TOP 70 | As melhores músicas do asian pop em 2010 [70-56]

Mais longos e intermináveis dias de “férias forçadas”, mais uma boa desculpa para trazer outro listão com o que de melhor rolou dentro do asian pop em determinado ano da década passada (yup, 2010 é década passada e não retrasada, superem). A novidade aqui é que, diferente dos outros dois rankings anteriores, eu não havia preparado nada sobre 2010 no blog anterior, o que faz disso aqui algo inédito only for miojo desu. -q

Vocês se lembram onde estavam nessa época? Dez anos atrás, as coisas eram bastante diferentes. O K-Pop estava começando a caminhar por si só, no meio do que, posteriormente, seria popularmente conhecido como sua golden age. O J-Pop já era J-Pop há tempos, com o plus de uma porção de animes que penetrariam o imaginário otaku estarem em alta nessa época (Naruto, Bleach, Fairy Tail, FMAB, a lista segue). E o MandoPop… bom, a Jolin já era Jolin e fazia coisas de Jolin que amamos na Jolin.

Enfim, de hoje até sei lá quando, listarei as SETENTA melhores desse ano. Preparem os blocos de notas de seus celulares e a barra de busca do Spotify para uma porção de indicações throbacks que devem mudar suas vidas (pfff), começando por 7 capopes, 7 jotapopes e uma delicinha de Taiwan. Mas antes, uma menção (des)honrosa…

MENÇÃO HONROSA: AKB48 – HEAVY ROTATION

Olha, talvez eu devesse rankear isso aqui naquela famosa piada de “posição #69”, já que esse deve ser um dos videoclipes mais (hilariantemente) pervertidos já feitos por um grupo idol japonês de alto escalão. O problema é que esse estilo vocal “coral” do AKB48 não funciona tanto comigo, envelhecendo mal a cada novo ano que se passa. Então, ainda que “Heavy Rotation” até seja legalzinha como um número kawaii idol (não é tão aguda, o instrumental é impressionantemente pesado, as melodias são bem grudentas), não consigo abrir mão de alguma outra faixa dessa lista para colocá-la por lá a sério. Como esse foi um dos maiores sucessos de 2010 (segunda música mais vendida no Japão), como essa se tornou a assinatura do grupo e como esse clipe acabou atingindo proporções mundiais, aparece aqui como uma menção honrosa de luxo. Por favor, não me cancelem no Twitter. -q

70. T-ARA – WHAT’S WRONG

Fãs mais fervorosos do T-ara (meia dúzia de velhas carcomidas ainda vivas) me xingarão mentalmente por descartas “What’s Wrong?” (ou “Why Are You Like This?”, ou “Wae Ireoni”, a escolha do título é do freguês) assim tão cedo, mas o break lá por 2:50 meio que tira vários pontos dela, sendo aleatório demais e atrapalhando muito a energia rockish que vinha sendo construída até então. O que é meio estranho, pois, um ano antes, o grupo havia executado a mesma ideia de bridge bizarra, mas de uma maneira muito melhor. Ainda é uma música ótima, ainda me diverte abeça, mas o nó na cabeça derruba ela da zona de “canções nota 10” para a de “canções nota 9,5”. Ahein. Que hino, não?

69. THE GAZETTE – SHIVER

É melhor avisar, para que vocês já se preparem: esse ranking está recheado de faixas rockish japonesas que, ou literalmente foram utilizadas como OSTs de animes hypados da temporada, ou DEVERIAM ter sido usadas como OSTs de animes hypados da temporada. A “Shiver” acima se encaixa no primeiro caso, tendo servido de opening para aquela série lá do Mordomo de Preto ou algo assim (nunca assisti, mas o live-action é chatíssimo, tive que ver numa cabine de imprensa anos atrás e quase dormi na frente dos distribuidores, risos). Intensa, pesadíssima e besuntada naquele brilho ~fabuloso~ que os melhores trecos visual kei devem dispor, está aí um dos melhores singles da ótima discografia do The Gazette (outros otacos velhotes ficarão feliz com essa aparição, capopeiros médio rolarão os olhos).

