TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2021 [10-01]

E enfim chegamos ao fim de mais um ranking do Miojo Pop, listando quais foram os 100 melhores lançamentos do asian pop durante o interminável ano de 2021 (AINDA um oferecimento COVID-19). Muitas foram as ótimas músicas que passaram por aqui nos últimos dias, mas só 10 conseguiram atingir o ápice em tal listão.

Sem mais enrolações, qual bop se juntará à epítome do citypop de Soul Lady, da Yukika, ao glorioso pancadão da Anda, What you Waiting For, ao baladão ultraemotivo da BoA, Fly, ao sex anthem Eclipse, da Kim Lip, ao rockzão poético She Hates Me, da Anna Tsuchiya, ao pop heaven de Aladdin, do Wednesday Campanella, e à magia ballroom de 4 Walls, do f(x), no panteão de bests of aqui do blog? Confiram…

10. WJSN THE BLACK – EASY

MELHOR DEBUT

Ainda naquele papo de as coisas terem demorado demais para acontecer com as garotas cósmicas, quando o grupo surgiu lá em 2015 havia toda uma história E-Girls/Loona da parte da Starship de que elas também seriam divididas em subunits que se juntariam num grande megazorde. “Easy” e o WJSN The Black já deveriam estar entre nós há tempos, já deveriam ter rolado diversos comebacks e o Cosmic Girls deveria ter sido um dos maiores nomes de sua geração. Mas antes tarde do que nunca. “Easy” é o tipo de treco que funciona como uma krytonita pra mim. Vejamos: um instrumental mais grave, sensual pra caralho, evocativo de ballrooms e vogue, com as integrantes cantando dum jeito que alterna entre o suspirado e o rouco quase falado? Não dá, é impossível não se deixar levar! O refrão é como uma facada no peito. Começam os “it’s so eeeeeasy” e eu já me derreto todo. Dá vontade de colocar o dedo na boca e ir rebolandinho até o chão bem devagarinho, como se eu fosse uma stripper às quatro e dezenove da madrugada tentando arrancar o dinheiro de algum presidente de empresa ricaço fedendo a uísque que quer trair a esposa para bancar o garanhão pros estagiários que não suportam ele.

09. OFFICIAL HIGE DANDISM – CRY BABY

“Tokyo Revengers” foi um anime de extremos nesse ano. Muita gente amou na mesma proporção que muita gente odiou, isso por inúmeros motivos aí. Porém, tenho certeza que sua trilha sonora agradou a gregos e troianos. “Cry Baby” já é inesquecível logo em seus primeiros versos. Ela começa e já é um gancho de direita na fuça. Tudo nela exala o sentimentalismo “de macho” piegas que comumente é utilizado em OSTs de shounens de ação. Acaba sendo tão cafona que faz a volta e, de fato, funciona para despertar esse tipo de emoção onde os protagonistas tiram uma última camada de força ao fim da batalha para derrotar os adversários. Segunda animesong mais legal do ano.

08. LEXIE LIU – SHADOW

MELHOR MANDOPOP

Difícil escolher qual a melhor faixa do mini da Lexie Liu, mas vou ter que ir de “Shadow” mesmo. É a que eu mais ouvi, é a que me dá uma emoção maior enquanto ouço o EP, é a que me faz repetir toda vez que surge no aleatório. “Shadow” me remete às músicas da Lady Gaga em começo de carreira, quando ela ainda era uma party girl que rebolava no metrô com roupinhas fashion da Riachuelo ou algo assim. Uma delicinha de bop! Quando chega a bridge com os sintetizadores indo pruma zona mais grave, aí rola a última repetição do refrão com a guitarra em maior evidência, é como se eu fosse transportado prum futuro cyberpunk onde drogas virtuais já fossem injetadas enquanto nos conectamos à internet por capacetes de realidade aumentada. Uma ótima sensação! Beijão, Lexie Liu, e obrigado pelos hinos desse ano. Quero o dobro pra 2022, hein!

07. IZ*ONE – D-D-DANCE

MELHOR MÚSICA DE GIRLGROUP

Há uma máxima que vem se repetindo no K-Pop tem um tempo já e que nunca falha: algum grupo lançará a “4 Walls” do ano e eu, previsível que sou, deitarei para a música como se fosse a primeira vez que ouvi um garage house noventista safado recriado por gatinhas coreanas. É tiro e queda! Em 2021, as grandes gostosas responsáveis por isso foram as IZ*ONE. Quem imaginaria? Eu que não! É impossível escutar isso aqui e não se sentir transportado para algum clube de vinte e tantos anos atrás, com alguma drag queen performando no palco e sei lá quantas casas de vogue se enfrentando na pista de dança. A crescente “glamurosa” do instrumental dá vontade é de sair rodando e batendo cabelo para se livrar de todos os demônios internos e se se jogar num mundo mais colorido e brilhante que só a música pode proporcionar. E a letra delas encontrando alguém numa festa, percebendo que essa pessoa está meio pra baixo e ensinando movimentos de vogue, pois a dança irá libertar a pessoa, fazer com que ela encontre sua melhor versão, é fantástica. O final é extremamente catártico, com elas dizendo que a pessoa agora é livre através da dança enquanto o instrumental e as interpretação vocais delas estão lá no alto. Melhor música de girlgroup do ano e a melhor do IZ*ONE em todos os tempos.

