TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2015 [40-26]

E enfim chegamos à trinca final de posts. O que quer dizer que, daqui em diante, todas as faixas realmente fizeram algum barulho em minhas playlists, a ponto de, em dados momentos, serem consideradas para o top 10. Mas a vida não é perfeita para todos, então tais delicinhas acabaram barradas da festa um pouco mais cedo.

Sem mais delongas, vamos lá…

40. NAMIE AMURO – TIME HAS COME

“Time Has Come” deve ser uma das faixas menos celebradas do “_genic” e eu genuinamente não entendo o porquê de, tanto naquela época, quanto hoje em dia, a horda de fãs malucos da Namie Amuro não ter consagrado esse hino como o treco injustiçado do álbum, tão legal que é. Sérião, tinha gente aclamando o feature toscão com a Hatsune Miku e esquecendo “Time Has Come” no churrasco. Que vergonha para a velha. Eu gosto muito da mistureba de referências aqui. Rolam uns sintetizadores que parecem saído dum jogo de Atari logo no começo, aí entra um pianinho delicado, só pra no refrão começar um rockzão enfurecido. Por mim, tudo ótimo! O resultado é uma pepitinha pop gostosinha e que fica na cabeça por muito tempo. Com a Namie gemendo a letra do início ao fim na turnê, fica ainda mais legal. É não só a melhor album track, mas a melhor da Namie nesse álbum como um todo.

39. RED VELVET – RED DRESS

Falando em melhores album tracks, no “The Red” esse posto é ocupado por “Red Dress”. Eu sou louco por esse instrumental. Ele soma o funk dos anos 70 com o Hip Hop dos anos 90, rolando ainda espaço para entrar um trap bem louco no refrão. Isso tudo, é claro, com o estilo vocal FRENÉTICO que se tornou a marca das cinco perebas de baphomet. É a “fórmula red” levada até as últimas consequências. Uma pena não ter rolado videoclipe, nem live nos programas de TV. Eu lembro que fiquei tão viciado nisso aqui que, em dezembro de 2015 e de 2016, o Spotify a incluiu naquelas retrospectivas individuais que eles fazem todo ano com as mais tocadas nos perfis. Top 5 Red Velvet at all, hein.

38. IKON – DUMB AND DUMBER

Eu adoro que essa aqui é uma grande besteira que pegava resquícios daquele EDM que não se levava tão a sério na era de ouro. “Dumb and Dumber” é quase uma filha perdida de Fantastic Baby, com uma letra merdavilhosa sobre ser ridículo e batidões de fácil assimilação. Tudo parece montado para que os integrantes se mostrem como a nova geração de toscões, com um MV cheio de cenas que ampliam isso (o B.I. acordando, o Bobby entrando na casa como um ladrão, eles todos tentando bancar os bacanas no carro e se fodendo, eles como gigantes cinematográficos, a coreografia) e apresentações ao vivo onde eles podem se soltar o suficiente para vender esses personagens. Grande hino.

37. DAY6 – CONGRATULATIONS

MELHOR BALADA

Olha, eu tinha achado essa emulação da sonoridade pop/rock a la Jonas Brothers, McFly e demais atos teen genéricos armada pela JYP bem fraquinha quando escutei pela primeira vez, mas “Congratulations” totalmente me conquistou nessa nova fase “não pedante” (adulta?) que estou vivendo, onde consigo aceitar diferentes propostas musicais e colocar cada uma em sua devida prateleira. Para o que o DAY6 se propôs aqui, eles mandaram muito bem, com uma power ballad contagiante e um MV otimamente trabalhado. Uma das melhores do repertório deles. E a melhor balada desse ano.

36. DAOKO – SHIBUYAK

“ShibuyaK” é TÃO BOA. Já pararam pra pensar que isso aqui, mesmo pegando como referência o synthpop dos anos 80, é uma farofa para ralar a chaprosca no chão? É aquilo de ser a representação do futuro vinda do passado, mas funcionando de maneira atual que pouca gente consegue fazer sem parecer pejorativamente caricato. Foi aqui que eu conheci e me apaixonei pela Daoko, por suas distorções sonoras malucas, pela sua obsessão pela cor azul e tudo mais. E se você é algum idoso que acompanha a blogosfera fundo de quintal desde essa época, deve ter sido aqui que você foi fisgado por ela também! Os anos passam e “ShibuyaK” só fica mais e mais encantadora. Daoko rainha dos tops de melhores do ano. Tá em todos!

35. CRYSTAL KAY – HARD TO SAY (MSG VERSION)

Que aleatório a melhor música de um single da Crystal Kay que tem a participação da Namie Amuro ser sua b-side, que nada mais é que um remix de uma faixa já lançada por ela em DOIS MIL E DOIS. Calhou que eu ouvi essa delícia na época e sigo ouvindo bem mais do que “Revolution”, que deveria ser o prato principal do release. “Hard To Say”, aqui, foi totalmente reformulada, sendo um dos primeiros lampejos do que viria a ser a invasão dancehall/tropical house na Ásia. Imaginem o quão diferentão o estilo era anos atrás. Agora venham todos gritar “CRYSTAL KAY” e rebolar até o chão na hora do break pós-refrão junto com o tio Lunei.

