TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2017 [85-71]

E vamos com segunda parte do ranking de melhores músicas do asian pop em 2017, reciclando parágrafos dos tops originais do blog azul lá, com posições atualizadas com meu atual gosto mais refinado (hahaha).

Será que suas favoritas aparecerão agora? Ou será que elas sequer foram consideradas pro corte final? Uou, descubram…

85. UTADA HIKARU – ANATA

Essa aqui é bastante interessante. Gosto de como o instrumental de “Anata” soa como uma soma entre os elementos clássicos do “Fantôme” e do R&B contemporâneo do “This Is The One” (e de trecos do início da carreira japa da Utada Hikaru). O resultado aos ouvidos é bom demais. É o tipo de caminho que eu já esperava e torcia que ela tomasse após o triunfante retorno no ano anterior, feito na medida certa. Eu, honestamente, gostei dela já de cara. A melodia é bonita e a interpretação vocal passional da Utada acaba tornando tudo ainda melhor. Ela vai nos guiando numa crescente bem interessante de escutar. Bom, é a Utada cantando, não tinha mesmo como esperar algo diferente. Dá até pra perdoar o clipe bobinho e preguiçoso acima, né?

84. ELRIS – POW POW

Isso aqui é uma gracinha! Convenhamos: o Elris é fácil uma das maiores decepções do K-Pop atual. A empresa do grupo conseguiu jogar todo o apelo que elas inicialmente conseguiram através da participação da SoHee num daqueles programas de talentos pelo ralo ao diluírem sua pesona mais urban, contemporânea e alinhada com estéticas e comportamentos ocidentais num act… white aegyo. Isso dito, a única gema que realmente se salva no oceano de equívocos que é a discografia delas é “Pow Pow”, que, sonoramente, deixa os histrionismos irritantes um pouco de lado e foca numa interpretação vocal e instrumental mais retrô, pesada e gostosinha de ouvir. É como se fossem um Sistar, só que com doses mais altas de açúcar. Ficou na memória mais até que o tão comentado próprio solo de pré-debut da Sohee.

83. HYOLYN, KISUM – FRUITY

Falando em Sistar, em 2017, com o término oficial do quarteto, Hyolyn não perdeu tempo e já preparou uma série de lançamentos, com produções assinadas pelo badalado (à época, pois agora eles desapareceram) time GroovyRoom. A minha favorita foi “Fruity”, um popzinho de verão refrescante sobre deixar os problemas pra trás e curtir a vida. Tudo não passa de uma propaganda maravilhosa e descarada de chá gelado, mas é um CF tão bem feito, e que ganha tanta força pelo videoclipe lindíssimo, que fica impossível não se deixar levar pelo clima vibrante construído e gastar uma grana com essa bebida horrível.

82. SAMUEL, CHANGMO – SIXTEEN

O Samuel teve tanta sorte em 2017. Primeiro, por ter chamado bastante atenção no Produce 101, mas não ter debutado com os outros caras no Wanna One, agarrando a chance de brilhar sozinho. Teve sorte também por o ONE ter, por sabe-se lá qual motivo, fugido para a YG apenas para ter um double-a-side e depois voltar pro porão, matando qualquer possibilidade de um comeback do 1PUNCH. Visto isso, foi a oportunidade perfeita do Brave Brothers transformá-lo no Justin Bieber do K-Pop, com farofas teens de fácil audição que se encaixaram perfeitamente para sua figura idol. Bom para ele, bom para nós, pois “Sixteen” fica naquele limiar icônico entre o “aproveitável por ser bom” e o “aproveitável por ser uma bobagem” que todo mundo adora.

81. YEZI – ANCK SU NAMUM

Vários de vocês deram chilique no Twitter, xingando a Yezi por coisas de bastidores levando em conta um só ponto de vista recentemente, mas podem ser sinceros aqui pro tio Lunei, vocês realmente conheciam a Yezi e o Fiestar? Pois o grupo e a cachorro louco foram tão flops num geral que me intriga toda aquela movimentação, como se uma galera grande realmente se importassem com elas. Enfim, das várias e várias faixas nessa linha agressiva que a (até então) rapper soltou entre o Unpretty Rapstar e o esquecimento, “Anck Su Namum” é certamente uma das mais divertidas. Ela encarna a deusa egípcia num pancadão sobre ser fodona ou algo assim recheado daqueles sintetizadores-mediterrâneos-farofeiros que seriam o sonho molhado do Teddy Park para algum release de 2NE1 ou do BLACKPINK. Meu momento preferido é quando o satanás aparece no refrão bate cabelo. Um hino.