06. AKMU, IU – NAKKA

O AKMU sempre teve uma assinatura sonora mais “limpa”, certinha, podada para soar perfeitinha (e estéril na minha concepção). Eis que “NAKKA” vai no oposto disso. O instrumental é sujo, estranho, torto, as variações nele são surpreendentes e mesmo a interpretação da dupla está mais arredia. Chifre? Porrada no exército? IU levando os dois pro mau caminho? Seja lá o que for, funcionou. Nessa, “NAKKA” é um daqueles exemplares de pop heaven, que me batem com força no estômago logo na primeira ouvida. O synth oitentista mais grave é super imersivo, os versos vão nos puxando pruma teia inescapável, até que o refrão surge como um buraco no chão e somos transportados pruma magia eletrônica que fica na cabeça por tempos. Igualmente estranha e tocante, “NAKKA” foi um dos pontos mais altos desse ano.

05. GENIE HIGH, CHANMINA – KYASHANA RIPPU

Queridinha do lado jotapopeiro da blogosfera, a Chanmina teve ainda outro ótimo ano, com um álbum bacana que reforça bastante as sonoridades e estéticas que ela vem construindo para si já há algum tempo. Contudo, calhou de a melhor de todas coisas dela por aqui ser essa parceria com o Genie High. “Kyashana Rippu” é especial demais. É uma graça o modo como o timbre mais rasgado de fumante dela faz um contraponto sapeca à interpretação mais adocicada da vocalista. E essa interação delas duas, junto do instrumental jazzístico de cabaré, dão à música um ar burlesco cativante demais aos ouvidos. E ainda tem o clipe voyeur lindão no hotel (ou no puteiro, sei lá), que me dá vontade de reassistir toda vez que ele surge no aleatório do YouTube. Enfim, um enorme jam da parte de todos os envolvidos.

04. LEE HI, YOON MIRAE – RED LIPSTICK

Essa alto assim deve surpreender vocês. E confesso que eu mesmo fiquei bem surpreso quando estava montando a lista e pensei “puxa, acho que as únicas músicas que gostei mais do que essa aqui foram as do pódio”. O lance é que “Red Lipstick” é daquelas faixas mais “simples” (no sentido de não tentar inovar tanto) que se tornam tão viciantes e onipresentes nas minhas audições diárias que acabam funcionando como uma trilha sonora para a minha vida. A Lee Hi e a Yoon Mirae entregaram um popzinho meio funk, meio disco, provocativo, sexy, cheio de energia, que é como a versão em áudio de um globo de espelhos girando e mandando luzes coloridas para a pista de dança. Tudo nela é cativante ao extremo. Além de ela imprimir direitinho esse sentimento que muitos de nós tivemos durante a pandemia de querer sair para se divertir, não poder e imaginar isso de dentro de nossos quartos. “Red Lipstick” se transformou na minha música predileta da Lee Hi e em uma das minhas favoritas desse ano. Quem aí quer passar um batom vermelho e me dar um beijão na boca dentro do elevador? 😘

03. AKMU, LEE SUN HEE – HEY KID, CLOSE YOUR EYES

MELHOR K-POP

Eu gostaria de saber o que houve com o Chan-hyuk durante o período que ele passou no treinamento militar. Lembro que antes dele se alistar, saíram notinhas falando que ele estava super animado com essa possibilidade, que inclusive ia para lá antes da idade máxima (coisa que idols não costumam fazer) pois queria servir ao país dele, até que o velhote do YG era contra isso. Aí corta pra 2021 com ele claramente fazendo uma música antimilitarismo depressiva para um caralho. E que calhou de ser a melhor música do AKMU em todos os tempos. Talvez ele tenha se encontrado como artista de verdade ao ter contato com o lado ruim da vida? Vai saber. “Hey kid, Close your eyes” é um pacote completo de imersão. A letra extremamente poética, o instrumental indierockish que embalava minha adolescência resgatado, o MV em preto e branco de cortar o coração. O K-Pop em 2021 não ficou melhor do que isso.

02. CAPSULE – HIKARI NO DISCO

Não tem jeito: quando o Nakata acerta, ele acerta MUITO! Eu sei que “Hikari no Disco” é exatamente o tipo de treco que ele fazia com o Capsule mesmo há uns vinte anos, mas sou putinha dos lançamentos deles nessa época e dessa sonoridade retro futurista, então é óbvio que eu cairia de volta nessa distorção dimensional que é o eletropop nipônico de tempos atrás revivido. “Hikari no Disco” é o que eu espero que toque em todo lugar num futuro terrível de sci-fi onde a Amazon e a Tesla dominaram o planeta numa guerra comercial e todos são escravizados por robôs feitos à semelhança da Grimes. Hino! Capsule e, acima de tudo, o bom senso do Nakata foram os grandes comebacks desse ano. Só não vão rapar o primeiro lugar porque, ah, eu sou um otakinho safado e Jujutsu Kaisen…

