Raspa no tacho (01/11): FEMM, FAKY, BABYMETAL, LiSA e mais trecos japas pra vocês!!1

Huh, as duas últimas semanas foram LOTADAS de coisas pra fazer da faculdade. Sério, nunca imaginei que, a essa altura do campeonato, teria que lidar com professores tão sem noção, que entendem “EAD” como “esses moleques estão em casa, então vamos socar O QUADRUPLO de conteúdo, sem dar aulas o suficiente pra isso, e cobrar trabalhos enormes em prazos que não fazem sentido”.

Por consequência: esse blog ficou abandonado justamente num momento onde UM MONTE DE GENTE do cardápio de faves deste que vos escreve resolveu retornar com seus grandes singles e álbuns do ano. E lá se vai o timing para angariar uns views com pautas quentes.

Mas o show tem que continuar. Não faz mais muito sentido criar vinte e tantos posts individuais pra esse povo todo com tanto atraso. Então, dividi os comentários todos em dois pacotões. O com capopes sai amanhã, o com jotapopes vem agora. Abaixo, tem bagulhos de TREZE acts japas diferentes que fizeram minha cabeça do início do mês passado até aqui. É um repertório bem variado, que pode agradar do fã de asianpop com a cabeça mais aberta ao capopeiro chato (oi, Wendell Gostomeu) que costuma ser menso propenso a artistas de outras partes do oriente que aquelas pocs bcharts/pandlr que ainda juram que os EUA vivem um bom momento musical radiofônico com, sei lá, Halsey, Billie Eilish e Bebe Rexha. Sirvam-se…

[ FEMM – Chewing Gum Cleaner, Dead Of Night ]

Acho que a maioria de vocês não devem ter ideia do que é um FEMM, já que o “auge” delas (dentro do mundinho do blogueiros de asianpop BR) foi entre 2014 e 2016, então vai aqui uma contextualizada. Essas duas cantoras/produtoras japonesas, anos atrás, resolveram inventar esse girlgroup onde elas emulam… manequins. Em seu ótimo primeiro álbum, elas juntaram uma porção de farofas eletrônicas 2000ish cantadas em inglês. Em seu péssimo segundo álbum, elas estragaram uma porção de sucessos japoneses dos anos 80 e 90 em covers horrorosos. Após isso, elas despirocaram legal no conceito, entregando um EP de demos que tocariam numa instalação artística qualquer. Demos essa que, se não me engano, vêm sendo finalizadas e lançadas aos poucos.

Isso posto, temos “Chewing Gum Cleaner” e “Dead Of Night”, que fazem muito bem aquele encontro entre o dance eletrônico mais pesado e o pop radiofônico. Se vocês forem levar em conta o que rola no K-Pop atualmente, já que isso é o que dá mais pauta aqui, é bem… diferente, bem “modinhas de anos atrás”. Comigo, justamente por isso, dá certo. Ouçam aí.

[ FAKY – Darling ]

Que bom que o FAKY em sua nova formação não ficou só como uma tentativa de um ano e continuou trabalhando, ainda que, a essa altura do campeonato, elas já não tenham tanta chance de acontecer de verdade. “Darling” é uma graça de música. Quase ninguém mais lança essas midtempos reflexivas, então há um ar de frescor vindo nisso que surpreende bastante. Gosto muito da guitarra mais rasgadinha ao fundo que ganha evidência nas estrofes finais. Enfim, todo ano o FAKY solta, ao menos, um jam que fica na minha cabeça por tempos. Capaz do de 2020, comigo, ser esse aqui.

[ Bring Me the Horizon ft. BABYMETAL – Kingslayer ]

Eu não tenho a mínima ideia do que é um Bring Me the Horizon, mas tempos atrás uma galera no Twitter tava pirando porque eles lançariam um álbum novo e teria a Amy Lee, do Evanescence (por onde andam?) e o BABYMETAL como features. A faixa com as pirralhas-não-tão-mais-pirralhas é, aah, BABYMETAL do início ao fim. Não sei se a sonoridade do Bring Me the Horizon também vai nessa linha de “metal eletrônico”, mas “Kingslayer” caiu como uma luva para o repertório das meninas. Logo, hino que só eu daqui vou adorar, mas vocês ignorarão até aparecer numa posição bem alta no top de fim de ano.

[ Girls² – Dancing ]

Hahahahahahaha, essa palhaçada deliciosa. O clipe é bem trash, os caras do EXILE servindo de mestres de cerimônia dá uma cara bem tosca e bem humorada ao pacote final, mas a música num todo é bem gostosinha de ouvir, dançar, se divertir junto. Um número idol fofinho para as pistas que vale o play e os replays.

[ PassCode – Anything New ]

Continuando na seara de grupos idol kawaiis, mas agora com um pouco mais de peso instrumental. “Anything New” é daquele tipo de música que pega pelo emocional, que parece planejada, montada, cantada e tocada do início ao fim com o intuito de despertar arrepios pelo corpo. Ao menos até lá pelos 3 minutos de duração, quando o rock vibrante dá lugar momentaneamente pruns rugidos de metal que também colam bem no arranjo todo. Dessa raspa no tacho, acho que é a minha predileta.

[ BiSH – Story of Duty ]

Do BiSH eu já falei algumas vezes, mas não custa reforçar que o “conceito” por trás do grupo é delas não se prenderem aos esteriótipos de beleza e sonoridade das idols japonesas (basicamente, são mais “mulherão” que as AKBs da vida). “Story of Duty” é mais outro bom lançamento delas, aqui caminhando prum território mais drum’n’bass que o resto já feito pelo grupo. Por mim, que ótimo! Quando mais desses bops que parecem remixes de alguma trilha de videogame o Japão em trouxer para fazer diferença dentro de minhas playlists diárias com os capopes mais dentro da casinha, melhor. O bom de acompanhar o pop asiático é, justamente, a variedade.

