TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2020 [100-86]

2020 foi um ano péssimo em muitos sentidos. Por conta de uma pandemia mundial, nossas vidas, do jeito que eram antes, foram interrompidas, forçando uma mudança de paradigma na sociedade que tornou tudo bem… difícil de lidar. Mas como em outros tempos bizarros na história da humanidade, a arte em suas muitas formas serviu como uma válvula de escape, levando nossas mentes para lugares melhores. E no que diz respeito ao nicho desse jovial blogzinho (K-Pop, J-Pop, etc.), várias foram as contribuições vindas lá do outro lado do globo ao nosso entretenimento.

No lado japonês da força, mais gravadoras e artistas decidiram disponibilizar seus trabalhos ao público internacional, o que se refletiu em determinadas discografias chegando para serviços de streaming, videoclipes saindo inteiros em canais oficiais do YouTube e por aí vai. Já do lado coreano, a febre aumentou ainda mais, com acts como BTS e BLACKPINK furando a bolha e penetrando de vez no mercado fonográfico estadunidense. Bom para todos.

E no nosso pequeno mundinho de blogueiros fundo de quintal, novos colegas surgiram e/ou se firmaram de vez (pelo amor de deus o Palpites Alheios postando, praticamente, todos os dias, é disposição demais), alimentando a cena como se estivéssemos de volta à 2017. Por mim, que ótimo! Pra quem sabe como se desenvolvem as coisas todo final de dezembro nessa patota, é chegada a hora de todo mundo disponibilizar suas gigantesca listas de melhores do ano. O legal é que cada um tem seu próprio gosto e isso se reflete muito bem em tais rankings. E 2020 foi um bom ano para eventuais listas, pois muita coisa em muita quantidade saiu. Por exemplo, nenhuma música do top 10 da SRSLY, K-POP? sequer entrará no meu top 100, mas a maioria das músicas nele bem que poderia ter aparecido, pois parelham de ótimas para cima.

Mas enfim, vamos à minha lista. Se nada der errado, ela sairá em 7 partes, começando por hoje e terminando no dia 31.

MARAVILHOSAS REGRAS

O top é meu, baseado única e exclusivamente em minha opinião, minha subjetividade. Então, coisas como charts, vendas, popularidade e relevância pra o meio em nada influenciam isso;

Um mesmo act pode aparecer um monte de vezes, ainda que isso signifique cortar outro que teve só um singlezinho legal no ano. Representatividade numérica não conta tanto para mim;

Meu maior critério de escolha, na real, é o quanto as faixas duram em minhas playlists diárias. Quanto mais ouço, mais alto ela aparece. Nem tudo que é bom eu gosto e nem tudo que eu gosto é bom. Mesmo que eu considere uma música “melhor” que outra em questões técnicas (exemplo aqui, orbits), se eu ouvi pouco conforme os meses passaram, tchau;

Algumas músicas lançadas no finalzinho do ano passado, mais ou menos na época em que postava o respectivo ranking de 2019, foram consideradas para esse listão;

Vocês têm todo o direito de discordar das minhas opiniões e até sugerir outras melhores para as posições ocupadas, mas saibam que estarão errados, pois meu gosto musical é perfeito. Bjokas.

Sem mais delongas, vamos às 15 faixas do primeiro corte, que conta com 1 mandopop, 5 jotapopes e todo o resto de capopes. Here we go again

100. RINA SAWAYAMA – DYNASTY

Vocês perceberão uma repetição de artistas ao longo dessa lista. Isso se dá pelo fato de, tais acts, terem vindo esse ano com uma porção de faixas excelentes, seja em trabalhos separados, ou compiladas num disco. A Rina Sawayama está inclusa no segundo grupo. O LP autointitulado dela traz, possivelmente, a melhor tracklist dos últimos meses, onde ela explora, dentro da temática narrativa dele, um sem número de estilos musicais para expressar a emotividade pessimista e ligeiramente cínica buscada nas letras. Em “Dynasty”, que abre o disco, há uma grandiosidade orquestral que lhe confere uma dramaticidade arrepiante, ampliada ainda pela adição de guitarras e baterias que adquirem intensidade conforme os versos vão passando e a raiva da Rina, ao cantar sobre a dor hereditária que carrega em seus veias, se torna mais e mais evidente. É uma ótima abertura de álbum e, aqui, uma ótima abertura de lista.

