TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2021 [100-86]

E o aparentemente interminável ano de 2021, enfim, terminará. No fim, essa pareceu uma grande segunda temporada de 2020, com todos os problemas sanitários globais ainda bem em alta em sua maioria, mas há um pingo de esperança no horizonte com a quantidade de internações diminuindo na mesma proporção que a de vacinados aumenta. Vitória da ciência, pau no cu do arrombado do Bolsonaro, velho desgraçado.

No asian pop, as coisas seguiram firmes. É uma nova geração para o K-Pop, com novos grupos entrando na ativa e começando a mostrar a que vieram. J-Pop tá lá, um tiquinho mais limitado e tímido aqui para esses lados, mas ainda forte. E um dos álbuns que mais escutei nos últimos meses foi um de MandoPop, vejam a surpresa!

É final de dezembro e finais de dezembro na blogosfera fundo de quintal significam listinhas de melhores do ano. Começo aqui a minha, com 100 músicas, dividida em 7 partes que, se nada der errado, irão ao ar de hoje até o dia 31. Como esses posts sempre costumam furar um tiquinho a bolha de leitores aqui de Miojo e atingir o público que quer saber quais foram os maiores capopes do ano vigente ou algo assim, algumas regrinhas para não iniciados:

MARAVILHOSAS REGRAS

O top é meu, baseado única e exclusivamente em minha opinião, minha subjetividade. Então, coisas como charts, vendas, popularidade e relevância pra o meio em nada influenciam nele;

Um mesmo act pode aparecer um monte de vezes, ainda que isso signifique cortar outro que teve só um singlezinho legal no ano. Representatividade numérica não conta tanto para mim;

Meu maior critério de escolha, na real, é o quanto as faixas duram em minhas playlists diárias. Quanto mais ouço, mais alto ela aparece. Nem tudo que é bom eu gosto e nem tudo que eu gosto é bom. Mesmo que eu considere uma música “melhor” que outra em questões técnicas (exemplo aqui, reveluvs), se eu ouvi pouco conforme os meses passaram, tchau;

Vocês têm todo o direito de discordar das minhas opiniões e até sugerir outras melhores para as posições ocupadas, mas saibam que estarão errados, pois meu gosto musical é perfeito. Bjokas.

Sem mais delongas, vamos às 15 faixas do primeiro corte. Here we go again

100. AESPA – AENERGY

Depois de dois tropeços bem ruins, o aespa finalmente conseguiu fazer jus ao tanto de investimento que a SM está colocando nesse projeto. O conceito já estava lá, bem formulado, capaz de despertar interesse por si só. Só faltavam mesmo as músicas, que vieram através de seu primeiro mini-álbum, “Savage”. Gosto de tudinho nele, mas a album track mais especial em todas é “aenergy”, que funciona tanto como uma música normal, quanto como uma intro ao EP. A marcialidade nela me vende bem o tipo de cântico de guerra futurista que o grupo quer se portar. Impossível não tirar energia para socar a cara dos outros quando ela começa a tocar.

99. TRI.BE – RUB-A-DUM

Errados são vocês que não foram TRI.BALIZADOS! Isso aqui poderia ser só mais uma porcaria de mina fodona como tantas outras porcarias de mina fodona que dois em três grupos femininos soltaram ao longo do ano, mas o Shinsadong Tiger é esperto e entendeu que deveria dar às suas novas protegidas uma cara “menos séria”, como fez antes com o EXID, com o Momoland e muitos outros. O resultado é “RUB-A-DUM”: uma porcaria de mina fodona que é tão maluca, tão estúpida e tão exagerada que faz a volta e se torna cult! É como voltar à era de ouro, com 2NE1 e 4MINUTE fazendo parecido e cativando meio mundo. “Ain, Lunei, mas isso é apropriação cultural vamos cancelar elassss” dirá o pré-adolescente tuiteiro em busca de validação woke achando que alguém se importa enquanto vou até o chão being that loca.

