7 bops de outras vezes que um bando de mulheres se uniu no pop

E aí que a Lee Hyori, a Uhm Jung Hwa, a Hwasa e a Jessi resolveram se juntar para formar uma nova unit, as Refund Sisters. A história está melhor contada lá no Dougie, mas parece que tudo surgiu durante um segmento do “How Do You Play”, com a Hyori, ao ser questionada sobre como seria seu girlgroup perfeito, citando as três. O público gerou burburinho e a ideia foi tocada pra frente, com o quarteto sendo produzido pelo Yoo Jae Suk (também do SSAK3) e, eventualmente, ganhando um debut após a confirmação oficial semana passada.

Não sei se acredito de verdade nessa história não. Provavelmente, já havia essa intenção nos bastidores quando a Lee Hyori nomeou as três, mas quem sou eu para estragar a magia?

De qualquer forma, é sempre muito legal ver várias cantoras se juntando para trabalharem juntas em músicas. Enquanto é bem comum que vocalistas masculinos e rappers chamem “os parça” para features cheios de convidados, colaborações com mais que duas minas dentro da indústria pop são… raras. Inclusive entre artistas que vendem o feminismo como parte de sua persona.

Dito isso, e como um esquenta para a estreia do Refund Sisters, resolvi relembrar aqui 7 bops lançados quando um bando de mulheres se uniu no pop (asiático e ocidental). Give Me All Your Luvin’, da Madonna, ficou de fora, pois a Nicki e a M.I.A. quase não têm linhas nela. E Don’t Call Me Angel foi ignorada, pois fico meio constrangido com a participação da Lana Del Rey nesse videoclipe.

Namie Amuro, AI e Anna Tsuchiya – Wonder Woman

Para seu álbum best of de colaborações (yup, japoneses adoram essas coisas), Namie Amuro resolveu repetir a parceria com a AI (elas haviam gravado juntas a espetacular Fake no ano anterior), convidando também a Anna Tsuchiya e entregando essa “Wonder Woman” deliciosinha de escutar. Vocês sabem que eu tenho um fraco por esses amálgamas de Pop com Rock, ainda mais quando eles surgem com refrães fortíssimos como aqui.

Soyeon, Miyeon, Madison Beer e Jaira Burns – Pop/Stars

Num treco anual de LoL onde a produtora do jogo-para-jovens sempre convida algum artista, famoso ou flop, prum single, Soyeon e Miyeon, do (G)I-DLE, dividiram os vocais com duas desconhecidas aí, rendendo um dos MVs animados mais impressionantes que já assisti. A música também é ótima.

Seulgi, Chung Ha, Soyeon e SinB – Wow Thing

Em um dos pouquíssimos momentos onde a SM Entertainment realmente parece ter se importado em abrir a carteira para fazer dum STATION algo memorável, tivemos Seulgi (Red Velvet), Chung Ha, SinB (GFRIEND) e Soyeon (de novo) emulando Destiny’s Child em looks fashionistas e coreografias e carões. Podia ter virado uma unit real, com comebacks e tudo mais.

Christina Aguilera, Pink, Mya e Lil’ Kim – Lady Marmalade

Um dos grandes sucessos fonográficos dos anos 2000. O “Moulin Rouge!” foi um daqueles filmes com massivo investimento de Hollywood para que acontecesse, nem que fosse furando a bolha do público cinematográfico comum e atingindo o consumidor médio de cultura pop. Para isso, juntaram a Christina Aguilera (nessa época, um dos nomes mais rentáveis da música), a Pink, a Lil’ Kim e uma outra aí que ninguém lembra quem é para reformularem o clássico “Lady Marmalade” e trabalha-lo como single em paralelo às promoções do longa. Funcionou, com todas (menos a Mya, que sumiu) se dando bem, ficando ainda mais populares, faturando uma grana e ajudando na bilheteria do filme. Rolou até Grammy nessa.

Boatos de que a Pink passou anos adiando a Christina Aguilera por causa dessa música, já que ela “deu uma de diva” e exigiu ficar com as linhas finais (ironicamente, é o solo que dura menos tempo, mas chamou mais atenção, já que rola uma nota bem alta ao fim). Aqui um vídeo com ela debochando da cara da Xtina em um show de 2004, na Alemanha:

Rita Ora, Charli XCX, Bebe Rexha e Cardi B – Girls

A história dessa aqui é bem proveitosa. “Girls” já quase foi lançada várias vezes. Pra vocês terem noção, ela foi anunciada anos atrás como a pretensa “Moulin Rouge” dessa década, sendo um feature entre a Rita e a Charli com a Ellie-voz-horrível Goulding e a… Iggy Azalea, que resolveu dar pra trás e recusar um título tão ambicioso. Tempos depois, Azealia Banks foi chorar na rádio, todo mundo no Hip Hop pediu a cabeça dela e, uou, cadê a Iggy? Anos mais tarde, Rita e Charli tentaram lançar mais uma vez, com uma tal de Raye lá do UK, mas não foi. Até que, depois de muita luta e vazamentos, “Girls” finalmente veio ao mundo, com a Bebe Rexha ocupando o arquétipo de loira da voz feia e a Cardi B o de sensação momentânea do Hip Hop que todos fingirão que não escutavam anos depois. Btw, a história parece mais interessante que a faixa, mas o refrão sing-along fica na cabeça por semanas, se preparem.

