TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2021 [40-26]

E enfim chegamos à trinca final de posts. O que quer dizer que, daqui em diante, todas as faixas realmente fizeram algum barulho em minhas playlists, a ponto de, em dados momentos, serem consideradas para o top 10. Só que a vida não é perfeita para todos, então tais delicinhas acabaram barradas da festa um pouco mais cedo. Mas só um pouquinho mesmo.

Sem mais delongas, vamos lá…

40. KYARY PAMYU PAMYU – GUM GUM GIRL

Aaaaaaargh, que maravilhaaaa!!!1! Como eu estava com saudades da Kyary entregando esses enka safados que conseguem soar como chacotas ao mesmo tempo que parecem feitos com uma seriedade e paixão acima do normal. E com um clipe bom assim? Será que ela, o Perfume e a Toshiko juntaram o Nakata na porrada pra ele voltar a trabalhar que nem gente? Pois eu não duvido nada que elas tenham um grupo de WhatsApp com uma foto bem ridícula dele de capa só pra ficar falando mal desse oxigenado idiota e tramando como elas obrigariam ele a produzir músicas realmente legais daqui em diante.

39. PIXY – BEWITCHED

O Pixy é ainda outro girlgroup que debutou recentemente utilizando esse conceito de garota-má-do-urban-com-um-pé-no-terror (Craxy e Billlie tão nessa também). E foi ainda outro onde o conceito falou mais alto que as músicas nos singles trabalhados, todos péssimos. Mas aí, pra aproveitar o dia das bruxas, elas resgataram essa b-side aqui que eu nem tinha me dado ao trabalho de ouvir antes e, oh, ooooh, que maravilha! O que fode muito desses grupos novos é a falta de empenho para trazer algo “único” aos ouvidos. E “Bewitched” destrói a concorrência a partir do refrão, quando as coisas vão num drop de eletronic body music sinistro que eu jamais imaginaria um act no K-Pop soltando hoje em dia (sdds f(x), hein). Bom para um caralho.

38. TAEYEON – WEEKEND

Uma das maiores aleatoriedades desse ano foi a Taeyeon tiazona emulando DESCARADAMENTE a Doja Cat em “Say So” em “Weekend”. É basicamente o mesmo estilo de instrumental e melodia, com uma paleta de cores no MV que a Doja estava usando no ano passado e até a mesma estrutura musical, onde temos o começo com versos cantados e uma parte de rap mais pra frente – feita pela própria Taeyeon Minaj! E isso colou muito, com a líder do “ainda vivo” grupo de oito garotas SNSD servindo um de seus singles mais gostosinhos e descontraídos em todos os tempos. O finalzinho com os “do it for the weekend” antes da última repetição do refrão é gostosinho demais.

37. UTADA HIKARU – ONE LAST KISS

Embora eu esteja com um ranço bem grande dessa era “caseira” de Utada (pelo amor de deus a capa do álbum, tome vergonha nessa cara), “One Last Kiss” segue como uma música muito bonita, daquelas que apresentam elementos radiantes que arrepiam todos os pelinhos do corpo em seu ápice. E ela ganha ainda mais significado quando escutamos no final do “Evangelion 3.0+1.0”, pois conversa com o que acontece no filme e tudo mais. “One Last Kiss” é um respiro pop no meio de tanta coisa, huh, “alternativa” demais que Utada tem lançado recentemente. E é nesse tipo de release onde mora seu ouro como intérprete.

36. LEXIE LIU – L

Um dos meus mini-álbuns prediletos do ano foi o dessa chinesa que havia participado do K-Pop Star há um tempo, mas agora está construindo uma carreira muito bacana no MandoPop. O “Gone Gold” é recheado de pepitas radiofônicas, pois a Lexie Liu resolveu encarnar de vez essa persona diva pop e glória a deus por isso, amém! Uma das faixas mais legais nele é “L”, que é boiola, bicha, gayzona, bem poc mesmo, bolada especialmente para fazer poses na frente do espelho da Riachuelo enquanto prova uma roupa superfaturada e pensa na desculpa que irá dar no caixa para não fazer o cartão da loja cuja fatura só pode ser paga presencialmente como se estivéssemos em 2005. Hino!

35. YUQI – BONNIE & CLYDE

Ainda no MandoPop, a Cube, por sabe-se lá qual motivo, resolveu dar um double-A-side single de debut para a Yuqi (talvez por ela e a Shuhua terem assinado esse ano com uma gravadora chinesa?). Ambas as músicas foram rockzões em inglês em que ela pode soltar seu gogó rouco de ouro sem medo, mas a que realmente fez a minha cabeça foi “Bonnie & Clyde”. Ela pega referências bem datadas. Eu consigo imaginar isso aqui como uma faixa que algum país nórdico usaria num Euro Vision da vida. As guitarras vão mais para o metal, mas a levada do instrumental é tão dançante e clubber que é como se ela tivesse vindo diretamente de alguma banda constrangedora dos anos 80. Ou seja, consigo imaginar o Yuqi como uma garota fatal de filme noir que canta e dança com a alma enquanto o protagonista de caráter duvidoso, mas com uma boa pegada, deixa a cidade ou algo assim. Era essa a intensão dela, não?

