As músicas mais pau mole de 2021

Fim de ano em blogzinhos da blogosfera fundo de quintal é época de intermináveis listas compilando os mais sei o que lá de tal período de 12 meses. Vários colegas já começaram seus listões com o que de melhor rolou, eu mesmo pretendo começar o meu no natal, mas como um “esquenta”, quis trazer antes uma coletânea com o que de pior eu ouvi ao longo de 2021. Dessa vez, além de falar das bombas radioativas do asian pop, incluirei também algumas porcarias do pop ocidental.

Se lista de “melhores trecos” já são bastante subjetivas, as de “piores troços” então são de arrancar cabelos alheios, o que torna tudo ainda mais divertido. Abaixo, entraram aquelas faixas que ouvi e minhas opiniões variaram entre “huh, esse act lançando isso aqui?” ou “nossa, que vontade de arrancar meus tímpanos.” O que quer dizer que algumas delas nem são ruins ruins, só, ahn, fracas por x motivos ao serem executadas por y artistas, sendo um pecado por existirem da forma que existiram. As outras são só um cocô sonoro mesmo. Aah, e atenção pro “que ouvi” em vermelho ali atrás, pois não faz o menor sentido querer falar mal de bagulhos feitos por gente que sequer me importo com a existência (basicamente, 80% da corja de boygroups da atualidade).

Pormenores introdutórios introduzidos, vamos falar mal de BLACKPINK pra já atrair a atenção da garotada e bombar de views

LISA – MONEY: Eu genuinamente acho que os fãs do BLACKPINK merecem tudo de ruim que acontece com eles. A quantidade escassa de releases que o grupo recebe por ano, a chacota que o resto dos fandoms de capope fazem com eles e por aí vai. “Money” é um dos troços mais constrangedores já feitos na Coreia do Sul. É ruim, é uma merda, dá vontade de furar os ouvidos para não dar o azar de escutar ela sem querer. Aí os blinks vão lá, por alguma justificativa merdorrenda de “temos que apoiar a Lisa para que a YG dê suporte pra ela” e hitam essa b-side grotesca em vez de “LALISA”. É masoquismo?

UTADA HIKARU – PINK BLOOD: A Utada tá numa fase bem fraca, com umas músicas “artísticas” demais pro meu gosto. Mas nada me prepararia para “Pink Blood”, um dos bagulhos mais irritantes que ouvi na minha vida. Ela parece cantar a faixa inteira como se estivesse gemendo por uma apendicite, nenhuma das melodias é divertida, tudo parece uma colcha de retalhos onde ela achou que soaria como a Bjork (que eu não gosto), mas soou mesmo como se fosse uma adolescente tentando pagar de hipster que só gente que também quer pagar de hipster leva à serio.

CHUNG HA – BICYCLE: Isso aqui nem está um desastre completo, mas depois de uma porção de singles fortíssimos, meio broxante a Chung Ha ter escolhido o bagulho mais derivativo (pro mau sentido) como faixa título do “Querencia”. Qualquer act dando uma de mina fodona soltaria “Bicycle”. No caso da Chung Ha, com um histórico tão bom, foi uma pisada na bola que nem deveria ter existido.

ETERN!TY – I’M REAL: Talvez o troço mais perturbador do asian pop nesse ano. Eu sei que não é algo para se levar tão à sério, já que é para divulgar o trabalho digital da empresa que fez os rostos perturbadores ali, mas a música é torturante. O pacote todo é capaz de gerar pesadelos.

EPEX – LOCK DOWN: Não me importo de verdade por usarem saúde mental como um tema para a música. Música é arte e sou da opinião de que cada um faz arte com o tema que quiser. Mas puta que pariu, que instrumental grotesco, que vocais tenebrosos e que virada terrível essa no refrão. Todos os envolvidos deveriam ser presos.

ITZY – M.A.F.I.A IN THE MORNING: Tinha uma coisa bem legal no ITZY onde as músicas, por mais que fossem nesse mesmo estilo, traziam uns elementos que deixavam tudo com uma cara de deboche, como se elas fizessem piadas de si mesmas. Aí corta pra essa diarreia acima, sem humor algum, sem leveza, totalmente truncada tematicamente e sem o menor apelo como música. Puta troço chato, irritante, maçante. “In The Morning” é coisa de quem gosta de conceito, de imagem, não de música. Não é feita para ouvir. Vai tomar no cu, JYP!

