PLAYLIST | Asian Pop 2020: Update de janeiro e fevereiro

Olá, seus haters da Yezi no Twitter. Como estão? Fevereiro se foi, janeiro sequer deixa saudades. É hora de começar uma nova playlist anual aqui do blog e ir atualizando com o que de mais ketchy saiu no asian pop nesse primeiro bimestre.

Para quem é novato aqui no Miojo Pop (muita gente chegou pelos posts do BTS no final do mês passado), desde a época do falecido blog azul, tenho o costume de montar uma grande playlist anual no Spotify, que é atualizada mensalmente com os melhores trecos lançados no K-Pop, J-Pop, MandoPop, etc., e meio que serve de “spoiler” pras listas de melhores do ano que faço em dezembro. Obviamente, esses updates mensais seguem o meu gosto pessoal. Ou seja, independente da relevância do act dentro desse nicho, das vendas e tudo mais, se eu não curtir as músicas, elas não entram – BTS, IU, Taeyeon e Loona, por exemplo, não darão às caras nessa leva.

Isso explicado, vamos ao primeiro conjuntão de 2020, compilando as mais mais de fevereiro, janeiro e uma filha perdida do final de dezembro…

01. E-GIRLS – ANOTHER WORLD: Eu não esperava isso, mas a melhor música do E-Girls desde “Pink Champagne”, lá de 2016, foi justamente sua “despedida” como grupo. A razão disso se deve ao fato de, dessa vez, elas terem focado em entregar um som semelhante ao que de melhor faziam enquanto um megazorde de girlgroups, esquecendo as bobagens derivativas adotadas após se tornarem um grupo próprio e mais enxuto. “Another World” é o pancadão de balada gay que elas fazem como ninguém. Uma pena ter vindo tão tarde. Pra mim, é o melhor J-Pop desse ano até então.

02. RINA SAWAYAMA – COMME DES GARÇONS: A Rina Sawayama é uma cantora nipobritânica massivamente divulgada pelo Dougie no Twitter, cujo foco de mercado está no ocidente e não no oriente. Mas usarei a minha carta mestra de dono do blog para ignorar esse fato e, tal como faço com os releases da Tiffany, considerá-la dentro desse nichinho. “Comme Des Garçons” parece ter sido pensada do início ao fim como um número de lipsynch para drags, tão associável a esse arquétipo sonoro que ela é. É para ouvir e sair fazendo catwalks pela rua.

03. IZ*ONE – FIESTA: O ápice do IZ*ONE como grupo em outra daquelas reinvenções de garage house cintilantes e coloridas que o K-Pop tanto ama resgatar. Adoro o metal (é um saxofone?) que entra no final do refrão, elevando tudo a um nível de bate cabelo admirável. Fica ainda melhor com o MV espetacular acima.

04. GFRIEND – LABYRINTH: Fazia tempo que o GFRIEND não fazia jus ao título de KARA da nova geração, já que resolveram se dedicar a faixas mais “comuns” (e bacaninhas até) nos últimos comebacks. Mas “Labyrinth” está em outro patamar. É bem o tipo de número ultraintenso que é o que todos esperavam delas após “Fingertip”. Em questão de K-Pop, não saiu nada melhor esse ano ainda não, hein.

05. MOMOLAND – THUMBS UP: Não tenho ideia do porquê de as Momoland terem soltado isso aqui dois dias antes de acabar 2019 em vez de esperarem uma semaninha e tentarem fazer o viral acontecer, como rolou com “Bboom Bboom” tempos atrás. Vai entender. De qualquer forma, o pancadão é ótimo, escuto com uma frequência bem alta, o MV diverte. Acho que coreanos só não têm muita paciência para render joke acts a longo prazo, né? Foi assim com o Crayon Pop, huh.

06. IZ*ONE – OPEN YOUR EYES: Me sinto de volta a oito, nove anos atrás ouvindo isso. “Open Your Eyes” tem toda a cara de singles que DJs europeus fariam acontecer com alguma diva pop, tipo David Guetta com a Kelly Rowland ou o Calvin Harris com a Ellie Goulding, com videoclipes que encheriam o saco de passar no TVZ ou na MTV. Tem umas distorções 80s ali, mas o pacote todo é bastante farofa mesmo.

07. DAOKO – GHOST TOWN: Eu acho é ótimo que a Daoko não se deixou levar pelo sucesso de baladinhas para animes e continua investindo nessas delicinhas eletrônicas sujíssimas para os fãs alternês de longa data. “Ghost Town” é como um híbrido entre alguma trilha de fliperama e sets obscuros de house nos anos 90. Eu não poderia estar mais satisfeiro.

08. IZ*ONE – DAYDREAM: Essa também é tão boa. As afinações e a levada do teclado no início me lembram muito Michael Jackson na era Thriller, mas rola uma virada ainda mais dançante conforme as estrofes vão passando que deixa “Daydream” ainda mais irresistível. Uma pena não existir no K-Pop o hábito de trabalharem mais que uma faixa em álbuns com clipes. Adoraria ver algo bem retrô nessa.

