50% de 2021: As 10 melhores músicas do primeiro semestre!

E lá se foi mais um semestre. O que, em tempos de pandemia e isolamento social (ao menos da minha parte, que trabalho e estudo em casa), segue me despertando aquela sensação de que seguimos no começo de 2020 e o ano ainda não engrenou. Gostaria de aproveitar esse parágrafo para mandar o Bolsonaro e todos os bolsominios pra puta que pariu. Aquele arrombado maldito. Os outros países tudo vacinando tudo, voltando com shows, cinema e por aí vai, aí esse filho da puta segue insistindo na narrativa maluca de que ele se curou da COVID tomando a porra da caralha da hidroxocloroquina. Ah, meu pau de boné pra esse desgraçado!

Mas, uou, voltemos ao asian pop! No ano passado, eu fiz esse post elencando quais as melhores faixas que tinham saído durante a primeira metade de 2020, meio que servindo como um termômetro para a minha opinião até aquele momento (aí chegou em dezembro e o top 10 tava quase todo diferente, pois a vida é assim), que decidi repetir agora. Listas são sempre divertidas, então convido vocês a elencarem também suas prediletas nesse último semestre.

Diferente do ano passado, que acabei considerando só músicas que eu já estava escutando há algum tempo, que já haviam “maturado” na minha cabeça, em 2021 eu estou mais passional e joguei aqui umas quatro que saíram esse mês mesmo, pois elas estão fazendo minha cabeça e detonando toda a concorrência interna. E outra novidade é que nenhum girlgroup coreano sobreviveu ao corte, enquanto três boygroups estão entre as mais melhores de boas. Uma representante do MandoPop, 4 do K-Pop e 5 do J-Pop. Será que sua fave aparecerá? Bom, não se for a Utada Hikaru, pois eu fiquei tão puto com “Pink Blood” que tirei “One Last Kiss” da lista só de pirraça…

10. IU – Lilac

Uma galera do K-Pop e do J-Pop continua investindo na moda citypop (amém, Mariya Takeuchi!) e de uma porção de hinos nessa linha que saíram nos últimos meses, acho que “Lilac” tem sido o meu favorito. Essa música me soa mais como uma adaptação dos signos sonoros do gênero mesclados com afinações atuais do que como um revival em si, mas a sensação viajada é a mesma. Ela me desperta uma porção de sentimentos agradáveis, indo de calma até energia e esperança num futuro melhor (hahaha, só em sonho). Aí vem a IU cantando de forma suspirada, o MV no trem, o saxofonista toscão no final, as meninas cuspindo papel picado putaças e por aí vai.

09. FEMM – Private Dancer

“Private Dancer” é esse novo FEMM in a nutshell. Ainda é aquela maravilha cremosa dançante que as dolls nos entregavam anos atrás, mas refeita nesse pacote “gostosas que vão te pegar na internet” para o qual elas evoluíram no ano passado. E não poderia ser mais divertido. O instrumental eletrônico futurista mais grave bate que nem um soco no estômago, o drop repetitivo que vem a cada término de refrão é pra ir rebolando fazendo cara de sapeca de ladinho enquanto coloca o dedo na boca e o pacote todo daria orgulho à Tina Turner. A melhor do FEMM em anos.

08. WEi – Bye Bye Bye

É um momento esquisito esse do K-Pop onde boygroups nos entregam as bobagenzinhas pop que esperaríamos de girlgroups, não? Nenhuma virada pro tryhard, nenhum integrante cantando como se estivesse forçando catarro na garganta e sim todos servindo afetividade vocal descontraída num instrumental colorido e escapista. “Bye Bye Bye” é um desses números que um bilhão de pessoas já fizeram antes, mas que sempre caem como um quentinho no coração toda vez que são repetidos num nível alto assim. Me sinto numa viagem de carro com amigos toda vez que escuto ela. Não é a reinvenção da roda, mas talvez seja a salvação que o K-Pop masculino precisava. E que refrão grudento, caceta…

07. Yoh Kamiyama – Irokousui

Essa aqui é uma graça. O tal do Yoh Kamiyama (seja lá quem for esse sujeito) conseguiu exprimir nessa OST todo o clima mais positivão e acalentador que “Horimiya” passava nos episódios (grande anime, inclusive). Calhou dessa ser uma dessas músicas que, tipo a “Lilac” acima, me serve para trazer sentimentos bonitinhos sempre que escuto ela. Tasquem play e entendam o que quero dizer. O instrumental é tipo uma bolhinha de sabão de tão catito.

06. Lexie Liu – Shadow

O mini-álbum da Lexie Liu é daqueles trabalhos onde cada faixa da tracklist acaba sendo a predileta de acordo com a semana que tiver ouvindo. Minha favorita do momento é “Shadow”, que me remete às músicas da Lady Gaga em começo de carreira, quando ela ainda era uma party girl que rebolava no metrô com roupinhas fashion da Riachuelo ou algo assim. Uma delicinha de bop! Quando chega a bridge com os sintetizadores indo pruma zona mais grave, aí rola a última repetição do refrão com a guitarra em maior evidência, é como se eu fosse transportado prum futuro cyberpunk onde drogas virtuais já fossem injetadas enquanto nos conectamos à internet por capacetes de realidade aumentada.