34. FAKY – CANDY

“Candy” se tornou a música assinatura do Faky, né? Ao menos, foi a mais trabalhada delas. A avex soltou como single digital, dentro de um EP em 2015 e dentro de outro EP em 2017 (que depois foi regravado em 2020 quando o line-up mudou novamente, ou seja, foram QUATRO lançamentos). Pra mim, ainda é uma das mais divertidas do grupo e faz sentido que tenha rolado todo esse investimento. Eu sou putinha desses popões com metais (até hoje não sei se é um saxofone ou um trompete na backtrack), acho que eles funcionam muito bem para girlgroups e meio que era o que estava em alta nessa época com a Ariana Grande, o Fifth Harmony e etc. Tudo em “Candy” me agrada muito e acho HILÁRIO que o videoclipe se esforça até demais para replicar o de “Sorry”, do Justin Bieber. Faky rainhas do pop genérico mesmo.

33. BOA – KISS MY LIPS

“Os lábios”, hehe. Céus, que canção charmosa. A soma dos teclados mais reverberados com os acordes de guitarra é lindíssima e os versos quase que sussurrados dela vão totalmente contra a gritaria habitual da música pop usada por fãs para “provar” que os idols deles tem uma extensão vocal, como se isso fosse realmente importante. O melhor de tudo é saber que isso aqui (e o resto do álbum) foi composto e produzido por ela. “Kiss My Lips” é linda, provocativa, forte, aveludada, molhada, quente e aconchegante. Com gosto de cereja. E a BoA é a melhor solista dessa porra toda mesmo, viu.

32. SAKANACTION – NEW TREASURE ISLAND

Eu totalmente sou capturado pela introdução extremamente emotiva e teatral dessa faixa. E o bom é que, mesmo depois dela, “New Treasure Island” não decepciona de maneira nenhuma, não deixando nunca a energia cair. Gosto da levada agitada que o Sakanaction colocou nela, da letra viciante, da melodia, do modo como ela me prende ao se assemelhar com aberturas de anime dos anos 2000 (eu honestamente consigo imaginar o Naruto correndo loucamente nisso aqui), dos elementos tradicionais nipônicos, do videoclipe gravado num só take. É o tipo de número ultraempolgado japonês que é impossível não se deixar levar. Nota 10 para tudo.

31. EXO – CALL ME BABY

“Call Me Baby” é uma das melhores músicas já feitas não só pelo EXO, mas se destaca como uma das minhas favoritas em boybands coreanas num todo. Amo como conseguiram suingar tanto a produção a ponto de fazer com que fique difícil definir se isso está mais para Hip Hop 90s ou funk 70s. O refrão é excelente, os versos tem bastante flow, os meninos estão cantando bem, o MV é legal. O mais engraçado é que “Call Me Baby” me tinha passado despercebida em seu ano de lançamento, mas acabou se tornando um dos troços que eu mais escuto no K-Pop num geral. 2015 foi muito bom, vai se foder…

30. BIGBANG – BAE BAE

“Bae Bae” é mais outro número de boygroup muito bem inspirado desse ano. É daqueles momentos onde todas as caixinhas que deveriam ser preenchidas são feitas com um cuidado bem legal. O Teddy produziu aqui algo onde o BIGBANG pôde mostrar suas melhores armas. É muito divertido de ouvir e repetir. As coisas enlouquecem dum jeito errado, não rolam breaks perturbadores nem nada. Os integrantes se limitam a cantar suas partes seguindo a melodia bobinha e é isso. “Bae Bae” ainda me diverte demais pelo quão simples, mas ligeiramente torta ela é. O clima viajado do instrumental e das interpretações vocais deles fica ainda melhor com o MV moído no ácido e cheio de piadas sexuais (TIPO UMA CERINGA DE PORRA). É até impressionante pensar que, anos atrás, tinham grupos como eles, o Brown Eyed Girls, o EXID e outros que usavam putaria como concept e isso colava sem que o público enlouquecesse (tanto). É quase inconcebível imaginar um Treasure (só para ficar na mesma empresa) soltando algo assim hoje.

29. MORNING MUSUME – AND ADOLESCENT BOY IS CRYING

Opinião impopular: “An Adolescent Boy Is Crying” é a minha música favorita do Morning Musume dessa última década. E por um motivo que deixará os fã mais xiitas e que ficam gourmetizando o grupo pela internet de cabelos em pé: pois é tão ruim, mas tão ruim, que faz a volta e fica boa. Ou seja, É O MORNING MUSUME FAZENDO O QUE FAZ DE MELHOR!!!1! Porra, em 2015 ninguém mais usava dubstep, aí o H!P vai e cria uma faixa TODA com isso, e com o autotune no talo, deixando todas as meninas soando como robôs pós-apocalípticos que irão devorar nossa alma, e com uma letra motivacional engraçadíssima, e um videoclipe ~místico~ épico, disfarçadamente mostrando o quanto as novatas lá se foderam ao entrar no grupo representando isso com elas em um trem fora de controle. É por esse tipo de besteira trash que vale a pena acompanhar o Morning Musume.

