Guarnições #01: garotas topzeiras, explosões de cerejas na praia e mais na primeira edição da nova coluna do Miojo Pop!!1!

Oê! Então, pessoal, como parte de um novo “direcionamento” (pfff) que quero a aplicar ao blog a partir desse ano (que se resume em “falar mais do passado do que já falo antes”, não achem que é tão sério assim), começo agora um novo quadro semanal (hahaha, nem eu acredito nisso) no Miojo Pop, o “Guarnições” (termo gastronômico almofadinha para… “acompanhamentos”).

Sem muita enrolação, a ideia é que, todo sábado, eu traga para vocês um punhado de faixas que não foram trabalhadas como singles ou titles dentro do asian pop, vindas de diferentes países, artistas, acts, gêneros e por aí vai, que acho que são muito bacanas e quero falar sobre, mas também não acredito que rendam texto o bastante para posts próprios em Time Machines (que também quero deixar como quadro semanal, mas só mais pra frente) e afins.

Os únicos critérios são elas serem b-sides ou album tracks, eu gostar bastante de ouvir e querer panfletar. Independem da época que saíram, dos artistas e de todo o resto.

Isso posto, vamos às escolhidas dessa semana. Dois capopes e dois jotapopes:

Girl’s Day – Top Girl (2015)

Tenho a impressão de que o Girl’s Day (hahahaha, eu amo que esse nome é engrish puro) não sobreviveu muito bem dentro da renovação de fanbase que o K-Pop sofreu nos últimos anos. Ela eram enormes na primeira metade da década passada, sendo um dos principais acts naquilo de fazer a transição entre aegyosexy concept (hitando em ambos os fronts), mas acabaram sumindo da memória geral enquanto uns outros até menos famosos antes, como o After School, ainda angariam comentários por aí. Sou só eu que acho isso?

Mas enfim, “Top Girl” é uma album track crocantíssima do “Love”, segundo (e último) full album do, aí, quarteto de gostosas. Em tal momento, o Girl’s Day já havia deixado essa onda eletrônica de lado para apostar em sonoridades mais “orgânicas”, em R&B e variações retrôs disso. Ela fica até meio esquisita na tracklist, sanduichada entre a baladinha “Come Slowly” e o doo-woop “Darling” (grande hino do verão, inclusive), mas até hoje me é como o follow-up bate-cabelo que “Expectation” deveria ter ganhado ainda em 2013. É mais ou menos a mesma estrutura EDM que vai crescendo e crescendo, até que chega num grand finale possivelmente projetado apenas para que a Minah se esgoelasse enquanto todos vamos até o chão.

AOA – Cherry Pop (2016)

Acho que 2016 é o meu ano predileto do AOA. Eu sei que foi em 2014 que elas nos serviram a icônica trilogia dos “Hey!”, com várias midtempos sensuais uma atrás da outra que elevaram o patamar do grupo, mas em 2016 elas estavam mais “maduras”, ousando um pouco mais nas sonoridades, entregando um mini excelente no K-Pop (cuja promoção mancharia a imagem delas por não conhecerem umas figuras históricas coreanas quaisquer, huahuahua) e um álbum igualmente excepcional no J-Pop.

Ainda ouço o “Good Luck” inteirinho e adoro quase todas as faixas igualmente. Dentre elas, está o rockzinho praiano “Cherry Pop” (cuja introdução toca no começo do MV da title). Ela é uma graça, divertidíssima, grudenta e envelheceu como vinho, ficando melhor a cada passagem de ano. Se tivessem lançado isso aqui como single naquele comecinho de run, quando a FNC ainda queria vender o AOA como uma banda (tinha até uma baterista), talvez as coisas tivessem funcionado melhor dentro da proposta “não idol” que a gravadora se propunha. Só que, pensando bem, que bom que o AOA só vingou como as sete anjinhas que queriam colocar todo mundo para rebolar mesmo, pois calhou desse ser um dos melhores girlgroups de sua época em tal maneira.

Namie Amuro – Time Has Come (2015)

“Time Has Come” deve ser uma das faixas menos celebradas do “_genic” e eu genuinamente não entendo o porquê de, tanto naquela época, quanto hoje em dia, a horda de fãs malucos da Namie Amuro não ter consagrado esse hino como o treco injustiçado do álbum, tão legal que é. Sérião, tinha gente aclamando o feature toscão com a Hatsune Miku e esquecendo “Time Has Come” no churrasco. Que vergonha para a velha.