80. CHUU – HEART ATTACK

E falando em hino: “Heart Attack”, da Chuu. Vou confessar que não tinha achado isso aqui nada de uou quando saiu não. No entanto, o tempo lhe fez muito bem e, hoje, é um dos trecos que mais tenho escutado do catálogo do Loona. O carisma e a atitude abobada da Chuu em vídeo é estupidamente envolvente, isso somado ao vocal delicioso dela, brincando competentemente com a melodia, acaba por dar uma nova vida à canção. Um ótimo número retrô, sem tirar nem por. O Loona levou o conceito de “single natalino” a outro nível com isso aqui. Não entrou no top original, pois saiu quase na virada do ano. Então, fica aí como uma reparação histórica.

79. JUNIEL – LAST CARNIVAL

Vou confessar aqui que eu não tinha a mais remota ideia de quem era a Juniel. Quando soube que era da FNC, cheguei até a cogitar ser a ex-baterista do AOA, o que seria sensacional por si só, tamanha a ironia. No entanto, coisas como “Last Carnival” não precisam de apresentação não, elas só acontecem, sem qualquer expectativa, como um terremoto nas nossas cabeças. Sério, isso aqui é muito bom, dentro ou fora das delimitações daquilo de “faixa de solista hipster coreana”. Tem algo de ir crescendo no instrumental, junto com a voz bêbada dela… Escutem logo. Vou um grande bop em minhas playlists diárias de 2017, ouvindo reflexivo no ônibus enquanto ia para a faculdade e coisas do tipo.

78. KAJI HITOMI – COVER GIRL

Essa estética sonora oitentista de músicas que conseguem, ao mesmo tempo, soarem alegres e melancólicas, quase sempre funciona comigo. Felizmente, bastante gente apostou nisso dentro do J-Pop anos atrás, com uma das que mais acertou sendo a Kaji Hitomi, com “Cover Girl”. Gosto de tudo o que foi colocado aqui, mas acho que o meu momento favorito da faixa é a bridge modulada super intensa. Eu diria que essa é a “I Just Wanna Dance” japonesa de 2017. Só é uma pena não ter rolado um videoclipe bem caprichado nessa linha retrô. Certamente, elevaria todo o pacote. Mas é até injusto exigir investimentos mais aprimorados de solistas baixo custo assim, vai.

77. CHOERRY, JINSOUL – PUZZLE

Alguns produtores têm uma mão bem forte sobre as músicas de seus artistas, com suas músicas tendo uma assinatura forte, daquelas que fazem pensar “aah, essa é uma parceria de tal act com tal pessoa”. Nessa época, o Loona trabalhava muito com a Charli Taft, assim como a SM Entertainment, o que resultou num caso curioso, onde duas músicas bastante semelhantes em elementos saíram, se não me engano, na mesma semana: a excelente Love Like You, da mesma, num dos Stations de julho, e essa “Puzzle”, b-side de “Love Cherry Hino”, com Choerry e Jinsoul. Ambas me lembram muito o R&B/Urban dos anos 90, ainda muito forme em bailes charme aqui do RJ, mas a dupla do Ood Eye Circle acaba se saindo melhor que a compositora em comparação, com as vozes delas funcionando bem juntas nessa linha e rapando ainda outra vaguinha nessa lista. É, meus caros, 2017 foi O ANO do Loona.

76. MIYU INOUE – BOOGIE BACK

Graças a kami-sama eu não me prendi ao descarrilhamento de trem intitulado “Dragon Ball Super”, que, segundo relatos de amigos, tem uma proporção super desigual entre episódios aproveitáveis e execráveis, com a segunda qualificação prevalecendo com certa folga. Então, me foi bem surpreendente algo tão bom como “Boogie Back” ter sido originado de sua trilha sonora. Quer dizer, é quase uma música da Marina and The Diamonds (a bridge é muito “Electra Heart”), algo inusitado para uma animesong. Uma pena que aquele rumor de a Pabllo Vittar e a Anitta ficarem responsáveis por alguma adaptação dessa OST não se concretizou, pois essa seria uma boa opção para a dupla interpretar.