BILLLIE – RING X RING: O mesmo aqui, mas ampliado, e com a impressão de que os produtores responsáveis não sabem o básico de como masterizar uma música. E nem de como arranjar, porque é como se ela fosse toda um grande embolado de barulhos que não trazem elementos destacáveis para identificarmos onde estão coisas básicas, tipo refrão, versos, bridge, etc. Pior debut do ano.

SHINEE – DON’T CALL ME: Essa aqui é a vergonha do ano. Uns burros velhos desses, com anos e anos de gravadora, se prestando ao papel de emular NCT. Tanto a música como o MV me dão vontade de me esconder ruborizado debaixo das cobertas e fingir que nem é o SHINee.

AESPA – NEXT LEVEL: A original dessa aqui é bem legal e o resultado final, utilizando essa estética sonora futurista, poderia ter sido matador (coisa de concorrer ao título de SOTY), mas a porra da caralha do xereca da SM vai e me mete uma buceta duma rola dum break de new jack swing SEM O MENOR SENTIDO para quebrar o clima. Vontade de espancar esses engravatados.

EVERGLOW – FIRST: eu acho uma falta de respeito o Everglow se prestar a lançar um troço bocó desses. Elas geralmente fazem esse try-hard bem melhor que a concorrência, mas “First” é só barulho e nada de melodia. Falta tudo. Falta um refrão chiclete, faltam partes contagiantes. Parece porcaria de boygroup.

MOMOLAND X CHROMANCE – WRAP ME IN PLASTIC: Eu até entendo o apelo dessa aqui, que é para ser algo entre o alternativo e o camp dos anos 2000, mas “Wrap Me In Plastic”, no fim, é só chatona de ouvir. É repetitiva demais, não causa entusiasmo. É até meio triste. Credo.

HYUNA – I’M NOT COOL: Jesus… meus ouvidos! O instrumental de “I’m Not Cool” é histérico demais, tipo uma pessoa batendo com uma colher de pau numa panela por quase três minutos. Esse tipo de refrão tinha funcionado com “Dessert”, da Hyoyeon, ano passado. Mas “Dessert” trazia a Soyeon falando umas sobremesas ad infinitum, a voz gostosinha da Hyo cantando, até a participação do rapper lá. “I’m Not Cool” é só… só… eca, HyunA. Se não bastasse uma vez, ela ainda relançou essa bosta com o namorado:

HYUNA X DAWN – PING PONG: E “Ping Pong” é ainda mais barulhenta, mais irritante. Nada aqui se salva. Deus me livre!

ROCKET PUNCH – RING RING: Provavelmente a aparição mais chocante dessa lista, pois tenho quase certeza de que ela aparecerá bem alto em listas dos colegas blogueirinhos. O instrumental emulando “Take On Me”, do A-HA, é bem fascinante, mas eu tenho zero tolerância pros vocais absurdamente esganiçados do Rocket Punch aqui. Chega o refrão e parece um daqueles apitos de cachorro.

YUBIN – PERFUME: Acho que alguns artistas precisam de uma mão maior de produtores por trás para funcionarem de verdade. Depois que a Yubin fundou o próprio selo e se tornou sua própria patroa, ela só soltou bosta. Tinha que ter alguém com um mínimo de autoridade para chegar nela e podar esse instrumental de “Perfume”. Poderia ser uma versão 2021 de “Eung Eung”, do Apink, mas com esse tecladinho espacial rápido e repetitivo atrás, fica impossível ouvir até o fim.

HYOLYN, DASOM – SUMMER OR SUMMER: Mesma coisa aqui com a Hyolyn, que ainda arrastou a Dasom pra essa bomba. “Summer or Summer” funcionaria demais como uma música da mesma assinatura do Sistar caso usasse só uma ou duas variações de instrumental, mas foram lá e enfiaram o quanto deu de ideias diferentes em 3:26 minutos e coitado de mim tendo que chegar até o final.

COLDPLAY X BTS – MY UNIVERSE: A banda mais pau mole do ocidente junto com o grupo mais pau mole do oriente. Não tinha como dar certo. É ouvir isso e a piroca simplesmente para de funcionar. Talvez até diminua de tamanho apenas pelo impacto.