Eu gosto muito da mistureba de referências aqui. Rolam uns sintetizadores que parecem saído dum jogo de Atari logo no começo, aí entra um pianinho delicado, só pra no refrão começar um rockzão enfurecido. Por mim, tudo ótimo! O resultado é uma pepitinha pop gostosinha e que fica na cabeça por muito tempo. Com a Namie gemendo a letra do início ao fim na turnê, fica ainda mais legal.

Kana Nishino – P.O.P (2018)

E calha de a minha faixa predileta da Kana Nishino ser, justamente, uma das que mais fogem da proposta dela num geral. A Kana meio que virou a Taylor Swift do Japão em algum momento, fazendo muito sucesso com músicas ligeiramente inofensivas, fofinhas, tendo o violão como o fio condutor. “I Love You”, a a-side desse single de 2018, é EXATAMENTE isso.

Mas a joia do comeback ficou com “P.O.P”, uma bobagenzinha catita que faz jus ao nome, sendo uma reunião de clichês dançantes num pouco mais de três minutos de faixa. O refrão é bliss puro, contagiante, dá vontade de sair cantando que é hora de celebrar pela casa quando ele começa, como se estivéssemos num musical da Disney ou algo no estilo. Uma graça do início ao fim.

Deixem sugestões para uma próxima e digam se gostaram da ideia (se ignorarem, vou ignorar que comecei com ela e fingir que nunca aconteceu).

21 comentários em “Guarnições #01: garotas topzeiras, explosões de cerejas na praia e mais na primeira edição da nova coluna do Miojo Pop!!1!

  1. “termo gastronômico almofadinha”, o que faz sentido já que o nome é miojo pop kkkk. Mas falando sério quadro daora, se REALMENTE conseguir manter por mais de um mês e depois não jogar no canto e se lembrar só em 2024, vai ser daora de acompanhar já que sempre tem alguma música que a gente ignora e que é daora (Tipo Time Has Come que eu não sabia da existência kkk)

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  2. Afe, eu adoro essas pautas diferentes, e super apoio! Tomara que você mantenha e não esqueça no churrasco igual ao “musica pop vs kpop com o mesmo nome”, que eu adorava também!!

    Curtido por 1 pessoa

      1. Siiim, please. Tava justamente lembrando desse pauta enquanto escutava Hush Hush das Pussycat Dolls, e me veio a cabeça Hush (tá certo que é um hush a menos, mas o nome é o mesmo) do grupo com a história de uma cantora só em destaque Miss A.

        Eu gostava muito das suas “análises” comparando as músicas.

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  3. “[…] e eu genuinamente não entendo o porquê de, tanto naquela época, quanto hoje em dia, a horda de fãs malucos da Namie Amuro não ter consagrado esse hino como o treco injustiçado do álbum”

    No meu caso eu tava ocupado demais tentando fazer o povo perceber o quão Fly era um hino e foi a verdadeira grande injustiçada no _gênica.

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  4. saudades aoa.
    kana nishino rainha.

    sugestão: apink – i got you e/ou high in the sky (na real o une annee todo é muito bom, queens que colocaram uma intro de menos de um minuto no álbum pra não fazerem um full de 8 músicas, aprende blackpink)

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  5. Amei o quadro novo porque sou rainha de gostar mais das B-sides do que das title tracks.

    Minhas sugestões são as album tracks dos álbuns japoneses do SNSD. Não acredito que promoveram Bad Girl a single quando tínhamos a icônica The Great Escape no álbum (a segunda bridge da Jessica cantando feito uma sereia mística? IM-BA-TÍ-VEL). Aliás, os álbuns do SNSD em geral são cheios de b-sides injustiçadas, tipo Bump It e Express 999.

    Outras sugestões: literalmente qualquer b-side do f(x) (só lançou hinos, amém), e muitas das b-sides do Red Velvet.

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  6. Estou vendo esse post só agora, mas antes tarde do que nunca!
    A música da Namie é muito boa, mas em minha defesa eu digo que nunca cheguei a ouvir os álbuns dela completo por ser bem difícil de achar e sim músicas soltas que rolam nos blogs_ inclusive antes do Asian Mixtape partir pro plano superior, ele fez um post fantástico falando sobre toda a carreira e trajetória dessa mulher e músicas e fiquei encatada_

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