[ LiSA – Homura ]

Essa aqui é bem legal e chamou bastante atenção recentemente lá no Japão por ter sido tema de um filme daquele anime hypado “Demon Slayer” (eu não consegui passar do episódio 5, hehe) lá no Japão. É exatamente doo que se espera de uma OST principal de anime: um baladão bem bonito, com um instrumental crescente que emociona ao fim. E a voz da LiSA aqui está bem tocante. Mas, ó, tem coisa melhor no LP dela, que incluirei na playlist aqui do blog daqui uns dias.

[ Daichi Miura – Antelope ]

O Japão manda tão bem em baladas que, essa aqui do Daichi Miura, por exemplo, tem seu instrumental diametralmente ao oposto do da LiSA acima, mas também é muito legal de ouvir. Toda a primeira parte dela é feita só com os vocais do Daichi, aí rolam algumas pequenas intromissões do piano depois do primeiro refrão, depois entram os beats eletrônicos e etc.

[ Wagakki Band – Nichirin, Queen of the Night ]

Não sei se vocês são familiarizados com o Wagakki Band, mas esse grupo costuma misturar elementos sonoros e visuais do folclore nipônico em seu pop/rock, com tudo soando ao fim como algo que serviria de fundo para alguma briga de kunais em “Naruto”. E quem aí não gosta daquelas trilhas tocando enquanto dois ninjas se atracam em tela? Dois de seus lançamentos recentes são “Nichirin” e “Queen of the Night”. O primeiro, mais agitado, o outro, mais lento e místico. São dois lados de uma mesma moeda em concept que vendem bem a banda para quem ainda não conhecem. Sugiro o play em ambas, se for o caso de vocês.

[ Tears of Tragedy – Nonsite ]

Mais rockzão de estádio que serviria de OST para algum anime hypado da temporada (e talvez tenha servido mesmo e eu não saiba). A junção no refrão da bateria veloz pra caralho com o resto do instrumental, mais “clássico”, “erudito”, dá uma impressão desnorteante bacana demais. E o solo de guitarra é tudo o que o Lunei otaku metaleiro adolescente adoraria ouvir.

[ Femme Fatale – Swimming ]

Isso aqui é, com um tiquinho mais de weirdness, um número white aegyo eletrônico fofinho que algum girlgroup de K-Pop lançaria lá por 2016, 2017, quando essa era a onda feminina na Coreia do Sul. Só que, aqui, feito em japonês por duas esquisitonas com péssimo stylish. Ou seja, entretenimento anacrônico puro.

[ FANTASTICS from EXILE TRIBE – High Fever ]

A onda retrô chegando nos grupos masculinos da Exile Tribe. Uma pena não ter mais E-Girls e seus variados na ativa, pois esse instrumental ficaria ainda mais divertido feito por grandes gostosas mudas fazendo carão pra câmera enquanto duas ou três solta a voz. O teclado na bridge parece retirado de algum filme pipocão de trinta e tantos anos atrás.

[ Aimyon – Chika, Sunrise ]

Ahn, não estou tão por dentro dessa menina aqui, mas já vi Dougie e outros velhotes do J-Pop na minha timeline do Twitter comentando sobre ela ser a grande diva em vendagens no Japão atualmente (ou não, posso estar confundindo). Me soa como uma Yui naquilo de popzinho orgânico vibrante com o violão em destaque, mas sem um vocal tão facilmente identificável. Gostei bastante das duas músicas acima. De “Sunrise” bem mais que de “Chika”, mas ambas são simpáticas e irão para o meu celular. Tem cara de ser o tipo de artista que vai crescendo comigo conforme o tempo passa, com essas músicas mais “oi, sou uma garota normal” sendo tão, ahn, “garota normal”, que colam em ouvidas casuais sem enjoar. Lá por março do ano que vem eu digo se foi o que rolou.

E é isso de releases japas desse mês. Amanhã, tento fazer o mesmo em outro pacotão, mas com os trecos coreanos que não pude comentar. Flw vlw.

6 comentários em “Raspa no tacho (01/11): FEMM, FAKY, BABYMETAL, LiSA e mais trecos japas pra vocês!!1

  1. Eu não achei que fosse gostar dessa do Babymetal tanto quanto gostei, e não imaginava que precisava de algo como Wagakki Band no meu repertório!

    Isso aqui não ter Lost in Paradise, a ed de Jujutsu Kaisen = heresia pura. Melhor lançamento japonês do ANO. O sax >>>>>>>

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  2. Ainda não entendo (ou não aceito, sei lá) a Anna ter saído do FAKY… tá que o grupo é flopado, mas não parece que a avex esteja deixando elas passando necessidades. Bom, vitória pras duas novatas e também pra Mikako (que deixou de ser a muda do FAKY pra ganhar mais linhas nas músicas), acho.

    Com FAKY e FEMM nessa mesma raspa de tacho, fico curioso se elas ainda pensam em retomar o FAMM’IN pra lançar mais um single conceitual que dez pessoas no mundo todo vão ouvir e aclamar (eu sendo uma dessas dez pessoas).

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  3. Que baita hino essa do Bish, melhor que qualquer coisa daquele álbum que elas lançaram mais cedo esse ano.

    Femm decepcionaram, e FAKY perfeitas mas não pude deixar de notar a coreografia péssima.

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