99. TWICE – FANFARRE

Outro act que, já adianto, baterá muito ponto nessa lista, é o Twice. Mas por motivos diferentes. O lance é que a galinha dos ovos de outro da JYP Entertainment teve ainda outro ótimo run desde sua virada Fancy no ano passado, entregando álbuns excelentes na Coreia do Sul e singles muito bacanas para o público japonês. O primeiro lá na terra do Goku foi “Fanfarre”, recuperando a persona japanese idol kawaii que elas já há muito trabalhavam, mas aqui numa proposta um tiquinho mais adulta (a comparação com o lado fofo do finado E-Girls é inevitável). A música é uma graça, com a produção inserindo elementos de fanfarras dentro de um instrumental bubblegum pop Fifth Harmonyish divertido demais. É a prova de que dá para seguir os estereótipos esperados pelo público de idols por lá sem cagar nos ouvidos do público geral com porcarias terríveis.

98. J BLACK & J PINK – MOVE, GROOVE, SMOOTH

Pra quem desconhece a figura do J Black & J Pink (que nome tosco, hahaha), o cara é um dançarino de uma crew que frequentemente aparece em MVs de artistas mais famosos no K-Pop que, esse ano, resolveu apostar suas fichas como cantor. Seu single, embora não tenha feito quase nenhum barulho, é de uma rebolatividade deliciosa. Por mim, ele fica em casa dentro daquele nicho de popzões com house muito utilizados por acts de vogue, onde não é urgentemente necessário cantar de verdade, mas cola com uma interpretação spoken word enquanto o pancadão rola atrás (acho que o Todrick Hall é o mais famosinho nisso, não?). “Move, Groove, Smooth” é entretenimento do início ao fim, com ele servindo carões, looks, passinhos, fishy e tudo mais. Se o Jo Kwon ainda fosse vivo, seria o que eu esperaria dele numa carreira solo.

97. XUM – DDALALA

Tenho a impressão de que a debandada do NeonPunch e a criação do XUM com as três que sobraram na empresa foi um daqueles eventos de Twitter onde muito se fala, tanto se enfurece para com a situação de integrantes que ninguém conhece e pouco se faz à longo prazo. Uns 10 milhões de views se passaram no YouTube e nunca mais vi qualquer comentário sobre. Vai entender. De minha parte, sigo achando “DDALALA” uma farofa crocante que segue ganhando pontos por quase ninguém mais apostar nesse tipo de número “somos grandes gostosas que adoram colocar vocês pra dançar”. Seu único defeito, para efeitos práticos de rankeamento, é terminar de maneira muito abrupta. Fora isso, é só vitória para todos os envolvidos (principalmente eu, que lavei várias louças ouvindo essa aqui).

96. SOMI – WHAT YOU WAITING FOR

Hahahahahahaha, não sei quem a Somi deve odiar mais hoje em dia: o velhote do J. Y. Park, que limou a participação dela no ITZY para não desencadear outro “efeito miss A”, o Teddy e os outros tiozões da boca de fumo da BLACKLABEL, por simplesmente ignorarem ela como solista num geral, ou ela mesma e seus empresários, por terem feito a péssima escolha de se filiar à YG Entertainment mesmo com o histórico de má divulgação da gravadora. De qualquer forma, “What You Waiting For” nos dá uma boa mostra do quão legal ela poderia ser como cantora pop at all. Eu adoro a soma da letra super triste com o instrumental super vibrante, colorido. E tudo fica ainda mais legal com o MV dela putaça, mas em vários cenários e locações radiantes. Passa longe de ser a melhor What You Waiting For do selo, mas não faz feio aos ouvidos em momento nenhum. Tem até um refrão cantado! Uma música do Teddy, com refrão cantado, em 2020! Uma loucura!

95. EILL – FAKE LOVE

O K-Pop anda numa onda bem eletrônica tem uns anos já, o que me faz ter saudades daqueles números retrôs mais orgânicos que rolavam por lá entre 2013 e 2014 (volta da tumba, Brave Brothers). Felizmente, sempre podemos contar com a galera da ilha vizinha para exemplares musicais de quaisquer gêneros fundidos ao pop. Isso posto, “Fake Love” é adorável demais. A tal da Eill (sei lá quem é, compartilharam no Twitter uma vez, cliquei e viciei) canta sobre um amor mal resolvido com uma interpretação vocal mais esquisita, catarrenta e estupidamente adolescente. E o instrumental ao fundo, com metais e uma percussão em evidência, é a palco que dá sentido a tudo isso. O solo de guitarra, seguido pelo órgão de igreja mais distorcido na bridge, é encantador.