75. DREAMCATCHER – GOOD NIGHT

Dreamcatcher Que ideia maravilhosa essa da HappyFace de fazer um pacto com o diabo, sacrificando as meninas do MINX numa cerimônia violentíssima regada a vinho e sangue para dar vida às sete damas do apocalipse, não? Falando especificamente sobre “Good Night”: PUTA-QUE-PARIU!!!!! Sério, que troço legal! O instrumental extremamente pesado, mas ao mesmo tempo com uma melodia “Pop” e grudenta, todo o ar ~misterioso~ e macabro que ficaria em casa como abertura de alguma animação japonesa teen-tentando-ser-séria da década retrasada, o videoclipe trevoso servindo de continuação para o anterior, ESTÁ TUDO AÍ, BICHO! Pra mim, foi a quarta melhor delas nesse ano.

74. TAEMIN – FLAME OF LOVE

“Flame of Love” é TÃO Flower que até me causa um certo estranhamento ouvir e ver o Taemin aqui em vez de a Reina cercada de uma porção de dançarinas que a odeiam. Todos os signos relacionáveis ao grupo, em áudio e vídeo estão lá: a ultradramaticidade, os elementos tradicionais e quase folclóricos japoneses, o figurino, as pétalas no chão, a misticidade, a dança contemporânea teatral, a impressão de que poderia servir de ending para algum anime… Flower, Flower, Flower! Do início ao fim! E nisso, o Taemin conseguiu o que considero seu melhor single em todos os tempos (fãs do lado mais house clubber dele irão chiar, mas é a vida).

73. SEOHYUN – BAD LOVE

Parece até loucura pensar isso hoje, já que a gata resolveu focar em atuação após sua saída do Girls’ Generation, mas mini da Seohyun é um dos mais redondinhos dessa safra de investimento em solos das soshi que a SM executou anos atrás. Ele é bastante coerente na proposta em vir com isso de R&B/Pop dos anos 2000 e, principalmente, é tão bom, que até está me dando uma culpa de não ter incluído mais algumas faixas nessa lista. De qualquer forma, “Bad Love” é a melhor nele, encapsulando legal o que a Seohyun entregou em seu debut. O delivery vocal dela está tão bom, tão sexy, toda a música é bem sensual, com os metais e a bateria chamando bastante atenção. É algo que estaria em casa em qualquer álbum dos artistas que trabalharam com o Timbaland na década passada. Ficaria legal também como tema de algum filme noir. Devia ter sido single.

72. HIGHLIGHT – PLZ DON’T BE SAD

É bacana quando grupos como o Highlight lançam jams como “Pfvr Num Fica Tristi”, pois isso prova que boygroups coreanos não precisam ficar delimitados às divisões bestas que costumam pré-estabelecer sonoramente para meninos e meninas hitarem no K-Pop. Não é Hip Hop try-hard, não é balada melosa, nem segue as modinhas que encheram o saco em 2017 (bjos, Tropical House). Pelo contrário, é uma farofinha Pop descontraída e muito bem trabalhada. Toda ela é bem certeira nos momentos feitos para grude, a letra é bem legal, a backtrack soa como uma fase de Alex Kidd em alguns momentos, o MV é absurdamente divertido de assistir. Quando a faixa aparece no aleatório dos meus players, dá vontade de colocar pra repetir umas 15 vezes. Quando surge no aleatório do YouTube, preciso parar o que estiver fazer para acompanhar e pescar momentos que ainda não tinha reparado. Sem dúvidas, um dos grandes destaques masculinos do ano.

71. GFRIEND – FINGERTIP

Eu já até prevejo uma porção de olhares confusos e textões de cancelamento por POM POM POM PINGATIP morrer logo na segunda parte desse ranking, sendo que a “virada KARA” do GFRIEND chamou tanta atenção quando ocorreu lá em 2017, com elas deixando um tiquinho da imagem pueril de lado em prol de um número rebolativo energético bastante memorável. Um monte de gente adorou, um monte de fãs mais conservadores detestou, o que gerou uma reação bizarra de sua empresa, regredindo a imagem do grupo já no comeback seguinte, etc., etc., etc. Foi tudo bem comentável, e “Fingertip” é mesmo ótima, mas desde lá eu confesso não achar ela incrível o bastante para ir muito mais longe numa lista de melhores do ano. Mas pensem positivo: já é bem mais que Love City, outra queridinha da audiência que nem aqui dará às caras. 😀

E aí, o que acharam dessa parte? Para a próxima, mais uma porção de bops divertidíssimos, incluindo a tão aguardada “Why So Lonely” de 2017. Qual será?

