Um punhado de músicas de outros anos que me apeguei tardiamente e embalaram o meu 2021

O título é meio autoexplicativo, mas vamos render um pouco mais essa introdução. Não sei com vocês, mas é bem comum comigo meio que passar batido de determinadas músicas em suas épocas de lançamento e só viciar nelas mesmo um tempão depois.

Como estou preparando o topzão de 2021 aqui (começa no dia 25 de dezembro, não percam!), comecei a reparar que rolaram várias faixas de outros anos que “redescobri” nesse que, na real real mesmo, eu até ouvi mais do que as próprias dos últimos 12 meses.

Nenhuma delas aparece em rankings de outros anos, então aproveitarei isso para juntar todas aqui e indicar para vocês. Vamos lá…

Chung Ha – Dream of You

Grande hino da Chung Ha que calhou de virar minha música predileta dela. Ouvi bem pouco no final do ano passado, mas viciei de janeiro em diante quando o Dougie colocou ela bem alto na lista de melhores do ano dele (yup, eu sou influenciável). Provavelmente é a música que mais escutei em 2021…? Talvez. As melodias aqui são todas grudentas, o refrão com as frases seguindo certinho as batidas do instrumental é glorioso, o MV é sensacional. “Dream of You” é a epítome do conceito de “música de diva do pop” que tenho em minha cabeça. Enfim, Chung Ha rainha.

ALI, AKLO – Lost in Paradise

A contraparte japonesa do que eu disse acima sobre ser o treco que mais escutei no ano. Tem esse anime chamado “Jujutsu Kaisen” que é uma criação divina do shounen e eu revi uma porrada de vezes ao longo desse ano (legendado, dublado, cenas isoladas, por aí vai). Ele começou em outubro do ano passado e teve essa “Lost in Paradise” como tema de encerramento, que no anime vem com uma animação sensacional dos personagens dançando:

Isso aqui é totalmente aquilo de bandas japonesas evocativas de vários elementos, como discoska, jazz e, claro, pop, que misturam tudo isso pra nos entregar um número contagiante e catártico. Sempre que “Lost in Paradise” chega lá pelo final, dá vontade de abrir os braços e começar a pular, pois é como se toda a tristeza do mundo desaparecesse e tudo ficasse melhor. Uma das melhores animesongs dos últimos anos!

Kai – Mmmh

Outro bop que embalou bem mais meu 2021 do que meu 2020. O Kai mandou muito bem aqui, levando a mania que os oppas adotaram na Coreia do Sul de emular a sonoridade recente do Justin Bieber a um novo patamar. O refrão com os gemidões é ótimo, a faixa ter duas bridges é inesperadamente bom, até o MV com ele balançando a piroca marcada na calça pra câmera é ótimo. Grande sex anthem do meu ano.

Takuma Terashima – Nameless Story

Esse ano eu finalmente peguei o hypado “The Time I Got Reincarnated as a Slime” pra assistir do início. E aí, me deparei com essa OST de abertura legal demais dum tal de Takuma Terashima. A música é super contagiante. Adoro como o instrumental mistura o rockzão de anime shounen 101 com uns sintetizadores que lembram trilha de videogame. Otacos que acompanham o blog, vocês adorarão esse jam.

GFRIEND – Mago

Eu me viciei bastante em “Apple” ano passado, então meio que deixei de lado as outras faixas do finado GFRIEND que também foram muito bacanas. “Mago”, em especial, ganhou um significado bem maior aqui após o disband esquisito do grupo, sendo ainda outra dessas músicas acidentais de encerramento que se tornam melancolicamente agridoces ao ouvido, pois são animadas e pra cima, mas representam um fim mesmo que sem querer. Uma maravilha de faixa. E um dos grandes hinos aqui em casa para quando quis esquecer que estava numa pandemia e me imaginar numa grande festa igual elas no MV.

Miki Matsubara – Stay With Me

Tal como rolou com “Plastic Love”, da Mariya Takeuchi, anos atrás, calhou de, por diferentes fatores, “Stay With Me” viralizar aqui no ocidente e, por consequência, se regravada por uma porção de artistas diferentes lá no Japão. Nessa, eu acabei me afeiçoando bastante à versão original da Miki Matsubara, lá de 1979. Ela traz todos os elementos maravilhosos que amo tanto no “citypop” (que nessa época nem tinha esse nome) e hoje influenciam uma galera dentro do pop asiático. É tudo muito lindo de ouvir e imediatamente me transporta para um lugar “futuro-do-passado” que inevitavelmente sinto com esse tipo de release. Oh, como é bom gostar de J-Pop!

Dreamcatcher – Scream

Eu até hoje fico meio WTF de não ter incluído “Scream” no listão do ano passado, pois nem lembro de não ter escutado ela o suficiente em 2020 para isso acontecer. De qualquer forma, essa também foi uma das grandes músicas nesse ano aqui em minhas audições diárias. O refrão é uma coisa de louco, meu cérebro derrete toda vez que vêm os “please I don’t want to scream” acompanhados do pancadão seguinte. Uma das melhores titles do Dreamcatcher. Por que será que só descobri isso tardiamente? Vai entender…

Crystal Waters – 100% Pure Love

Vou aproveitar para inserir uma ocidental também. A última temporada de Rupaul’s Drag Race foi um cocozão, porque a produção não conseguiu nem disfarçar o quanto estavam a fim de arrastar uma das competidoras (a Kandy Muse) até o final mesmo com ela não indo bem em, basicamente, nenhuma prova ou desfile. Contudo, o reality me rendeu esse grande clássico do house que eu nunca tinha escutado antes e me viciei bastante. A culpa disso é da Denali, que DESTRUIU a tosca da Kahmora Hall no primeiro lip synch for your life da temporada (a ridícula praticamente desistiu no meio da apresentação), gerando um dos momentos mais icônicos de todos os tempos da franquia. “100% Pure Love” é exatamente o que diz o título, sendo minutos e mais minutos de pura magia noventista que um monte de gente no K-Pop tenta replicar hoje. Vão na fonte que vocês não irão se arrepender!

2 comentários em “Um punhado de músicas de outros anos que me apeguei tardiamente e embalaram o meu 2021

  1. Comigo isso acontece bastante; os EPs da Kumiko do ano passado só foram “pegar” comigo em novembro deste ano – e desde então tenho ouvido eles quase todo dia…

    Igual esse cover dela, aliás:

    (a versão original dessa música também é bem legal, mas o cover da Kumiko me cativa por ser um dos raros momentos em que ela retomou o lado sexy e vulgar dela)

    Curtido por 1 pessoa

  2. Depois de tanto panfletar Lost in Paradise, vê-la nessa lista: os refrescos

    Eu gosto muito de citypop, e Stay With Me é uma das minhas faixas favoritas. Fico muito triste quando ouço essa música porque me lembra um pouco a história da própria Miki Matsubara. Tem uma certa magia em músicas mais antigas que simplesmente não existe mais, e não é só a nostalgia falando, juro: não dá para explicar, mas existia uma alma, um algo a mais ali, que eu dificilmente encontro em muitos artistas hoje.

    Curtido por 2 pessoas

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