As 10 piores músicas ocidentais da década de 2010

Olá, crianças! O blog segue “de férias” oficialmente e deve continuar assim até o meio de abril, já que vários professores marcaram avaliações pras próximas semanas na faculdade e blá blá blá vida adulta. Contudo, quis aproveitar esse fim de semana pra trazer um off topic que eu tinha começado a escrever ainda no ano passado e quis resgatar agora, já que algum vizinho filho da puta deve ter assistido “Crepúsculo” recentemente e tem tocado Christina Perri todas as manhãs: um top 10 com as piores músicas da última década do lado de cá do globo.

As regras são as mesmas que uso para esses listões negativos do pop asiático, sendo as mais cocozentas entre as mais cocozentas na minha opinião, só que transportando isso pra lançamentos que não são do K-Pop, J-Pop, MandoPop, etc. Quase tudo é de gente branca, exceto pelo Bruno Mars e pela Alicia Keys. Mas a música do Bruno Mars que coloquei é bem música de branco que poderia ter sido lançada pelo Ed Sheeran, então, írra, vamos lá!

Ah, não está em nenhuma ordem específica. Todas são um assombro sonoro em igual perturbação.

BRUNO MARS – JUST THE WAY YOU ARE

Eu gosto do Bruno Mars. Mas só depois que o Mark Ronson pegou na mão dele em “Uptown Funk” e, a partir daí, ele começou a explorar melhor sonoridades dos anos 70. Antes disso, ele era um dos cantores pop com uma das maiores quantidades de faixas-pau-mole: “Talking to the Moon”, “Grenade”, “The Lazy Song”, “It Will Rain”. A pior dessa lista tenebrosa é “Just The Way You Are”, um popzinho insosso, com umas melodias bocós de filme adolescente que fica ainda pior por ele colocar um vocal “forte demais” no pacote todo. Nem ele deve gostar mais dessa porcaria. Esses teen trecos envelheceram mal demais.

CHRISTINA PERRI – A THOUSAND YEARS

Uma das músicas mais chatas da história do pop. Eu sei que a história de a Christina Perri ter superado, justamente, o Bruno Mars, que tinha “It Will Rain” como a faixa principal do CD de um “Crepúsculo” aí, é até divertida, mas isso não faz dessa música menos insuportável. Eu odeio faixas que são “certinhas” demais. “A Thousand Years” é muito inofensiva. Parece música de formatura, ou de vídeo com fotos de casamento, ou que toca em festa de quinze anos. E eu LITERALMENTE já ouvi ela nessas três situações. Troço patético. Vou até apagar do histórico do YouTube aqui pro algoritmo não ficar me oferecendo esse vômito daqui em diante.

SIA – ALIVE

A Sia é uma das cantoras mais chatas que despontaram no mainstream nessa última década. A voz dela até é interessante, mas ela sempre monta uns instrumentais com um ar “grandiosamente motivador” que deixam tudo com cara de propaganda de banco. Nessa, “Alive” é a mais irritante em todas. Porque ela tenta recapturar o raio de “Chandelier” na garrava, repetindo o refrão gritado sofrido, mas sem o plot twist de uma letra maluca e pra baixo. Deus me livre! Btw, eu até poderia colocar aquela Unstoppable na lista, já que o comercial de algum streaming (?) resgatou ela recentemente e tem enchido o saco, mas “Alive” segue como a mais propensa a sangramentos auriculares.

TAYLOR SWIFT, ED SHEERAN, FUTURE – END GAME

A Taylor Swift é uma chata, mas eu até entendo o apelo dela nos Estados Unidos (e só lá) com os primeiros álbuns dela, que puxam pro country, só que de uma maneira mais pop que a que os velhos loiros de lá fazem at all. Quando ela resolveu ir de vez pro pop no “1989” (que tem umas três faixas legais, só não lembro o nome), esse “apelo Katy Perry” com os adolescentes começou a fazer sentido na minha cabeça. Aí no disco seguinte ela começou a querer pagar de bad girl e usar o hip hop e o resultado é só… constrangedor. Ouçam “End Game” e entendam o que quero dizer.

THE LUMINEERS – HO HEY

Os hipsters de São Paulo carregarão para sempre a vergonha de terem fingido que essas porcarias bicho grilo tipo Lumineers eram boas. Enquanto eu estiver vivo, lembrarei esse povo de que eles ficavam gritando “hey!” só pro acharem que a música ser “orgânica” (no sentido de ser tocada com instrumentos de verdade, não sintetizada por computadores) faz dela automaticamente boa. Não faz. “Ho Hey” é patética. E a resposta disso aqui no Brasil também…

MELIM – DOIS CORAÇÕES

Melim é um dos bagulhos mais cafonas da atualidade. Eu acho engraçado que eles até tentam dar uma “sensualizada”, com a irmã lá usando uns figurinos reveladores e apertando a boca que nem a Megan Fox, o ator barbudo hipster de cerveja artesanal começar o clipe sem camisa e por aí vai. Mas “Dois Corações” é TÃO INOFENSIVA que faz a volta e me ofende. É música de quem não transa. Sempre que alguém fala que gosta de Melim, ou eu penso que é mentira, ou eu penso “eita, nunca fez sexo”. Música estéril. Pau mole.

