Em “So What”, Loona erra feio e entrega seu pior single em todos os tempos

Olá, seus reclamões de poucas linhas para suas faves em grupos nugu de baixo alcance. Como estão? Aproveitaram bastante o carnaval? Espero que sim. Embora não seja quarta-feira de cinzas e metade do Twitter esteja fazendo aquela piada com “Todo Carnaval Tem Seu Fim”, do Los Hermanos (enquanto a outra metade se divide entre reclamar dessa galera e declarar que devemos ouvir todos os lados), para esse tiozinho aqui o feriado já deu o que tinha que dar. Então, hora de retomar os trabalhos aqui do blog (que, inexplicavelmente, continuou recebendo boas visitas mesmo de férias, wtf).

A ideia inicial era que eu voltaria só no último dia do mês (esse ano é 28 ou 29?), com a primeira seleção da já manjada playlist de bops asiáticos que vou atualizando a cada virada de página no calendário. No entanto, como conheço vocês que acompanham essa bagaça, sei que comentários consternados viriam a respeito da ausência do Loona em tal listinha (Wendell Gostomeu e Brave Sound certamente armariam uma arapuca para arrancar meus órgãos internos), aí eu teria que ficar me justificando nos comentários e trecos do tipo. Visto isso, é melhor já me adiantar: So What é fácil a pior música do Loona em todos os tempos e não existe fator biased o suficiente que me faça fingir que não…

Para evitar o chilique de eventuais gatos pingados orbits que venham aparecer aqui por algum link de redes sociais, um disclaimer: eu adoro o Loona como grupo, acho que a proposta da BBC lá atrás de ir apresentando cada uma delas com releases individuais e em subunits foi excepcional, tenho umas cinco ou seis garotas que gosto muito de ouvir e ver em tela, entre os nugus atuais esse é provavelmente o melhor e com mais chances de, de fato, estourar. O problema é que nem só de conceito, carisma e cheats de dinheiro militar infinito vive o K-Pop. No fundo no fundo, o mais importante é… a música. E nisso, “So What” passa longe de acertar.

“So What” sofre do mesmo problema que alguns outros lançamentos farofa de grupos grandes nos últimos anos que dividiram opiniões entre as fanbases: os produtores erram a mão na inclusão de elementos dentro da backtrack, com essa mistura sendo tão pouco alinhada e exagerada que, ao final, o resultado é absurdamente cansativo e bem pouco convidativo a um replay. E música pop é feita visando replays. Ouvir “So What” é como comer strogonoff com feijão, angu e sopa de ervilha. São várias coisas que seriam interessantes separadas colocadas juntas, uma se sobrepondo à outra, com um gosto final nauseante.

É perceptível uma veia meio latina em alguns momentos da levada instrumental e vocal das meninas, mas ela acaba sobrepujada por sintetizadores que vão do dubsteptrap ao EDM com poucos segundos de separação. Ainda falando do vocal, o grupo não nivela direito entre as partes mais faladas, as partes cantadas mais melódicas e os esforços mais agudos. Em dados momentos, é como se tudo fosse uma gritaria descontrolada, mas não no bom sentido. E faltam partes que fiquem na cabeça, partes tão grudentas quanto os “frai laike a butterflaaaaiii” ou “hiii hiii hiii hiiighhh” ou “singing in the raaaaaaiiiinnn” e mais vários outros momentos de puro chiclete que o grupo já proporcionou ao longo dos últimos anos. Mesmo a bridge mais emotiva que tentam enfiar lá por 2:56 acaba sumindo em relevância quando o refrão horrível insiste em retornar. Nada se salva em “So What”.

Outros exemplos de confusões sonoras inaudíveis para ajudar na comparação

BIGBANG quebrando a energia trasheira que vinha sendo construída nos versos para enfiar um break avulso que em nada casa com o resto…

BLACKPINK omitindo quaisquer melodias cativantes para dar ênfase a uma porção de barulhos desconjuntados que em nada são ajudados pelos versos nada grudentos do quarteto…

Weki Meki também naquilo de enfiar trinta e quatro ideias numa mesma faixa.

Todas essas músicas acima, incluindo a do Loona, compartilham do mesmo problema, a falta de sutileza. Mesmo farofões para fritar nas pistas de dança precisam de sutileza, ou se tornam inaudíveis fora delas ou de estados etílicos elevados. Na música pop, entre ouvir algo divertido, agradável e grudento, que fica na cabeça por muito tempo, e trecos trabalhosos, que exigem um certo esforço para relevar os defeitos, a escolha é bem fácil, não? Ainda mais levando em conta lançamentos recentes ótimos, como do IZ*ONE, KARD, Everglow, Momoland, GFRIEND, dentro outros, nessa balança.

Quando ao mini, pode ser que eu faça um review mais pra frente, mas já adianto que achei todo ele mais fraco que kissuco diluído para render. Ironicamente, a melhor música nele ficou só para as versões físicas do álbum:

Vai entender. Porra, BBC, vocês prometeram tanto…

Amanhã, pacotão com mais porcarias que saíram nos últimos tempos e serão ignoradas na playlist. Flw vlw.

