Paparazzi & Paparazzi: Girls’ Generation perseguidas, Lady Gaga perseguindo e um par de grandes hits

Vocês deram bem mais audiência do que eu imaginava para o primeiro post dessa nova série boboca aqui do blog semana passada, onde comentei duas músicas diferentes com o mesmo nome, mas feitas uma por artistas orientais, outra por artistas orientais (no caso, Twice e Iggy Maionese com Fancy). O que significa que não fingirei que ela nunca existiu e, agora, darei as continuações semanais que havia comentado.

Dessa vez, daremos um pulo em dois contextos totalmente diferentes para acts pop totalmente diferentes, mas que compartilham uma Paparazzi em seus catálogos: Girls’ Generation Lady Gaga

No oriente… 🇯🇵🇰🇷

Estar há tanto tempo acompanhando um nicho, de certa forma, huh, “reciclável” em público como o de asian pop é engraçado às vezes. Por exemplo, meio que dou gargalhada quando, na timeline do Twitter, vez ou outra surge algum once falando sobre o quão icônico é o Twice por conseguir fazer sucesso em diferentes países do eixo asiático (Coreia do Sul e Japão como foco principal, já que são nesses idiomas que suas canções são lançadas) e afirmando que isso é algo revolucionário e coisas do tipo. Não me entendam mal, o Twice é realmente um grupo de enorme popularidade, mas esse feito já foi realizado por outros acts antes. E só na turma de girlgroups, já rolaram dois que fizeram a cabeça dos asiáticos não-coreanos antes, sobretudo dentro do Japão com a onda hallyu que ocorreu por lá entre o final da década retrasada e o início da passada: KARA e Girls’ Generation.

Deixarei Nicole e as outras para uma próxima ocasião e focarei aqui no SNSD, que lá na terra do Goku ganhou até um stage name próprio para suas promoções: Shoujo Jidai. O Girls’ Generation fez muito sucesso no Japão e colecionou uma porção de hits em singles e álbuns completos. Inclusive, há quem defenda que o repertório nipônico inédito do falecido grupo, na real, é até mais interessante que seus bops caseiros, mas não quero entrar nessa discussão.

Dentre os muitos jams servidos pelas soshis aos fãs japoneses, “Paparazzi” certamente é um dos mais bacanas. Sendo seu 4º single físico e o 7 digital, o trabalho alcançou peak de #2 na Oricon, principal parada de sucessos de lá, num 2012 em que o país ainda abraçava artistas de fora sem muitos problemas, mas já começava a minar cada vez mais a invasão sul-coreana por lá (as coisas só voltaram a esquentar novamente uns 5 anos depois, vejam só, com o Twice, numa nova korean wave que se instalava).

Ainda hoje, acho “Paparazzi” divertidíssima, com ela não envelhecendo nada em sua proposta elegantemente descontraída. A letra é uma bobagem literal sobre elas serem perseguidas por paparazzis, que fingem serem caras gostosões que estão dando em cima delas, mas só querem mesmo garantir uns trocados com sua imagem no fim do dia. É o tipo de troço assumidamente idol que elas executavam muito bem.

2012 foi um ano bem bacana para o “Shoujo Jidai”, rolando ainda essa deliciosa “Flower Power”, que fez ainda mais sucesso que “Paparazzi”, sendo um dos meus singles preferidos do grupo até hoje, e seu segundo LP japonês, que garantiu um #3 confortável na Oricon na semana de lançamento. Comparado com o ano anterior, em que seu primeiro álbum bateu mais 600 mil cópias vendidas, figurando entre os cinco mais comprados do Japão em 2011, foi uma queda considerável, mas levando em conta o contexto de aceitação do público para acts coreanos ali, é indiscutivelmente um sucesso.

