Meus 10 videoclipes favoritos (versão pop ocidental)!

Recentemente, seguindo uma ideia do Pop Asiático.jpg, eu soltei uma lista com os meus 10 videoclipes prediletos dentro da esfera do asian pop, que cobre K-Pop, J-Pop, MandoPop e etc. O lance é que eu achei que também seria legal ampliar isso, indo para MVs de artistas desse lado do globo e, bom, aqui estamos com esse off topic.

A seleção foi feita do mesmo jeito: como o YouTube é o meu principal player de música online, pensei aqui em quais vídeos, quando aparecem no aleatório, costumam me fazer parar o que estou fazendo em primeiro plano e ir assistir até o fim. Aí reduzi pros que eu acho mais melhores de bom e, pum, temos a lista, que mistura pop, country, heavy metal, hip hop e maluquice brasileira. É, eu sou flexível. Em ordem crescente, aqui vai ela…

10. Shania Twain – That Don’t Impress Me Much

Shania Twain é a tiazona do country rainha das trilhas sonoras internacionais de novelas da Globo na virada da década passada. Todo mundo da minha idade, querendo ou não, teve contato com o trabalho dela. Mas o mais impressionante deles em questão de videoclipe é essa belezinha aqui, que calha de também ser a minha música predileta dela. Em “That Don’t Impress Me Much”, ela usa um conjunto de oncinha no meio do deserto enquanto rejeita a carona de um monte de caras toscões que fazem poses tentando sensualizar para ela. É muito divertido de assistir, a cara de “sai daqui!” que ela faz não conseguindo segurar o riso pros atores é icônica. Se o country em si fosse tão pop e descontraído como mostrado aqui, eu com certeza consumiria bem mais desse gênero.

09. Jamiroquai – Virtual Insanity

Reis da Antena 1, Sulamérica Paradiso e variantes ao redor do Brasil, Jamiroquai é uma banda britânica que costuma misturar funk, jazz e sonoridades assim, mas com uma refinação pop mais acessível ao grande público. Dos grandes videoclipes deles, o melhor de todos (e o mais impressionante dessa lista, se preparem) é o de “Virtual Insanity”. Eu genuinamente não tenho ideia de como eles gravaram essa porra (será que o cenário está fixo com a câmera, aí vai mexendo junto com ela e dando a impressão de que o que se move é todo o resto?), mas a confusão mental causada ao assisti-lo casa perfeitamente com a letra fumada noventista sobre o virtual invadir o real. Bom pra caralho!

08. Twenty One Pilots – Heavydirtysoul

Eu também adoro esse aqui. Acho a ideia de casarem as seções da música com o ciclo do carro, cada vez mais quebrado, passando pela bateria, cada vez mais queimada, muito boa. Só pra, no fim, percebermos que tudo estava só na cabeça do vocalista. Ele me vende perfeitamente o espírito “somos jovens rebeldes e furiosos com o mundo, mas isso tudo dentro de nossos quartos” que o Twenty One Pilots parece encarnar. Não é a toa que eles conseguem irritar tanto os roqueirinhos mais velhos, que a acham que as rebeldias bocós deles décadas atrás eram mais “urgentes” (ou menos escrachadas na artificialidade, julgo eu) que as da molecada atual.

07. MC Tha – Pra Você (NSFW)

Coloquei o aviso ali em cima e vou repetir aqui, esse clipe é bem inapropriado. Cuidado quando e onde forem assistir! Nele, a ❤ MC Tha ❤ basicamente solta uma daquelas filmagens caseiras soft porns que a Multishow costumava exibir na faixa sensual do canal de madrugada anos atrás, em que garotas ficavam se apalpando para a câmera durante vários minutos seguidos. A ideia é sensacional e adiciona uma porção de camadas à letra (basicamente, é um Adore You nacional ainda melhor). Sei que existem videoclipes brasileiros melhor planejados, produzidos e acabados, mas há um x factor em “Pra Você” que torna ele irresistível a longo prazo.

06. Royal Blood – Out Of The Black

Esse clipe tem uma prática parecida com a do de Free Somebody. Ele também usa cenas de animação bem cartunescas viajadas no ácido para descrever momentos dentro da trama contada nela. Mas enquanto no MV da Luna o desenho animado entrava para nos passar a ideia de estar chapado ao se apaixonar, aqui ele vem para umas cenas gore bizarras sobre alienígenas vestidos de bonecos de pelúcia arrancando as vísceras dos seres humanos. É lindíssimo e hilário. E ridiculamente bem montado, com as partes de ação mais intensas se mesclando aos momentos onde o instrumental fica mais furioso. Videoclipes de rock/metal não devem ficar melhor que isso não.

05. Beyoncé – Formation

O grande lance com a minha prima Beyoncé, que muitos não entendem corretamente e até levam prum lado ruim, é que ela conseguiu mesclar perfeitamente as pautas políticas que ela queria trabalhar dentro da estética pop que ela já vendia a muito tempo. Por isso o “Lemonade” e, principalmente, o vídeo de “Formation” fizeram tanto barulho. Pois ela pegou as imagens políticas todas e colocou de um jeito lindo para a gente assistir: ela e as bailarinas de black fazendo o X do Malcom, o carro da polícia afundando na água, as roupas pretas dos panteras, elas dentro duma daquelas piscinas cobertas que eram proibidas para negros, a Blue e as amigas vestidas como madames em vez de escravas, o luxo em contrapartida com a pobreza. Tudo é bonito pra caralho de assistir. Tarefa safada escolher qual o melhor clipe dela, mas tem que ser o de “Formation”.