21 comentários em “Em “So What”, Loona erra feio e entrega seu pior single em todos os tempos

  1. Eu passei a gostar mais de So What com o tempo, mas como você ressaltou, não é uma música que dá para ficar ouvindo repetidamente igual louco.

    Pra mim, das músicas do ITZY ficaria Icy>>>>>So What>Dalla Dalla.

    E quanto ao álbum… cruzes! Todos os outros do grupo têm pelo menos uma b-side memorável. Mas não é o caso desse.

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    1. Acorda, não sei o que é pior, falar dizer que So What é ruim, quando é tudo questão de gosto, ou citar BANG BANG BANG e DDDD também, sendo que os dois são hits 💀💀 Tudo bem que So What não é aquele tipo de música que você pode/consegue escutar várias vezes que nem louco, mas ela tá longe de ser ruim; ela causa um estranhamento mas isso é inevitável visando a mudança drástica de conceito.

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    1. A integrante ausente é a HaSeul, líder do grupo. Ela não participou do single nem está participando das atividades de divulgação, só vai voltar depois que a divulgação tiver terminado; apesar disso, ela gravou vocais pra três das B-sides do EP novo (quatro se contar a faixa exclusiva das versões físicas).

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        1. Pois é, por incrível que pareça essa posição a HeeJin não pegou (embora tenha ficado como main vocal, main dancer, main rapper, face e visual do LOONA). HaSeul é a líder do grupo completo e também do 1/3, enquanto Kim Lip é a líder do OEC, Yves líder do yyxy, e a pirralha do sapo líder da unit imaginária dela.

          Faz sentido se a gente lembrar que a HaSeul tem muito jeito de mãezona protetora (inclusive com as três colegas MAIS VELHAS QUE ELA…).

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          1. (aliás, se um dia a BBC trouxer de volta as units do LOONA, eu não ficaria surpreso se eles colocassem a pirralha no lugar da HeeJin no 1/3, só pra lançar a HeeJin oficialmente como única solista do grupo…)

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  2. Brave sound deve tá desgostoso agora, ele tava em um nivel army com loona, a ponto de aceitar qualquer coisa, jesus, nem parece aquele grupo promissor do ano passado.

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    1. Mas eu continuo gostando de So What. Embora realmente, ele não supere o ápice do grupo que foi Butterfly, mas é melhor que Hi High (o fato de eu não gostar de aegyo pode ter a ver com essa opinião, claro).

      Mas claro, como o Lunei bem aponta, ele gosta do LOONA mas não gostou desse single e do EP deste ano… e tá TUDO BEM. Não é porque a pessoa é fã que tem que gostar de tudo que o grupo lança ou mesmo que tem que apoiar. Minha opinião vai mais pro lado da resenha da Carla do Whatever Music Basement, mas toda opinião é válida.

      (quer dizer, menos a opinião de quem gosta das músicas do Apink antes de I’m So Sick. Aí não tem como defender)

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  3. Não achei So What tão ruim quanto dizem, e é capaz que vire uma faixa ruinvilhosa p/ mim. Mas foi uma burrice extrema da BBC deixar Day&Night nas edições físicas do álbum

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  4. Estou lendo seu artigo agora no começo de maio, mais de dois meses depois do seu review e vou dizer uma coisa. Se eu tivesse lido no dia que você postou, estaria concordando com quase tudo..hahaha

    “So What” me causou espanto na primeira vez que escutei e eu fiquei sem repetir a faixa por umas duas semanas. Mas daí ela entrou uma vez aqui, outra ali no meio das indicações do youtube e com o tempo eu fui gostando e PRINCIPALMENTE entendendo a faixa e o MV. E hoje eu simplesmente amo a musica.

    Loona como sabemos é um grupo que veio pra abalar a estrutura do Kpop com propostas diferentes de tudo o que vinha sendo produzido na época, mas de uma forma curiosa, mesmo com tantos conceitos distintos, acabaram criando um estilo Loona de ser, que era facilmente inidentificável.

    Esse MV e musica é uma quebra nesse “estilo” e talvez por isso deva ter chocado e desagradado a muito de nós inicialmente, mas poxa…é exatamente a isso que Loona sempre se propôs, não? Quebrar expectativas!

    Então abrindo minha mente para tal fato, vi que na verdade a montagem toda é muito bem feita. Tanto a musica quanto o clipe gritam na sua cara a todo momento que elas são más! que são agressivas! Então não tem como ser harmonioso, tem que ser pesado mesmo!

    E o MV passa isso. Te passa uma aura durona que é capaz de se você ver alguém te olhando durante o clipe, você olhar pra pessoa e dizer “Qualé? o que ta olhando?” com cara fechada e dedo apontado…kkk

    Então mais uma vez, sou obrigado a dar o braço a torcer pro Loona e pagar um pau pra elas!

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