TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2017 [25-11]

Penúltima parte desse ranking. O que quer dizer que, hoje, rola aquele clichê de listas de melhores do ano da blogosfera fundo de quintal, onde são várias e várias as gemas intocáveis, lacradoras, fadas de cristal, donas de nossos furicos, destruidoras de nações inteiras e salvadoras do pop, mas que, por pura subjetividade desse belo rapaz que vos escreve, acabaram ficando fora das 10 mais. De qualquer maneira, considerem que, da 15ª em diante, tá tudo no mesmo nível da parte final.

Será que agora a sua favorita aparecerá? Será que ela ficará para o top 10? Ou será que, tal como Lilili Yabbay, da unit poc do Seventeen, ela foi esquecida no churrasco? Hora de conferir…

25. FAKY – KEEP OUT

“Keep Out” é um dos grandes destaques do EP do Faky, começando-o já para cima e estabelecendo o clima que irá imperar na maioria das faixas contidas nele. É algo com um pé do House e outro no EDM, com alternâncias de texturas sonoras, mas um andamento bastante acelerado, empolgante, energizante e que dá muita vontade de ouvir várias e várias vezes de modo a pescar elementos não percebidos numa escutada anterior. Que farofa boa. Até o seu comprimento um tiquinho mais longo que o normal ajuda a alimentar a impressão farofeira através de suas variações. Foi a “Party Maker” de 2017 e a segunda melhor do grupo em tal ano. Podia ter sido single.

24. TOKYO GIRLS’ STYLE – PREDAWN

E aqui está a melhor música do Tokyo Girl’s Style #revamp, além de um dos melhores números tropicais de 2017. “Predawn” é ao mesmo bonitinha e intensa, numa mistura matadora e grudenta demais. O refrão com elas balbuciando uns troços em inglês enquanto rola o pancadão atrás é legal demais, chiclete puro, toscamente Pop e divertido. É engraçado que essa proposta sonora foi utilizada por um monte de gente no K-Pop nesse ano, mas, sabe-se lá por qual motivo, acabei curtindo bem mais quando recicladas pelos japas, tipo aqui em “Predawn” e na que aparecerá na 21ª colocação dessa lista. Mas ainda falta coisa até lá, então vamos em frente…

23. MONDO GROSSO, HIKARI – LABYRINTH

Um bom destaque desse ano foi a volta do produtor Mondo Grosso, que deu uma de Mark Ronson chamou um monte de gente para colaborações, juntando tudo num LP, o “Reborn Again and Always Starting New”. Nele, a melhor coisa é, sem dúvidas, a parceria com a Mitsushima Hikari em “Labyrinth”, um citypop melancólico ridiculamente viajado, cheio de camadas e capaz de despertar um sem número de emoções diferentes no ouvinte. Adorei a pegada mais “entristecida” em toda ela, que funciona mesmo com um arranjo uptempo. Adorei também o clipe com a Hikari dançando em plano sequência num mercado de rua – me lembra Wednesday Campanella. É muito fácil que esse tipo de sonoridade acabe caindo numa zona de conforto chata, tornando-se white noise ao fundo, mas “Labyrinth” em momento nenhum se deixa aproximar disso. Um dos hinos de 2017.

22. LEE HAERI – PATTERN

Ooh, a maravilhosa vez que a Haeri serviu trilha sonora de 007. Inesquecível. E bem incomum ao repertório dela. Não acompanho muito o trabalho do Davichi não, então acabei nem gerando muitas expectativas para o debut solo. E isso se mostrou bem positivo, pois adorei “Pattern” de uma maneira que eu não imaginaria. Na letra, full putaça, ela canta sobre o quão bosta está o relacionamento dela, com seu par se comportando como um robô, com tudo chegando num patamar entediante insuportável. O tema é recorrente, eu sei, mas o truque todo está no instrumental, excepcional, muito bem trabalhado, lindo de ouvir. Há uma brincadeira com a ausência. Não são tantos os elementos utilizados, de modo ao vocal rouco da Haeri receber os holofotes principais. Em sua totalidade, ela é uma música bem estranha. E sexy, muito sexy. O que é ainda ampliado pelo videoclipe, com ela melancólica (e gostosíssima) em diferentes figurinos e jogos de luzes. É impressionante o quão sensual algumas pessoas conseguem ser só com o olhar. Tem uns takes que ela tá usando um vestidão vermelho que cobre tudo, mas consegue destruir nossas almas só com a expressão. E quando a direção decide “não mostrar” (a parte no final, com ela na banheira, apenas com as pernas de fora), é imbatível.

