TOP 70 | As melhores músicas do asian pop em 2010 [25-11]

E cá estamos com a penúltima parte desse throwback, revisitando o que de melhor rolou no popzinho asiático no longínquo ano de 2010. Para essa leva de eliminadas, aquele clichê de rankings do estilo: são várias e várias as gemas intocáveis, lacradoras, fadas de cristal, donas de nossos furicos, destruidoras de nações inteiras e salvadoras do pop, mas que, por pura subjetividade desse belo rapaz que vos escreve, acabaram ficando fora das 10 mais.

Uma porção de fan favorites rodam abaixo. Será que a sua SOTY aparece aqui? É clicar e conferir…

25. PERFUME – VOICE

Essa aqui traz uma das melhores entradas do Perfume em questão de partes chicletes. Os primeiros segundos já nos presenteiam com esse refrão suspirado matador, que imediatamente penetra em nossas cabeças e abre espaço para toda a magia que o instrumental seguinte entregará ao longo de quatro minutos e tantos segundos. Isso aqui é lindo demais, sendo um dos maiores destaques de “números fofinhos” do trio de mocreias. E pra melhorar, ainda rola esse videoclipe ridículo de tão criativo, com o grupo servindo recortes de cartolina como se essa fosse a coisa mais vanguardista de todos os tempos. A parte que ilustra a thumb acima, onde elas vão adaptando a coreografia para que consigam passar pelos paredões coloridos nas posições corretas, é uma graça. Melhor single delas em 2010.

24. HYUNA – CHANGE

Ooh, a família da HyunA deve ter ido à loucura com isso aqui. As histórias dela deixando o Wonder Girls/JYP ainda são muito obscuras, indo de problemas de saúde à gravidez não planejada com o fucking Jay Park (hahaha, tá). Em minha opinião, Hyuninha queria mesmo é brilhar sozinha, coisa que ela não conseguiria dentro de um line up tão grandioso. E, bom, rolou, né. A gatinha se tornou a estrela do 4MINUTE e, um ano após o debut do grupo, conseguiu sair solo. E com um dos melhores troços solo desse ano, diga-se de passagem. “Change” já de cara encapsula tudo o que seria a carreira solo da HyunA dali em diante, sendo sassy, espevitada, divertida, num limiar exemplar entre o mais refinado e o “não me levo tão a sério assim”. É impossível não rebolar até o chão quando chega o refrão, convenhamos…

23. AFTER SCHOOL – BANG!

Das várias músicas presentes nessa reta final, acho que essa aqui será a que mais levantará as sobrancelhas dos capopeiros velhos de guerra por morrer antes do top 10. E a dúvida é válida mesmo, já que “Bang!” não só se tornou a canção assinatura do After School, como também do K-Pop na era de ouro como um todo. O problema é que eu meio que DETESTO a versão coreana dela, que foi a lançada em 2010 (parece gravada com um microfone de celular, mesmo problema de “Diva”). “Bang!” só funciona comigo em seu relançamento japonês, que ocorreria no ano seguinte (aí sim, masterizada corretamente), embora seja a mesmíssima música. Então, ela fica num vácuo estranho de não qualificação para rankings que me dá um nó na cabeça, impedindo de posicioná-la mais alto nessa lista. Enfim, é um puta bop, que colocou o After School de vez no primeiro escalão de girlgroups, mas com o diferencial de tentarem coisas mais diferentes em suas execuções, o que seria a marco delas dali em diante (banda marcial aqui, sapateado no ano seguinte, pau de puta em 2014). Mas, ó, se forem catar a original, ouçam as apresentações ao vivo, não a de estúdio.

22. MOTOHIRO HATA – TOMEI DATTA SEKAI

Essa aqui ainda é tão bonita. Lembro de escutá-la massivamente em minha época de escola, quando portava um ridículo aparelho mp3 à pilha e com quase nada de espaço para guardar músicas. Tempos horríveis, que bom que o mundo evoluiu. Ahein, a trilha sonora de “Naruto Shippuden” é uma das mais consistentes desse nicho de animesongs, presenteando os ouvintes, ano a ano, com mais e mais jams que se tornariam atemporais. “Tomei Datta Sekai”, desse estranho aí que nunca mais olhei nenhum lançamento, é recheada de energia e daquele sentimentalismo positivista que era a cara das aventuras do ninja loiro de voz irritante que tanto amamos. Serve ainda hoje como uma dessas músicas para embebedar o ouvinte com otimismo e coisas no estilo.