98. FEMME FATALE – CLUB MOON

Sabe que tem horas que eu acho que o J-Pop está começando a olhar pro K-Pop com mais seriedade e considerando as boas coisas da indústria ao lado para aplicá-la em seus próprios idols?! Fosse uns seis, sete anos atrás, é provável que esse femme fatale fosse um act totalmente diferente, sem toda essa preocupação estética do videoclipe acima (e até das partes mais técnicas do áudio). Outras faixas delas já me lembravam bons trecos aegyo. Agora, “Club Moon” me soa também bem capopeira aos ouvidos, como um daqueles números da SM com os produtores LDN Noise de tempos atrás. O instrumental neo-disco/house junto do vocal mais creepy da dupla faz dessa uma música animadinha uma arma letal. Por mim, que continuem assim!

97. ENHYPEN – DRUNK-DAZED

2021 foi um ano bem ÓTIMO para boygroups! Vários deles vieram com singles que, de certa forma, não ficavam dentro da “caixinha oppa 101” que já vinha se arrastando demais. Rolaram uns instrumentais bem mais interessantes, vocais menos forçados e estéticas visuais mais divertidas ao público geral (oie!). Caso do Enhypen, que teve em “Drunk-Dazed” seu melhor single desse ano. Saudades de quando o arquétipo sonoro do “bad boy” era o EDM em vez do trap. Ouço isso aqui e me sinto levado diretamente para a parada semanal da Jovem Pan nos anos 2000, regada a David Guetta e suas variações farofeiras.

96. GWSN – E I E I O

O GWSN já se tornou um filhote protegido desse blog. É bem provável que o sucesso nunca venha, mas que bom que, enquanto elas continuam tentando, rolam várias e várias músicas de alto calibre. O mini mais recente delas é tão legal que, aqui em casa, a title mesmo ficou até meio apagada perante as album tracks gloriosas. “e i e i o” é uma das mais cativantes nele, funcionando como uma versão mais animada e despojada da também ótima Mother, do Charlie Puth. Mas com o plus de uma letra ridícula que não faz o menor sentido e de um refrão boboca repetitivo que fica na cabeça por eras. Segunda melhor das garotas no parque nesse ano.

95. TOKYO INCIDENTS – FUTSU DAKE TOHO

É muito bom viver numa realidade onde a Sheena Ringo resolveu voltar com o Tokyo Incidents e a banda agora tem lançamentos constantes junto com a carreira solo dela. Melhor ainda com músicas muito legais vindas do grupo, como essa “Futsu Dake Toho”, onde a grande musa do Japão imperial divide os vocais com o Ryosuke Nagaoka e nos serve uma mistura de Beatles com o pop/rock jazzístico que é uma das assinaturas deles e também tem sido utilizado por uma porção de artistas lá no Japão recentemente. Não chega a ser a faixa mais explosiva da banda em todos os tempos (as do ano passado são mais faca no dente), mas rende uma audição gostosinha do início ao fim para regar um fim de tarde chuvoso.

94. LISA – LALISA

Metade dos leitores desse blog tentará me matar por colocar isso aqui numa lista de melhores do ano, a outra metade simplesmente rirá da minha cara e fechará a aba do navegador. Mas é uma pena para vocês, porque a Lisa serviu TUDO nesse solo dela (e, consequentemente, pisou na cara da Rosé, que não serviu NADA nos dela). “LALISA” é uma bobageira deliciosa sobre ela ser a mina mais pauzuda da Coreia do Sul e todo mundo ter o nome dela na boca. É por esse tipo de tosqueira not bad meaning bad but bad mening good you know que números de rap assim no K-Pop valem à pena no fim do dia. Infelizmente, a própria fanbase resolveu priorizar a b-side horrorosa lá, mas isso diz muito mais sobre os fãs imbecis do BLACKPINK do que sobre qualquer outra coisa. Agora parem de graça e cantem logo que vocês LALISA AMAM ELA, pois eu sei que vocês querem!