09. DREAMCATCHER – SCREAM: Mais outra title ótima do Dreamcatcher, absurdamente soturna em sua letra e excelentemente pesada em seu instrumental. Satã deve estar orgulhoso. Só não tenho muito mais o que comentar, pois torna-se repetitivo destacar os mesmos pontos nelas comebackcomeback, mas são pontos semelhantes e comuns que me agradam num geral.

10. CHANMINA – BABY: A Chanmina veio com dois EPs que se complementam recentemente, entregando mais uma porção de faixas legais dentro dessa pegada melancólica-dançante-Halsey que ela vem apostando desde a era passada. Em “Baby”, o instrumental dá uma guinada eletrônica rockish no refrão bem Grimes. Inesperado e divertido.

11. 3YE – QUEEN: Essas nugus seguem apostando em releases mais pesados dentro do girlcrush. Eu adorei aquela “Out Of My Mind” do ano passado e fiquei tão cativado quanto agora em “Queen”. É um EDM que estaria em casa tanto no catálogo do BLACKPINK, quanto do Dreamcatcher.

12. DREAMCATCHER – IN THE FROZEN: “In The Frozen” é mais ou menos o que elas fazem na “Scream” mais acima, mas com um foco maior em sintetizadores eletrônicos. Pra mim, é a melhor do álbum onde todas participam…

13. EVERGLOW – DUN DUN: Quando vi seu debut, jurava que o Everglow seria uma daquelas piadas nugus com músicas que divertem caso não levadas muito a sério, tipo Pocket Girls e Laysha. No entanto, o grupo deu uma crescida em aspectos sonoros e estéticos de “Adios” para cá, entrando num patamar respeitável de acts girlcrush, junto do (G)I-DLE, do BLACKPINK, CLC e outros. Que bom. “Dun Dun” é chiclete demais. Vivo pelo refrão entrando acapela. E vivo também pela loirona rebolando na gaiola no break final.

14. IZ*ONE – EYES: E o IZ*ONE também quis mostrar seu lado mina fodona. Mas quis mostrar o aegyo ao mesmo tempo. Aí saiu “Eyes”, uma bobagenzinha esquizofrênica que ataca para lados diferentes, mas acerta em ambas as propostas.

15. KARD – RED MOON: O KARD dividiu opiniões nessa aqui, né? Vi um monte de gente dizendo que era o bop que eles não soltavam há séculos, e outros virando os olhos para o drop no refrão. Estou no primeiro grupo, com esse já sendo, fácil, o maior pancadão do quarteto em todos os tempos. Não supera as músicas mais elegantes de 2017, mas destroça sem dó os bagulhos tryhard inaudíveis deles após isso. E a Somin é uma das idols mais lindas da atualidade, o que só amplia a minha percepção sobre tudo.

16. ROCKET PUNCH – GIRLFRIEND:debut do Rocket Punch foi uma merda tão catastrófica que até tinha apagado da minha memória que a Woollim tinha outro girlgroup que não o Lovelyz (com uma ex-AKB48, inclusive). Elas conseguiram nivelar as coisas nesse primeiro comeback, com um mini-álbum redondinho, cheio de gracinhas poppy que divertem bastante durante a ouvida. “Girlfriend” é a melhor em todas, misturando sintetizadores e instrumentos reais num dance contagiante.

17. IZ*ONE – AYAYAYA: Quem gosta de maravilhas para as pistas de dança se deu bem nesse primeiro bimestre, já que foram vários os exemplares ótimos em tal fatia. “Ayayaya”, ainda outra do IZ*ONE (o álbum tá ótimo, já disse), vai naquela onda tropical/dancehall que poucos ainda apostam hoje em dia. Ou seja, soa fresca aos ouvidos e favorável aos quadris. Tem uma mina idêntica à uma das integrantes do ITZY ali que rebola demais. Vai longe.

18. ROCKET PUNCH – BOUNCY: HAHAHAHAHAHA.

19. EVERGLOW – PLAYER: O mini do Everglow também está muito legal, com variantes bem interessantes das farofas étnicas que o grupo gosta de apostar. A que mais curti foi essa, cujo arranjo vai crescendo até explodir num refrão-bate-cu-em-câmera-lenta delas repetindo o título da faixa até a morte. Arte.

20. KARD – GO BABY: E a primeira concorrente ao posto de Why So Lonely de 2020 veio do KARD. “Go Baby” é uma graça. A letra é bonitinha e a interpretação vocal mais arrojada dos integrantes dão ao número todo um ar refrescante que eu adoraria ouvir no lendário nono álbum da Rihanna (um dia ele chega, gente, um dia).

