Em “One”, SuperM une duas músicas qualquer nota e entrega seu melhor release até então

Não estou tão por dentro do SuperM quanto vocês. Ouvi todas as músicas que eles soltaram às épocas de seus lançamentos e não gostei de nada. Ou por serem inespecíficas demais, ou por serem ultrajantemente ruins. E também não fui muito a fundo nas tretas envolvendo as fanbases individuais dos envolvidos (quando o som não chama atenção, todo o resto se apaga pra mim, é quase regra, Botopass). Então, pra mim, acaba sendo só mais um boygroup da SM, ainda que haja um intuito de “expansão do K-Pop nos EUA” por trás dele.

Dito isso, me surpreendi bastante com o mais recente comeback da unitOne entra para o hall de bons números masculinos desse ano, sendo ainda outro single de oppas que funciona muito bem dentro dessas limitações temáticas…

Não existe uma regra “oficial” propriamente dita de como devem soar faixas lançadas por boygroups, mas dá para pescar uma porção de clichês frequentemente repetidos (pleonasmo, ahn) que formam a estética sonora desse nicho, utilizem os modismos que utilizarem. Oppas usam instrumentais com mais peso sonoro, mais agressivos, que dão espaço para que eles coloquem seus vocais cantados e rimados sobre serem muito malvadões ou coisas do tipo. Não há mal algum nisso. Quando falo mal de singles de oppas por aqui e o post acaba viralizando, é bem comum que rolem comentários como “você não gosta de faixas masculinas, só não ouça”. Não é o caso. O problema é quando esse peso instrumental e vocal passa do ponto, com as músicas sendo bem menos melódicas que o necessário para agradarem ouvintes que não fazem parte da fanbase (pois fanbase finge que gosta de tudo).

“One” não foge nem um pouco do que é considerável uma “faixa masculina”. Rola uma porção desses clichês nela. O lance é que eles são bem executados aqui, sem os exageros malucos que assombram os ouvintes casuais. Nenhum integrante resolve arrotar durante suas linhas, os sintetizadores não se convertem em peitos sonoros, tudo é bem redondinho e divertido de ir até o fim. Com o plus de terem colocado um refrão de verdade nela, nada de o nome da faixa repetindo preguiçosamente enquanto soltam o batidão. Em 2020? Quem diria?

Aah, antes que eu esqueça, por sabe-se lá qual motivo, “One” é a junção de duas outras faixas do álbum do SuperM, “Monster” e “Infinity”, pegando os versos da primeira e o refrão da segunda. Que ideia bocó. Podiam ter descartado as originais e deixado só essa. “Monster” ainda dá para ouvir fazendo umas ressalvas, embora quase caia nos exageros “olha só sou vida lokaaaa”, mas “Infinity” tem versos muito ruins. Juntaram o melhor das duas em uma, o que é ótimo, mas não queria ficar sabendo do pior que cada release poderia oferecer, SM…

Mas enfim, o ano tá bom para oppas, não? Só esse mês nós também já tivemos Wonho Moleque Piranha, Taemin solo, A.C.E e The Boyz com bons bops. Indo mais pra trás, teve TXT (top 10 desse ano pra mim), EXO-SC, BTS, Golden Child e a lista segue.

Btw, isso aqui tá fazendo algum barulho nos EUA? Porque a ideia era essa, não? Honestamente, só vejo as publicações destacando BLACKPINK e BTS…

Ahein, não tem ninguém do SuJu nessa pataquada? HUAHUAHUA

7 comentários em “Em “One”, SuperM une duas músicas qualquer nota e entrega seu melhor release até então

  1. Pra mim tem o mesmo efeito da tiger qualquer coisa lá onde a versão com a velocidade no 1.25 é mais interessante que a versão oficial.
    E levando em consideração que até a fanbase dos grupos finge que essa bomba não existe… Dá pra ter uma ideia de como anda a fama da unit

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  2. Em pleno 2020, eu ficaria feliz se o refrão só não fosse uma cacofonia indistinta de sintetizadores (que na verdade o produtor derrubou a lata de lixo de casa e decidiu gravar o sample)… Mas, de verdade? O crescendo do pré-refrão que leva a um refrão ///REAL///… Putz, eu não sabia que era isso que eu precisava ouvir, obrigada, SuperM, salvou minha playlist.

    High notes e adlibs do Baek e Ten na bridge e último refrão = puro suco de Kpop, haha, sério, inimaginável ouvir isso em releases masculinos do Ocidente (o que muitas divas pop ocidentais têm de competência nos vocais, o lado masculino tem de incompetência, socorro). Ponto para eles. Só achei os versos aleatórios em coreano, bem… Aleatórios. Para uma música que é 90% em inglês, não fez diferença alguma.

    Mas o que são essas roupas beges de escoteiros (????), gente???? Kai, assim eu não consigo passar pano não, e olha que eu sou avantgarde na moda.

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  3. Eles estão indo bem sim, o álbum tá com previsão de debut de 70-80k na billboard 200, isso pq o projeto do Super One em si foi bem chatinho, quase 1 mês e meio desde o lançamento de 100 (que é horrível) até One e o álbum.

    Enfim, eu também amei isso daí e superou Tiger Inside que já tinha achado ótima.

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  4. Uhummm tá bem, digamos assim, nada de mais. Na minha opinião, o motivo de torcer a cara pra esse projeto é a SM colocar tanto confete em cima e no final das contas ser nada de mais.
    Não tenha do tipo “uau!” é sempre um tá bom revirando os olhos junto.
    PS. O caso curioso foi algumas fãs individuais voltando atrás no hate, mas acho que foi tarde demais, mesmo com aquela parceria com a Marvel eu não vejo muita pessoa fora da bolha comentando como são com os dois citados a cima que apontou. E sempre tenho a sensação de flop.

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