Raspa no tacho (24/07): Somi, Lee Hi, Chanmina e mais

Lembram lá por 2017 quando eu me prestava a escrever uns cinco ou seis parágrafos de lançamentos que não rendiam nem dois?

[ MAN WITH A MISSION – CHANGE THE WORLD ]

Dessa vez, vou começar com os J-Pops, pois encomendei um pacote de sushis de acarajé ontem e estou me sentindo em débito com o Japão por isso. Man With a Mission, pra quem não conhece, é uma dessas bandas nipônicas roquistas One Ok Rock 101 (mas com máscaras de lobos, pois conceitinho) que misturam uma porção de elementos em sua sonoridade, vez ou outra vindo com algo mais popzão e acessível para as massas que não dão muitos tchuns pro J-Rock num geral. Caso dessa “Change the World”, que traz um refrão bastante forte e uma bridge ultraemotiva que eleva a experiência toda às nuvens. Vocês provavelmente nem vão dar play, mas fica aí a recomendação.

[ BISH – LETTERS ]

Ainda nessa vibe “roqueirinha, mas adolescente”, recentemente rolou essa nova do BiSH, que é um grupo idol que costuma tirar sarro da indústria idol japonesa e sua busca maluca por perfeição (BiSH é uma redução para “Brand-new idol SHiT”). Essa “Letters” é a faixa título do sexto álbum de estúdio delas e, olha, funciona tão bem. A mistura dos instrumentos orquestrais mais clássicos com o peso rock’n’roll fofinho delas é entretenimento puro. Tudo é meio melancólico, mas trazendo também um sentimentalismo mais reconfortante de escutar. Musicão! E o clipe com elas nos topos dos prédios é bem bonito de assistir.

[ CHANMINA – ANGEL ]

Ainda outro lançamento da Chanmina, que tem soltado bastante material do ano passado pra cá, sempre nessa mesma estética sonora ligeiramente melancólica. Falando assim, parece que ela tem se repetido, mas, por incrível que pareça, ela e seus produtores têm conseguido propiciar números bem variados entre si utilizando o mesmo fio condutor (mais ou menos como a Sunmi). Em “Angel”, ela junta seu estilo com um arranjo latin pop contemporâneo uptempo delicioso de ouvir. Não é nada muito criativo, mas também não precisa ser.

[ YUKIKA – SOUL LADY ]

Não conheço muito mais dessa senhorita, mas o Aquário Hipster disse que é uma japonesa que mora na Coreia do Sul e decidiu apostar no citypop, mas cantado em coreano. Por mim, que ótimo. Vocês sabem que eu adoro esse tipo de som, então quanto mais gente fazendo melhor. Ainda não ouvi o álbum dela, mas se for tão bom quanto essa “Soul Lady”, provavelmente adorarei (e xingarei a Yubin por não ter feito o mesmo enquanto ainda estava na JYP).

[ LEE HI – HOLO ]

Aí a Lee Hi saiu da YG Entertainment para assinar com a gravadora do Jay Park…?

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Mas enfim, boa sorte para ela. Como música, achei “HOLO” bem bonitinha, mas muito mais pelo vocal sexy dela, que costuma elevar qualquer material que ela se meta, do que pelo pacote completo. Gostei, mas espero coisas mais ousadas agora que ela, teoricamente, terá um controle ainda maior de suas produções.

[ HUH CHANMI – LIGHTS ]

E cá está o debut propriamente dito da Chanmi. Soa como uma versão menos interessante (e porcamente masterizada) do que um monte de gente já lançou esse ano, incluindo a próxima dessa lista…

[ SOMI – WHAT YOU WAITING FOR ]

Não é shade, mas, aqui entre nós, amigos esquilos: vocês também tinham se esquecido que a Somi existia? E digo isso mesmo sendo um dos pouquíssimos dessa blogosfera fundo de quintal que genuinamente curtiu Birthday. Acho que a imagem dela se revelou fraca demais para ficar na cabeça com a total falta de empenho da YG/BLACKLABEL em fazer com que ela acontecesse depois do debut. Fugiu da cabeça que ela tinha uma carreira. Risos. “What You Waiting For” é bacaninha e ganha bonus points por trazer um refrão cantado, raridade nesses números tropicais dentro do K-Pop. Ótima pra fazer volume na playlist do fim do mês.

[ SF9 – SUMMER BREEZE ]

Vocês me encheram o saco para ouvir isso aqui e… QUEM BOM QUE OUVI, POIS ESTÁ MARAVILHOSO. É tipo uma versão masculina da title de disband do AOA, inclusive com o MV bandidão, mas ainda mais cativante e interessante de acompanhar. Aguardo o mesmo para os demais acts da FNC daqui em diante, incluindo aquele girlgroup novo que eu estou com preguiça de pesquisar o nome.