TIAGO IORC – MASCULINIDADE: Fazer música “woke” exige MUITO talento. Porque a mensagem tem que estar lá, mas “embalada” por elementos mais poéticos que façam a música funcionar mesmo sem as ideias passadas. E o Tiago Iorc passou tão longe disso aqui, entregou um bagulho TÃO LITERAL, que bate uma vergonha alheia GIGANTESCA.

FIUK – BIG BANG: O clipe dessa aqui é bem bom, a Dandara Mariana tá linda pra caralho, mas, caras, a música é tosca demais. O Fiuk tem TRINTA E UM ANOS e ainda pensa musicalmente com se estivéssemos naquele comecinho da década passada, onde uns artistas do Rick Bonadio faziam essas músicas acústicas “bonitinhas” e umas pré-adolescentes apaixonadas fingiam que gostavam porque achavam os caras bonitinhos. Meio patético.

LORDE – SOLAR POWER: Vocês sabiam que essa era toda da Lorde, supostamente, era para ser sarcástica, com ela tirando sarro dessa positividade over que algumas pessoas costumam adotar, mas a galera não pegou a ironia por trás e realmente acreditou que a Lorde estava de boas com a vida mesmo? Pois é. É o que acontece quando a mensagem não está tão bem construída. Ah, e a música chatíssima também ajuda a fazer com que ninguém se interesse de verdade.

ED SHEERAN – BAD HABITS: Uma “resposta branca” para o estilo visual do The Weekend, só que feito com uma música totalmente vazia de elementos que a torne minimamente interessante. As pessoas realmente ainda gostam desses dances que parecem “acústicos” limpos demais hoje em dia? Sei lá, porra, parece música de quem não transa, não bate uma punheta, tomar no cu.

JULIETTE – DIFERENÇA MARA: “Eu sou do nordeste, ele é do sul, prefere rap e eu sou mais Gadú.”

24 comentários em “As músicas mais pau mole de 2021

  1. Triste pela presença da Utada nessa lista, mas por outro lado, achei muito justo incluir Ed Sheeran, Tiago Iorc, Fiuk e Juliette, mesmo o Miojo Pop sendo focado em músicas pop da Ásia.

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          1. Obrigado pela informação!

            Mas por que “Cully”? É uma mistura de “Jully” com o clã dos vampiros do Crepúsculo?

            Provavelmente não. Mas é um apelido engraçado.

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  2. Atacando as fanbases mais perigosas do ocidente também, só faltou uma tijolada no Bieber e na Ariana para você assinar um contrato de morte social ahahah

    Eu só fiquei chocado mesmo com Momoland, você teve a capacidade de lembrar delas para falar mal ainda! E ainda esqueceu os irmãos mais novos, óia só!

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  3. Concordo com tudo e fico extremamente chateada com os vocais da música do Rocket Punch, porque o instrumental é bom, mas tudo tem limite. O negócio é tão agudo, que acho que daqui uns 5 anos não vou ser mais capaz de ouvir, igual aqueles vídeos com apito de frequências diferentes onde a depender da nossa idade, não ouvimos nada.

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  4. Sério, faz mais de uma década que eu não dou 10 centavos pelo pop ocidental, mas até hoje me pergunto como é que esse tal de Ed Sheeran é tão hitmaker… Tudo nesse cara é sem graça.

    Depois que reclamam que as teens tão tudo migrando pro capope (que nem tá lá essas coisas tbm, mas enfim)

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    1. Pois é. Já faz alguns anos que, pelo menos pra mim, o pop brasileiro tá dando uma surra no pop dos EUA, Canadá e Reino Unido. Ludmilla, Iza, Pablo e Gloria Groove estão lançando muitas músicas boas todo ano (algumas ruins também, mas proporcionalmente o número de acertos costuma ser bem maior que o de erros). A Anitta, quando se lembra de lançar alguma música pro Brasil, também costuma acertar (o problema são as músicas internacionais dela).

      Kelly Key e Wanessa devem ficar felizes em saber que pelo menos hoje o pop nacional é levado a sério.