E no ocidente… 🇺🇸

Pra ser bem honesto, acho que só conheci mesmo a Lady Gaga na era seguinte, lá por 2010, quando “Bad Romance” (que envelheceu bem mal comigo, me julguem) tocava em tudo quanto é lugar, inclusive em apresentações de calouros no programa do Raul Gil que assistiam aqui em casa:

Sucesso!

Mas como qualquer adolescente internauta fã de música Pop, é claro que fui procurar por mais material dela, enfim chegando ao ótimo “The Fame” e nos sei lá quantos singles trabalhados nele. “Paparazzi” foi um dos maiores, pegando peak de #6 no Hot 100 da Billboard, permanecendo na parada por 27 semanas inteiras. Não sei se considero essa faixa como a grande assinatura do álbum, pois “Poker Face” e “Just Dance” fizeram ainda mais barulho, mas ela segue como a minha preferida da tracklist até então (empatada com “Love Game”).

“Paparazzi” me agrada demais por ser bem a cara do electropop que eu tanto curtia nessa virada de década. São melodias fáceis de reproduzir e vários momentos chiclete que ficam na cabeça por dias. Diferente do Girls’ Generation, aqui ela se coloca como a stalker, dando à música toda uma interpretação bem mais sombria que a pegada animadinha parece indicar. Tudo num auxílio visual bem bacana em vídeo, numa época onde essas loucuras fashion da Gaga eram ACOMPANHAMENTOS interessantes que elevavam as músicas de patamar em vez de serem tratados como pratos principais.

Eu adquiri uma certa implicância com a Lady Gaga por conta disso ao longo dos anos, pois seus lançamentos após estourar mundialmente e se tornar a principal cantora pop do momento me pareciam mais focados no “conceito” que no “som” propriamente dito. Isso até que funcionou durante o “Born This Way”, onde as músicas continuavam se sobressaindo, embora o pedantismo conceitual já estivesse à beira do irritante, mas o “Artpop” deveria ser atirado numa vala e esquecido, assim como o terrível “Joane”, em que ela tentou se vender como “normal”, mas com músicas fraquíssimas nesse processo (mas “Perfect Illusion” é gostosinha, me julguem novamente).

Voltando à “Paparazzi”, a faixa ainda rendeu mais dois momentos bem destacáveis. Um lá em 2009 mesmo, quando ela foi performada no VMA (lembram quando o VMA ainda era importante?), conseguindo chamar bastante atenção internacionalmente com essa sua persona esquisita (foi isso que catapultou a carreira dela pro mundo?). O segmento com ela saindo do piano e começando a sangrar ainda é bem legal de assistir.

E o outro momento destacável se deu tempos depois…

Com ela continuando a história montada no clipe em outro vídeo, o de “Telephone”, junto da Beyoncé. Eu já não tenho mais paciência pra assistir quase 10 minutos com a faixa sendo cortada toda hora, mas foi algo bem legal de ver na época.

Sucesso!

Enfim, são dois grandes bops que sobreviveram bem ao tempo. No entanto, só um pode ganhar essa competição.

E a grande vencedora é…

“Paparazzi”!

Semana que vem tem mais. Nos vemos lá! \o

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5 comentários em “Paparazzi & Paparazzi: Girls’ Generation perseguidas, Lady Gaga perseguindo e um par de grandes hits

  1. É, nesse aqui sorry soshi, mas paparazzi da lady gaga tem meu coração e nostalgia.
    Mas essa sua nova série despertou meu lado curioso e me fez lembrar de diversas outras músicas, caso não se importe vou deixar algumas aqui, se quiser matar minha vontade de saber sua opinião: bom, se não quiser: bom tbm kkk
    Eu pensei em So what (Loona vs Pink), Heart attack (AOA vs Demi Lovato) e Touch (NCT 127 vs Little Mix).
    Pensa com carinho nas minhas sugestões, tá 😆

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    1. Teria como fazer uma SECRET – Madonna x Madonna – Secret?

      Sei que tá invertido e foge da proposta, mas sempre achei engraçado quando faço essa pesquisa no YT

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