21. CHERRY BULLET – HANDS UP: Até que não demorou tanto para a FNC usar no Cherry Bullet a mesma tática que levou o AOA ao sucesso seis anos atrás. No caso, o de apostar em canções mais sensuais e em MVs onde as integrantes fetichizam alguma profissão. Demorei um pouco pra entrar no hype, mas a música foi crescendo comigo conforme o tempo foi passando. Me lembra a abertura daquela série de bruxos da Selena Gomez. Ahein.

22. WEKI MEKI – RAZZLE DAZZLE: Outra que demorei um tiquinho pra curtir de verdade. Mas o Weki Meki serviu aqui um popzinho tão legal e distante das modas atuais que regem o K-Pop atual que foi impossível não se deixar levar. Não é nenhuma Picky Picky, mas dá pro gasto.

23. ZICO – ANY SONG: Um pena que a maioria de vocês só verá o mega hit do Zico daqui em diante como “a música que barrou o BTS dos charts”, pois “Any Song” é um daqueles ótimos exemplos de faixas que usam o que gringos acham que é o samba para soar hipsterscools. Tudo fica ainda melhor quando percebemos o quão agridoce fica uma letra tristíssima por cima dum instrumental cintilante assim. Será que dura o bastante pra entrar no meu top 10 de 2020?

24. POETIC NARRATOR – SOME FLOWERS: Isso é um duo da Juniel (lembram dela?) com um cara qualquer trazendo o puro suco de trilhas para cafeterias que o universitário coreano adora. E eu, que sou um universitário brasileirinho, adorei também.

25. CHANMINA – I CANNOT GO BACK TO YOU: Outra de um dos EPs da Chanmina, um baladão R&B eletrônico tristão com ela chorosa sobre um relacionamento ruim. Só não é a melhor do projeto por que essa aqui foi imbatível:

26. CHANMINA – VOICE MEMO NO. 5: Olha, acho que “Voice Memo No. 5” é a minha música favorita da Chanmina até então. É a fórmula de pop-triste dela que já havia sido explorada em “Never Grown Up”, agora em seu ápice, com melodias meio sombrias que ficam na cabeça depois de bastante tempo, um clipe certeiro e tudo mais que esse tipo de release deve dispor.

27. SIYEON – PARADISE: “In The Frozen” é a melhor faixa do álbum do Dreamcatcher com todas as integrantes juntas. Mas, ó, “Paradise”, só com a Siyeon, consegue ser ainda mais legal, juntando tudo o que é necessário para compor uma boa power ballad goticaish no que poderia ser um encerramento de anime emocionante, caso cantada em japonês.

28. GFRIEND – CROSSROADS: Ainda nisso de música que poderiam ser usadas em OSTs de desenhos japas, a primeira title do GFRIEND agora amparada pelas asas da Big Hit. O que significa descolar uma graninha a mais para MVs, entregando uma daquelas produções visuais que o BTS faria, com historinha, eventuais easter eggs para montar narrativas e teorias na fanbase e por aí vai. O resultado é bem bonito e subiu de categoria o que poderia ser só mais uma faixa orquestral qualquer dentro da discografia do grupo. Bem vindas de volta ao jogo em definitivo, g-amigas.

29. IZ*ONE – YOU AND I: É raríssimo que grupos entreguem boas baladinhas sentimentais assim em seus álbuns. Geralmente, elas são desprovidas de alma, totalmente descartáveis. Então, quando algo legal como “You And I” aparece, é para aplaudir de pé.

30. LEE HAERI – JUST CRY: Para fechar essa lista enorme, mais outro baladão, agora vindo da Lee Haeri, do Davichi. Uma nova Pattern seria melhor? Seria. Mas “Just Cry” é boa o suficiente para funcionar por si só, com destaque especial para o refrão bem melódico que dá vontade de cantar junto. Que bom começo de ano, não?

E foi isso de faixas para janeiro e fevereiro. Que março seja ainda melhor.

Quais foram as favoritas de vocês? Pra mim, “Another World”, “Labyrinth”, “Fiesta”, “Any Song” e “Voice Memo No. 5” são as imbatíveis em todas.

7 comentários em “PLAYLIST | Asian Pop 2020: Update de janeiro e fevereiro

  1. Não tinha ouvido essa Some Flowers, que delícia de música, por isso que eu adoro ver playlists, sempre descubro músicas maravilhosas pra adicionar na minha. Eu adicionaria mais algumas tracks do álbum do Dreamcatcher, que eu simplesmente amei do começo ao fim, e as b-sides do EP do Elris que tá bomzão também.

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  2. Lendo a descrição de ayayaya eu me pergunto se é ironia ou se tu realmente não sabe que a menina do izone e a do itzy são literalmente as gêmeas do reality que formou o twice. Em outro tópico, Fevereiro foi até bem movimentado, os próximos meses que vai depender muito, porque acho difícil o povo querer ter comeback com o surto do corona por ai

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