“90’s Love” é o grande treco anual do NCT e o meu throwback dos anos 90 em 2020

NCT U é qual dos NCTs, o rotativo ou o de caras fixos que não é o Dream?

O NCT segue como uma das merdas mais quentes da SM Entertainment na atualidade. Claro, em termos de vendas, sucesso comercial, não em relação à qualidade musical. Particularmente, acho que essa versão masculina do AKB48 mais erra que acerta. E para esse último LP, “Resonance”, dividido em DUAS PARTES, eles erraram bastante, em muitos singles. Birthday Song, From Home, Work It. Bomba atrás de bomba. Contudo, como ocorre anualmente desde o debut, ao menos uma title nesse bololô todo se salvou. Dessa vez, vinda do NCT U.

“90’s Love” é inesperadamente boa e mais, ahn, na falta de um termo melhor, “leve” vinda do projeto. Cá entre nós, tenho a impressão de que a SM “tenta demais” com eles, apostando em músicas muito atoladas de ideias e bem pouco convidativas a replays da parte desse que vos escreve. Claro, devo ser minoria nisso, pois o grupão é um sucesso lá na Coreia do Sul, mas ainda sou mais pelo time de ouvintes que aproveitam melhor canções mais redondinhas, competentes dentro de ideias fechadas e que não atiram para todos os lados. Óbvio, há exceções, mas elas justificam a regra.

Acho que por isso fiquei tão encantado com “90’s Love”. Seu alvo é bem específico: o Hip Hop/new jack swing dos anos 90, se aproveitando de todos os maneirismos da época para entreter o ouvinte e encaminhá-lo pruma espécie de “nostalgia do que não vivemos” bem bacana. Digo, no meu caso, eu vivi isso aí mais ou menos, já que frequentei bastante um baile charme aqui do Rio de Janeiro que requentava todos os maiores sucessos de tal período (alô alô leitores de Madureira!), então ela já me conquistou desde os primeiros riscos de disco (tipo Lady, do falecido EXID e Uh-Oh, do (G)I-DLE). Foi o meu revival dos anos 90-só-vivido-nos-anos-2000 em 2020.

Nessa altura do campeonato, acho que já enxergo o NCT como um projeto que, ao menos uma vez ao ano, me servirá algo muito divertido, de alto replay factor, em meio a um rio de bosta. É tiro e queda, sempre acontece: em 2016 foi Without You, em 2017 foi Limitless, em 2018 foi Baby Don’t StopWe Go Up, em 2019 foi Boom (minha predileta deles em todos os tempos) e, esse ano, “90’s Love” e, ó só…

“Turn Back Time”, do WayV, que acabei comentando pouco por aqui, mas é muito bacana de ouvir e refina direitinho a proposta try-hard sombria já batida de boygroups atuais com uma estrutura linear bem bacana. O refrão estoura quando necessário e todas as demais partes funcionam bem. Meu bias é o loiro magrelo de 40kg da thumb que fica tentando sensualizar sem camisa em diferentes takes. Adoro esse tipo de desprendimento. 😀

7 comentários em ““90’s Love” é o grande treco anual do NCT e o meu throwback dos anos 90 em 2020

  1. Gostei dessa musica e dos mascotes ridiculos querendo copiar o BT21 ❤

    Mais nao sinto a mesma nostalgia ja que sou do anos 2000 apesar de amar uma boa musica datada cheia de autotune

    Mais real que so escutei essa musica por causa do ten do nct afinal amo essa poc gostosa

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  2. Eu que tive que ouvir essa umas 5 vezes pra gostar mas gostei de Make a Wish de primeira (que vergonha, eu sei)…
    As minhas favoritas do álbum deles são Faded In My Last Song e Nectar, não sei se é só meu biasismo, mas estas duas são muito boazinhas!

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  3. Eu curti demais 90s Love, no álbum ficou muito bom a sequência de 90s Love+ Misfit. O resto eu não curti tanto assim, e acho que Work It poderia ter sido muito melhor se a música toda fosse como o último refrão, que rola uma batidinha bem legal. Acho uma pena também que não foi um álbum temático anos 90, mas é óbvio que a SM não ia arriscar em não fazer os conceitos que a Coréia ama.

    Das músicas que tu falou que gosta, eu acrescentaria Superhuman do NCT 127. O Dream é o que sempre lança músicas que eu gosto (tirando Chewing Gun), acho My First and Last uma das melhores também. O WayV é o que eu acho mais interessante de acompanhar, o último álbum deles até que tá bem legal, achei um popzinho bem redondo (tirando Bad Alive que eu achei try hard demais).

    Eu gosto de acompanhar NCT (junto com Seventeen e TXT), mesmo com a mesmice dos conceitos, como tu disse – às vezes sai algo bom.

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    1. “Acho uma pena também que não foi um álbum temático anos 90” MEU DEUS DO CÉU, SERIA ESSE MEU SONHO???????? Amo 90s concept apesar de ter nascido no finalzinho da década, rs.

      Nossa, eu não gostava do Dream até Boom, tudo que vem antes eu acho meio… Fora de tom para mim, sabe? Não consigo curtir. 127 é hit or miss, depende do comeback, mas ultimamente tem sido mais hit. WayV eu não consigo gostar porque acho mandarim uma puta língua feia e esquisita de escutar, com o perdão da palavra. A melhor subunit com certeza é o NCT U porque tem variedade, só.

      Mas eu não me considero parâmetro porque gostei de Make a Wish também (apesar de ser cadelinha de 90’s Love).

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  4. Comecei lendo o post e me deparei com uma verdade universal: “Contudo, como ocorre anualmente desde o debut, ao menos uma title nesse bololô todo se salvou”, e finalizando com chave de ouro: “”””””Nessa altura do campeonato, acho que já enxergo o NCT como um projeto que, ao menos uma vez ao ano, me servirá algo muito divertido, de alto replay factor, em meio a um rio de bosta. É tiro e queda, sempre acontece: em 2016 foi Without You, em 2017 foi Limitless, em 2018 foi Baby Don’t Stop e We Go Up, em 2019 foi Boom (minha predileta deles em todos os tempos) e, esse ano, “90’s Love” e, ó só…”””””””, nunca concordei tanto contigo.

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