Spoilers: 6 do J-Pop  e 9 do K-Pop (uma de oppas, 3 de girlgroups e o resto todo de solistas).

8 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2017 [85-71]

  1. “Pow pow do Elris hoje em dia cai tão melhor no meu gosto que quando saiu
    Muita coisa que naquela época saiu e eu achei “legalzinho mas não é tudo isso” hoje em dia eu acho muito hino
    Vai entender né”

    “Vários de vocês deram chilique no Twitter, xingando a Yezi por coisas de bastidores levando em conta um só ponto de vista recentemente”
    Eu sou do tipo que nem expressa opinião nesses casos
    Mas todo mundo que eu vi falando sobre sempre falou a mesma coisa, depois do que aconteceu com T-ara não tem como acreditar logo de cara, então ficaram com um pé atrás de levar o que a menina falou como verdade verdadeira
    Okay, foi triggering pra mim ver o que ela relatou pq eu me senti exatamente do mesmo jeito no trabalho
    Mas no final n acho que ela tenha motivos pra mentir, afinal foi apenas um q&a pros fãs dela, ela provavelmente nem imaginava que uma semana depois o kpopper ia encontrar e sair compartilhando por aí
    Fiquei com medo de o hate se voltar pra ela ou pra alguma das pessoas que ela citou, mas parece que tirando meia duzia de gatos pingados falando que cancelaram a Hyolyn n vi nada de hate ao povo que ela citou
    Eu acredito que a verdade sempre aparece, então até ela aparecer eu não falarei nada na internet pq vai que tô defendendo a pessoa errada, né?

    Enfim, saudades dessa época da Yezi, nunca vou engolir a nova Yezi vocal que faz baladinha

    Last Carnival perfeita pra minha playlist de música coreana mais introspectiva e de boas pra pensar na vida
    Já aderi

    “Essa estética sonora oitentista de músicas que conseguem, ao mesmo tempo, soarem alegres e melancólicas, quase sempre funciona comigo. ”
    Essa estética é tudo pra mim, nem ouvi a música e já sabia que ia salvar na playlist imediatamente

    Flame of Love até hoje minha favorita do Taemin, inclusive porque me lembra do meu melhor amigo que faleceu, porque eu ouvia muito ela pra me consolar quando a gente se afastou
    E esse som folclórico asiático sempre funciona comigo, pode ser qualquer um cantando que eu vou adorar

    Não ligo tanto para fingertip, vamos ter que esperar outra pessoa surtar pela posição baixa, eu vou surtar mesmo é por Good Night do Dreamcatcher que merecia estar MUITO MAIS ALTO
    Um crime ela estar na posição 75
    Ela deveria estar entre as 50 melhores pelo menos
    Obviamente vc n liga pro que eu acho pq a lista se baseia no que você mais ouviu e eu berrar aqui que é injusto vai mudar 0 coisas no seu julgamento, mas não poderia ficar calada sobre

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    1. Chocado por ter alguém que vê algo de especial em “Good Night”. Em geral, a maioria dos comentários que leio sobre o Dreamcatcher no ano de debut é exaltando outras faixas delas, como “Chase Me” e “Fly High”, deixando “Good Night” pra escanteio. lol

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  2. Caramba fingertip é o ultimo hino que gfriend lançou,(inclusive outra que tá no meu top dez 2017) saudades, de resto nem lembrava que seohyun tinha debutado solo em 2017, saudades de utada, esperando o proximo post para saber quais serão cortadas.

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  3. Amo Good Night, fico feliz que ela tenha entrado na lista!

    E não dá pra não amar Heart Attack, o melhor (e provavelmente o único) hino natalino sapatônico do mundo! O melhor é constatar que na vida real a Chuu é ainda mais louca e hiperativa do que nesse MV…

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