68. JOLIN TSAI – MACHO BABE (CHEERLEADING)

O 2010 da Jolin foi uma delicinha, com ela soltando um de seus álbuns mais recheados de pérolas pop na década passada, o “Myself”. Ele também foi trabalhado daquele jeito que ela parece adorar, trazendo vários singles acompanhados de clipes e tudo mais. No entanto, calha que uma das minhas favoritas em sua tracklist é uma que acabou sendo deixada só como album track. “Macho Babe” capricha em seu instrumental, mesclando aquele estilo de batida sensual que o Timbaland usava nos 2000s (a percussão é bem característica) com metais e levadas relacionáveis à bandas marciais, cheerleaders. Tudo como desculpa para que ela entregue uma letra sobre ser uma mina fodona, que não deita para os outros, que é o “macho” da história e não segue as regras impostas para garotas. O refrão é puro grude.

67. BOA – ADRENALINE

BoA foi outra solista que teve um ano e tanto. Álbum japonês (que acabou ficando de fora no corte final, malz aí jpocs), LP coreano com repackage e uma porção de hinos nesse meio tempo. O primeiro deles a aparecer por aqui é “Adrenaline”, onde ela mistura um EDMzão bate-cabelo dos bons com uns acordes graves de guitarra que dão à produção toda uma cara de filme pipocão policial impossível de não se deixar levar. Uma pena os releases coreanos não serem trabalhados como os nipônicos, pois seria ótimo se essa aqui (e outras) tivesse sido usada como lead single, rendendo um MV bem sapeca da parte dela. Mas o K-Pop já age como K-Pop desde essa época aí, então é só aceitar e seguir em frente.

66. NAMIE AMURO – BREAK IT

O grande ápice da Namie Amuro em questão de discografia, pra mim, foi justamente no ano anterior, 2009, quando ela soltou seu apocalíptico “PAST<FUTURE”, vindo com canções que iam de estéticas retrôs à futurísticas num só salto. “Break It”, hoje em dia, me soa como uma sobra disso aí (e provavelmente é mesmo, hahaha), logo, é aos ouvidos um maravilhoso bangger implacável, destrutível e arrasador de quadris. Gosto muito de como a guitarra cigana se mistura ao arranjo electropop, dos vários momentos de repetição agressivos e da icônica capa ao lado, que bem que poderia ter sido guardada para algum LP em vez de queimada só num single (pensem que a capa do DESCONTROLADA foi essa merda aqui).

65. ORANGE CARAMEL – MAGICAL GIRL

A Pledis havia debutado o After School um ano antes como um quinteto, só para, conforme os comebacks fossem surgindo, ir adicionando uma porrada de garotas diferentes no line-up, incluindo Raina, Nana e Lizzy, tidas como as mais flopadas do grupo nessa época (huahuahua, como o mundo dá voltas). Para “remediar” tal situação, a gravadora resolveu pegar o trio e “redebutar” no que parecia funcionar não só como uma subunit, mas também como uma marca própria, o Orange Caramel, que ia prum caminho mais aegyono-sense, apostando em faixas que apelavam pro trot que o coreano médio tanto gosta, mas com uma porção de inventividades de outras épocas na backtrack. Em “Magical Girl”, por exemplo, há um flerte com o synthpop dos anos 80 que deixa o resultado final uma graça de ouvir. O refrão gritado final é uma maravilha ultrassentimental. Um debut maravilhoso que foi se transformando em trecos ainda melhores com o passar dos anos.

