Yuqi bota do gogó pra jogo e se torna a rainha do rock em “Giant” e “Bonnie & Clyde”

Mais cedo nesse ano, eu lembro de ter desejado que as gravadoras retomassem aquele hábito de lançarem como solistas as integrantes de maior destaque em seus grupos. E enquanto para o (G)I-DLE eu só esperava mesmo que rolasse um comeback da Soyeon (que está vindo aí), eles me surpreenderam dando um double-a-side pra Yuqi!

Gosto muito do vocal da Yuqi nos releases com as outras meninas. Ela sempre canta numa região mais grave, fazendo um contraponto bacana às performances mais agudas da Soyeon e do miado de gata no cio da Minnie. Para melhorar, ele foi muito bem usado aqui, com ela entregando dois jams rock wins para minhas playlists. Vamos a eles, na ordem de lançamento dos MVs…

Giant é uma pepitinha dentro desse proposta “novo pop/rock radiofônico” de grupos que chamam atenção nos EUA. O instrumental misturando trap com as guitarras é pesado e eficaz o suficiente para criar a atmosfera grandiosa que ela parece querer buscar nesse baladão. A letra é bem bonita e a métrica consegue balancear a mensagem com melodias cativantes o suficiente para ficarem na cabeça. E o jeito que a Yuqi canta ela me vende bem o sentimentalismo adolescente que torna o pacote todo muito legal de ouvir.

O videoclipe animado sombrio também é bonitinho e serve bem de complemento à música, embora eu, particularmente, ache que o resultado seria ainda melhor se filmassem ela como uma gótica na floresta fazendo cara de sofrimento enquanto amanhece ou algo assim. Mas ela ainda dá as caras no vídeo do outro lado desse debut, que acaba sendo ainda melhor em comparação…

Enquanto “Giant” aposta numa power ballad mais convencional e dentro de estéticas sonoras atuais, Bonnie & Clyde pega referências bem datadas. Eu consigo imaginar isso aqui como uma faixa que algum país nórdico usaria num Euro Vision da vida. O rockzão ainda está lá (e aqui as guitarras vão até mais para o metal), mas a levada do instrumental é tão dançante e clubber que é como se ela tivesse vindo diretamente de alguma banda constrangedora dos anos 80.

Esses dias eu estava assistindo “Streets of Fire” e devo dizer que “Bonnie & Clyde” me vende exatamente a mesma pieguice deliciosa da música tema que encerra o filme:

Ou seja, consigo imaginar o Yuqi como uma garota fatal de filme noir que canta e dança com a alma enquanto o protagonista de caráter duvidoso, mas com uma boa pegada, deixa a cidade ou algo assim. Era essa a intensão dela, não?

Enfim, ótimo debut para a Yuqi. Não sei se está indo bem nos charts coreanos ou chineses, mas torço para que esse raio não caia só uma vez e que a Cube continue investindo nela daqui em diante. Adoraria um álbum inteiro nessa pegada. E isso só para começar.

3 comentários em “Yuqi bota do gogó pra jogo e se torna a rainha do rock em “Giant” e “Bonnie & Clyde”

  1. Depois de Gil do Vigor, temos Yuqi do Gogó. E conhecendo a Cube, a gente sabe que a HyunA do grupo é a Soyeon, enquanto a Yuqi vai ficar como a Jenyer, no caso. Esse álbum solo vai vir quando o grupo disbandar e ela mudar de empresa

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  2. Achei Giant fraquinha (ou eu que não sou muito fã desse pop rock estéril dos últimos tempos), mas Bonnie & Clyde????? HINO, adoro disco, adoro a influência do rock, adoro o clipe tosco e aquela peruca loira feia de doer, é o tipo de música que eu imaginaria alguém como o Vitas lançando em 2000 e bolinha – e de um jeito bom! Riam o quanto quiserem, mas The 7th Element ainda é um bop.

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