TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2015 [55-41]

E já estamos na quarta parte desse listão compilando quais foram os maiores, mais incríveis, mais icônicos e destemidos lançamentos do pop asiático no maior, mais incrível, mais icônico e destemido ano da última década para lançamentos do pop asiático. Top of the tops at all. Aqui, fechamos a primeira metade desse listão abrimos espaço para as cinquenta mais.

Será que suas morrerão na praia antes mesmo da corrida final? Será que elas sobreviverão ao hunger games do top 40? Ou será que, tal como “Lion Heart”, do Girls’ Generation, ou “Ring My Bell”, do Girl’s Day, elas sequer foram consideradas? Descubram isso agora…

55. FAKY – AFTERGLOW

Entre 2015 e 2016 rolou uma onda “PBR&B” na Ásia que foi rapidamente minada pela ascensão do tropical house nas modinhas internacionais. Foi bem pouco tempo de hype em cima, mas boas faixas resultaram disso – ainda mais com o distanciamento dos anos. “Afterglow” foi uma das primeiras que escutei do estilo e segue até hoje como uma das minhas prediletas do Faky. A escolha de sintetizadores e a forma como eles se somam da backtrack é bem legal de ouvir, levando-a para cima em vez de desacelerá-la a ponto de perder seu ápice. E o pacote se completa com o videoclipe sendo filmado na perspectiva de uma fã stalker maluca – ou, vai ver, o quarteto que tem péssimos modos com seus admiradores. Fica aí a reflexão.

54. BESTIE – EXCUSE ME

O BESTie ainda existe? O que foi feito do grupo? Elas chegaram a ter um disband oficial ou as integrantes só fingiram que não eram com elas e seguiram a vida? Coitadas, foram sair do EXID, aí a LE e as outras hitaram e elas permaneceram sempre nesse limbo do flop nugu. Uma pena que nem boas produções como essa aqui feita pelo Double Sidekick conseguiram trazer um pouco de luz à carreira delas. “Excuse Me” é um dos números de K-Pop usando saxofone mais divertidos e grudentos de que tenho memória, apostando num refrão duplo e numa melodia que vai acelerando freneticamente. E é óbvio que o videoclipe sensacional com a traminha do “óculos da verdade” fez com que a apreciação do pacote final ficasse ainda mais gostosa.

53. E-GIRLS – HEY YOU

FAROFAAAAAA!!! Mil vezes o E-Girls lançando esses EDM cuja única preocupação e intuito é nos gerar vários momentos para bater o cabelo pra lá e pra cá que as bobagens kawaii que elas tentavam emular uma falsa simpatia. A gente gosta mesmo é de mandar vários quadradinhos, voguins, se esfregar um no outro como se estivéssemos dopados em baladas futuristas ao som de pancadões fritados. E isso é algo proporcionável por “Hey You!”, uma das minhas album tracks favoritas do grupo. Pouca gente realmente prestou atenção nessa aqui, então fica aí a dica. De verdade: chega o drop lá da bridge e é como se eu fosse retirado do meu corpo.

52. EXID – HOT PINK

Ai ai, como eu amo o 2015 do EXID. Elas conseguiram seguir tão bem depois do viral de “UP&DOWN”, meio que traçando toda a linha de competência que elas estabeleceriam para sua carreira a partir dali com lançamentos bem fortes – sempre variando dentro daquela fórmula de divisão vocal que um monte de gente reclama, mas eu adoro. “Hot Pink” é um troço maravilhoso e estranho pra cacete. Noventista, com uma série de ganchos inusitados e variações malucas que grudam de maneira inteligente na cabeça. O break com a Junghwa transformando tudo numa baladinha após o refrão é quase de tirar o fôlego. MV ótimo, LE bem gostosa e Hani destruindo minha alma com aquele cabelo verde. Melhor delas nesse ano.

51. OH MY GIRL – CLOSER

Já em seu seu primeiro ano de atividade, o Oh My Girl mostrou que não estava para brincadeira e que, certamente, faria algo de especial dentro das limitações de seu nicho aegyo fofinho. “Closer” consegue pegar os estereótipos sonoros e estéticos referentes à tal fatia e elevar ao máximo em qualidade. O instrumental dessa porra é ridículo de tão intenso, dramático, chega na bridge e é como se eu estivesse presenciando um canto de culto élfico pela salvação da natureza ou qualquer maluquice do tipo. Até o rap obrigatório conseguiu soar orgânico em meio ao pacote todo. Bizarro e lindo.

