O viral do Brave Girls com Rollin’ bem que poderia ressuscitar o sexy concept no K-Pop… ðŸ¤ž

Não acredito nesse tipo de milagre, mas bem que seria uma boa.

A história vocês já sabem: um canal que posta montagens de apresentações de acts ilustrando com comentários do público recentemente subiu esse vídeo do Brave Girls performando Rollin’ para uma audiência de caras que prestavam serviços militares…

As reações da plateia eram tão impressionantes que o vídeo viralizou, pegando milhões de views com poucos dias de postagem e isso atraiu a atenção do coreano médio. “Afinal, quem são essas gostosas rebolando que os marmanjões gostam tanto?”, deve ter pensado o adolescente de 15~16 que cresceu pós-tomada do aegyo, onde muitos dos grupos que fizeram sucesso eram mais fofinhos e infantilizados. Paralelo a isso, um monte de gente descobriu que o Brave Girls e, em especial, “Rollin'” já era um grande hit entre os militares, que a coreografia era passada de geração em geração durante o serviço obrigatório e etc.

E aí, é aquele conjunto de fatores que leva a música ao sucesso: com toda a atenção do viral inusitado, o povo descobriu o que muitos de nós, blogueirinhos e leitores da blogosfera fundo de quintal já sabíamos há anos, que “Rollin'” era um grande jam divertidíssimo, que o Brave Brothers sabe como ninguém bolar músicas atemporais cujo intuito e nada além de entreter o ouvinte, que as Brave Girls pós-2016 em sua reformulação são incríveis e tudo mais.

A faixa foi crescendo nos charts, o Brave Brothers que não é burro nem nada, além de dar declarações que “músicas boas não envelhecem nunca” e reunir de volta as quatro minas restantes do line up (que já tinham até deixado seus dormitórios, pois o disband era real) para que elas mostrassem que estavam vivas e agradecessem à pessoa que editou o vídeo, descolou uma vaguinha em todos os raul gils possíveis para que elas voltassem a promover “Rollin'”.

Nesse momento, “Rollin'” já acumula SEIS vitórias nesses programas aí, inclusive desbancando nomes de grandes gravadoras, como SHINee e a Rosé em seu debut solo, além de ter conquistado um peak de #2 no chart digital da Gaon, quebrando alguns recordes de all kill (quando a faixa fica em #1 em todos os serviços lá de Coreia) nesse meio tempo e ainda galgando algumas posições mais tímidas para outras duas músicas: “We Ride” e “High Heels”.

Esse provavelmente será o vídeo mais perturbadoramente icônico desse rolê todo, assistam a parte final, com a apresentação…

Olha, falando sério, isso tudo aí me pegou muito de surpresa e bem deixou bem mais feliz do que vocês imaginam. Lembro que, no começo do ano, eu compartilhei que gostaria que o K-Pop voltasse a ser um pouco mais como era antigamente, com uma maior variedade de conceitos e não se levando tão à sério nesses vernizes idol que o público foi exigindo do começo da segunda metade da década passada pra cá.

O sucesso de “Rollin'”, nesse contexto de pandemia e da situação politicocultural que o K-Pop criou para si é tão, tão, tão refrescante que (vejam que perigo) me dá até esperanças de que essa cena ainda tem muito mais a oferecer do que a massa amórfica de sonoridades e imagens demasiadamente parecidas entre si e estupidamente estéreis num geral.

Tenho a impressão de que a geração atual (e eu vou soar MUITO tiozão “no meu tempo era melhor” aqui, se preparem) se leva à sério demais. Que foram tomando a bobageira que o K-Pop é como algo tão a mais do que deveria ser. É tudo de um “woke” desprovido de crítica que eu simplesmente não consigo comprar. Antes, achavam que era melhor que os girlgroups apostassem no aegyo, pois se vestir como colegiais de 9 anos e fazer voz fofinha era melhor do que “serem sexualizadas” (e nunca entenderam que tudo isso é um fetiche BIZARRO e por isso vendeu tanto). Depois, o que se tornou trend foi o “conceito mina fodona”, pois ser forte é “””se masculinizar”””. E nessa, tudo ficou parecido demais.

