Vitória furry: Pink Fantasy finalmente acerta a mão em “Poison”

O Pink Fantasy é um desses novos grupos nugus com o orçamento de um rolo de tnt e cola quente pra seus lançamentos que, sabe-se lá por qual motivo, vocês leitores aqui do blog parecem gostar muito. Bom, imagino que o fato de uma das integrantes usar uma cabeça de coelho deva influenciar nisso, apelando para o lado furry de vocês.

De minha parte, sempre achei as músicas do grupo uma porcaria sem tamanho. Algumas, inclusive, difíceis de ouvir, tamanha a precariedade de investimento. Contudo, quase três anos após o debut, elas finalmente vieram com uma faixa que vende bem o “conceito” por traz do act e, junto disso, é realmente bacana de ouvir. Confiram Poison

O Pink Fantasy em si é uma grande pérola nugu. O lineup já sofreu altos e baixos, quase metade dele já se foi (uma das meninas, inclusive, foi chutada durante as promoções antes do debut oficial, aí a mina que substituiu ela foi chutada depois também, uma confusão), aí rola algo de determinadas integrantes serem só convidadas e não oficiais dentro do grupo, além de uma das meninas usar uma cabeça de coelho por nenhum motivo aparente além de soar cult. Sem falar nas units meia boca que também não valem a pena prestar atenção.

É um descarrilamento de trem que me remete a épocas mais simples do K-Pop, sem muita preocupação com o mercado internacional, onde empresas juntavam quatro ou cinco plastificadas e colocavam num resort para promover um pancadão EDM e, no ano seguinte, só uma delas havia sobrado e então colocavam outra seis no lugar esperando que ninguém lembrasse das anteriores.

Mas as coisas parecem estar entrando nos eixos para o grupo nesse primeiro mini-álbum, “Alice In Wonderland”, que se aproveita da “mitologia” do Pink Fantasy para entregar um single realmente legal de ouvir. “Poison” é, basicamente, um kawaii metal cantado em coreano. Diferente, por exemplo, do Dreamcatcher, que usa de influências do metal para trazer algo mais “único” ao grupo e que funciona ao cenário delas sem muito concorrência interna, o Pink Fantasy aqui tá em linha com o que um BABYMETAL ou LADYBABY ou BiSH ou Momoiro e suas variações soltariam na cena idol bate pescoço nipônica. Os refrães em coro, o teclado mais agressivo, tá tudo ali.

E que bom! Assim, elas se distanciam, ao menos um pouco, da imagem do Dreamcatcher, que poderia ser uma comparação mais óbvia para elas dentro da Coreia do Sul, e talvez conquistem a atenção do público que curto o japanese idol pop por lá e ao redor do mundo. A faixa é bem bacana de ouvir, as partes todas estão muito legais, o MV tá on point (só de não parecer gravado com uma Tekpix já é MUITO no caso delas), a cabeça de coelho foi trocada por uma máscara mais apresentável. Apenas vitórias para o público furry!

Já o mini, que não está no Spotify, é uma palhaçada ainda. Tem o single, o instrumental do single, um outro instrumental lá e versões com vocais atualizados de dessucessos delas de 2018 e 2019. Tá faltando repertório aí pra ser levado a sério como grupo e talvez furar um tiquinho a bolha nugu. Mas poderia ser pior, poderiam colocar os vocais originais das integrantes demitidas só pela sacanagem, então vida que segue.

5 comentários em “Vitória furry: Pink Fantasy finalmente acerta a mão em “Poison”

  1. “O lineup já sofreu altos e baixos, quase metade dele já se foi (uma das meninas, inclusive, foi chutada durante as promoções antes do debut oficial, aí a mina que substituiu ela foi chutada depois também, uma confusão), aí rola algo de determinadas integrantes serem só convidadas e não oficiais dentro do grupo, além de uma das meninas usar uma cabeça de coelho por nenhum motivo aparente além de soar cult”

    Justiça seja feita, a agência do Pink Fantasy não chutou ninguém; as próprias ex-integrantes pediram pra sair (inclusive duas delas continuam na agência mesmo fora do grupo – uma como modelo, a outra faz uns vlogs pro YouTube), e uma das integrantes atuais ficou anos fora do grupo (saindo logo depois do segundo single) mas se manteve contratada da agência.

    Quanto à da máscara de coelho,há três motivos, sim. O primeiro, óbvio, seria chamar atenção. O segundo é que a CEO da agência do Pink Fantasy é uma ex-idol, então muita gente especula que é ela por trás da máscara, revivendo o sonho de ser idol sem comprometer sua imagem como CEO… e, na possibilidade desse rumor ser falso, há o terceiro motivo, que seria a facilidade em substituir a idol por trás da máscara se ela pular fora e fingir que ainda é a mesma pessoa (nesse sentido, talvez tivesse sido melhor mascarar TODAS as integrantes).

    Enfim, seu artigo resumiu bem a bagunça que é a carreira desse grupo. Confesso que tomei um susto quando vi o comeback com oito integrantes, sem saber de onde teriam vindo as novatas – pelo que li agora há pouco, a explicação é a seguinte: a agência delas tinha planos pra lançar um segundo girlgroup (mesmo mal conseguindo tocar adiante a carreira do primeiro), já tinha anunciado as nove integrantes, incluindo a então-ex-maknae do Pink Fantasy que tinha saído do grupo mas ia re-debutar nesse segundo girlgroup…

    …e no fim, a maioria das trainees desse segundo grupo pulou fora e a solução da agência foi botar as três que sobraram (duas japonesas e a então-ex-maknae do Pink Fantasy) no próprio Pink Fantasy.

    Gostei da música, gostei delas finalmente terem um EP (mesmo com as trucagens que você apontou), torço por elas, mas não vou me iludir: SE elas sobreviverem a esse comeback, no próximo comeback elas já estarão com mais uma formação diferente.

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    1. …OK, sendo justo, a parte do meu comentário acima sobre o segundo grupo ter sofrido disband antes mesmo do debut é só uma conjectura; não encontrei nota oficial da MyDoll informando o cancelamento do projeto. Mas convenhamos, é bastante suspeito que eles nunca mais tenham tocado no assunto do segundo grupo e que “de repente” três das integrantes dele tenham aparecido no PinkFantasy.

      Claro que eles podem argumentar que “ah, mas elas só foram ‘emprestadas’ pro comeback do PinkFantasy e ainda vão debutar no grupo novo”, mas né, pra mim o debut desse segundo grupo tá no mesmo nível de “certeza” que o comeback do SNSD com todas as oito integrantes originais (lembrando que Jessica foi só uma alucinação coletiva).

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        1. Fazer o quê, a gente tem que achar outros grupos pra acompanhar entre um comeback e outro do LOONA…

          (nessas horas eu agradeço por não ser fã do BlackPink, senão teria que achar MUITOS girlgroups nugus pra preencher o intervalo entre comebacks)

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