21. CHE’NELLE, MINMI – OUTTA LOVE

Mais uma do lado dancehall da força. “Outta Love” é mais outro troço ótimo, incrível, acima da média, divertido, com alto fator de repetição, emocionante e delicioso do LP da Che’Nelle. Porra, que música boa! Tudo nela é montado para que uma súbita vontade de rebolar seja despertada em qualquer um que a escute. Isso até chegar a parte dos “so put your hands up, if you are in love put your hands uuuup“, onde automaticamente jogo meus braços pra cima e fico sacudindo, que nem em shows de axé nos anos 90, com Carlinha Perez e Sheila Carvalho animando a plateia como se não houvesse amanhã. Que maravilha. Pra mim, a melhor da Che’Nelle em todos os tempos.

20. YVES – NEW

Huh, “New” saiu tão tarde em 2017 que eu nem cheguei a considerá-la pro top de tal ano. Então, que bom que pude revisitar essa lista de forma reformulada agora, com a Yves aparecendo bem alto por aqui. O que eu adoro sobre esse solo é que os produtores conseguiram montar um instrumental que, por si só, é capaz de arrepiar todos os pelos do meu corpo. Eu consigo me deixar levar pela emoção passada nele muito fácil, me envolver. É futurista ao mesmo tempo que retrô. Quando chega o refrão com os “All my life *BUMP* *BUMP* *BUMP* by my life *BUMP* *BUMP* *BUMP*” é como se socassem o meu estômago várias vezes. Melhor coisa que ouvi do grupo pós-OEC.

19. IU – JAM JAM

“Jam Jam” é uma surpresa no repertório da IU. To tentando pescar pela memória, mas não consigo pensar em nada nessa linha já feito por ela em sua discografia. É bem Pop, com uns elementos de disco e toda uma descontração, digamos, “errada” instrumentalmente. Há uma certa sujeira sônica em “Jam Jam” que difere do verniz perfeccionista associado à imagem da IU. E isso é tão legal, pois é algo que eu imaginaria vindo da Daoko, sendo que a Daoko lança trecos tipo isso isso. Logo, viva à IU! Pena não ter sido esse o lead single do fraquíssimo “Palette”, seria uma mudança de chave interessante. Deve ter rolado um medinho da gravadora, pois o clipe já tava até gravadoWhat a jam! -q

18. DREAMCATCHER – FLY HIGH

2017 não foi particularmente bom para animesongs num geral. Essa costuma ser uma fatia da música Pop japonesa que sempre rende uma boa dúzia de lançamentos por ano, mas foram poucos os que realmente me agradaram e, vá lá, atenderam à uma ~listagem~ de elementos que uma boa OST de anime deve ter. Ela precisa exalar um sentimentalismo piegas exageradíssimo e quase cafona, ela precisa ser instrumentalmente intensa e, principalmente, deve grudar na cabeça que nem chiclete. Bom… “Fly High” tem tudo isso aí. Então, podemos dizer que, mesmo sem ter sido usada como tema de alguma animação nipônica, o Dreamcatcher teve a melhor animesong de 2017? Bom, quase (a melhor de verdade aparece já já, mas não queria descartar esse parágrafo, hehe). Quem bom que, com o tempo, a HappyFace debutou elas no Japão. Só falta mesmo inseri-las nesse nicho de mercado televisivo. Aposto que os otakus abraçariam as sete filhas de satã com bastante amor suado e problemas sociais. Eu quase consigo imaginar a voz irritante da LiSA cantando por cima disso aí para servir de tema para algum Sword Art Online.

17. YEOJIN – KISS LATER

PIRRALHA RIDÍCULA QUE BEIJA SAPOS!!!1  Bicho, essa música aqui, essa merda aqui, deve ter sido um dos troços que eu mais curti pela ironia nos últimos anos. É óbvio que a piada de spamar essa bosta em cada post do Loona para forçar minha fanfic goela abaixo contribuiu para que eu mesmo caísse nessa armadilha e acabasse gostando honestamente do solo da YeoJin, mas é necessário admitir (ou sou eu bolando uma autojustificativa?) que “Kiss Later” é um Pop gostosinho com bastante elementos de Doo-Wop, montado de maneira bem dramática para que o resultado final soe como um desses números musicais de filmes da Disney. A voz esganiçada da pirralha casou legal com a proposta e o resultado não poderia ser melhor. “A Princesa e o Sapo” me foi a primeira referência sonora, que acabou se fortalecendo a partir do videoclipe. Enfim, YeoJin rainha, bias, maravilhosa, lacre, dona de nossas vidas e tudo mais. Quem não gosta de “Kiss Later” é chato, bobo e feio. *amostra a língua*