50. LIM KIM – LOVE GAME

Repito: saudades dessa época em que a Lim Kim conseguia dosar a veia hipster dela com músicas realmente divertidas de ouvir. Hoje em dia, ela tá só chata e pretensiosa mesmo. “Love Game” consegue ser uma produção ainda superior que “Awoo” nessa pegada alternativa. O modo como toda ela é construída em camadas sônicas que vão aparecendo na backtrack a cada estrofe, começando com palmas e explodindo lá no final, com sei lá quantos elementos que conversam entre si de maneira super coerente é, no mínimo, genial. E genial também é, mesmo com tudo isso, o maior destaque de toda a faixa ser a voz da Lim, cujo timbre é um dos mais facilmente reconhecíveis do K-Pop. Ela não se perde em gritos e deixa todo o produto final com uma cara mais indie, mesmo sendo insanamente pop. Já o MV, um dos melhores já produzidos pelo DigiPedi, com ela acidentalmente machucando todos os caras que tentam atacar ela. Nota 10.

49. KODA KUMI – EX TAPE

Essa bosta! ❤ Eu até hoje não entendi se “Ex Tape” (HUAHUAHUA, que título ridículo) é para ser levada a sério ou não. Tem umas coisas toscas demais no instrumental, ela fica soltando uns gemidões aqui e ali, as dançarinas no videoclipe sequer se importam e ficar sincronizadas. Mas é a Koda Kumi, com todo o seu carisma exagerado, suas expressões icônicas e um loirão platinado na cabeça miando algumas bobagens sensuais numa mansão qualquer enquanto o diretor não sabe para onde apontar a câmera, então não tem como não se cativar. Sinto falta dessa época onde Kodão mesmo com nada conseguia entregar tudo.

48. RED VELVET – ICE CREAM CAKE

Eu estou cagando bonito para a bosta horrível que foi “Happiness”, pois o verdadeiro debut do “lado red” do Red Velvet foi em “Ice Cream Cake”. E eu fico bem chocado com o quanto de elementos sonoros perigosos as cinco loiras do tchan infernais brincam aqui sem fazer com que isso soe trash ou genuinamente ruim. Na verdade, toda a loucura de mesclar vocais rápidos meio infantis (e endemoniados) com a sirene de um caminhão de sorvetes, dubstep, trap e dance funcionou maravilhosamente. Pra mim, é uma das melhores faixas da carreira delas. A propósito, só eu fiquei com vontade de vestir um casacão de urso polar com LEDs e correr num carrinho de super mercado no meio do deserto depois de assistir esse MV? Espero que não.

47. IU – GLASSES

“Glasses” deve ser a música mais estranha do “Chat-Shire”. E digo estranha no bom sentido mesmo. O arranjo instrumental folk mais suingado é montado de maneira a fazer com que imaginemos que a faixa vá seguir por um estilo, até que, ao chegar no refrão, toda ela muda bruscamente para algo mais gutural, visceral. O que poderia soar alternativo demais para algo da cena pop coreana, na verdade, se revela inventivo e demonstra um replay factor bem alto. E ainda rola o significado da letra dentro da historinha contada no mini-álbum que deixa tudo com um gostinho weird apurado e geladinho.

46. NAMIE AMURO – STRANGER

Tenho certeza que essa aqui é a favorita no “_genic” da meia dúzia de cacuras jotapopeiras que ainda acompanha esse blogzinho. O que faz bastante sentido, já que “Stranger” é a “Namie Internacional” in a nutshell: um farofão explosivo para bater o cabelo e esquecer de todos os problemas do mundo por um pouco mais de 3 minutos. É o que ela serviu nos dois álbuns anteriores feito com tanta ferocidade quanto. “Stranger” ainda me funciona como um grande hino escapista e como um totem de uma época. Melhor single do “_genic” (fãs do feat. com a Hatsune Miku que não aparecerá aqui, sem tumulto nos comentários, hein).

45. SATELLITE YOUNG – DIVIDUAL HEART

O Satellite Young foi um grupo que eu descobri bem tardiamente. Eles começaram a chamar atenção de um público um pouquinho maior quando soltaram esse clipe para “Dividual Heart” em 2016, mas boa parte do repertório do álbum deles, na real, foi lançado num meio alternativo online de artistas que soltam músicas retrôs com capas anime inspired anos antes. “Dividual Heart”, por exemplo, é de 2015. Tudo nela respira o pop nipônico dos anos 80, meio futurista, alienígena. E, só aqui entre nós, assistindo o vídeo acima, será que o The Weeknd usou ele para o conceito todo lá de terno vermelho do álbum mais recente dele? Eu não duvidaria.

