TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2015 [85-71]

E vamos com a segunda parte do ranking de melhores músicas do asian pop em 2015, reciclando parágrafos dos tops originais do blog azul lá, com posições atualizadas com meu atual gosto mais refinado (hahaha).

85. AKB48 – HALLOWEEN NIGHT

“Halloween Night” é tão boa que nem parece uma música do AKB48. Uma coisa que me incomoda bastante no repertório do grupo é a insistência em trabalhar os vocais delas cantados em coro dum jeito muito agudo e irritante. Aqui, no entanto, a produção dá uma segurada nos gritos e faz com que elas coloquem a voz numa região mais grave, além de dividir algumas das linhas. E fica uma delícia. Como música, “Halloween Night” é mais ou menos uma faixa da Sheena Ringo versão disco music para rebolar usando fantasias. Por mim, tudo ótimo! Lado a lado com “Teacher Teacher” no limitadíssimo grupo de bops do grupo.

84. PASSE PIED – TSUKURI BAYASHI

Um hino desses. Uma das coisas que mais me atrai no Passe Pied é a maneira como o pop deles acaba sempre descambando para influências bem mais pesadas, calcadas em psicodelismo, hard rock e demais gêneros. Isso tudo com o timbre característico da vocalista e toda a cama asiática por trás dos sintetizadores eletrônicos, que parecem tirados de um arcade antigo. É isso o que rola em “Tsukuri Bayashi”, uma das faixas mais intensas do grupo. Toda a aura creepy é ainda ampliada pelo vídeo, feito de maneira simples, mas eficaz ao ilustrar o que é colocado. O refrão é irresistível.

83. CRAYON POP – FM

Crayon Pop! ❤ “FM” é boa em tantos aspectos que eu mal posso listá-los em um só parágrafo. Do amálgama de EDM com metal que lhe dá uma cara de abertura de anime, ao MV trash zoando todos os clichês possíveis de séries tokusatsus: tudo me conquista. É aquilo do Crayon Pop ter sido um ato coreano que se aproximava bastante do no sense de artistas nipônicos usado de maneira correta e elevado ao máximo. Só é uma pena que elas não duraram muito mais depois disso aqui, pois hoje em dia faz falta na cena um act que não se leve assim tão a sério nos conceitos que são trabalhados. Quem hoje em dia pararia e pensaria em usar super sentai como temática?

82. KARA – CUPID

Embora tenha sido o último, “Cupid” acaba sendo um lançamento “menor” no catálogo do KARA. Aqui, o grupo já estava em decadência fonográfica, já não havia mais a novidade de uma nova integrante e a impressão que dava era de que a Hara e as outras duas já estavam de saco cheio de tudo. Mas a música é muito legal, eu ouço com uma frequência bem alta e, embora não seja o troço mais intenso e com “cara de KARA” delas, funciona muito comigo. Me lembra os trabalhos da Madonna com o produtor William Orbit. Envelheceu como vinho e, no fim, foi uma ótima swan song pro grupo.

81. F(X) – GLITTER

Na parte anterior do top, tinha falado que o “4 Walls” tem como fio condutor o house europeu e que as faixas, num geral, são variações criativas do gênero. “Glitter” é a exceção à regra na tracklist. Ela é mais popzona mesmo e me parece algum descarte do “Pink Tape” que o Red Velvet não passou a mão pro “The Red”. E eu adoro o “Pink Tape”, adoro o “The Red” e, por consequência, adoro “Glitter”. O jeito como enfiam uma porção de esquisitices no instrumental deixa ela com aquele pezinho na estranheza que o F(X) parecia adorar. Ainda assim, ela consegue soar meiga, vibrante e transmitir aos ouvidos o que glitter transmite aos olhos.

80. SHIGGY JR. – SUMMERTIME LOVE

O Shiggy Jr. já entraria aqui nessa lista apenas pelo videoclipe maravilhoso bolado para “Summertime Love”, que é bastante oitentista, colorido, cheio de referências à época e muito bem formulado e bonito de assistir. Só que, o mais legal, é que a canção por trás de tudo é ainda mais legal, inspiradíssima na disco, mas com indícios de funk e pop. Deve ter sido um dos troços mais kawaiis daquele ano, mas um kawaii com pulso e bastante replay factor. Além de uma boa introdução ao estilo fofinho-mas-elegante do Shiggy Jr. que tanto me encantaria com o passar dos anos.