16. FLOWER – TAIYOU NO ELEGY

MELHOR ANIMESONG

Muita coisa aconteceu com o E-Girls em 2017. Várias garotas foram chutadas do line up principal, o Dream foi queimado, o Happiness continuou vivo, ShuuKaRen decepcionou… Mas o Flower até que se deu bem. Digo, “bem”, né, visto eu, até esse ponto, ainda achar que o grupo ficaria bem melhor se colocassem as outras garotas para harmonizarem com a Reina em vez de só dançarem reflexivas e serem gostosas como ninguém mais consegue dentro da Exile (Shuuka ). Dito isso, “Taiyou No Elegy” é a melhor coisa delas desde… 2014? Acho que sim. É Flower fazendo o melhor número Flower em tal ano, com a dramaticidade lá no talo, os signos sonoros “clássicos” se encontrando com os signos sonoros “contemporâneos”, o videoclipe artístico sombrio intocável. E-Girls não ficou melhor que isso em 2017 não.

15. TRIPLE H – 365 FRESH

MELHOR VIDEOCLIPE COREANO

Aaaaaaaaarrrrghhhh, como eu amo essa aqui!  “365 Fresh” é uma ode maravilhosa e imunda aos anos 70 em vários sentidos. Da sonoridade funky ao estilo de vídeo emulando o cinema daquela época, o Triple H acertou tanto nisso. A música é tão maravilhosa, tão divertida, tem um replay factor tão alto. E o legal é que ela vai a fundo nessa proposta, com um instrumental todo rico, recheado de balanço e de melodia catchy, e uma que letra fala sobre buscar novidades na âmbito sentimental/sexual, sair do feijão com arroz diário para um tipo de relação menos pretensiosa, menos cercada de regras, mais aberta a provocações. Poderia facilmente ser uma produção assinada pelo Mark Ronson. A diferença de vozes dos três é super interessante ao resultado final. E o MV, ooh, o MV. É todo tão pra baixo, tão deplorável, contrastando tanto com instrumental pra cima, grudento, o maior entre todos os coreanos nessa lista. É o melhor treco que a HyunA soltou nesse ano e a melhor coisa já feita pelos caras do Pentagon desde sempre.

14. RED VELVET – PEEK-A-BOO

Eu adoro o fato de, por anos, temos teorizado que o Red Velvet, na verdade, é um grupo ocultista satânico, tomando como base o comportamento esquisito dos MVs absurdos do debut até então, só pra, apenas de sacanagem, a SM de fato soltar um clipe com elas interpretando esses papéis. É o deboche sendo levado a outro nível, bicho! Bobeiras de lado, “Peek-A-Boo” é mais um outro bubblegum pop esquisito delicioso demais vindo das cinco espinhas presas na garganta do diabo. É adorável ir percebendo as pequenas diferenças que o instrumental e a interpretação vocal delas vai adquirindo a cada nova rodada de refrão, como se elas tivessem presas num ciclo infinito, mas variado a cada nova rodada. Top 3 músicas delas comigo. E coitado do entregador de pizza, não tinha a menor chance…

13. AI, HIMEKAMI – WONDERFUL WORLD

MELHOR ALBUM TRACK

É meio bobão falar isso em um blog que não costuma se levar a sério como esse, mas “Wonderful World” é o tipo de faixa que acaba sendo difícil de explicar em palavras, que precisa ser… Sentida. Toda ela é recheada de camadas sonoras, de texturas e pequenos momentos que a tornam ainda melhor a cada ouvida. É futurista ao mesmo tempo que soa antiga e tradicional. É como se “Ghost In The Shell” e “Samurai X” se encontrassem. Emociona e entretêm. Além de tudo, é explicitamente pop. Minha favorita do “WA to YO”, excelente álbum que a AI soltou três anos atrás. Arrepiante e atemporal.

12. OOHYO – PIZZA

Tá, imagino que vários de vocês caíram da cadeira em choque com isso aqui aparecendo tão alto assim, mesmo não vindo de algum act coreano grande e toda a execução parecer alternativa demais em comparação com o resto apresentado até então. Mas essa faixa (e esse MV animado) ainda me afeta de uma forma tão boa e tão maior que em 2017 que sinto que ela está é baixo demais nesse ranking. Eu continuo não tendo a menor ideia de quem é Oohyo. Da mesma forma, continuo achando “Pizza” um synthpop hipster minimalista legal demais. Falando especificamente da letra, o quão ridículo soaria uma canção cujo refrão diz: “Porque pizza é uma merda sem você”? Ironicamente, aqui, isso funciona muito bem, já que toda o sentimentalismo formado através do instrumental acaba tornando a, na falta de uma palavra melhor, “adolescência” da letra bem palatável. Basicamente, é algo que estaria – sem os palavrões – em casa na trilha sonora de Steven Universe. Músicas assim, onde a tristeza e a felicidade funcionam de maneira simbiótica são a minha kryptonita. Não é a toa o bop a seguir também vir tão alto…

