Time machine: quando o Ravi e a Jamie realmente entregaram uma música boa em “Nirvana” (2018)

Ontem a timeline capopeira estava parcialmente em polvorosa porque o Ravi, em seu mais recente EP, lançou como album track uma faixa intitulada “Red Velvet” (ouçam aqui), feature com a Jamie onde eles fazem umas tiradas de duplo sentido sobre o bolo de massa vermelha, referenciando também as cinco cepas do vírus infernal que levará o planeta Terra ao apocalipse mandando uns “dumb dumb dumb” na letra. Uma galera se sentiu ultrajada com isso, como se artistas do mundo todo não fizessem referências sexuais usando outros artistas. Mas é K-Pop, né, gente? Tem que ter esses escândalos por praticamente nada uma vez por semana.

Em minha humilde opinião (bem propensa ao cancelamento), o único problema problema real da música é ela ser bem… chata. A melodia é bem pouco memorável no fim das contas. O instrumental mais classudo até poderia colar como uma antítese à letra safada, mas o resultado não é assim tão forte. Mesmo as partes com a Jamie não são lá essas coisas.

Então, resolvi aproveitar o assunto para relembrar uma outra parceria do Ravi com a Jamie, ainda na época em que ela era Jimin Park, que, esse sim, é muito legal de ouvir: Nirvana

Ouçam a versão completa da faixa aqui, pois os toscos da Jellyfish resolveram cortar o final dela para enfiar um remix de outra música…

Uma coisa que me encanta muito em “Nirvana” é a soma entre o instrumental e o vocal do Ravi e da Jamie. Ao fundo, rola um dance eletrônico uptempo que vai ganhando novas camadas rebolativas conforme os segundos passam, algo bem diferente do comum entre rappers no K-Pop. É bem refrescante ouvir algo nesse nicho mais voltado para encantar como “música” em si do que só uma plataforma para o rapper mostrar como tem swag e porcarias do tipo. Coisa que ele mesmo fez anos depois em Rockstar, que o J-Hope fez o em Daydream, o Zico em Any Song, o ridículo do San E em Butterfly e todos esses são “K-Raps” que sigo ouvindo mesmo não me importando de verdade com a cena de Hip Hop da Coreia do Sul.

E quando vamos para o lado vocal, tudo fica ainda mais interessante. O Ravi tem um timbre grosso muito legal, limpo e que funciona para trazer a seriedade que esses idols tanto almejam no rap, só que sem precisar forçar ela como se estivesse com a garganta cheia de catarro. O flow dele é ótimo, as mudanças entre versos rimados mais rápidos e outros mais cantados é bem destacável. E aí entra a Jamie quase que invasiva em determinados momentos, deixando tudo com uma cara de diálogo sexual que eleva o pacote todo pra outro patamar. Ao vivo isso fica maravilhoso, confiram a partir de 1:42…

Btw, eu brinco sobre o Wonho e suas tentativas de angariar uns biscoitos na internet, mas, honestamente, acho que o Ravi deve ser o idol mais bonito entre todos os oppas da atualidade. A escadinha é ele em primeiro, aí vem o Bobby e seu rolão pesado em segundo e… e… é, acho que são só eles dois de bonitos mesmo na indústria. Todo o resto, geralmente, tem aquele template Taemin de plástica e ficam parecendo bonecos humanos. Será que as garotas de lá realmente gostam disso? Fica aí a questão inútil.

Um comentário em “Time machine: quando o Ravi e a Jamie realmente entregaram uma música boa em “Nirvana” (2018)

  1. Sobre o rolo do Ravi, achei que o pior nem foi a coisa de duplo sentido. E sim mencionar diretamente o nome das integrantes, sei lá, eu confesso que me sinto desconfortavel. Mas a letra em si já vi umas bem mais expressivas por aí.
    E Nirvana é bem melhor, maior e superior.

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