28. WONDER GIRLS – I FEEL YOU

Aaaaaaaargh, caralho, como eu amo essa música! Os sintetizadores do “futuro-do-passado”, toda a referência à onda new romantics, a melancolia dançante, as timbragens do instrumentos, Deus do céu! E o melhor é que isso tudo cresce exponencialmente quando escutado com o acompanhamento visual do videoclipe, que pega sei lá quantos ícones estéticos da época e reproduz com fidelidade. Basicamente, “I Feel You” não soa como uma música emulando os anos 80, sim como uma música dos anos 80 de fato. Sei que muitos olharão torto com ela morrendo assim no top 30, mas outras faixas no “Reboot” conseguiram ser ainda melhores e, consequentemente, ficaram mais acima no ranking. De qualquer forma, 2015 foi um ano acima do normal em qualidade, então estar em #28 no top dele é o equivalente a estar em, vá lá, #8 de uma lista de outro ano.

27. WEDNESDAY CAMPANELLA – RÁ

“Ra!” deve ser a favorita de muitos fãs do Wednesday Campanella. O que é bem compreensível. Quer dizer, olha o quão visualmente espetacular é isso aqui. Esse é fácil um dos vídeos mais lindos do trio. E aí vem a música. Ooh, céus, como essa música é legal. Aquilo de a KOM_I ficar ~mandando uns raps~ enquanto rola uma base eletrônica esquizofrênica é muito forte aqui. Amo também como o instrumental vai adquirindo uma aura etérea no pré-refrão e como refrão house, mesmo sendo apenas dotado de sintetizadores e dela gritando uns troços lá, é fodido de tão requebrante. “Ra!” foi o meu cartão de visitas ao Wednesday Campanella e foi daí pra cima com o grupo durante um bom tempo.

26. BTS – RUN

“Run” é magnífica. Linda, emocionante, ataca como um soco no estômago, arrepia todos os cabelinhos do corpo. E eu DU-VI-DO que o BTS sequer chegue perto disso aqui outra vez. Não por incompetência, sim por ser o auge de uma fórmula sonora, iniciada lá em “I Need U” e requentada com menor qualidade varias vezes outros lançamentos. Eu sinto algo quando escuto “Run”. Toda ela é montada de modo a despertar emoções que variam de acordo com o estado de espírito. É feliz e melancólica ao mesmo tempo, desesperadora até. Pra mim, o ponto alto da carreira do grupo.

E foi isso por hoje. Amanhã, aquele clichê de listas de fim de ano nesse blog, com um monte de gemas preciosas, lacradoras, sensuais e destruidoras de vidas que, por pura subjetividade desse que vos escreve, acabaram barradas do top 10 junto com o Stellar. Flw vlw.

9 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2015 [40-26]

  1. Pra mim foi um choque “I Feel You” não pegar nem um top 25… essa música é um top 3 fácil.

    Enfim, por outro lado, legal ver “Candy” das FAKY conseguindo uma posição relativamente alta! E não sabia de todos esses relançamentos; será que rola da avex relançar pela quinta vez com os vocais das duas novatas? Ou será que ela prefere esperar pra ver primeiro se essa formação atual do grupo se mantém?

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      1. Valeu!!

        Pelo pouco que dá pra ouvir de diferença no preview, acho que a versão com a Anna ficava melhor. Fazer o quê; espero que pelo menos a Mikako tenha ganhado algumas linhas a mais.

        Ah, e uma coisa que acabei não mencionando antes: revendo o videoclipe do FAKY, é curioso como em termos visuais elas são o exato oposto da Ayu: enquanto ela pode ter uma verba gigantesca e os vídeos saem extremamente bregas mesmo assim, as FAKY conseguem passar uma imagem estilosa até com a verba de três reais por vídeo que a avex dá pra elas…

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  2. SABIA que o EXO não ia morrer tão cedo no top, mesmo eu preferindo Love Me Right a Call Me Baby, ainda que as duas sejam ótimas.

    Surpresa com I Feel You indo pro saco antes do top 20 também, e mais ainda com >>>>ShibuyaK<<<<<<< não ser top 10.

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  3. E pensar que Candy é de 2015…
    Ela apareceu no aleatório do meu Spotify e já entrou pra playlist “No Repeat”. Eu amei o pop redondinho pra lavar a louça e os vocais delas são bem diferentes do açucarado que eu costumo ver nos j-pop.
    Estou meio chocada com a morte de I Feel You antes do top 20, nunca pensei vem BTS antes delas kkkkkkk

    Curtido por 1 pessoa

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