44. YUMI SHIZUKUSA – ALL MY LIFE

Aqui outro exemplar da onda PBR&B (nem me liguei que tinha colocado as duas músicas na mesma parte do ranking). Essa Yumi Shizukusa tem vários álbuns, mas nada dela vendeu de verdade. O que é uma pena, pois “All My Life” bem que poderia ter sido o grande hit que colocaria ela no radar do ouvinte médio japonês. Adoro a crescente de versos que resultam num refrão falso, só para, momentos depois, revelarem o verdadeiro refrão com os “all my liii-i-i-i-i-i-iiiife” gritados deliciosos. Tragicamente, o videoclipe acima não tem nem 40 mil views. Que vergonha, Japão, que vergonha…

43. WEDNESDAY CAMPANELLA – THE LITTLE MATCH GIRL

Um dos grandes pontos positivos a respeito do Wednesday Campanella é a incrível capacidade que o trio tem de montar tracklists coesas em seus álbuns, fazendo com que todo ele seja interessante de escutar em vez de apenas enfiar as melhores canções no início e deixá-lo morrer na segunda metade. No caso, “The Little Match Girl” encerra o LP que eles lançaram em 2015 de maneira quase que épica. Eu não duvido nada que eles tenham se inspirado na nossa Axé Music para montar tal estrutura melódica nesse tropical house classudo. Da maneira como os sintetizadores são colocados ao modo como a KOM_I canta, do break de rap até o saxofone nos momentos finais, é tudo muito acima da média e, por quase cinco minutos, prendem o ouvinte como se não houvesse escapatória.

42. TAEYEON, VERBAL JINT – I

Quando foi anunciado que a Taeyeon teria um debut solo, eu genuinamente estava com zero expectativas. Ela sempre foi a vocalista mais popular do Girls’ Generation, mas não conseguia ver nela o x factor para uma grande solista. Aí o tempo passou e eu quebrei a cara, já que a Taeyeon pareceu ter mais relevância dentro da SM que o próprio grupo de origem (até que ele disbandou e os lançamentos dela ficaram ainda mais frequentes). “I” é um baladão muito legal de ouvir e ligeiramente diferente do que outras solistas no K-Pop faziam à época (talvez por isso tenha feito tanto sucesso). O instrumental e o jeito que ela canta, num todo, me lembram o que bandas gospel, como Hillsong United e suas variações, costumam fazer. Tanto que, quando chega o refrão, dá vontade de fechar os olhos, levantar as mãos pro alto e gritar BITCHES IN THE SKAAAAAIAIAIAIAIAIAIIIII….

41. PERFUME – PICK ME UP

Essa aqui ainda é tão boa. A escalada de intensidade, o refrão chiclete que anteciparia os “ping me up” da franquia Produce (digo e repito, todas as “Pick Me” são faixas que o Perfume poderia ter lançado), as mocreias cantando uns trechos com o vocal bem menos robótico e chocando todos… uma delícia! Mas que vai morrer aqui mesmo em quadragésimo primeiro lugar. Não me condenem: embora eu ame “Pick Me Up”, a escute várias vezes durante o ano e provavelmente saiba balbuciar toda sua letra, confesso ter tanta implicância com essa sonoridade EDM-Country a la Avicii que o Nakata resolveu associar ao Perfume durante tanto tempo, começando nesse release, que não consigo arrastá-la mais para o alto. É a vida. Mas fica aí como uma boa farofa para fechar essa primeira parte do ranking. Daqui pra frente, só as mais mais mesmo.

Perfume 「Pick Me Up」 - Tumbex

Na próxima parte, que cobrirá as rankeadas entre #40 e #26, as coisas começam a esquentar de verdade. A partir dela, as faixas passam a ser analisadas com ainda mais afinco e cada posição individual conta. Será que suas favoritas baterão ponto?

Um spoiler maroto para quem gosta de arriscar: 7 jotapopes, 8 capopes (com CINCO músicas de boygroup, incluindo a melhor balada de 2015, tá muito fácil de adivinhar, duas de girlgroups, incluindo a melhor album track das cinco cáries do cão que guarda os infernos, e um bop de solista).

4 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2015 [55-41]

  1. Nada muito a ver com o geral, mas tô amando esse quadro. Revivendo as lendas do queipope enquanto anoto os jotapope pra ouvir depois (tô descobrindo o gênero com os blogueiros rs)

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  2. Ainda acho o rap de I a coisa mais desnecessária do mundo – sim, eu ouço a fan edit que tira o rap de tanto ódio que sinto kkkkkkkkkkk

    Só aceito Ice Cream Cake tão alto assim no top se Automatic estiver ainda mais acima.

    Agora fala sério, Hot Pink pegaria um top 30 fácil, viu… Morreu cedo demais, RIP

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