Raspa no tacho (30/11): Kyary Pamyu Pamyu, Tokyo Incidents, Bonnie Pink, NiziU e mais uns jotapopes pra vocês!!1

Mais um blocão de lançamentos não previamente comentados, dessa vez da ala japonesa da força. Tem bastante coisa boa, então vamos lá!

[ Kyary Pamyu Pamyu – DODONPA e Candy Racer ]

Eu meio que tinha passado despercebido desse álbum mais recente da Kyary, porque ele saiu numa época em que eu estava MUITO ocupado com a faculdade e praticamente não estava consumindo coisas que me davam um tiquinho a mais de trabalho para achar. Mas que bom que parei pra ouvir os singles dele, pois estou APAIXONADO por essa interpretação trance ainda mais surtada da persona da Kyary. Que ano excelente para o Nakata e seus acts.

[ Tokyo Incidents – Futsu Dake Toho ]

O Tokyo Incidents, banda da Sheena Ringo, vai soltar um álbum best of aí bem no finalzinho do ano. Pra promover ele, rolou esse single que já saiu digitalmente chamado “Futsu Dake Toho” (“O Buda só anda”, em tradução livre), que está uma graça. É bem aquele clima de bandas indies dos anos 2000 (mesma vibe que comentei quando falei do AKMU dias atrás), com Sheenão-musa-da-direita dividindo os vocais com o Ryosuke Nagaoka. O resultado é maravilhoso.

[ Night Tempo ft. Bonnie Pink – Wonderland ]

Não tenho a mais remota ideia do que é um Night Tempo, mas o Dougie indicou esses dias essa faixa com a Bonnie Pink (yup, essa Bonnie Pink) e estou viciadíssimo. A mistura de house com citypop é bem certeira aqui, o videoclipe passa bem essa vibe “Japão futurista retrô cheio de neon” e, ah, é uma música realmente muito legal de ouvir.

[ femme fatale – Cupid e Club Moon ]

Tem também esse duo de gatinhas com voz fina que já vem soltando uma porção de número kawaii ótimos do ano passado para cá. Os dois singles mais recentes acima são bons demais: “Cupid” é uma “Ice Cream Cake” da vida bem simpática, com o som da flautinha de brinquedo sendo a cereja do bolo no instrumental, e “Club Moon” leva essa interpretação bonitinha prum template mais funk e house.

[ chelmico – San Oku En ]

Também não tenho a mais remota ideia de quem são essas tias aí do hip hop, mas o instrumental mais pesado segura legal com a interpretação delas. Parece meio maluco no início, mas calha de ser daquelas músicas que, surpreendentemente, divertem e passam sem a gente nem sentir o tempo.

[ NiziU – Chopstick ]

Nah. Acho que já aceitei que o NiziU será no Japão o que foi o Twice na fase aegyo na Coreia. Quando, eventualmente, elas soltarem a “Fancy” delas e começarem a transição de imagem, aí eu começo a me importar. Mas o clipe tá lindão, btw.

Provavelmente a pior música ocidental do ano: Tiago Iorc – Masculinidade

Tem algo na “arte política” que torna ela muito difícil de ser executada com alta qualidade: ela precisa que todas as outras coisas que não são a mensagem sejam tão fortes ou ainda maiores do que essa própria mensagem. Eu entendo que o Tiago Iorc deve ter tido a melhor das intensões aqui, mas de nada adianta querer questionar a masculinidade numa letra que é praticamente literal no que diz, sem nada de poético (e ainda indo prum lado moralista doidaço), e com um instrumental fraquinho, com quase nenhuma melodia cativante e um videoclipe “artístico” constrangedor que parece feito por estudante de humanas no segundo período da faculdade. E nem vou entrar no mérito desse rapaz ser o ápice do padrão de beleza aqui do Brasil (branco, forte, alto, cabelo liso, jovem e por aí vai), pois não é isso que faria uma música ser boa ou ruim. Volta a fazer música de sexo com videoclipes eróticos que é nisso que você é bom…

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