Tove Lo, Charli XCX, Icona Pop, Elliphant e ALMA – Bitches

Mais um menos na mesma época (se não me engano, foi na mesma semana) que a “Girls” acima ganhou um videoclipe, a chatíssima Tove Lo também soltou seu número girlgroup com várias migas que também fazem parte da cena europeia onde ela tem seu maior público. O resultado foi uma das poucas faixas realmente bacanas dela. E o clipe é tão tosco que funciona.

Jessie J, Ariana Grande e Nicki Minaj – Bang Bang

Outra com uma história de bastidores curiosa. O produtor Max Martin havia enviado “Bang Bang” para que a Ariana Grande a trabalhasse pra tracklist de seu eventual segundo álbum de estúdio, mas ela não achou a demo lá essas coisas e recusou. Nessa, a música foi para a Jessie J como segunda opção, que conseguiu colocar a Nicki Minaj com feature e a usaria como faixa título de seu terceiro álbum. Mas os produtores ainda não estavam satisfeitos com o resultado e resolveram enviar para a Ariana Grande novamente, que gostou da participação da Nicki Minaj e topou participar. Calhou que esse foi um grande sucesso, mas a galera nos EUA a viu muito mais como um single da Ariana que qualquer outra coisa, com a Jessie ficando pra escanteio. Ajudou nisso, durante apresentações ao vivo na TV e em shows, a Ariana cortar as partes dela e manter só as da Nicki, que ainda colaboraram em várias outras faixas depois disso.

Aqui um vídeo delas no Coachella anos atrás, sem a Jessie:

Atualmente, a Ariana diz não aguentar mais essa música. E a Jessie não fez mais nenhum sucesso, HUAHUAHUAHUA

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12 comentários em “7 bops de outras vezes que um bando de mulheres se uniu no pop

  1. Ia até defender a Tove Lo, mas lembrei que eu tenho flashbacks de guerra toda vez que escuto “Habits”.

    A indústria musical é o famoso cobra engolindo cobra, né. Essa treta entre a Pink e a Aguilera nem sabia que tinha acontecido, mas a da Ariana Grande já desconfiava, considerando que ela sempre parece estar querendo sair por cima em tudo. Ela tem um bom alcance vocal, mas não suporto escutar nada do que ela canta porque ela tem essa mania horrível de cantar sussurrando e embolando as palavras e não dá para entender nada do que ela diz (e tem umas letras dela que são muito cringe, tipo 7 Rings, essas ainda bem que não dá para entender né).

    Jessie J >>>>> (devia ter acontecido de verdade depois de ter lançado Domino)

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    1. O caso da Jessie J é tão maluco. Ela estourou no UK e nos EUA com o primeiro álbum lá, virou jurada do The Voice, cantou com o Queen na abertura das olimpíadas, aí acabou essa primeira era e o povo decidiu CAGAR pra tudo que ela lançava. Nunca entendi.

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      1. Pelo que eu entendi lendo esses mundinhos de fóruns pantanosos por aí:

        – O segundo álbum “Alive” foi considerado bem genérico pela crítica e o público, e isso acabou afetando o desempenho do mesmo. Ela ainda conseguiu alguns Top 5 no UK mas não foi um desempenho tão relevante assim (Bem abaixo do Who You Are), e o álbum acabou sendo só promovido por lá mesmo.

        – O “Sweet Talker” foi um álbum voltado para o US, uma vez que não quiseram investir no Alive por considerarem um álbum que “não funcionaria nos Estados Unidos”. Mas aí saiu outro álbum capenga na crítica e com o público e flopando nas vendas por lá. E como ele era focado no US, o UK acabou virando as costas de vez pra ela.

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  2. Só eu que achava que o plural de refrão era refrões?

    Olha, não foi nenhuma revolução da música mundial, mas acho que vc deveria ter incluído o Mystic White e o Dazzling Red no post. Eu adorava quando as empresas faziam essas collabs das idols do momento. Pena que isso meio que se perdeu no K-Pop.

    OFF-TOPIC: eu vi sua crítica dos últimos eps do deus do ensino médio (nome maravilhosamente ruim ❤ ), e eu ri tanto com os comentários!! Tinha gente se ofendendo de uma forma que eu voltei no texto pra ver se vc tinha caluniado a mãe de alguém (acho que eles se sentiriam menos incomodados com isso).

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  3. Ótima seleção!

    Lady Marmalade, por sinal, rendeu uma grande inimizade entre Aguilera e Pink (só recentemente as duas foram se entender) e uma grande amizade entre Aguilera e Lil’Kim. Mya, como bem dito no artigo, acabou esquecida no churrasco (o que é uma pena, porque eu gostava da voz dela).

    E embora Don’t Call Me Angel não tenha entrado na lista (de fato a música não é lá grande coisa), confesso que só fui me interessar em conhecer mais sobre a Lana Del Rey depois dessa paródia maravilhosa:

    Não sei se a Lana é debochada e sem noção assim, mas se for, já é um ponto positivo pra ela.

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      1. Mas os diálogos são maravilhosos.

        Ariana: “Isso não é uma competição, é só um aquecimento.”
        Lana: “Enquanto vocês se aquecem, eu já estou nas Olimpíadas vocais.”
        Miley: “Pelo jeito você não vai voltar com a medalha de ouro.”

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