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    2. O pop ocidental passou a ser a coisa mais pau mole possível desde a aposentadoria do Black Eyed Peas, os últimos fazedores de farofas icônicas, a única coisa que nos protegia de músicas indistintas e derivativas sem refrão, bridge, verso ou qualquer gota de emoção como as que o Ed Sheeran lança. Aliás, vou mais longe: o que matou o pop ocidental foi o monopólio.

      Eu não falo isso brincando não. Quando a gente pensa nas músicas mais tocadas de 2010, é óbvio que pensamos em nomes conhecidos tipo BEP, Lady Gaga, Katy Perry (Teenage Dream é O álbum da carreira dela), Kesha, Rihanna etc, mas tinha um MONTE de one hit wonders também. O cenário musical era mais diversificado por dois motivos: 1) com o auge do Youtube e a era de virais, era relativamente fácil para uma coisa que antes era restrita a um sucesso (ou nem isso) num país X viralizar no mundo todo aleatoriamente, só por ser legal/diferente (Oppa Gangnam Style, Pa Panamericano etc) 2) muitos artistas grandes faziam colaborações com artistas menores com frequência, o que alavancava a carreira de quem era menor – não só em feat de cantar na música, mas produzir também, tipo o que o Timbaland fazia, o cara era o Midas do early 2000s, tudo que ele tocava virava ouro, basicamente.

      Hoje em dia, ambas essas coisas já eram. Números no Youtube não significam nada porque metade dos views são bots (blinks e army, podem entrar), e os artistas grandes só fazem feats (QUANDO fazem) com outros artistas que já são grandes, impulsionados pela panelinha das produtoras – que não fazem questão alguma de investir em novas técnicas, estilos e conceitos se o que elas produzem atualmente vende igual água. E a mesma coisa aconteceu com a música brasileira, gente, não se deixem enganar: early 2000s brasileiro tinha rock com Skank, MPB com Tribalistas e Marisa Monte, tinha o pop de Wanessa e a Anitta engatinhando, até tinha sertanejo, funk dos mais variados (do Catra ao MC Marcinho, aquele de “glamurosa, rainha do funk~”), era uma salada rica. Hoje em dia os remanescentes do bpop (Pablo, Gloria, Iza, até a Anitta) são raridade em um mar de sertanejo universitário e funk genérico. Indústria da cultura de massa é isso.

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        1. Desculpa o desabafo, é que eu fico indignada com esse assunto kkkkkkkkkk. A situação anda tão tensa Brasil afora que para ir em uma boate e não ouvir sertanejo, o único jeito é ir em boate gay, sem brincadeira. Não toca mais pop, eletrônica, funk nesses lugares mais, literalmente.

          Aliás, acho que a morte da Marília Mendonça escancarou muito bem esse monopólio da indústria cultural: ela compunha as músicas de 90% desses sertanejos populares sozinha (o que é impressionante da parte dela, mas assustador do ponto de vista técnico: como uma pessoa sozinha sustenta um ramo da indústria cultural inteira?). Agora que ela morreu, quero até ver em quem vão se escorar.

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  5. A essa altura falar mal do BP é chutar cachorro morto, né? Puta solo ruim esse da Lisa, não tem uma música que se salva, parece até paródia. BTS batendo ponto lançando soníferos novamente também, nenhuma surpresa.

    O que me deixa indignada com Next Level é que a faixa é, ao mesmo tempo, entulhada de coisas, e VAZIA. As mudanças de ritmo são muito aleatórias, não tem coesão porque o instrumental de fundo é vazio mesmo, parece que falta algo, falta tempero. SM já fez coisas melhores.

    Como uma pessoa alienada que não assiste/assistiu BBB, ver o crescimento do tal fenômeno Juliete me deixou impressionada e assustada ao mesmo tempo. Não que a voz dela seja ruim ou feia, mas que coisa mais ALEATÓRIA lançar um disco sem nunca ter cantado só por ser… Famosa? Ter sofrido num reality show?

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  6. Me perdoe, mas apesar dos erros eu gosto dessa música do Billlie.
    Mas tô passada que não teve papas na língua hahahaha.
    Sobre o lado ocidental, concordo demais. Fugi horrores dessa música do Ed Sheeran, coisa mais sem graça e o vocal dele da sono, idem pra do BTS_ duas chatice de mãos dadas_

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