04. Madonna – Vogue

Pelo tanto que eu deito para os capopes que usam e abusam do house noventista aqui no blog, vocês já deviam imaginar que esse aqui apareceria na lista em algum momento. Em “Vogue”, a Madonna presta uma grande homenagem à era do ouro do cinema hollywoodiano, mas faz isso utilizando a estética dos ballrooms: bailes “competitivos” onde diferentes casas criativas e artistas independentes, geralmente de minorias, se apresentavam em desfiles, danças e coisas do tipo. Esse clipe contribuiu bastante para a popularização do nicho e para a promoção da cultura LGBT ao redor do mundo (lembrando que, nessa época, LGBTs eram muito mal vistos, que havia uma epidemia de AIDS ainda sem tratamentos efetivos e que mesmo a mídia colocava a culpa disso em LGBTs). Pra mim, esse é um dos videoclipes mais transgressores de todos os tempos. E um dos mais espetaculares de assistir ainda hoje. Foi dirigido pelo David Fincher, que ainda aparecerá mais para frente nesse ranking

03. M.I.A. – Bad Girls

Não sou tão fã assim do repertório da M.I.A., pois diferente do que rola com a Beyoncé pós-Lemonade, creio que as pautas políticas que ela traz acabam eclipsadas por músicas que não são tão boas. Uma das exceções é “Bad Girls”, onde a faixa nos vende aquela menina má energy com uns tiquinhos de elementos árabes deliciosos no instrumental, mas as coisas ganham todo um outro ângulo no videoclipe dela bancando essa imagem de grande gostosa no meio do Marrocos, botando uma galera pra bater racha, fazer drift, fazer aquele troço de deixar o carro em duas rodas, patinar se segurando só nas portas e bagulhos do tipo, todos vestindo figurinos que misturam swag com a cultura local. O segmento dela lixando a unha é um dos mais impressionantes que já assisti.

02. George Michael – Freedom! ’90

O outro grande videoclipe dirigido pelo David Fincher nessa lista é esse aqui. Pra mim, o melhor dele, o melhor do George Michael e o melhor dos anos 90 num geral. “Freedom” foi lançada como um apelo pela liberdade de ser o que quiser ser (quando o George Michael saiu do armário, ela ganhou ainda outro significado). No vídeo, temos cinco das maiores super modelos da época, Naomi Campbell, Linda Evangelista, Tatjana Patitz, Christy Turlington e Cindy Crawford, que tinham protagonizado o ensaio mais icônico da revista Vogue até então, cantando a música enquanto sensualizam num apartamento (tem uns caras também, mas foda-se eles). É hipnotizante, magnético e sexy para um caralho! A cena da banheira esfumaçada é um dos bagulhos mais sensuais já feitos. São quase sete minutos de pura magia audiovisual. Se ainda não tiverem assistido, se preparem. Só não é o vídeo mais sapecote de todos os tempos porque anos depois uma grande gostosa do pop na Austrália foi ainda mais a fundo nisso…

01. Kylie Minogue – Slow

O videoclipe de “Slow” nos mostra que boas ideias conseguem transformar as coisas mais simples em obras de arte. Aqui, a direção juntou a Kylie Minogue com uns dançarinos sarados pra tomar sol numa piscina construída para as olimpíadas de Barcelona, com uma vista deslumbrante de fundo, e deixou a magia acontecer. A câmera vai indo e voltando pegando todo mundo por cima, passeando pelas figuras brilhantes (de suor, hahaha) enquanto a Kylie nos come com os olhos. Tudo devagarinho, sem se apressar, engolindo aos poucos com os movimentos. Que mulher! Pra mim, o melhor (e mais sexy) videoclipe já feito aqui no ocidente.

Quase lá: o favelaxploitation da Anitta aqui, a tosqueira trash horror do Bananarama aqui, a Robyn emulando Rosie Perez aqui, o vuco-vuco Mad Maxish da Christina aqui e o “We Found Love” da Marina aqui.

8 comentários em “Meus 10 videoclipes favoritos (versão pop ocidental)!

  1. Slow é praticamente um pornô com roupas e sem sexo. Tia Kylie tava safadona nessa época (e pensar que no começo da carreira ela era toda inocente, quase uma Sandyjunior australiana…).

    Ótimo top 10! Talvez eu empreste (roube) a ideia pra fazer um também… talvez.

    Curtido por 1 pessoa

  2. A versão de Maria Antonieta do MTV de Vogue >>>> o clipe original (o clipe original perde muito em comparação a Like a Prayer e Express Yourself, do queridinho cult David Lynch)

    Meu videoclipe favorito, da música ocidental, é Ava Adore, do Smashing Pumpkins. Não considero clubismo por ser da minha banda favorita, acho o vídeo simplesmente GENIAL, mesmo nem sendo minha música favorita deles. Também tem Tonight, Tonight, inspirada no cinema da virada do século de ficção científica que enche os olhos ❤

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      1. Sim, tu tinha confundido os Davids, já tava até te corrigindo aqui, hahaha. E o Like a Prayer é dirigido pela Mary Lambert, que fez “Nasty”, da Janet Jackson, outros clipes da Madonna em início de carreira e fez aquele filme lá do cemitério com animais zumbis.

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