64. MAX – CAT’S EYE

Um dos lucros de ter começado a dar duas fodas do MAX no ano passado foi isso ter facilitado o meu empenho em ir catar trecos antigos na discografia das tiazonas. Uma das melhores desse período de virada de década, antes delas se tornarem um trio por uns tempos, é “Olho do Gato”. Tudo o que melhor caracteriza o grupo está aqui: o instrumental para-para que parece retirado de alguma máquina de dança daqueles fliperamas japoneses, o vocal empostado bobagento, o videoclipe com elas overreacting em coreografias amalucadas, cenários baixa-renda e figurinos apelativos. Bed In, FEMM e outras tiveram uma boa escola.

63. KODA KUMI – GOT TO BE REAL

Vários singles diferentes, um LP de estúdio, um best album, um de remixes e um de covers. O ano da Koda Kumi também foi bastante movimentado, mas confesso que pouco disso realmente sobreviveu nas minhas playlists com o passar dos anos. Eu sei que vocês devem preferir “Lollipop” (Dougie certamente me xingará em pvt), mas aconteceu de a única dessa época a permanecer no celular até hoje ter sido a versão de Got To Be Real, clássico da disco music, que veio como extra da primeira prensagem do “Gossip Candy” (e teve mais que uma?). O vocal da Kodão é imbatível quando colocado nesses arranjos mais bem trabalhados, não dá. Pra ser honesto, acho que escuto essa aqui mais essa versão que a original (coisa que não rolou recentemente com “Livin’ La Vida Loca”, fuen). Foi isso de Koda Kumi nesse ranking. Nos vemos no de 2011, kodafãs. :V

62. GAIN – ESPERANDO

Ainda outra solista que teve um ótimo ano foi a Gain, que ganhou um debut todo conceitual num EP que tinha o tango como um fio condutor para toda variedade de joias pop que pudéssemos imaginar. Dentre elas, “Esperanto” é uma das que mais se destaca, com um instrumental downtempo “vai e vem” esquisitíssimo que ganha camadas a cada nova rodada. O timbre da Gain é muito bem usado, soando suspirado e gracioso, o que serve de contraponto ao vocal masculino que responde uns troços por trás. É inventividade alternativa com um verniz poppy viciante, coisa que pouca gente consegue entregar de verdade no K-Pop.

61. GIRLS’ GENERATION – SHOW! SHOW! SHOW!

Falando em vernizes, foi em 2010 que o Girls’ Generation começou a perder o seu dentro do lado aegyo da força. A mudança de verdade rolou mais pra frente só (falo disso no top 10), mas em “Show! Show! Show!”, trabalhada como b-side de “Oh!”, o grupo já transitava para o um sexy concept mais classudo (roupas monocromáticas em vez de coloridas, pfff). Musicalmente, é uma faixa do T-ara interpretada pelas soshis, sem tirar nem por. O que, por si só, já a torna um dos grandes destaques desse ano. Em questão de album tracks, o grupo não fica melhor que isso nessa lista não, mas relaxem, sones, ainda tem muito SNSD pela frente…

60. AYUMI HAMASAKI – LADY DYNAMITE

Eu adoro como o “Rock’n’Roll Circus” é uma grande desculpa conceitual para que a Ayu solte vários e vários outros desses pancadões rockish que se tornaram a marca dela numa tracklist. Ele não se difere em quase nada do resto de sua discografia, mas se vende melhor dentro de uma “proposta”. Obviamente, nada disso adiantaria sem ótimas canções dentro dele, como essa “Lady Dynamite” sing-along maravilhosa, que fica ainda melhor com o clipe pró-LGBT cuja ideia seria ainda melhor trabalhada anos depois, pela St. Vincent. Tem como não amar essa velha? Btw, destaque especial para as plásticas on point na capa ao lado. Não muito comum, mas também não tão robótica.

59. 2NE1 – DON’T STOP THE MUSIC

Ai ai, dá até um aperto no coração lembrar de uma época onde a YG Entertainment trabalhava bem um girlgroup, com vários lançamentos em sequência, um esforço para acontecer em diferentes países, CFs para marcas em forma de singles e tudo mais, né não? O segundo ano de vida do 2NE1 é recheado dessas bobagens que ficaram datadas, mas ainda divertem bastante quando surgem no aleatório de uma playlist. “Don’t Stop The Music”, o icônico comercial tailandês de moto com o cabelo de fogo da Minzy, não foge à regra. Não é nada que mude o eixo do planeta Terra em termos de criatividade, mas ainda funciona muito como um throwback característico desse começo de K-Pop. Fioreee!