01. WHO-YA EXTENDED – VIVID VICE

MELHOR ANIMESONG / MELHOR J-POP

É isso, galera. Eu cresci como um otaku fedido consumindo tudo o que saía de animes, inclusive suas OSTs, que meio que me fizeram se apaixonar por esse mundo musical asiático num geral. Então, sempre que algum artista ou banda ou grupo ou sei lá resolve entregar algo tão bom quanto as melhores coisas que eu ouvia naquela época, o Lunei de 12 anos que ficava baixando .mp3 de comunidades do Orkut na lan house do bairro ganha uma nova vida. “Vivid Vice” é INCRÍVEL, um exemplar perfeito dos clichês crocantes do que uma música tema de anime de ação deve ter. Ouço todos os dias e sempre é como se fosse a primeira vez. Desde que saiu, soube que seria a maior de todas nesse ano. E foi mesmo.

Parceria | – Jujutsu Kaisen | Shingeki No Kyojin Brasil™ Amino

E, Brasil… foi isso aí que rolou de melhor em termos asianpopeiros no ano de 2021. 4 pro K-Pop e 4 pro J-Pop até então. Concordam? Discordam? Digam nos comentários. Compartilhem também as suas favoritas desse ano, assim poderei rir de seus respectivos péssimos gostos musicais, tal como vocês fazem comigo.

E caso vocês tenham chegado aqui por meio de algum link divulgado em grupos de Facebook ou Twitter e gostem de descobrir sobre canções mais antigas dentro desse nicho, saibam que vários outros posts especiais relembrando lançamentos de outros anos já rolaram nesse blog. Vocês podem conferir eles em formato de tops para 20202019201820172016, 20152010, ou em formato de playlist para 200020012002 e 2003.

Feliz ano novo!

14 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2021 [10-01]

  1. EASY MELHOR MÚSICA DO ANO EVER!!1!
    É impressionante como o gosto musical das pessoas variam, não é?
    O meu top 10 talvez chocaria a blogosfera, então vou mostrar ele (mesmo que ninguém se importe):
    10- Stalker 3YE (farofaaa!)
    9- Not Friends LOONA (amo essa delícia)
    8- Flying On Faith Chungha (esqueceram do AOTY em quase todos os tops)
    7- Temptations BoA (não acredito que ninguém lembre dessa preciosidade, ouçam porque realmente é maravilhosa)
    6- Tear Drop SF9 (minhas lágrimas caem mas estou rebolando)
    5- Be Witched PIXY (farofaaa 2)
    4- Savage aespa (bem, todo ano uma música ruim me pega e eu ouvi tanto essa que se tornou boa, eu amo, fazer o quê)
    3- Can We Talk Again PurpleKiss (uma midtempo de diva sofredora, vocais impecáveis e um instrumental perfeito)
    2- Easy WJSN The Black (faço das suas palavras as minhas, mas eu me sinto mais como uma diva de terninho performando com muitos dançarinos gatos)
    1- Bambi Baekhyun (então… Err… essa música não é melhor que Easy, mas eu ouvi MUITO esse ano e ela roubou meu coraçaum :v Bambi é sensual, um pouquinho melancólica, eu gosto da letra e o Baekhyun é o meu favorito…)
    É isso.

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  2. “quando o grupo surgiu lá em 2015 havia toda uma história E-Girls/Loona da parte da Starship de que elas também seriam divididas em subunits que se juntariam num grande megazorde”

    Pior que, a julgar pelo que o Wikipedia mostra, a Chocome e a The Black nem estavam entre as subunits originalmente planejadas pras Cosmic Girls; seriam quatro trios (sendo que um dos trios teria virado um quarteto quando a agência delas decidiu enfiar a décima terceira integrante). Inclusive essas units têm nomes (Wonder, Joy, Sweet e Natural), só que pelo que li, nunca foi feito nada com elas. E depois que as três integrantes chinesas entraram em situação de Schrödinger (ainda são e ao mesmo tempo não são mais integrantes do grupo), a formação dessas subunits originais ficou inviável.

    O lado bom é que no lugar delas vieram a Chocome e a The Black, cada uma com um conceito bem diferente uma da outra (e ambos bem diferentes do conceito do grupo principal), e ambas com excelentes músicas de debut. Mas comercialmente, acho que teria sido mais inteligente lançar units desde o começo pra facilitar pro público aprender a identificar quem é quem (acho isso essencial em grupos com muita gente, onde alguns integrantes acabam sendo esquecidos no meio dos outros). Nesse aspecto (e em outros) o Jaden Jeong foi luz pra BBC (mas foi trevas em outros).

    Curtido por 2 pessoas

    1. Enfim, a WJSN Chocome vai ter comeback em janeiro, então torço pra WJSN The Black ganhar comeback também em 2022. E, se possível, pras duas sem unit e que não estão na China ganharem alguma coisa, seja como solistas ou como dupla sertaneja.

      Curtido por 1 pessoa

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