HA:TFELT chega ao seu ápice hipster na lindíssima “Satellite”

Não é esquisito constatar que, dentre as ex-Wonder Girls, a Yenny foi a que conseguiu um melhor gerenciamento? Quer dizer, a Sunmi fez bem mais sucesso, mas a real é que a Make Us Entertainment mal lançou coisas com ela nesses últimos três anos, enquanto a Amoeba Culture juntou material o suficiente para que a HA:TFELT soltasse um full album antes de todas.

E acho que Satellite é a minha faixa favorita dela nessa nova fase de carreira, onde a Yenny resolveu se jogar de vez nessas sonoridades e composições mais autorais, que mais parecem fitar atingir uma galera um tiquinho mais velha que o povão do K-Pop.

Aqui, temos um daqueles casos onde todos os artifícios foram usados corretamente para que o produto nos fosse entregue em seu maior estado. Tudo é muito bonitinho e focado em despertar sentimentos mais vibrantes no ouvinte. O instrumental R&B eletrônico colorido é uma graça, ainda mais com a inserção de signos “espaciais” na backtrack. As melodias boladas pela Yenny são extremamente cativantes e conseguem ficar na cabeça por bastante tempo. Seu vocal também está bastante “aconchegante”, como se trouxesse os que a escutam para dentro daquele universo. Até a participação do rapper cola legal, com todo o delivery me dando vibes como o FEMM metendo um japonês avulso e mais agressivo na também bonitinha Do It Again.

O MV amplia essa experiência ao visual, sendo uma pérola hipster em execução, onde ela explora seu porão como se estivesse viajando num universo interno, individual, próprio de sua cabeça. O diretor, seja lá quem for, conseguiu pegar takes bem interessantes usando tão pouco espaço e variação de locais. Pra mim, é a melhor coisa dela após deixar a JYP Entertainment – e digo isso gostando de quase tudo o que ela fez solo nos últimos anos. Seus singles, na maioria das vezes, me servem muito bem dentro do nicho “alternativo” e “adulto” que Heize, Dean e outros também apostam. Só é uma pena que o público geral parece não ligar pra isso, visto os seguidos fracassos dela em vendas.

Embora não me renda material o suficiente para um album review completo, o 1719 está bem legal de ouvir. As músicas já lançadas em singles anteriores se juntaram muito bem com as inéditas na tracklist, dando ao disco uma unidade ótima aos ouvidos. É variado em suas escolhas instrumentais, mas ainda assim coerente. Para sua promoção, além de “Satellite”, foram soltos videoclipes para essas outras acima. “Sweet Sensation” caminha prum lado mais dançante, mas tão vibrante e “pra cima” aos ouvidos quanto a anterior. “Solitude”, como outras dentro do LP, parece montada especialmente para ser reproduzida em barzinhos. E “Life Sucks”, que abre o trabalho, é estranhamente macabra, com ela jogando no ventilador toda a merda que foi o relacionamento com seu pai.

Das antigas, a minha favorita ainda é a palhaçada erótica “Pluhmm”, caso queiram dar uma olhada.

Aguardando Yubin e Lim Feia na nova empresa e Sunmi com coisas tão legais quanto essa para breve, hein.

3 comentários em “HA:TFELT chega ao seu ápice hipster na lindíssima “Satellite”

  1. eu não costumo gostar muito de músicas com uma pegada mais alternativa, mas esse álbum dela tá uma delicinha mesmo

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