94. BRING ME THE HORIZON & BABY METAL – KINGSLAYER

Sigo sem ter ideia do que é um Bring Me The Horizon (olhei umas fotos no Google e me parecem um Fresno gringo), mas os agradecerei eternamente por renderem às pirralhas ainda outra faixa ótima nesse molde de canções kawaii metal do BABYMETAL num ano onde elas trabalharam bem pouco. Tudo o que eu mais gosto no repertório do ex-trio está presente em “Kingslayer”. Rolam os teclados bem distorcidos, a “sujeira” controlada, o tempo altíssimo, como se tudo fosse uma trilha para aqueles fliperamas de dança. E, claro: a CAFONICE extrema e adorável de menininhas com vozes finas cantando. ❤ Ooh, como o mundo seria melhor que as bandas de metal ocidental tivessem o desprendimento de soar ridículas sonora e esteticamente como o BABYMETAL e outros grupos japoneses têm. Todos já os enxergam assim. Imagina que empoderados esses caras fedidos seriam se aceitassem a carapuça? :V

93. SSAK3 – BEACH AGAIN

Mais outro exemplar de faixa onde todos os envolvidos sabem que estão executando um concept, tomam isso sem se levar a sério e o fazem com perfeição. A Lee Hyori, o Rain e o outro sujeito lá sabiam exatamente o tipo de público que conquistariam com “Beach Again”, apelando para a nostalgia do K-Pop pré-era de ouro, onde tudo era mais simples (falando sobre escolhas estéticas, no caso), despojado e despretensioso. É só uma música besta de verão, usando elementos comuns do mainstream de lá nos anos 90 e sendo feliz com isso. Só que o trio vai tão a fundo nisso que é impossível não ser cativado. Sempre que ela começa no meu celular, tenho vontade de sair dançando pela casa, tão mágica é a atmosfera que é construída em 4 minutos e pouco de duração. E a Lee Hyori fazendo aegyo pra câmera num momento, só para encerrar o clipe batendo a bunda pra câmera em outro, é um daqueles eventos que devem ficar para o lore do pop asiático.

92. FEMM – PLAY BY THE RULES

Voltando naquilo de nomes que se repetirão bastante ao longo da lista, cá está o FEMM. Essas duas toscas enfim apararam as arestas “conceituais” do grupo, deixando toda aquela bobageira pseudo-cabeçuda de lado e voltaram a focar no que de principal elas têm a nos oferecer: música! Das várias e várias faixas do mais recente mini do duo (o “404 Not Found” tá quase inteiro nesse top), a primeira a dar às caras aqui é a merdavilhosa “Play By The Rules”, onde elas encarnam sua Iggy Azalea interior e mandam uns pá pá puns sobre só poderem fazer sapequices com ela caso sigam suas regras. A mistura dos vocais “narrados” robóticos com o instrumental futurista esquisitíssimo (mais pro final, a faixa toda vira um pancadão drum’n’bass que ninguém esperava) cria uma experiência implacável ao ouvinte.

91. WAYV – TURN BACK TIME

Como já disse nesse blog em outras oportunidades, eu considero o NCT como um projeto que, ano a ano, em meio a um mar de lodo musical, me entregará ao menos um ou dois singles bem divertidos de ouvir, seja fugindo um tiquinho das convenções momentâneas de boygroups em tais tempos (falo disso bem mais lá pra cima na lista), seja fazendo exatamente aquilo que os outros fazem… só que melhor. Essa “Turn Back Time”, do WayV, preenche essa segunda categoria. Honestamente? Não há nada de original nela, tenho a impressão de que uns oito ou nove times de oppas trabalham nessa mesma demo todo mês (pior que isso nem é uma hipérbole, o K-Pop masculino está previsível ASSIM), mas a faixa é bem legal de qualquer maneira, com o instrumental mais pesado casando legal com os versos deles e o refrão sendo especialmente matador. É o feijão com arroz bem feito e ponto, lidem com isso. Meu bias é o rapaz de cabelo descolorido pesando 40kg e tentando “sensualizar”. Adoro esse tipo de desprendimento. :V

90. JIYEON – TAKE A HIKE

Um pulinho lá no final do ano passado para celebrarmos a Jiyeon sendo muito gostosa por três minutos inteiros enquanto manda a gente dar uma caminhada. “Take a Hike” meio que me passou batida à época, mas o fato de a Coreia do Sul ter deixado um tiquinho de lado essa estrutura “banda Closer”, de midtempos eletrônicas em que o refrão é formado pela repetição do título enquanto uns sintetizadores distorcidos dançam por trás, meio que contou pontos para que ela fosse crescendo em minhas playlists e, vejam só, figurar aqui entre as melhores desse ano. Acho a voz rouca da Jiyeon uma delícia nesse tipo de número, com ela injetando uma passionalidade que eleva o pacote como um todo. A virada árabe do refrão é tão boa, bem que poderia ter sido ainda mais aprofundada no resto da backtrack.