79. NATSUME MITO – 8-BIT BOY

UAN OPE, TO OPE, EITO BITO BOY!!!1 Coitada da Natsume Mito. Quase nada na curta carreira dela se salva. Pra ser honesto, acho que de escutável para o grande público mesmo é só Puzzle e essa aqui mesmo, bicho. Falando de “8-bits Boy”, se não me engano, ela foi utilizada na trilha sonora daquele filme do Adam Sandler zoando gamers. Não que isso conte qualquer ponto a favor ou contra, visto a própria gravadora ter excluído o vídeo com cenas do longa do YouTube e substituído por esse apenas com ela sendo tosca aesthetic usando videogames antigos como inspiração. Se fosse lançada pela Kyary Pamyu Pamyu teria ficado bem melhor? Claro! Mas ainda assim, é uma faixa acima da média e weird o bastante para me viciar.

78. JAMIE – HOPELESS LOVE

O foda a respeito da Jamie (mesmo nessa época que ainda se chamava Jimin Park) é que ela poderia muito bem seguir a linha de todo mundo que participa desses reality shows vocais coreanos e lançar só mais uma baladinha básica como single solo para poder explorar sua extensão e ser mais uma entre tantas outras nisso. Porém, ela foi além e não só lançou uma balada para exibir seus dotes vocais, como fez dela uma música realmente boa e destacável do bando. Os elementos sônicos diferenciados presentes em “Hopeless Love” são escolhidos de maneira a torná-la alternativamente épica, com xilofone, tambores tribais super marcados e sinetas interagindo com o piano. É quase algo que a FKA Twigs soltaria, mas com o up de termos a bela voz da Jamie cantando de maneira agressiva e sentimental. O MV também segue essa linha indie, com ela servindo de vela enquanto o cara que ela gosta está aproveitando os dias com a mina lá (ou vice-versa, tanto faz).

77. LIM KIM – AWOO

Nossa, essa aqui é tão estranha, mas ainda assim tão boa. A Lim Kim conseguiu em “A-woo” (e numa outra mais lá pra cima) utilizar de elementos sônicos ligeiramente dissonantes num primeiro momento para construir rotinas melódicas super grudentas, interessantes, envolventes e que servem para diferentes ocasiões. Consigo imaginar isso tocando numa balada com todos dançando ou num fone de ouvido curtindo a vida depois de um sanduíche. O videoclipe do DigiPedi é tão fumado em tela quanto o que chega aos ouvidos. Saudades dessa época que ela conseguia ser alternativa, mas ainda lançar músicas realmente divertidas.

76. BOA – SHATTERED

O “Kiss My Lips” é como os últimos álbuns todos da BoA naquilo de a tracklist ser cheia de faixas que poderiam ter sido usadas como title (a maioria delas, inclusive, bem mais legais que “Who Are You”). E cada um que escuta ele tem sua preferida. Das album tracks, eu ainda vou de “Shattered”. Ela me conquista pela interpretação vocal mais passional da BoA, cantando com a intensidade de uma balada, mas por cima dum arranjo dançante bonito demais. O resultado é hipnotizante, como se a BoA fosse uma sereia tentando nos levar para o fundo do mar. Eu iria. Tem coisas pelas quais vale a pena se afogar, hehe.

75. DALSHABET – I’M NOT

Pra mim, a melhor do “Joker is Alive”. O arranjo dessa aqui é bom demais: ela começa toda fofinha do piano, como se fosse dum musical da Disney, mas vai adquirindo camadas requebrativas conforme cada seção é adicionada. E então, tudo explode num refrão piranhesco espetacular feito para Léo Áquilla e companhia irem até o chão dizendo que não são esse tipo de garota. O mini todo é muito bom e “Joker” é uma grande faixa de trabalho, mas “I’m Not” é viciante. Sempre que chega aquilo do Spotify no fim do ano dizer quais foram os highlights de minhas playlists, ela tá lá batendo ponto.