34. YOH KAMIYAMA – IROKOUSUI

Essa aqui é uma graça. O tal do Yoh Kamiyama (seja lá quem for esse sujeito) conseguiu exprimir nessa OST todo o clima mais positivão e acalentador que “Horimiya” passava nos episódios (grande anime, inclusive). Calhou dessa ser uma dessas músicas que me serve para trazer sentimentos bonitinhos sempre que escuto ela. E foram muitos os momentos onde precisei de sentimentos bonitinhos (afinal, dois anos nessa porra de coronavírus já, chega uma hora que enche o saco). O instrumental é tipo uma bolhinha de sabão de tão catito. Tasquem play e entendam o que quero dizer.

33. TXT, SEORI – 0X1=LOVESONG

Eu poderia elaborar um parágrafo cheio de argumentos para justificar o injustificável, mas a real é que essa sonoridade pop/rock japonesa dos anos 2000 que o TXT usou aqui é uma das minhas kriptonitas musicais. E “0X1=LOVESONG” é, em áudio e vídeo, basicamente o que um One Ok Rock da vida soltaria uns 9 ou 10 anos atrás, então eu perco tudo quando ela começa aqui. O refrão é bonito demais, o sample de “Put In a Love Song” com a Seori é um surpresa maluca que cola imediatamente, aquela sensação de fim de adolescência que a faixa traz é absurdamente imersiva. E a próxima nessa lista vai exatamente nessa linha, mas feita, de fato, por um grande act japonês que embalou os meus anos escolares…

32. LISA – DAWN

A minha ex-namorada LiSA (tinha largado ela para ficar com a Hyoyeon, agora larguei a Hyoyeon para ficar com a AiNA THE END) se tornou a nova fodona do Japão após surfar no sucesso de “Demon Slayer” (ela soltou duas músicas para a franquia que estouraram por lá). E esse ano ela seguiu servindo tudo em animesongs. “Dawn” é para um desenho chatão aí que eu nem consegui passar do terceiro episódio, mas conseguiu transpassar essa barreira e se tornar um bop hecatombico em minhas playlists. A mistura dos sintetizadores dançantes com a banda agressivona e a interpretação ultraemotiva dela… não tem como não ter vontade de sair colocando fogo em carros pela rua ou algo nesse estilo quando ela está rolando.

31. HYUNA, DAWN – PARTY, FEEL, LOVE

A P-Nation enfim criou a unit de casal que todos já esperavam quando a HyunA e o Dawn assinaram com eles tempos atrás, mas “Ping Pong” é um dos troços mais tenebrosos que ouvi nos últimos meses e prefiro nem lembrar que existiu. Mil vezes se tivessem guardado essa album track do mini da HyunA que ficou meio esquecida durante o comeback. Os dois vendem bem a vibe “a gente transa pra caralho e talvez estejamos comendo um ao outro enquanto gravamos isso aqui” nela. O instrumental minimalista é tudo o que essa galera mais hipster parece querer fazer, só que duma maneira divertida de ouvir. “Party, Feel, Love” foi o ápice da HyunA esse ano. E torço para que ela siga por um caminho menos barulhento daqui em diante.

30. AB6IX – CLOSE

Acho que essa foi a primeira vez que gostei DE VERDADE de uma música desse grupo da ex-poc oxigenada do WannaOne. Tinha a impressão de que todas as faixas deles já tinham sido feitas dum jeito melhor por outros acts. Na verdade, “Close” é bem GWSN, que é bem F(x) na era “4 Walls”, eu sei, eu sei. Mas o resultado é tão bom que é impossível não se deixar levar. E que bom que os caras biscoitaram bastante no MV, uma tendência que foi seguida por vários outros boygroups ao longo do ano. Por mim, os girlgroups e boygroups adotavam o sexy concept como padrão daqui em diante. Chega de pudicos no K-Pop!