21. KISHIDA KYOUDAN & THE AKEBOSHI ROCKETS – HIGHSCHOOL OF THE DEAD

Ainda na meiuca de animesongs, é claro que a opening de “Highschool of the Dead” não poderia ficar de fora. Mas acho que, diferente da “Tomei Datta Sekai” acima, que é mais likeable a públicos de fora do meio J-Rock, vocês devem estranhar demais essa, pois ela vai demais no rock, no peso, com os instrumentos tento tão o mais destaque que o vocal da idol ali aos ouvidos. Eu adoro, justamente por isso. Há algo de destrutivo em “HOTD” que me gera um encantamento repentino toda vez que os primeiros acordes são tocados. É a trilha perfeita para o que o anime se vendia ser (um troço gore e ligeiramente pornográfico envolvendo estudantes cheios de hormônios em um cenário apocalíptico). Só não é a melhor OST de dez anos atrás porque uma outra aí, com uma proposta diametralmente diferente, conseguiu sobreviver ainda mais em minhas playlists

20. KARA – JUMPING

Essa aqui não é animesong, mas bem que poderia ser. Esses eurodances do KARA pós-transição aegyo exalavam toda a cafonice maravilhosa que estaria em casa como trilha sonora de qualquer série shounen de anos atrás. Não é a toa que o grupo dominou o Japão por consequência no boom da onda hallyu. Ouvir “Jumping” hoje dia é como um recorte dessa época, com o KARA sendo o grande idol group asiático nessa onda de números intensos, ultraemotivos, dando à audiência o que pareciam ser trilhas eletrônicas de JRPGs quando surge o final boss e toda a tela ganha contornos mais perigosos e sem cheats de vidas infinitas. Um dos grandes clássicos do catálogo do grupo, mas que, infelizmente (ou felizmente, que seja) acabou eclipsado entre alguns de seus maiores sucessos.

19. RAINBOW – A

O estilo do KARA era tão forte e característico que, quando a DSP decidiu replicá-lo no outro girlgroup da casa, o Rainbow, o resultado também foi excelente. “A” é uma delícia cremosa e cheia de histórias toscovilhosas que alimentaram seu período de promoção como nunca antes. Teve a ~polêmica~ da coreografia com a blusinha sendo levantada, as fancams sugestivas viralizando em tempos mais obscuros da internet, a menina lá TENDO UM TROÇO na platéia durante uma performance num programa japonês (puta que pariu, eu amo esse vídeoooo). Um hino De lambuja, ainda rola um dos melhores MVs “na caixa” de todos os tempos, sendo ligeiramente simples, mas impressionante de assistir, tamanho é o magnetismo das integrantes dançando. EI-EI-EI-EEEEI!

18. WONDER GIRLS – 2 DIFFERENT TEARS

MELHOR VIDEOCLIPE

É meio irônico que, mesmo com todo o amor que, hoje em dia, exalo pela Sunmi como uma figura divina desse meio, minha música favorita entre as antigas do Wonder Girls seja, justamente, a que marca a saída dela. O repertório inicial do grupo envelheceu bem mal, na real (não ouço nada delas entre 2007 e 2009), mas “2 Different Tears”, uou, é um dos trecos mais legais do começo da década passada. O ridículo do J. Y. Park construiu uma delicinha retrô gostosinha demais, montada com uma porção de momentos chicletes impossíveis de sumir da cabeça. A intro dramática com a Yenny nos matando com seus vocais, a Yubin mandando bem no rap e respondendo uns troços de voz grossa no refrão, Soninha Garçonete soltando uns agudos de graça, Sohee e Lim Feia miando ao fundo. Viciante. E o vídeo absurdo emulando Austin Powers? Não é a toa que venderam mais que 2 milhões de cópias e retornaram de vez à trindade de girlgroups coreanos da era de ouro.

17. NARSHA – BBI RI BBA BBA

O melhor clipe de 2010 foi o do Wonder Girls acima, mas esse da Narsha não fica muito longe não. Não sei quem teve essa ideia maluca de colocá-la como uma figura satânica sexual, descoberta por um trabalhador comum que fura demais o chão e é hipnotizado por ela, que o leva para um inferno de luxúria… Mas deu MUITO certo! O plot poderia ser usado em algum filme europeu cult para maiores que faria barulho num Sundance da vida, mas jamais chegaria ao Oscar. Musicalmente, “Bbi Ri Bba Bba” é a melhor do espetacular EP de estreia da Narsha, sendo tão esquisita em áudio quanto o MV se mostra. Boa sorte para vocês tentando tirar os biri baba biri bebe baba bebe be be beeee repetitivos. E boa sorte também tentando não serem dragados prum universo gótico macabro quando chega o refrão. O engraçado disso tudo é que isso aqui foi um hit à época, pegou #6 na Gaon e tudo. Por que será que a carreira solo da Narsha não seguiu como a da Gain daí em diante? Vai entender…