89. HYOLYN – SAY MY NAME

TROFÉU WHY SO LONELY

Essa também é tão legal. Se dependesse de mim, a Hyolyn desistiria pra sempre das baladinhas emotivas que ninguém se importa em ouvir e focaria seus esforços única e exclusivamente nessas variações de gêneros em que ela pode rebolar pra câmera e colocar todo mundo pra dançar até que chegue a bridge, ela solte seus agudos de Mariah Carey e todos nós gritemos “ARTISTA!!”, porque é aí que está o que de melhor ela tem a oferecer ao K-Pop. “Say My Name” foi a “Why So Lonely” desse ano, usando os batidões do reggae prum jam evocativo de alegria e descontração, escapista ao extremo e que me faz ter vontade de botar uma peruca azul para ir lavar uma roupa quando ela começa a tocar (eu sei de onde você tirou essa ideia, hein, Hyolyn).

88. ZICO – ANYSONG

Um dos meus eventos favoritos desse ano foi o do Zico viralizando “Anysong” e impedindo o BTS de pegar #1 na Coreia do Sul com uma música lá que já esqueci o nome. Muito choro, muita irritação, muito rancor e milhares de views aqui para o blog, inclusive com a ajuda da torcida do Flamengo. Ooh, bons tempos! Ahein, “Anysong” sobreviveu muito bem em meu celular. Gosto muito dessas faixas hipsters que se inspiram no samba/bossa nova aqui do Brasil. É sempre tão maluco ouvir instrumentais gingados assim cantados em coreano que quase qualquer coisa nessa onda ganha passe livre em minha cabeça. Melhor ainda por o Zico ter um timbre bem interessante, conseguir embutir uma melancolia na voz e entregar um videoclipe hilário que faz valer a assistida.

87. EVERGLOW – LA DI DA

O K-Pop abraçou legal essas sonoridades dos anos 70 e 80 em seus lançamentos ao longo de 2020. E ótimo para nós que isso, provavelmente, veio de uma inspiração contemporânea tão bacana, com alguns acts se esforçando ao máxima numa briga de quem entregaria a melhor reimaginação de “Blinding Lights”. Dito isso, o Everglow mandou muito bem berrando que não tem tempo para haters e la di da da di da la da di da di da, evocando com esse teclado intenso toda aquela aura de soundtrack de filmes de ação que essas canções parecem emular. Não foi a melhor música do tipo no ano, outras quatro conseguiram me empolgar ainda mais, mas 2020 foi bem forte no K-Pop num geral, o que justifica a baixa posição de “La Di Da”. Mas não fiquem com tanta raiva de mim ainda, guardem ela para a morte precoce da Chung Ha já na próxima posição…

86. CHUNG HA – STAY TONIGHT

Olha, essa aí trabalhou esse ano, hein? Entre colaborações, CFs e singles próprios, a Chung Ha veio com DOZE músicas em 2020. E ainda ia rolar um LP agora no final do ano, adiado mais para frente. Ironicamente, o aproveitamento desse spam de releases foi bem baixo comigo, mesmo curtindo muito ela como solista desde sempre. A única que realmente grudou foi “Stay Tonight”, lá de abril, onde ela serve glam, bliss, fierce e outros adjetivos num house para as pistas de dança muito bem aproveitado na coreografia, nos figurinos e carões pra câmera do MV. Minha parte predileta nele é o break lá por 3:12, com a dança das mãozinhas pré-último refrão. É performer que chama.

whipped for kim mingyu — CHUNG HA ❤ STAY TONIGHT

E foi isso por hoje. Alguma surpresa? Algum palpite do que deve aparecer?

Se quiserem, vão compartilhando também na caixa de comentários quais as prediletas de vocês em tais partes. Amanhã tem mais!

12 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2020 [100-86]

  1. 1) Não tinha ouvido essa da EILL que daorinha
    2) Sempre vi o WayV como um NCT melhorzinho mesmo, desde a versão chinesa de Regular
    3) LA DI DA pegou muito abaixo do que eu pensava que estaria (não que fosse muita coisa mas mesmo assim surpreso)

    Palpites: Talvez Loona – Universe entre na próxima, se entrar né kkk, e a primeira do álbum do TxT tbm (talvez Drama, mas iria me surpreender que alguém além de mim se lembra que Puma existe kkk)

    Curtido por 1 pessoa

  2. A Rina sempre aparece no meu aleatório do Spotify e eu pulava achando que fosse algum j-pop que eu não fosse curtir.
    Me surpreendi muito com a música, gostei bastante.
    Eu achei que La Di Da não ia rodar tão cedo, mas parando pra pensar, os outros k-pops estilo anos 80 também foram melhores pra mim (So Bad das Stacy e claro, Can’t Stop Me <3)
    Ah, supresa também por tu realmente curtir Anysong pela música e não só pela piada de ter barrado o #1 lugar do BTS na Coréia.

    Curtido por 2 pessoas

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