05. Genie High, Chanmina – Kyashana Rippu

A Chanmina vem entregando uma porção de parcerias nos últimos tempos. Dessas várias tentativas, minha predileta é “Kyashana Rippu”, com uma banda aí que eu nunca tinha ouvido falar. É uma graça o modo como o timbre mais rasgado de fumante dela faz um contraponto sapeca à interpretação mais adocicada da vocalista. E essa interação delas duas, junto do instrumental jazzístico de cabaré, dão à música um ar burlesco cativante demais aos ouvidos. E ainda tem o clipe voyeur lindão no hotel (ou no puteiro, sei lá), que me dá vontade de reassistir toda vez que ele surge no aleatório do YouTube. Enfim, um enorme jam da parte de todos os envolvidos.

04. SHINee – Atlantis

Eu nem sei se eu esperava um comeback do SHINee nessa altura do campeonato. As peças do K-Pop se moveram demais, o Taemin se firmou como um dos solistas mais fortes da atualidade, o próprio jeito como a SM trabalha seus boygroups hoje em dia já é bem diferente (todos são NCT, até o próprio SHINee). Mas ele veio e muito bem nesse repackage, com os quatro servindo uma das músicas mais intensas de 2021 até então. Versos, refrão, rap, instrumental, bridge, tudo é bom pra caralho! E há algo de catártico naquele final apoteótico com eles cantando que é como se estivessem debaixo d’água que torna tudo impossível de não se deixar levar.

03. Capsule – Hikari no Disco

Não tem jeito: quando o Nakata acerta, ele acerta MUITO! Eu sei que “Hikari no Disco” é exatamente o tipo de treco que ele fazia com o Capsule mesmo há uns vinte anos, mas sou putinha dos lançamentos deles nessa época e dessa sonoridade retro futurista, então é óbvio que eu cairia de volta nessa distorção dimensional que é o eletropop nipônico de tempos atrás revivido. “Hikari no Disco” é o que eu espero que toque em todo lugar num futuro terrível de sci-fi onde a Amazon e a Tesla dominaram o planeta numa guerra comercial e todos são escravizados por robôs feitos à semelhança da Grimes. Hino!

02. TXT, Seori – 0X1=LOVESONG

Eu poderia elaborar um parágrafo cheio de argumentos para justificar o injustificável, mas a real é que essa sonoridade pop/rock japonesa dos anos 2000 que o TXT usou aqui é uma das minhas kriptonitas musicais. E “0X1=LOVESONG” é, em áudio e vídeo, basicamente o que um One Ok Rock da vida soltaria uns 9 ou 10 anos atrás, então não teve pra ninguém no K-Pop até então. O refrão é bonito demais, o sample de “Put In a Love Song” com a Seori é um surpresa maluca que cola imediatamente, aquela sensação de fim de adolescência que a faixa traz é absurdamente imersiva. Só não é a song of the middle-year porque Jujutsu Kaisen…

01. Who-Ya Extended – Vivid Vice

O mesmo do parágrafo anterior, galera. Eu cresci como um otaku fedido consumindo tudo o que saía de animes, inclusive suas OSTs, que meio que fizeram se apaixonar por esse mundo musical asiático num geral. Então, sempre que algum artista ou banda ou grupo ou sei lá resolvem entregar algo tão bom quanto as melhores coisas que eu ouvia naquela época, o Lunei de 12 anos que ficava baixando .mp3 na lan house do bairro ganha uma nova vida. “Vivid Vice” é INCRÍVEL, um exemplar perfeito dos clichês crocantes do que uma música tema de anime de ação deve ter. Ouço todos os dias e sempre é como se fosse a primeira vez.

Quase lá: “D-D-Dance”, do IZ*ONE, “New Me”, do WJSN, “Abittipsy”, da Youha, “Bonnie & Clyde”, da Yuqi, “Hwaa”, do (G)I-DLE, “Inside Out”, do NU’EST e “Close”, do AB6IX.

7 comentários em “50% de 2021: As 10 melhores músicas do primeiro semestre!

  1. AMÉM A VIVID VICE, SOTY SIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Com o mangá de Jujutsu em hiato temporário, a OST é tudo que me resta até lançarem o filme – além de investir em outra hiperfixação, é claro 🤡

    (Aliás, nostalgia demais quando li Horimiya ali em cima porque lembro exatamente do OVA lá dos idos de 2012 que, juntamente com outros fatores, moldou meu gosto para homem com o Miyamura. Quem mandou eu ser mandona e gostar de piercings, e ter assistido a essa obra nos meus anos formativos, hein???? Revivi uma parte muito específica da minha vida assistindo ao anime que lançaram esse ano, que saudade de ser uma otaca em formação ainda……………….. Cacura aqui)

    Curtido por 1 pessoa

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