16. MISS A – BAD GIRL, GOOD GIRL

MELHOR DEBUT

E aqui está o melhor debut de 2010. E para ser sincero, acho que esse é o melhor debut de um grupo da JYP Entertainment num geral, hein. É como eu já disse em outras oportunidades: quando o J. Y. Park tá inspirado, ele cria uns bops inescapáveis. Os “you don’t know me, you don’t know me, so shut up boooy” são cativantes demais, martelam na cabeça e ficam lá para sempre. “Bad Girl, Good Girl” é um grande hino das meninas más, sendo o equivalente do K-Pop ao que So What é no pop americano, mas com uma sutileza ainda maior na letra. O miss A ainda traria muitos bops com o andar da carruagem (gosto ainda mais de “Touch”, “Hush” e algumas album tracks), mas não me impressiona existir um grande movimento dizendo que esse foi o maior delas em seus poucos anos de existência. Foi uma estreia e tanto.

15. LEE HYORI – CHITTY CHITTY BANG BANG

Essa palhaçada!  Isso aqui é um daqueles casos onde uma ideia muito legal é perfeitamente executada em todos os pontos em que ela se propõe a atacar. Em “Chitty Chitty Bang Bang”, a Lee Hyori entrega tudo nessa onda “cantora gostosa que flerta com Hip Hop” que parecia ser a linha central de seu álbum de covers em 2010. há um instrumental urban agressivo, uma letra certeira e cheia de momentos de ápice, coreografia impecável e um videoclipe impagável que eleva a experiência a outro patamar. Não me canso de ver ela encarnando um Xuxa ET (a peruca merdavilhosa), chegando do espaço numa nave e colocando todo mundo para dançar. E toma-lhe roubar um caminhão e fazer um break com o som das rodas dele só pra se jogar no strip no meio da rua. E taca-lhe assassinar os cientistas que estão dissecando ela enquanto sensualiza dentro de uma câmara respiradora. Parece ridículo no papel, mas funciona que é uma beleza. Além de ser MUITO a cara do K-Pop nesse começo de vida, onde a fronteira entre o visualmente experimental (herança japonesa) e o involuntariamente humorístico ainda não era bem delimitada. Ícone mesmo.

14. AI, NAMIE AMURO – FAKE

Mais melodia chiclete. As pessoas estavam muito inspiradas em criar pancadões que durariam frescos por anos no início da década, não? Acho ótimo que não role aqui aquele “truque” de features onde o convidado canta só um ou dois versos. A AI e a Namie Amuro dividem bem as linhas, fazendo de “Fake” tanto um single de uma, quanto de outra. Fica até meio difícil ir qualificando as músicas nessa etapa da lista, pois todas apresentam um nível de excelência muito alto. Cliquem no vídeo acima e se deixem levar por esse popzão encontra R&B dançante que o TLC adoraria ter tido em seu catálogo. Aposto que, tal como as duas, vocês passarão a repetir o título da faixa ad infinitum enquanto caminham pela rua destruindo tudo e todos.

13. BOA – HURRICANE VENUS

Eu sou obcecado pelo uso do engrish nas titles da SM dessa época. Electronic Manic Supersonic Bionic Energy? Que porra é essa, BoA? “Hurricane Penis Venus” é fantástica. É o tipo de farofão eletrônico bubblegum que fez do K-Pop algo anos atrás. É uma música boba, meio ridícula e que parece se levar tão a sério que as coisas ganham um ar caricatural vistas agora com o distanciamento do tempo. Caricatural, mas irresistível. Não tem como não ser contagiado com uma vontade louca de realizar bodyrolls quando isso começa, ou ficar fazendo poses congeladas a la Matrix igual o MV. A BoA dá o nome aqui, com muita dança, fugurinos icônicos e aquela excepcional tonalidade água de salsicha no cabelo. Rainha do K-Pop, sem mais.

