Red Velvet – RBB (Really Bad Boy) | Casa da Árvore dos Horrores #02

Dando continuidade à série limitada de posts especiais de Halloween, é claro que as cinco filhas de satanás bateriam ponto por aqui. E para o desespero de vocês (afinal, Halloween), com uma das faixas mais ame ou odeie do grupo:

Nessa altura do campeonato, vocês já devem estar cansados de ler eu puxando sardinha pro Red Velvet, né? Mas, entendam, esse aqui é um bom caso onde uma empresa no K-Pop conseguiu criar uma “marca” bem interessante a seu act e que ficará por muito tempo no imaginário coletivo do público. Isso começou lá atrás, quando eles estabeleceram uma dualidade em Ice Cream Cake e Automatic, que sonoramente eram bem opostas, mas visualmente conseguiam nos vender uma imagem creepy bem relacionável. De um lado, fofinhas sinistras, de outro, gostosas sombrias.

Essa esquisitice foi alimentada comeback a comeback, com o Red Velvet se tornando o “grupo de terror” da SM. Em seus MVs, é como se elas fossem um tipo de “culto”, o que pode ser interpretado só subjetivamente nuns casos, mas em outros a gravadora abraça de vez a ideia e nos traz referências dum horror literal, caso de um que falarei mais pra frente nessa série e, claro, de RBB (Really Bad Boy).

A historinha em “RBB” é bastante divertida: numa noite de Dia das Bruxas, as cinco penas caídas das asas de lúcifer são perseguidas pelo Seu Madruga vestido de lobisomem. Porém, o coitado acaba por descobrir que, na verdade, não deveria ter mexido com elas, que são um mal muito pior do que ele mesmo imaginava ser…

*BOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM*

Como música, é válido mencionar que “RBB” é bem menos quista que outras titles do Red Velvet, ao menos pelo que acompanho de comentários. O que faz sentido, sendo sincero. Tudo aqui é muito exagerado, rola um instrumental big band cheio de idas e vindas, aí as meninas enchem as seções de loucuras vocais, gritos, agudos, melismas, exageros. É compreensível que um monte de gente ache too much to handle no fim do dia.

Mas comigo cola. A bobagem de elas falarem que o cara is a really bad boy com uma interpretação mais debochada, como se estivessem falando de um cachorro, é divertida demais. Acho que os momentos com falsete servem para dosar o nível vocal com o resto. “Really Bad Boy”, pra mim, é uma boa palhaçada, que acerta, justamente, por ser exagerada e teatral ao limite.

Aproveitando que o Red Velvet é caçado e caça um lobisomem em “RBB”, resolvi trazer aqui o meu filme de lobisomem favorito: Um Lobisomem Americano Em Londres. Dirigido pelo John Landis (“Um Príncipe em Nova York”, “Clube dos Cafajestes”, “Blues Brothers” e até o clipe de “Thriller”, do Michael Jackson), ele conta a história de um turista americano que, numa viagem na Inglaterra, é atacado por um lobisomem e, consequentemente, se torna um.

Esse filme se tornou um clássico do horror “corporal” dos anos 80, pois as cenas com David Naughton se contorcendo e se transformando em lobão (tipo essa acima, onde ele está peladão, então não assistam no trabalho ou na frente dos pais) foram extremamente inovadoras em relação a efeitos especiais. O filme como um todo é uma pepita que deveria ser adotada como cult pela geração atual, mas acredito ser bem menos assistido que o merecido.

Se quiserem conferir ele por meios oficiais aqui no Brasil, tem como alugar pelo YouTube clicando aqui. Se quiserem pegar por meios não oficiais, tem na plataforma Oldflix ou em quaisquer sites de download que vocês imaginarem.

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6 comentários em “Red Velvet – RBB (Really Bad Boy) | Casa da Árvore dos Horrores #02

  1. Quem não gosta de RBB é porque não entende o conceito, ponto final.

    Não entendo como tinha gente na época que falava que não parecia uma A-side do Red Velvet quando isso é puro suco do lado red, gente: os instrumentos de sopro no refrão, o exagero no vocal, a transição entre estilos diferentes na mesma faixa, tudo isso é puro Red Velvet, e o melhor que elas oferecem até; é a antítese do instrumental vazio e monótono e os vocais graves e aveludados de Bad Boy. Só que RBB é tipo comer um bolo de chocolate com recheio triplo: você sabe que faz mal e seria extremamente enjoativo se você comesse isso o tempo todo, mas meu deus, como é bom de vez em quando! A faixa cai muito bem no catálogo delas, quem não gosta é porque não entende o conceito.

    Agora quanto ao filme, vou falar uma coisa que vai fazer os cinéfilos quererem me linchar, mas… Efeitos práticos >>>>>> CGI. Os anos 80 e 90 foram o ápice da inovação em efeitos práticos, nem dá para acreditar que essa cena é basicamente maquiagem e jogo de câmeras. Não tiro mérito de um CGI bem feito, mas a gente perdeu muito com essa moda de usar CGI em tudo (inclusive em coisas que sabemos que ficam melhores com maquiagem), e tudo por uma questão financeira (afinal, os maquiadores e artistas plásticos que fazem isso daí dão muito mais gastos aos estúdios, rs). Chegou a um ponto em que tudo, até os cenários, coisa que era tão banal na produção, está virando CGI nas grandes produções (tipo filmes da Marvel, em que vários atores gravam cenas em tela verde, separadamente, para depois “juntarem” na edição e fazer parecer que estão contracenando de verdade, o que é a morte do cinema para mim, cruzes). Existe muita engenhosidade em fazer efeitos práticos parecerem tão reais assim, e com certeza merece o título de clássico cult.

    Curtido por 2 pessoas

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