April acorda do pesadelo que é sua terrível trajetória na ótima “LALALILALA”

Com quase dois anos de ausência dentro do K-Pop e um pouco mais que um tentando acontecer no Japão com regravações de b-sidesApril enfim está de volta ao jogo com mais uma nova tentativa de acontecer. E que bom para os nossos ouvidos que LALALILALA não segue à risca o padrão de qualidade do grupo, pois cá estamos com mais uma boa música na praça em tempos minguados no asian pop

O April é um caso chatíssimo de acompanhar dentro do K-Pop. A discografia do grupo é uma das piores desse meio, com quase nada sendo realmente aproveitável nesses cinco anos de carreira. Oh My Mistake, de 2017, é exceção, Mayday é uma boa forçação de barra. O resto é não menos que execrável.

O que, de certa forma, é curioso para com o padrão de qualidade da DSP Media. Casa de antigos acts de sucesso, como Fin.K.L, KARA e Rainbow, e do atual KARD, que não é o maior nome de todos os tempos na Coreia do Sul, mas angaria atenção internacional o suficiente para manter certa frequência de turnês mundiais, o April sempre foi um ponto fora da curva em relevância e competência.

Muita coisa deu errado no grupo, começando por sua formação. As meninas originais nele vieram de um reality show que escolheria substitutas para as integrantes que deixaram o KARA em 2014. Calhou que elas já nasceram com a bagagem de “perdedoras”, o que piorou ainda com a saída da mais famosa entre elas, Somin (hoje no KARD) e a adição da Chaekyung (que perdeu o Produce 101, não vingou no I.B.I, formado por perdedoras no Produce 101, também não vingou no CIVA, outra unit de flopadas, e nem como duo com outra mina, tendo também fracassado no Japão com outro grupo da DSP, o Puretty, junto da já citada Somin). Somem isso ao repertório replicando o que de pior havia naquela modinha whie aegyo de anos atrás e, *BOOOOM*, um dos piores grupos de todos os tempos.

O único momento de mínima relevância do April foi quando, em 2016, durante as promoções de “Tinker Bell”, colocaram uma semente gigante chamada Sawori para tapar o buraco deixado pela Somin. A piada ganhou grandes proporções, mas não passou disso…

Dito isso, não acho de todo ruim que o grupo tenha ficado tanto tempo fora. É bom para dar uma limpada no imaginário popular e, agora com essa recalibrada na imagem e sonoridade (iniciada em 2017, mas enfim) conseguir chamar um tiquinho a mais de atenção para as integrantes nesses eventuais anos finais de contrato.

“LALALILALA” não amarra os sapatos de “Oh My Mistake”, mas agrada bastante dentro desse núcleo de números dance elegantes que outros grupos aegyo vêm seguindo nos últimos tempos (IZ*ONE fez coisa parecida em Fiesta, WJSN também em suas titles nos últimos dois anos). Gosto de tudo o que há nela, gosto do MV cyberpunk caprichado e a própria Chaekyung nunca esteve tão bonita quanto aqui:

Uau!

Bom comeback.

Enfim, isso tudo me faz pensar em algo. Me foge à compreensão o porquê de determinadas empresas de grande porte, como a DSP, a MBK e a StarShip, não terem adotado para seus grupos de nova geração as fórmulas sonoras e estéticas que fizeram sucesso com seus grupos da geração anterior.

Até hoje não entendo porque que, desde o início, o April não veio com aqueles números dance mais pesados referentes às produções do Sweetune, coisa que deu certo com o KARA e, em menor proporção, com o Rainbow. Pra que a MBK socou anos de demos aguadas no DIA em vez de presenteá-las logo com um pancadão EDM esquisito, tal como o T-ara pós-2012? Por qual motivo o Cosmic Girls demorou tanto para evocar Sistar num single vibrante de verão?

Maldita ânsia em aproveitar a onda aegyo, hein…

10 comentários em “April acorda do pesadelo que é sua terrível trajetória na ótima “LALALILALA”

  1. Eu vou ser muito sincera: o hype na minha timeline do Twitter estava altíssimo então eu fui correndo escutar quando saiu. Eu achei bem… qualquer coisa? Algo que o GWSN lançaria com uma pitada do quase-xará WJSN (o clipe é uma mistura de Puzzle Moon com As You Wish). Se eu lembro de como a música soa? Não. Se eu colocar na minha playlist eu vou estar gritando HINOOO daqui a alguns dias? Provavelmente.

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  2. O que faltou nesse single pra mim foi exatamente a mesma coisa que faltou em hobgoblin fo clc la em 2017. Atitude. É uma música ótima, mas achei o apelo meio diluído pela cara de retardada que elas fazem pras câmeras (o que fez a carreira da nana no orange caramel, mas não funciona em um release assim) isso e os vestidos de irmã crente floridos na cena de dança, toda a estética tava muito boa pra cagar com esses vestidinhos de verão evangélico, acho que se essa musica caísse no colo do apink por exemplo teria um aproveitamento melhor, tá tudo 9/10 mas uma expressão facial/corporal diferente mudaria tudo e faria 10/10 (da mesma forma que o que faltou na do apink foi uma música com mais peso assim)

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  3. E vejam só: hj em dia o Apink, que foi o maior expoente dessa onda aegyo (NoNoNo foi pro cute o que Alone foi pro sexy) tá aí fazendo safadezas. Sobrou pra gente aguentar anos de girlgroups chatissimos tentando emular o sucesso delas.

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  4. daí que esse ano o universo resolveu ser bom comigo e dois dos grupos que eu mais amo (apink e april) estão aí depois de anos continuando/começando a fazer sucesso

    não sei porque todos odeiam a fase aegyo delas, o april rendeu uns bons hinos aí ao longo do tempo… eu adoro as músicas aguadonas mesmo, mas recomendo tting, just as we are, jelly e thriller pra quem quiser conhecer mais

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