entre os k-rappers, que ou vão numa onda MUITO try-hard e irritante, ou “não vão” NADA nisso, entregando quase baladinhas letárgicas como produto final, “Daydream” DIVERTE do início ao fim, DÁ VONTADE de escutar, e também de REPETIR quando acaba. Fácil a melhor coisa solo do BTS em todos os tempos, além de ser a mais legal relacionada ao grupo em 2018.

28. BOA – ONE SHOT, TWO SHOT

Que ano para a BoA, não? Vários releases variando entre ótimos e excelentes no Japão e na Coreia do Sul, como se estivéssemos na primeira metade da década passada e ela ainda fosse alguém relevante nesses lugares. E se na Terra do Goku ela jogou no safe, com canções que já são comuns em seu repertório (ótimas, mas comuns), foi em seu primeiro (!!) EP sul-coreano que ela resolveu sair da casinha, se aproveitando de várias tendencias atuais durante a tracklist. “One Shot, Two Shot”, por exemplo, brinca com house e r&b eletrônico, entregando um jam para as pistas absurdamente envolvente e que pede para ser repetido, tão grudento que é do início ao fim. É ótima para ouvir no metrô e piranhar igual ela faz no clipe.

27. TAEYEON – SOMETHING NEW

Seria “Something New” o melhor solo da Taeyeon em todos os tempos? Ainda não parei para raciocinar sobre isso. Instrumental implacável, interpretação vocal gostosíssima, videoclipe incrível. Bacana ver que, mesmo com todo o boost de popularidade atraído por seu nome e a quase certeza de que qualquer coisa na voz dela irá vender bem, a soshi e seus produtores ainda buscam experimentar sonoridades, ir por estradas paralelas ao comum. Boa sorte tentando tirar os “na na na na na na na na na… sooomethiing neeew” da cabeça.

26. APRIL – OH! MY MISTAKE

O repertório do April é tão asquerosamente terrível que ouvir algo ÓTIMO delas me é como uma falha na matrix, causa uma estranheza imediata. Como que pode a DSP ser tão demente em relação a esse grupo, sendo que pariu ótimos exemplares para o capopeiro médio, como KARA e Rainbow? Vai entender. Os sintetizadores 80s são muito bem usados em “Oh! My Mistake”, inserindo em toda a track uma empolgação espevitada divertidíssima de ouvir, e repetir, e repetir, e repetir, e repetir… Os versos cantados como se tudo fosse uma grande conversa são surpreendentes, ainda mais por a letra ser uma coisa debochadíssima. Já o refrão, certamente, é o ponto alto de toda a produção. Tá aí uma surpresa. E então morreu. Porra, DSP…

E lá se foi mais um. Na próxima parte, aquele clichê de rankings da blogosfera fundo de quintal, com todas as maiores pérolas de 2018 que, por pura subjetividade desse que vos escreve, acabaram não aparecendo entre as 10 mais.

Spoilers: 5 representantes do J-Pop (incluindo no bolo a melhor animesong de 2018 e faixa que, originalmente, tinha alcançado o #1 da lista) e 10 do K-Pop (5 de grupos femininos, incluindo o melhor debut do ano, 4 solistas, com uma delas entregando a melhor balada do ano, e uma unit com um casal e um voyeur). Um sorvete para quem chutar corretamente.

12 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2018 [40-26]

  1. April lançou a versão japonesa de uma faixa do The Ruby, umas baladinhas mongóis e uma até de um dorama famoso em 2019 (inotável pois quem em sã consciência gosta disso?). Pelo visto a própria Naeun confirmou que o April vai voltar no início desse ano, não quero criar expectativas e só pra vir uma nova Dream Candy 😦

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  2. melhor debut deve ser izone, ja q preferiu hann que latata e loona ja rodou #rip

    agora só espero q a yubin tenha os dois lançamentos no top 10 e que good evening tenha caído do pódio

    aliás, justice for bingle bangle

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  3. sabe que eu nunca dei muita bola pra carreira japonesa do day6 (tirando kiminara que é maravilhosa), mas essa aí é bem boa.. o 2018 deles foi muito bom na coreia, os dois eps foram legais (somehow e days gone by são meus hinos).

    sobre o april, as integrantes (principalmente a jinsol e a naeun) vingaram fazendo atividades solo, então acho que não é prioridade da DSP dar um comeback pra elas agora, infelizmente…

    Curtido por 1 pessoa

  4. “Bom, não se for a Sunmi, que nem na lista de pré-selecionadas entrou”
    Um monstro desses merece perdão?
    Acredito que não

    Achei que eu fosse a única que gostou de If ~Mata Aetara~ do Day6, inclusive quando saiu eu não chamava assim pq eu li primeiro o nome em inglês
    Agr n lembro mais qual é, pq eu esqueci da música com o tempo, então é bom reviver a magia

    Moonlight do Primary e Anda estaria muuuuito mais alto no meu Top de 2018
    Se eu tivesse feito 1 obviamente
    Acho um hino do sad/happy, não sai da minha playlist nem ferrando

    Be Calm da Hwasa é mais uma que eu esqueci com as idas e vindas da vida
    Com a chegada do streaming na minha vida apaguei um monte de coisa e ela deve ter ido junto
    Tão gostosinha, ai
    Amo as coisas mais indies que Mamamoo lança, e concordo plenamente
    que singles não são o bastante pra elas solo, elas tem culhão pra fazer história como Solistas

    Sobre Down da Jessi, é minha preferida dela e meu hino oficial de Verão, mas com ela eu finalmente entendi quando o povo reclamava dos drops de rap nos singles de Kpop, minha alma doi um pouquinho toda vez que ele vem

    Sobre a Hyolyn, condordo plenamente que
    sua interpretação eleva uma música como quase ninguém
    E eu como boa cadelinha de vocais, muitas vezes sinto nas músicas de Kpop, de um vocal mais forte ou mais marcante
    Por isso que ouço tanto cover, inclusive recomendo, tem umas pérolas maravilhosas entre os covers de K-Idols
    Meu favorito é o da minha deusa vocal So jung “I Don’t Love You” que eu caguei pra original, mas na voz dela me faz querer chorar rios

    E por fim, amo Something New da Taeyeon, ela me faz, sei lá querer vender meus dois pertences e ir pelo mundo sem rumo com meus 12,50
    Maravilhosa a sensação, ouço sempre em viagens

    Enfim
    Eu falo demais
    Confiram eu falando demais sobre o Loona no meu blog
    https://discothequedreams.wordpress.com/2020/01/31/criando-expectativas-loona-so-what/

    Curtido por 1 pessoa

  5. 90% das músicas dessa lista estão na minha playlists de kpop no spotify e escuto até hoje. Não sei se isso é algo bom, parece que parei em 2018 e nem percebi. E o ano de 2019 nem foi tão ruim assim né

    Curtido por 2 pessoas

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