Quando o melhor mesmo é a variedade. Incluindo os “sexy concepts” nesse bolo. Pois quando a gente vai envelhecendo, vai entendendo que a sensualidade (em tudo, músicas, clipes, filmes, séries, etc.) pode ser usada como uma demonstração de poder.

“Pois tudo é sobre sexo, menos sexo, que é sobre poder…”

Divaguei demais? Talvez. Mas é como a Janelle diz acima, tomos ficamos meio ferrados e não devemos nos levar à sério. Por que que vocês acham que “Rollin'” fez sucesso entre os caras no serviço militar? Porque elas são bem lindas e a dança é legal de assistir? Também, com certeza! Mas também por “Rollin'” ser uma música muito boa, grudenta, que não tenta se igualar à moda estética vigente na época (o tropical house tá lá, mas isso é aos ouvidos, não aos olhos), por a dança ser divertida de reproduzir. Por eles, mais velhos, provavelmente se importarem com o que de mais importante um release no K-Pop deve trazer: diversão aos ouvidos.

Dito isso, torço não só para que a trinca de faixas delas que chamaram atenção do público continue forte nos charts até que role um comeback, mas para que o público volte a não se levar tão à sério e, como rolava lá por 2012~2015, vejamos mais e mais girlgroups com letras e videoclipes voltados prum público menos erroneamente infantilizado. Porque quando o que era it era não se importar tanto, a variedade MUSICAL era MUITO maior.

Uma pena que o hino “Depenadas” também não entrou nesse pacote de revival, pois é uma das mais legais delas em toda a discografia…


Será que a Pete Burns está puta? :V


Não vou pedir pix não. -q

13 comentários em “O viral do Brave Girls com Rollin’ bem que poderia ressuscitar o sexy concept no K-Pop… ðŸ¤ž

  1. Meu deus, seria meu sonho que depenadas hitasse tbm, A coreografia safada que eu queria muito fazer. O bom que dá pra elas juntarem um dinheirinho com essa volta, e se eu fosse brave brothers não perdia tempo e já lançava um ultimo comeback. Ou vários, vai que elas ficam mais famosas.

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  2. “Tenho a impressão de que a geração atual (e eu vou soar MUITO tiozão “no meu tempo era melhor” aqui, se preparem) se leva à sério demais.”

    Cara, SIM!!! O que me atraiu pro k-pop alguns anos atrás foi justamente o fato de ter uma quantidade e variedade tão grande de grupos e lançamentos que isso permitia se divertir sem compromissos, sem precisar se apegar a um único grupo nem se preocupar com a qualidade. Até porque música pop (e eu diria que em outros gêneros também) não precisa ter qualidade, só precisa ser divertida – que o digam diversas bobagens lançadas nos anos 90 (sim, praticamente TRINTA ANOS ATRÁS – sim, eu sou velho), como Macarena, Mambo N.5, Barbie Girl e por aí vai. As Spice Girls eram consideradas péssimas pela crítica especializada, e viraram um fenômeno mundial mesmo assim justamente por serem divertidas.

    Não sei se concordo que o problema de se levar a sério demais seja específico da geração atual, acho que isso também era comum na minha. Mas conforme a gente envelhece, percebe que tá tudo bem não se prender a um único ídolo (me pergunto quanta gente nos anos 2000 entrou na briga de fandoms Britney X Aguilera e se privou de ouvir as músicas legais que a musa teen não escolhida estava lançando), e que tá tudo bem ouvir o que você quer ouvir mesmo que o mundo ao seu redor diga que seu gosto musical é um lixo.

    E é exatamente por isso que esse sucesso das Brave Girls é tão positivo pro k-pop como um todo.

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  3. O EP original de Rollin’ foi tirado do Spotify. O Brave Brothers não quer mesmo que vejam a capa sensual delas DE COSTAS no original. E nem pra liberarem a regravação que fizeram dele nesse ano por lá. Deveriam porque tem uma B-side delícia nele

    (de capa vermelha com elas de sutiã e caleçon pra uma azul, curtindo uma piscina e bem cobertas, ainda de costas)

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