58. NARSHA – RADIO STAR

Pouca gente se lembra, mas a Gain não foi a única Brown Eyed Girl a debutar solo em 2010. Narsha TAMBÉM ganhou um EP recheado de pérolas, embora sem a muleta conceitual existente no da colega de grupo. Seu mini autointitulado atirou para vários lados e acertou na maioria deles. “Radio Star” é a mais curiosa nele, com a Narsha encarnando, huh, uma estrela das rádios e servindo uma Bossa Nova como se estivéssemos no começo do século passado (por sinal, bem antes da IU). Não tem porra nenhuma a ver com o resto nele, mas, sabe-se lá como, fica ótima quando ouvida junto com as outras.

57. SAKANACTION – A WALK AROUND

Mais Pop/Rock nipônico, porque essa época foi muito prolífica pro gênero. Dessa vez, vindo do Sakanaction, que é especialista em entregar esses números cintilantes que vão ganhando energia verso a verso, até que explodam num grande tsunami de bliss ao final. “A Walk Around” é uma daquelas musicas que despertam felicidade instantânea no ouvinte, sendo o equivalente em som ao que luzes de led piscando na árvore de natal são aos olhos ou pacotes daquelas balas açucaradas vermelhas que parecem um lápis sem ponta (esqueci o nome) são ao paladar. Até o clipe pobrinho que se resume ao vocalista andando pela rua cola legal como apoio visual. Ai que hininho.

56. SID – RAIN

“Soca mais animesong com velhotes de visual carregado mesmo, Lunei”, disse o meu eu otaco interior de 10 anos atrás. E ELE ESTÁ CERTO! 2010 rendeu muito nesse nicho e várias outras ainda pintarão na lista. O baladão “Rain”, do SID (é outra banda visual kei, vão anotando os nomes) saiu na trilha de “Fullmetal Alchemist Brotherhood”, que mesmo os não-otakinhos devem ter ouvido falar, já que é tido como o “melhor anime de todos os tempos”. Eu discordo bastante disso (não é nem o melhor anime de FMA, du-uh), mas as faixas nele perduram em meu imaginário até hoje. Há algo nos acordes, na bateria, no vocal empostado do tiozinho ali, que arrepiam os pelinhos da nuca, algo crucial para boas animesongs à longo prazo. E está só começando…

yg family | Tumblr uploaded by Yahaira on We Heart It

E dessa primeira parte, foi isso aí. Alguma surpresa?

Aproveitem o espaço abaixo para indicarem as que vocês acham que aparecerão daqui em diante. É adorável ver o tanto de absurdos chutados nesses posts. :V

8 comentários em “TOP 70 | As melhores músicas do asian pop em 2010 [70-56]

  1. Caralho, tantos hinos que fica até difícil de comentar kkkkkk
    Eu me lembro do choque quando eu assistir esse vídeo do AKB pela primeira vez, eu ainda não estava acostumada a ver menininhas agindo de forma fofa e inocente semi-nuas kkkkkkk
    Mas meu deus, como envelheceu mal a discografia do 2ne1. Acho que só a gente que é véio deve gostar delas, isso pela nostalgia ainda :p

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  2. Não é pq sou fã, mas putz… A discografia do Orange Caramel é INABALÁVEL!!! Uma das maiores perdas do capope. Qualquer girlgroup mataria pra ter uma trajetória tão consistente. PS.: ajeita o nome da Raina na parte delas. Tá como Rania.

    Inabalável tbm é a discografia anime do SID. Aliás, já que vc botou Rain, espero Uso no eventual best de 2009, viu?

    Curtido por 1 pessoa

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