12. ORESKABAND – JITENSHA

MELHOR ANIMESONG

Yup, otakus. A minha animesong preferida de 2010, um ano cheio de exemplares ultraelaborados desse meio e de canções que se tornaram hinos entre fãs, foi justamente uma das mais bocós nele: “Jitensha”, de “Naruto Shippuden”. Fazer o que se a tosqueira catita do Oreskaband (um parêntese aqui comigo, só agora, descobrindo que “Oreskaband”, literalmente, significa “sou uma banda de ska”, só que dito duma maneira arrogante) sobreviveu mais ao tempo que os trecos mais sérios apresentados ao longo da lista. Não dá, esse refrão gritando “bicicleta!” como se não houvesse amanhã é imbatível. É a melhor OST desse ano e, por pouco, não panha o título de melhor música ruim. Só não rolou porque, bicho, o 2NE1 se esforçou pra isso…

11. 2NE1 – CAN’T NOBODY

MELHOR MÚSICA RUIM

“Can’t Nobody” é uma das melhores palhaçadas da discografia do 2NE1. Os produtores aqui realmente colocaram empenho em construir uma bobageira poppy que não se importa nem um pouco em fazer sentido, focando única em exclusivamente em vender o quarteto como as merdas mais quentes da Ásia em tal momento. E tudo fica ainda mais magnânimo em inglês (por sabe-se lá qual motivo, o vídeo original está fora do ar). Temos Hatsune CL estapeando a audiência sobre o quanto ela é gostosa, Minzy repetindo que é tão má, mas aí é tão boa, Park Bom gritando bonito no refrão e Dara emulando uma bruxa subindo as escadarias pro céu e depois imitando alguma propaganda avulsa da Pantene porque sim. No fim, rola um drop maluco unicamente adicionado para acelerar ainda mais o pacote todo e todo mundo começar a bater cabelo. Eu juro que nunca entendi se isso aqui era para ser mesmo levado a sério ou se, da ideia à execução, a YG estava de sacanagem com a nossa cara. Só sei que ainda escuto quase todos os dias, o que já faz de “Can’t Nobody” um grande marco da gravadora em minha vida.

Bonamana Hip Thrusts GIF | Gfycat

It is what it is, seus ridículos que eliminaram o Babu no BBB para premiar ricaças sem graça que não fizeram nada que preste ao longo da temporada. Para a próxima, finalmente as 10 mais.

Spoilers: 4 representantes japonesas e 6 coreanas. Do lado J-Pop da força, rola uma de um duo, uma de um grupo e duas vindas da mesma solista. Do lado K-Pop, são 4 de girlgroups (duas delas vindas das mesmas nove), uma de solista e uma de boygroup bem lá no alto. Outra dica: com exceção do boygroup, todos os acts nesse top 10 já apareceram em alguma posição dessa lista.

Vou tentar postar amanhã! Flw!

8 comentários em “TOP 70 | As melhores músicas do asian pop em 2010 [25-11]

  1. Aposto que vc botou essas músicas do Naruto só por serem da fase do Pain, que foi a última fase boa/aceitável da série (dps daí é só ladeira abaixo, e olha que nem acompanhei até o fim).

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  2. E sobre o Motohiro Hata: dps escuta Altair, que ele fez pro Sakamichi no Apollon (q inclusive recomendo assistir pra quem tem um mínimo de bom gosto). Acho essa bem bonita.

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  3. Para você ver como é a vida, essa ending do Naruto para mim sempre foi uma das mais aleatórias e preguiçosas já feita e olha que tem muitas aí… E ela me surge em uma playlist de melhores do anos, 10 anos depois. Nunca imaginei que escutaria essa música novamente. Aleatoriedades da vida

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  4. Também gosto pra caramba de 2 Different Tears! Mas discordo que as músicas anteriores das Wonder Girls tenham envelhecido mal; acho Nobody impecável, Tell Me divertida de uma forma ridícula (no mesmo naipe de Gee das SNSD), e adoro a vibe Destiny’s Child de Irony (incluindo Hyunão irreconhecível tanto em termos de voz como em termos de rosto).

    E caramba, como a Sohee cantava mal… ainda bem que compensava no carisma; a verdadeira Ginger Spice das Wonder Girls (…”Ginger Wonder”?).

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    1. A JYP tem vocalistas bem ruins e mesmo os que são bons, na verdade, só são medíocres. O que salva os grupos dele é que é isso mesmo, integrantes carismáticos e as músicas chicletes que ele produz (de vez em quando)

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  5. A do Rainbow ❤❤❤ Essa foi a primeira música de capope que eu ouvi kkkkkkk hino atemporal, pelo menos pra mim :p Aliás, que falta dessas músicas intensas do sweettune, nem os nugus querem mais eles 😦

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