MAROON 5 – ANIMALS

Voltando pros EUA, isso aqui também é, ó: um cocô. O Maroon 5 meio que é o Bruno Mars ao contrário. Eles começaram com umas referências retrô mais marcadas que faziam do som deles bem interessante e que aproveitava bem o vocal altamente marcante do Adam Levine. Mas o tempo passou e eles se converteram num Justin Bieber ainda pior, com música tão em linha com o que uns trinta e dois artistas diferentes tentavam fazer no pop mainstream que morreram numa zona genérica. Essa percussão eletrônica repetida faixa após faixa deixou tudo dessa época igual demais. A mais representativa desse declínio é “Animals”, que tem ainda o extra de trazer um uivo no meio dela. Um uivo. Porque eles são que nem animais, entenderam?

IMAGINE DRAGONS – BELIEVER

Outra bostona que traz essa percussão. E aqui é ainda pior, porque a interpretação empostada do vocalista “He-Man” do Imagine Dragons e a letra coach deixam “Believer” como o treco ideal para comercial de carro, banco, celular, sei lá. Não parece música de verdade, parece música encomendada por publicitário. A parte no clipe com ele falando “quero parar”, aí o outro diz “não podemos!”, de fato, me faz achar que isso aqui foi feito por publicitários. De São Paulo. E eles provavelmente tem barba grande, cabelo descolorido e vão em hamburguerias.

THE CHAINSMOKERS, HALSEY – CLOSER

Essa é uma merda também. E jogou luz nessa faixas eletrônicas péssimas cujo refrão são sintetizadores, moda que se espalhou pro K-Pop nessa época e estragou uma porção de músicas lá. Sabe o que fode MUITO “Closer” além do refrão? O cara do Chainsmokers não canta porra nenhuma. Aí fica ele recitando a letra com voz de robô por mais da metade da faixa e tudo fica insuportável. Nunca nem tive paciência pra Halsey depois disso.

ALICIA KEYS, NICKI MINAJ – GIRL ON FIRE

Eu amo a Alicia Keys. Ela tem uma porrada de faixa espetaculares que ouço muito desde criança. Mas “Girl On Fire” é como se cagassem nos meus ouvidos. De novo, essa percussão muito marcada envelheceu mal demais. E tem o refrão arrastado chatérrimo. Aí entram os raps da Nicki Minaj que não só não têm nada a ver com o resto da música (coisa que ela sempre faz), como simplesmente não fazem mais sentido hoje em dia (por exemplo, ela fala da ginasta Gabby Douglas, que fez muito sucesso nas Olimpíadas de Londres, em 2012, mas que todo mundo esqueceu logo depois porque surgiu a Simone Biles). Tenho certeza que a Alicia deve ter se arrependido se lançar isso, porque a música fez sucesso e ela precisa ficar colocando ela no setlist dos shows, mesmo não fazendo o menor sentido do lado das outras de seu repertório.

E é isso aí, galera. Compartilhem também as piores da década passada na opinião de vocês! 😀

14 comentários em “As 10 piores músicas ocidentais da década de 2010

    1. Diluíram tanto o significado e os elementos característicos da MPB para encaixar Melim e similares no gênero que me sinto escutando um homeopático. Uma partícula de MPB por milhão.

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  1. Confesso que curto Maroon 5, Imagine Dragons e o Bruno Mars ahahah talvez seja minha adolescente interior ou apego emocional pelo passado. Mas eu sei que são músicas guilty pleasure pra gente curtir no fone de ouvido escondida no quarto.
    Essa música do crepúsculo tenho arrepios de horror toda vez que sou obrigada a escutar. Parece um pesadelo personificado em forma de canção.
    Taylor Swift é uma chata egocêntrica e todo mundo bate palma pra qualquer merda que ela lança.
    O resto nem merece comentário pq são músicas que a gente tem que fingir que nunca existiu.

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  2. A escolha de “Girl On Fire” foi cirúrgica.

    O pior é que a Alicia Keys fez questão de cantar essa música em TODA premiação e programa de TV que teve oportunidade… enquanto normalmente os cantores costumam divulgar uma música por uns dois meses e passar pro single seguinte, ela conseguiu a façanha de cantar essa música no VMA, EMA, Grammy… se bobear, deve ter cantado até no Kids Choice Awards. Engraçado que ela nunca deu a mesma atenção pras várias músicas BOAS do repertório dela.

    Curtido por 2 pessoas

    1. Eu AMO Girl On Fire, mas o pior é ter lançado a versão COM a Nicki Minaj, que não casa em nada e ta ali só pra acumular mais feat. na carreira da Nicki. Essa versão é totalmente esquecivel.

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  3. HAHAHAHAHA, rindo de nervoso porque discordo de voce em 7 musicas. EU DETESTO ESSA MUSICA DA ALICIA, todo lugar que eu ia tocava ela. Ódio. o MPB atual é um porre mesmo. Taylor subestimada demais.

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  4. Quando fala de piores músicas da década passada, a primeira coisa que eu penso é nesse lixo do The Chainsmokers. Tenho um ódio mortal por essa música e pelo duo em si. Foi essa bosta que popularizou essa pegada aí que MATOU o pop ocidental entre 2014 e 2019.
    Por outro lado, foi por causa justamente dela e do que foi desovado a partir dela, que migrei pro k-pop, entre o fim de 2016 e o começo de 2017 (quando minha fase adolescente hipster acabou).
    Lembrando aqui que até a Lady Gaga lançou single (!!!) no mesmo template: “The Cure”, que ninguém mais lembra nem na fanbase.

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  5. Em outras notícias, viu as performances pré-início do Queendom 2 e o episódio de abertura?

    A Mnet pelo jeito já pegou a SinB pra ser a vilã da edição (e pior que não vi nada demais na fala dela; pareceu que ela estava fingindo que ficou brava com o WJSN considerar as Viviz como novatas mas que as próprias WJSN entenderam que era só brincadeira dela):

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