93. CIGNATURE – BOYFRIEND

O Cignature é fácil um dos piores exemplares dessa nova remessa de girlgroups. Ocorre que os produtores delas, por sabe-se lá qual motivo, decidiram que seus primeiros lançamentos serviriam para testar o quanto nossos tímpanos aguentariam, colocando os vocais lá no alto por pura tortura. Mas o enorme fracasso delas nos charts deve ter virado uma chavinha nos corredores da gravadora, já que em “Boyfriend” elas deixaram todo o histrionismo de lado pra entregar um “lado velvet” wannabe bem elegante. O instrumental mais sexy é ótimo, os vocais agora contidos estão bem melhores e a música num todo é daquelas capazes de hipnotizar o ouvinte. Eu sei que é genérico, mas mil vezes um genérico ótimo do que uma originalidade inaudível.

92. MIYAVI – NEW GRAVITY

Grande tiozão descamisado, Miyavi foi outro act das antigas que veio com algo ótimo esse ano. “New Gravity” é o puro suco de alguém que sabe direitinho como misturar rock e pop eletrônico. O resultado é uma música extremamente energética, contagiante, divertida e que não perde o fôlego em momento nenhum. Ela me remete um pouco às trilhas sonoras de jogos de ação do Super Nintendo, mesmo que não use os sintetizadores característicos à essa época. É mais pela maneira que a atmosfera é construída, como se fosse uma adaptação daqueles clichês ao tipo de som que o Miyavi gosta de fazer. Uma grande bop!

91. DREAMCATCHER – POISON LOVE

Uma grande parte da galera que acompanha o Dreamcatcher ansiava pelo dia que elas voltariam ao eletrônico mais pesado e entregariam a irmã mais nova de Sleep Walking. E meio que foi isso que rolou com “Poison Love”, que vai mais ou menos naquela ambientação sonora de filme de terror oitentista, com muita dramaticidade, recheada de momentos onde o instrumental dance atrás caminha para explodir. A diferença dessa para “Sleep Walking” é que essa explosão, na real, nunca chega de verdade, mas o resultado também é muito bacana. Uma pena não ter sido usada como single, pois eu já nem lembro mais da title desse mini, enquanto “Poison Love” segue em minhas playlists diariamente.

90. STAYC – LOVE FOOL

Fico bem feliz do STAYC estar conquistando um certo espaço dentro do mainstream coreano, pois é sempre muito bom ver um act cuja primeira preocupação é criar músicas realmente cativantes em vez de ~conceito~ dando certo hoje em dia. Vocês chegaram a ouvir “Love Fool”? É como se jogassem aqueles R&Bs de antigamente junto com citypop num liquidificador. O resultado é uma das b-sides mais atraentes desse ano, ideal para embalar aquela cena de amor não correspondido que todo jovem tem em sua cabeça. Tudo bonitinho demais. Que bom que o STAYC está só começando (a “ir para baixo”, hahahaha).

89. LOONA – HULA HOOP

HAHAHAHA esse MV bizarro que dá vontade de vomitar! ❤ O Loona parece estar caminhando para uma morte terrível que ocorrerá quando menos esperarmos, mas, aleatoriamente, elas entregaram no debut japonês um de seus singles mais divertidos em anos. Então, yay, vamos ignorar que elas passaram os últimos dois anos na Coreia do Sul tentando ser o BLACKPINK e fingir que isso aqui foi o grande follow-up de “Butterfly” que todos nós estávamos esperando à época. “Hula Hoop” é o equivalente sonoro a um raio de sol: brilhante, quente, radiante, capaz de despertar a serotonina em nosso organismo. E ainda tem a Pirralha do Sapo com vinte anos na cara já tendo que usar a roupa ridícula do MV dela só pelo vexame! Rainhas! ❤