Isso aí por enquanto. Fiquem bem. Bebam bastante água. Assistam “Palm Springs” (available na baía de piratas mais próxima), forte candidato a melhor filme desse ano (mas também não é como se a concorrência fosse grande). Mas não vejam o trailer, pois estraga umas surpresas. Flw vlw.

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7 comentários em “Raspa no tacho (24/07): Somi, Lee Hi, Chanmina e mais

  1. LETTERS foi a minha favorita dessas dai, junto com a versao masculina da musica de disband do AOA, final desse mês ta fraco. Sobre a Somi, ela tem carisma, isso é o que importa.
    “Vocês provavelmente nem vão dar play, mas fica aí a recomendação.” fiquei com preguiç, depois eu volto e ouço.

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  2. a do sf9 é boa mesmo, e eles são uns dos poucos boygroups que a empresa se presta a lançar um material legal como um todo… segue aí a recomendação:

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  3. Acho que a Somi até hoje deve se arrepender de ter largado a JYP e o Itzy para entrar na YG… Largou o debut certo para viver no porão. Para mim ela não tem a star quality que uma artista solo precisa: é o contrário da Hyuna, que ofuscava todo mundo no 4Minute, a Somi se encaixaria no Itzy e poderia até ser a mais popular por já ser conhecida, mas nada tão ofuscante assim que causasse uma situação tipo miss A ou 4Minute. Acho que a track podia ser melhor (e mais memorável) mesmo sendo audível e gostosinha, mas talvez eu tenha padrões baixos demais para a YG; considerando aquele caminhão de césio que foi HYLT do Blackpink, qualquer coisa soa melhor.

    Gostei MUITO foi dessa faixa do SF9. Só conhecia o grupo de vista por causa do cabeludinho charmoso (acho que é Hwiyoung?), vou ouvir mais depois dessa. É uma faixa surpreendentemente refrescante para boygroups.

    A SM lançou o MV da bonus track da subunit do RV e a música é muito meh (parece com Lower, da Amber e Luna do finado f(x) – que deus o tenha, utt), o tipo de coisa com drop mais chill no refrão que tocaria na Forever 21 ou H&M, mas tem uma puta coreografia… Nunca pensei que veria tutting e vogue no kpop, ainda mais tão bem executado.

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    1. Sobre a Somi, se não me engano, parece que a JYP não quis colocar ela no ITZY, pois acreditavam que, pela fama que já tinha conseguido no SIXTEEN, no Produce 101 e no I.O.I, a imagem dela acabaria ofuscando a das outras integrantes. Isso acabaria reprisando aquela situação miss A x Suzy, onde só uma fazia dinheiro enquanto as outras serviam balé ao fundo, mesmo cantando e dançando melhor. Então, por conta disso, ela não renovou o contrato com a gravadora e assinou com a YG/BLACKLABEL.

      O que me soa um movimento equivocado até hoje, levando em conta o já conhecido modo da YG de trabalhar seus acts. A Somi e seus empresários/agentes devem ter optado pela garantia de sucesso que os idols de lá têm, mesmo quase não lançando nada durante seus anos de contrato, acreditando que a Somi já era grande o suficiente para brilhar com quase nada de material solo. Vai entender. Fosse eu, teria optado por alguma outra empresa, menor, que a tratasse como a grande estrela da marca (tipo na MNH com a Chung Ha), dando comebacks frequentes para que ela vivesse sua fantasia de cantora pop na Coreia do Sul ao máximo (quer dizer, se já era uma estrela, poderia fazer sucesso em qualquer lugar).

      Curtido por 1 pessoa

      1. Acho que a situação da Somi é muito mais complicada que isso. Tinha fotos dela com as futuras integrantes do Itzy saindo dos lugares, ela chegou até a tirar fotos promocionais com o grupo que foram descartadas depois da saída, então era certo que ela iria debutar com o Itzy sim, mas especulações dizem que uma treta entre o JYP e o pai da Somi que a fez sair (o pai, que também é agente dela, é um cara suspeitíssimo, o típico stage dad, provavelmente queria que ela fosse a estrela do grupo a qualquer custo e o JYP não estava disposto a isso depois do miss A).

        De qualquer maneira, também concordo que não faz sentido NENHUM para alguém que já tinha fama assinar com a YG sabendo do histórico da empresa de deixar geral no porão, e a Chungha fez uma escolha muito mais inteligente que faria a carreira dela durar mais. Confiar que debutar sob um selo grande = sucesso é ingenuidade, porque ela pode até ter mais fama e mais recursos no começo, mas não tem competitividade com os novos acts se lança um single medíocre por ano e desaparece da mídia. Os grandes acts da YG não são grandes por serem da YG, evidentemente, mas por terem eles mesmos construído isso (vide 2NE1 que era mais boicotado que tudo), os que não têm essa perspicácia caem no esquecimento mesmo.

        Curtido por 2 pessoas

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