74. NAMIE AMURO – FASHIONISTA

Outro enorme destaque do asian pop de 2015 foi o aguardado LP da Namie Amuro. Nessa época, eu tinha uma certa implicância com ela, então só fui aproveitar mesmo os bops do “_genic” quase na aposentadoria da velha. Antes tarde do que nunca, felizmente. Nas várias pérolas dele, uma das que mais gosto é “Fashionista”, onde Namiezão esfrega na cara de todo mundo que é uma quarentona mais gostosa e trendsetter que todas as novinhas do Japão enquanto se sacode usando uns figurinos merdavilhosos num dos videoclipes mais toscos de sua carreira. Rainha da contradição. E rainha do engrish também. A pronúncia aqui está impagável! ❤

73. TWICE – DO IT AGAIN

Mais outra album track matadora. “Do It Again” é uma explosão de felicidade em forma de música. Ela pega esse conceito festivo de líderes de torcida infernais e joga com tudo para cima. Todos os versos, do início ao fim, são empolgação pura, como se injetassem adrenalina no sangue ao mesmo tempo que açúcar é enfiado goela dentro. Merecia um MV. Com o acompanhamento visual correto, estaria bem mais pra cima na lista. E levando em conta que o Twice ficou uns bons anos soltando porcarias após o debut, essa aqui foi um dos grandes destaques do grupo durante um bom tempo.

72. TOFUBEATS, DREAM AMI – POSITIVE

Um beijão para os fãs do E-Girls e do Dream, pois mesmo que os admiradores do grupo tentem vender a carreira solo da Ami como um troço magnífico, a grande verdade é que a melhor faixa dela é justamente uma participação na canção de outra pessoa. “Positive” foi o grande chamariz do ótimo álbum que o produtor/DJ Tofubeats lançou em 2015, cheio de canções que misturam o pop eletrônico com funk. Ela é envolvente, empolgante e contém todo um apelo sing-along muito interessante. Aliais, interessante também é como uma ideia de um clipe apenas com pernas dançando pra lá e pra cá pode funcionar tão bem.

71. YOUNG JUVENILE YOUTH – ANIMATION

Momento hipster do top. Há algo sobre a estranheza do videoclipe de “Animation”, com a cabeça da vocalista do grupo reproduzida digitalmente virando lentamente pra lá e pra cá enquanto coisas bizarras acontecem, que o torna tenebrosamente inesquecível. Somem isso ao fato da canção por trás ser um número eletrônico de verdade e não só um pop com elementos eletrônicos, com diferentes camadas, todo um minimalismo bem pesquisado e executado e, BOOOM, temos aqui mais outro release japa favorito meu de 2015. Fun fact: a chefe da redação que eu trabalhava, ao me ver assistindo esse vídeo, esboçou uma das caras de WTF mais engraçadas da minha vida, reprisada iconicamente no ano seguinte, quando me pegou assistindo o clipe de “Chupacabra”, do Wednesday Campanella.

E aí, o que acharam dessa parte? Para a próxima, mais uma porção de bops divertidíssimos que se tornaram grandes clássicos, incluindo a música que ~aleatoriamente~ ficou na posição #69. Puxa, qual será? :B

5 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2015 [85-71]

  1. Nunca tinha ouvido falar nesse Passe Pied. Extremamente bizarro… AMEI!!!

    Só fico com pena da cantora, que deve ter estragado permanentemente as cordas vocais pra fazer essa voz de digimon bebê (sim, provavelmente a voz dela foi alterada em estúdio, mas faz de conta que essa é a voz dela mesmo).

    Curtido por 2 pessoas

  2. Por mim podia ter uma faixa diferente do f(x) em cada etapa do top 100 e eu não reclamaria. Se Glitter entrou, então X com certeza está também (o sax >>>>>).

    Não conhecia Passe Pied, gostei e agora vou procurar mais, achei um som experimental bacana, sem ser pedante demais ou inaudível.

    Curtido por 1 pessoa

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