88. JESSI – WHAT TYPE OF X

Quando “What Type of X” saiu lá no comecinho do ano, as tentativas do K-Pop em misturar rock em seus instrumentais, algo que foi bem repetido conforme os meses passaram, ainda eram iniciais, então foi bem surpreendente ver o quanto o vocal de quem manda um maço de Malboro por dia da Jessi funciona nesse template. E o legal é que ela realmente pareceu empenhada em soar como a Joan Jett desse geração, já que meteu várias referências a clássicos do rockzão na letra. E nessa, tivemos ainda outro single muito legal da Jessi, que provou que consegue ser a maior bad girl da Coreia do Sul em praticamente qualquer estilo.

87. KEY – BAD LOVE

Sempre tenho a impressão de que é muito difícil para qualquer integrante do SHINee sair solo, pois as comparações com o Taemin são inevitáveis. Porém, o Key conseguiu soar bem distinto aqui em “Bad Love”, não indo tanto para a sensualidade safadona e entregando uma música mais teatral e dramática aos ouvidos, enquanto o MV vai prum lado mais galhofa (no bom sentido). Bem que esse poderia ser um sinal de que, daqui em diante, os oppas deixarão de se inspirar no Justin Bieber e focarão no The Weeknd, mas duvido que isso realmente role, então só aproveitarei quando coisas assim acontecerem pontualmente.

86. CHUNG HA, GUAYNAA – DEMENTE

Não sou muito fã da febre “latina” que o K-Pop assumiu há alguns anos, mas achei tão hilário que a Chung Ha, de fato, soltou uma música em full espanhol para aproveitar o apelo nesse nicho que ela já vinha conquistando, que comecei a curtir “Demente” não pela ironia, mas pelo quão bacaninha ela é. Me soa mais genuíno e empenhado que, vá lá, uma Billie Eilish da vida tentando fazer o mesmo, mas com uma capa hipster por cima. “Demente” parece uma música de alguém que realmente gosta desse estilo feita para pessoas que realmente consomem essa língua, então parabéns para a Chung Ha por ser a maior latina da Ásia (e por não usar o mesmo andamento de “Despacito”, porque aí já seria demais).

E foi isso por hoje. Alguma surpresa? Algum palpite do que deve aparecer?

Se quiserem, vão compartilhando também na caixa de comentários quais as prediletas de vocês em tais partes. Amanhã tem mais!

9 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2021 [100-86]

  1. “E ainda tem a Pirralha do Sapo com vinte anos na cara já tendo que usar a roupa ridícula do MV dela só pelo vexame!”

    Tenho a impressão que ela não se importa em usar de novo a roupa do MV dela (ela parece inclusive gostar de ser vista como a caçula do grupo). Quem deve ter se irritado foi a Kim Lip por ter tido que voltar ao uniforme de colegial pela segunda vez NO MESMO ANO…

    Curtido por 1 pessoa

    1. Aliás, a situação da BBC deve estar feia mesmo, porque a Kim Lip já tá até mendigando atenção em live de streamer no Brasil (e sendo rejeitada pela streamer)…

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  2. Nossa, mas tu já eliminou Bad Love logo de primeira! Espero que as b-sides apareçam mais para frente, pq esse mini dele é perfeito. ENHYPEN foi o grupo masculino que mais ouvi esse ano, eles entregaram muita musica boa! FEVER é minha favorita eles e torcendo para que apareça no TOP.
    Lalisa aparecendo nem me surpreende, pelo menos ela já veio agora no começo, pra depois a gente esquecer que ela estava no TOP.
    Eu não consigo entender essa febre que o povo teve com TRI.BE, pois eu não achei elas nada demais :v

    Curtido por 2 pessoas

  3. LALISA NO TOP 100 KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Bad Love já morreu aqui? Chocada. Eu nem lembro mais o que saiu em 2021, tá tudo misturado na minha cabeça com o que saiu em 2020, não posso opinar.

    Curtido por 2 pessoas

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