Com “Girls”, aespa comete o pior crime de um girlgroup: lança uma música genérica!

Por mias incrível que pareça, o aespa é um grupo que tem um passe bem alto comigo. Diferente de outros novos acts, como LE SSERAFIM ou IVE, onde os line-ups são bem cativantes, não acho que NingNing e as outras três indistinguíveis tenham qualquer carisma ou traços idol que conquistem at all.

Mas calha de a proposta de um girlgroup que se divide entre o real e o meta, cujos visuais dos MVs e as estéticas sonoras puxam prum lado mais sci-fi cyberpunk bizarro colar comigo. Não que elas tenham acertado em tudo quando investiram nisso: acho Next Level uma das músicas mais execráveis das últimas cinco décadas. E bobagens que não têm a ver como essa estética, como ForeverLife’s Too Short, não me mantêm acordado até o fim, então sequer considero.

Porém, quando elas acertam, acertam bem. Black Mamba me conquistou com o tempo com seu instrumental e climão de filme de espionagem futurista, Savage e todo seu mini-álbum são uma delicinha esquisita, e mesmo o cover de Dreams Come True mora em minhas playlists diárias desde o lançamento.

Nessa, podemos entender o aespa como um grupo de extremos. Ou são muito boas no que fazem, ou derrapam feio. O que, na real, faz delas um grupo bem interessante de se acompanhar, por bons e maus motivos. Então, é uma porcaria que Girls seja tão qualquer nota e derivativa, pois meio que mata esse status do quarteto até então…

Acho que o melhor jeito de descrever “Girls” como música é… “então tá”.

Venham com o titio Lunei nessa: estamos num momento onde 8 em cada 10 girlgroups serve esse mesmo conceito sonoro de músicas com um instrumental mais puxado prum Hip Hop pesado, onde elas servem bastante atitude nas letras enquanto estouram uns batidões atrás.

O que meio que diferencia o aespa dessa manada é que os produtores sempre arrumam um jeito, através do uso dos sintetizadores e de outros elementos, nos transportar pruma atmosfera futurista ligeiramente trágica, como se o aespa realmente fosse um grupo que tocasse no ano 3000 ou algo assim.

E isso quase não rola em “Girls”. Há uma pontinha na bridge lá pro fim, mas é pouco demais para diferenciar de qualquer troço que qualquer grupo com um oitavo do orçamento faria. E aí, “Girls” é só… chata mesmo.

O que me lembra o que rolou ano passado com o ITZY em trecos como In The Morning e LOCO. O ITZY, assim como o aespa, é um grupo de big3 que conseguia se diferenciar de outros da mesma geração que fazem sons parecidos ao injetarem parte do humor característico do velhote do JYP e meio que serem uma paródia disso tudo. Aí, no ano passado, elas começaram a se levar a sério e, eca, perderam todo o charme.

Enfim, “Girls” é genérica, inexpressiva e bem fraca em comparação ao resto do catálogo do aespa. Não acho que isso matará o apelo do grupo comigo (e certamente não matará o apelo com os fãs malucos delas), mas… meh, prefiro gastar meu tempo com “Illusion”, que é bem mais “single de aespa” do que o próprio single

9 comentários em “Com “Girls”, aespa comete o pior crime de um girlgroup: lança uma música genérica!

  1. Cara, uma música do aespa jamais será genérica, porque envolve todo o conceito do grupo que só o aespa poderia entregar igual. Girls tem uma batida forte porque a final se trata da luta contra o final boss, o clímax de toda a saga, não teve momento emotivo como em savage com o sacrifício da navis, foi só tiro, porrada e bomba rsrs. Eu confesso que ouvindo só a música soa um pouco estranho em alguns momentos, mas a combinação da música com o MV pra mim ficou perfeito. Se você disesse que life too short é uma música genérica eu até concordaria, mas nenhuma música do universo aespa é genérica.

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  2. Eu ouvi a música e achei legalzinha, mas me passou essa mesma impressão de que não causou fortes sentimentos, viu. Acho a letra com essas “referências” ao ~conceito~ meio cringe, mas relevo. O instrumental do início e do break tem uma vibe meio Umbrella Corporation daqueles filmes horríveis de RE com a Mila Jovovich, gostei, mas Illusion ainda é melhor.

    P.S.: impressão minha ou a SM jogou mesmo a Ning Ning pra escanteio no que se trata da posição de main vocal? A Winter pega todas as notas mais difíceis/principais desde Next Level…

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  3. Que bom que pra você essa música foi um “então tá”… pra mim, foi um esforço considerável escutar até o fim.

    Muito ruim. E pensar que eu tinha tanta expectativa pro aespa quando ele foi anunciado…

    Ainda bem que nas últimas semanas tivemos vários girlgroups lançando músicas boas pra compensar essa bomba do aespa (e a outra bomba que o BlackPink deve lançar mês que vem).

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    1. No mais, espero que esse desastre sonoro não tire as chances do WJSN ganharem pelo menos um trofeuzinho de plástico nos music shows.

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  4. O conceito visual delas dessa era tá bem bonito, mas elas não funcionam comigo de jeito nenhum. Mas tem razão, enquanto ouvia Next Level e Savage eu pensava “que é isso que eu ouvi?” Essa Girls pra mim é o mesmo que Black Mamba onde fico “eu ouvi alguma coisa?” É bem qualquer coisa.

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  5. Eu não consegui terminar a música, parei pela metade, pois mesmo com o MV lindo, as meninas lindas, e com toda a história por trás do clipe, não conseguiu me prender, tive que concluir no mudo, é sério!!

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