29. TOKIMEKI RECORDS, HIKARI – STAY WITH ME

Num desses casos de internet envolvendo algoritmos, virais e adesão popular, calhou de “Stay With Me”, uma música gravada pela Miki Matsubara lá de 1979, se tornar a coisa mais quente para quem curte coisas retrôs do Japão. Nessa, um monte de gente por lá soltou suas próprias versões pro clássico. A minha predileta foi essa do Tokimeki Records, que mantém todo o clima melancólico da original, mas amplia os vocais, o que deixa tudo ainda mais intenso e desnorteante aos ouvidos. Como muito do que há de referência dessa época, é tão triste que faz a volta e se torna radiante. Eu fico em êxtase que o citypop se tornou algo que todo mundo no asian pop agora que tirar uma fatia. Outro exemplo excelente é esse aqui…

28. COSMIC GIRLS – NEW ME

As garotas cósmicas pegaram essas referências japonesas, aí adicionaram outras relacionadas ao pop dos anos 80 e aqui estamos com uma das album tracks mais intensas desse ano. O interessante é que ela acaba indo prum lado meio macabro e desconfortável (no bom sentido) que deixa a audição num todo ainda mais provocativa. Repito o que falei no parágrafo de “Unnatural”: o Cosmic Girls deveria ter feito essa transição antes, assim teríamos mais joias como “New Me” no catálogo delas, talvez até como title (o Sistar teve uma Alone pra chamar de sua nessa linha mais dark e sensual).

27. WEI – BYE BYE BYE

“Bye Bye Bye” é daquele tipo de música que a gente coloca nos fones de ouvido assim que acorda, pois ela é tão alegre, pra cima, positiva e escapista que é ideal para começar o dia. É como se todos os envolvidos tivessem combinado em fazer de tudo para que ela construísse um clima gostosinho e envolvente aos ouvidos. É uma Sugar coreana, com versos cativantes e um refrão matador, sem sofrer com o ônus do vocal irritante do galã feio Adam Levine. Ou seja, só vitórias! Escutar “Bye Bye Bye” e não abrir um sorrisão de orelha à orelha é uma tarefa impossível para mim. Top 3 melhores faixas de boygroup desse ano.

26. TRI.BE – DOOM DOOM TA

MELHOR MÚSICA RUIM

É isso: eu fui TRI.BALIZADO! “DOOM DOOM TA” é uma das bagunças mais icônicas desse ano. O tigrozo sabe como construir melodias e transições sapecas que ficam na cabeça para nunca mais saírem. E ainda rola uma porra de um funkzão no meio do instrumental apenas porque sim. E como sou carioca, uso meu lugar de fala para declarar que permito que o TRI.BE se aproprie da minha cultura sempre que quiser! ❤ É tudo TÃO BOBAGENTO que me sinto transportado diretamente para o começo da década passada, quando 2NE1 e 4MINUTE soltavam coisas parecidas com isso umas três ou quatro vezes por ano. Não tenho a mais remota ideia se o TRI.BE vai vingar em algum momento (as chances são grandes, pois o Shinsadong Tiger quase sempre consegue, vide o próprio 4MINUTE, T-ara, Momoland e, claro, EXID), mas eu já deitei para as grandes rookies do ano. ❤

doom doom ta | Explore Tumblr Posts and Blogs | Tumgir

E foi isso por hoje. Amanhã, aquele clichê de listas de fim de ano nesse blog, com um monte de gemas preciosas, lacradoras, sensuais e destruidoras de vidas que, por pura subjetividade desse que vos escreve, acabaram barradas do top 10. Flw vlw.

11 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2021 [40-26]

  1. Pra ser justo com a Utada, ela sempre teve essa vibe alternativa. Claro, no começo da carreira ela tinha uma influência muito grande do R&B, o que tornava o som dela mais palatável pra quem tava vindo do pop ocidental dos anos 2000 (que também bebeu muito dessa fonte), mas mesmo naquela época ela tinha uma imagem indie. O problema é que ela realmente se jogou de cabeça no indie caseiro e conceitual nos últimos anos – e a tendência é ela ir cada vez mais fundo nisso…

    Mas enfim, “One Last Kiss” é maravilhosa! Aguardo pra ver se algumas das outras j-véias (mais especificamente Kumiko e/ou Ayuzão) também vão bater ponto nas partes finais desse top 100. Ayu particularmente me surpreendeu em “23rd Monster”, nem tanto pela música (já que ela sempre teve um pé no rock), mas pelo MV classudo, sem qualquer vestígio da cafonice que é marca registrada dela.

    Curtir

    1. Aliás, esse mês eu estava relendo seus artigos resgatando as eras da carreira da Koda Kumi (os textos ficaram muito legais, por sinal), e torço pra que um dia você comente outras eras dela, como a era japonesca onde Kumiko mirou nas geishas e acertou nas oirans (como era de se esperar).

      Curtir

  2. TXT MORREU ANTES DO TOP 20, EM CHOQUE KKKKKKKKKKK

    Sabia que a Yuqi ia aparecer aqui, até hoje ouço o solo dela com frequência. Curiosa para saber qual vai ser o top 10, embora eu já tenha ideia de pelo menos 1 das faixas (que coincidentemente é o melhor j-rock e melhor animesong do ano, amém?).

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s