PLAYLIST (Fevereiro’21) 🍜

Oie.

01. YOH KAMIYAMA – IROKOUSUI: O grande trunfo dessa aqui é conseguir, através do instrumental oitentista bonitinho e do jeito mais despretensioso que o vocalista canta, transmitir uma sensação agradável de calma que é bem difícil de conquistar sem despencar pros lados do entediante. Uma grande animesong desse ano, vinda de um dos melhores animes dessa última temporada.

02. LEXIE LIU – ALGTR: Minha música predileta desse começo de ano até então. Gosto muito como a Lexie Liu coloca uma porção de referências malucas e ligeiramente desconexas e, ainda assim, consegue embutir um tipo de mensagem política no pacote todo. O instrumental EBM-chique nos transporta para um mundo sci-fi bizarro do qual não quereremos sair mais. Será que 2021 no pop asiático ficará melhor que isso?

03. CHUNG HA – BOTHER ME: Das inéditas do álbum da Chung Ha, é claro que a que eu mais gostaria seria o house noventista safadão para lançar vogues pela casa como se eu estivesse um ball. Eu não tenho nem roupa pra ouvir isso aqui.

04. LEXIE LIU – L: Mais ou menos a mesma proposta da “Bother Me” acima, mas com um esforço maior para que as referências no house soem mais “futuristas” e menos “retrôs”. Por mim, tudo ótimo!

05. KEEMBO – INSIDE: Essas duas ex-Spicas retomaram a parceria com o time de produtores Sweetune nesse número disco excelente, que do início ao fim nos dá aquela impressão de faixa para matar nossos demônios na pista de dança. Fácil a melhor delas desde que voltaram como um duo.

06. WONHO РLOSE: Wonho ̩ um dos novos solistas mais interessantes do K-Pop na atualidade. Tenho a impresṣo de que ele e seus produtores entendem certinho o tipo de coisa que funciona para suas habilidades como idol. Nesse caso, uma por̤̣o de faixas dan̤antes que sirvam para que ele se alise molhado em MVs. E o surpreendente ̩ que funciona muito aos ouvidos.

07. LEXIE LIU – CAROUSEL: Essa também é tão maravilhosa. Na real, o EP todo da Lexie Liu é recheado de pepitas que impressionam muito nessa vertente “futurista-esquisita-sombria-sensual”. Por algum motivo, imagino que o Perfume poderia soltar uma “Carousel” caso elas soltassem a mão do Nakata e optassem por uma abordagem mais adulta.

08. SUNMI – TAIL: A thumb do vídeo é meio tosca, mas cada segundo desse MV vale a pena. Não só por a Sunmi saber vender bem essa imagem mais teatral sinistramente estoica, mas por esse ser o melhor single dela desde “Gashina”, séculos atrás. Me lembra o que ela aprontou naquele primeiro EP, ainda lá na JYP. Tomara que, um dia, role um álbum todinho nessa pegada.

09. CHUNG HA РFLYING ON FAITH: Essa ̩ bem bonitinha. O jeito como ela explode em sintetizadores no refṛo depois de um belo tempinho mais org̢nica e minimalista nos versos a tira de um lugar comum. Se fosse lan̤ada por uma Halsey da vida faria um enorme sucesso nos EUA.

10. LEXIE LIU – SHADOW: Aaaargh, que delícia! A Lexie deve ter crescido ouvindo o “The Fame/The Fame: Monster”, porque isso aqui é a Lady Gaga da era de ouro sem tirar nem por. Se você aí é um quase trintão que nem eu e sente falta dessa época onde as divas pop tinham como maior preocupação colocar os ouvintes para requebrar até o chão, ouça logo “Shadow”. De Nada.

11. CHEETAH, JAMIE – VILLAIN: Aleluia! Cheetah sempre me foi mais como uma boa celebridade de TV, fazendo bem pelo entretenimento nesse ponto, mas sem impressionar muito quando o assunto é música. Mas em “Villain”, com ajuda da Jamie-ex-Jimin, ela enfim quebra esse paradigma e serve tudo o que sempre esperei dela. Manda bem nas partes faladas, nas rimadas e cantadas. Tudo com um ar de filme de espionagem que, por sabe-se lá qual motivo, pouca gente explora no K-Pop.

12. PURPLE KISS РCAN WE TALK AGAIN: Eu caguei gostosinho praquele rockish que elas soltaram no ano passado. O ar mais maligno era interessante, mas a m̼sica era bem chatinha. Felizmente, elas mantiveram a aura soturna original nesse segundo pr̩-release, mas a fizeram com uma midtempo sensual linda demais, que me transporta direto para 2014, quando todo grupo feminino tinha um exemplar brave brotheriano assim para se gabar e vender milh̵es.

13. CHUNG HA – MASQUERADE: Para encerrar a playlist, dobradinha de Chung Ha mostrando que é a maior latina da Coreia do Sul desde a última maior latina da Coreia do Sul. Em “Masquerade”, ela mistura os ritmos hispânicos com um trap bem mais interessante que a bosta que ela escolhei como title do álbum.

14. CHUNG HA, GUAYNAA – DEMENTE: Já em “Demente”, ela vai ainda mais a fundo como act e canta a track em espanhol com um tal de Guaynaa. muy bien, chica!

7 comentários em “PLAYLIST (Fevereiro’21) 🍜

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