11. ODD EYE CIRCLE – SWEET CRAZY LOVE

Mais Loona, porque sim! “Sweet Crazy Love” é inacreditavelmente boa. Sério. Sério! Essa linha mais R&B contemporânea e meio melancólica da Charli Taft com as loucuras eletrônicas animadamente tristes do MonoTree resultaram em algo absurdamente maravilhoso. Eu já sou capturado lá no início, quando aparecem os teclados, aí a Kim Lip começa a mandar uns voguin. Aí fico preso na armadilha que é o pré-refrão crescente e me deixo vencer quando o refrão duplo explode na minha cara, reconhecendo que não tinha a menor chance desde o começo. As melodias são lindas, a interpretação vocal das três é de enlouquecer. É o retrô encontrando com o futurista e fazendo um bebê. Os sintetizadores vão levando prum caminho mais melancólico, mas aí entra um pagodão que dá vontade de ir rebolando até o chão de ladinho, só que fazendo uma cara reflexiva, entendem? Nem vou começar a falar do MV soturno pra caralho, pois não quero me estender ainda mais. Terceira melhor do Loona em 2017. Arranja um comeback pro Odd Eye Circle, BBC, sua desgraçada!

ODD EYE CIRCLE - Girl Front *⊹˚ #odd eye circle #jinsoul #choerry ...

It is what it is, crianças. Agora, só restam as 10 mais. Chutem aí que vai aparecer.

Spoilers: 4 do J-Pop (um grupo eletrônico, um produtor chamando act internacional para cantar com uma de suas protegidas, um feat. de gostosa alternativa com um velhote qualquer e, no pódio, a que faltou de um girlgroup muito citado nessa lista) e 6 do K-Pop (uma de banda masculina, duas de girlgroup, com uma dessa no pódio também, e três de solistas, incluindo o que eu considero o segundo melhor capope da década passada).

18 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2017 [25-11]

  1. UAUEHAUHEUHSUHAJSHAUEHAUEHE com kiss later mais alto que new. Yeojin essência do loona mesmo, ficando mais bela e minzynesca a cada dia.

    “e três de solistas, incluindo o que eu considero o segundo melhor capope da década passada” provavelmente gashina (aliás, bomba), camo da BoA e eu ia dizer square da baek yerin, mas nunca sei se é pra considerar ela como sendo de 2017 ou 2019, então chuto yes no maybe da suzy.

    e pra música de banda chuto I Wait, porque aparentemente todo mundo resolveu ter essa como a favorita do sunrise por algum motivo que eu jamais entenderei (How Can I Say e Dance Dance mt melhores btw)

    Curtido por 1 pessoa

      1. ehhh…… ok né

        e nisso de loona, acabei de lembrar que eclipse também é de 2017 (credo quanto mais o tempo passa mais eu acho q esse projeto demorou uns 4 anos)

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  2. Nem tento acertar as dez, vc colocou new em 20, sendo que foi a melhor coisa que o projeto loona desovou na minha opinião, eu não lembro se gashina entrou nos outros posts, e agora to com preguiça de ir ver se ja rodou, nem DDD de exid, me surpreenda.

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    1. WA to YO melhor álbum de 2017, sem mais…

      E podem me crucificar, mas eu não consegui gostar tanto de Triple H. Será pq sou um viúvo de Trouble Maker e vi o debut como um desperdício ou invés de um cb dos encrenqueiros? Não sei, só sei que não comprei muito a ideia (aliás, o que o PSY tá esperando pra debutar a inevitável unit do casalzinho só pra levarmos mais adiante a piada da HyunA carregar o Dawn nas costas?).

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  3. Eu sei que o TOP10 já saiu, mas ainda não li ele (tô indo fazer isso agora), então meus chutes para solistas são Love Cherry Motion, Eclipse e Gashina. Não necessariamente nessa ordem. De resto, não faço ideia porque você é uma caixinha de surpresas que ignora hinos.

    Mas adorei os comentários de Peek-a-boo. Acho que a SM é muito safada com a administração das boleiras, com esse negócio de pegar teorias dos fãs e transformar em coisa real. Tipo os lados red e velvet, ou então o culto satânico citado no post. Melhor grupo não há.

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