TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2014 [40-26]

E enfim chegamos à trinca final de posts. O que quer dizer que, daqui em diante, todas as faixas realmente fizeram algum barulho em minhas playlists, a ponto de, em dados momentos, serem consideradas para o top 10. Mas a vida não é perfeita para todos, então tais delicinhas acabaram barradas da festa um pouco mais cedo.

Sem mais delongas, vamos lá…

40. AFTERSCHOOL – MS. INDEPENDENT

“Ms. Independent” é daquelas músicas pop que parecem paridas pelos deuses. Ela é, do início ao fim, montada com melodias chicletes que ficarão na cabeça para sempre. Não tem como não gostar: do arranjo eletrônico carregado e ~sombrio~, até a letra sacana sobre elas serem fodonas e darem um inesquecível “beijo encharcado” no cara, tudo nela a fez ser um dos troços de 2014 que eu mais escutei na época e que ainda escuto atualmente. Não entendi porque não ganhou clipe, mesmo sendo o “lead single” do álbum. Só não é a melhor nele porque, ah, vocês sabem qual virá mais pra frente…

39. FEMM – WANNABE

Mais outra parte, mais outra faixa do FEMM. Foda-se, esse foi o grande álbum delas e vivo por toda a tracklist. “Wannabe” é um dos momentos mais eletrônicos e sonoramente mais pesados do trabalho. Os sintetizadores estão super fortes e “transcendentais”, a melodia é ridiculamente grudenta (tipo, muito MESMO), a letra falando sobre elas morrerem de inveja e quererem ser uma mina que é a gostosona do pedaço e atrai a atenção de todos os caras é uma crítica social foda inacreditável de tão absurda. A propósito, é ótima para jogar umas indiretas, fica aí a dica.

38. F(X) – MILK

Os momentos mais sexuais do “Red Light” são tão estupidamente legais ao mesmo tempo em que são engraçados em suas metáforas. “Milk” evidentemente é sobre dar umazinha, mas também pode ser lida por uma interpretação inocente sobre “se refrescar depois de um dia quente tomando um leitinho gelado”, o que eleva tudo prum patamar de apreciação imbatível. Ainda mais com um instrumental sombrio pra caralho rolando enquanto elas cantam fofinhas por cima. Porra, saudades do f(x)! “Ice Cream Cake” e outras do Red Velvet não existiriam se essa aqui. Elas andaram para que uma porção de gente pudesse correr depois. Que hino! [5]

37. SISTAR – I SWEAR

“I Swear” é uma dessas músicas que despertam uma porrada de sentimentos. Toda vez que a escuto é como se uma injeção de alegria fosse aplicada em mim, me dando vontade de sair pulando pela rua, acreditando que a vida pode ser maravilhosa e sem qualquer problema dali em diante. É Hyolyn e as outras fazendo o que fazem ao máximo, em questão de sonoridade, de interpretação vocal e de videoclipe. Em minha humildona opinião de menino do Rio, é a melhor música delas nesse template de panicats gostosas aproveitando o dia ao sol. As eternas rainhas do verão fazendo jus ao título.

36. ORANGE CARAMEL – MY COPYCAT

O Orange Caramel totalmente elevou o nível do jogo através do clipe de “My Copycat”. Os filhos da puta do DigiPedi conseguiram pegar algo estupidamente simples (esses joguinhos de revista, como o de encontrar o personagem, ou de sete erros) e converter num espetáculo visual implacável de tão divertido. Como raios ninguém pensou nisso antes? Sobre a música, é ainda outro daqueles números do trio misturando italodisco, trot, saxofone e mais sei lá quantos elementos que colam ao final. Mágico, lindo, épico, destruidor de almas. Que falta um girlgroup com um tiquinho a menos de sanidade mental assim faz na cena.

35. E-GIRLS – RYDEEN ~DANCE ALL NIGHT~

Hora da farofaaaaaaaaaaaa! “Dance All Night” foi o meu primeiríssimo contato com as gostosas do E-Girls. E eu absolutamente não estava preparado para um monte de japas curvilíneas falando de ~dançar~ a noite toda enquanto batem cabelo numa balada futurista sob um EDM cheio de elementos caribenhos. Foi demais para a minha cabeça e, claro, me apaixonei de cara pelo megazord. Btw, alguém sabe o motivo da Ami não estar nesse single? Sempre achei isso esquisito. A Reina trancou ela no banheiro ou algo assim? Será que ela tava com tanta tinta loira na cabeça que desmaiou e não foi gravar? Muitas perguntas!

34. TAETISEO – HOLLER

Não sei se já falei isso aqui depois que migrei o blog, mas sempre achei a ideia por trás do TaeTiSeo uma das mais dispensáveis dentro das várias escolhas equivocadas da SM nesses últimos anos. Tá que Taeyeon era super popular e blá blá blá, dinheiro e nhé nhé nhé, mas o repertório TODO do TTS poderia ser gravado pelo SNSD completo sem tirar nem por. Pior: duas das faixas desse segundo mini são todas melhores que as utilizadas no das 9 juntas no mesmo ano. Deviam ter passado “Holler” e a que virá mais pra frente para elas em vez de “Mr. Mr.” (ou pro Red Velvet) e já apostarem logo num solo para a Taeyeon de uma vez. Enfim, “Holler” hino, Tiffany rainha do rap. -q

33. DAOKO, TEDDYLOID – ME! ME! ME!

Tá, admito, eu ainda não entendi o que o TeddyLoid queria com “Me!Me!Me!”. Ainda não caiu a ficha se era só para viralizar, se era para chocar a família tradicional conservadora, se era para servir de fap material pros otakus que adoram um hentai, se era para ser conceitual… EU APENAS NÃO ENTENDI, GENTE!!!111!! Enfim, musicalmente, é uma ótima faixa eletrônica, que foge do dois pra lá, dois pra cá dos dance habituais, com várias camadas, mudanças de andamento e elementos sonoros. E ainda tem a voz da Daoko por cima, deixando tudo mais divertido. A propósito, o videoclipe acima não está censurado, então não assistam no trabalho ou em qualquer ambiente onde possam achar vocês uns pervertidos imorais por assistir pornografia em desenho animado…

32. HA:TFELT, BEENZINO – BOND

Como disse na review do álbum, a Yenny teve que bater o pé para que algumas coisas no “Me?” fossem do jeito que ela queria, inclusive na title pra ser trabalhada e ganhar o MV. “Bond”, no caso, era a escolha do J. Y. Park para single. Num universo alternativo, então, teríamos um clipe com ela emulando alguma bondgirl e brincando com pistolas. É o momento mais sexual do álbum. Yenny tira sarro de clichês, dessa vez do que é associável à trilhas de filmes de espionagem (a timbragem da guitarra, o ~mistério~ etc.) e coloca num pancadão safadíssimo sobre o James Bond comê-la de vários jeitos durante uma noite, enfiando diferentes metáforas eróticas no caminho. Ela pronunciar os zeros de “007” como se tivesse gemendo é uma das coisas mais impagáveis do EP.

31. JOLIN TSAI – I LOVE, I EMBRACE

Essa aqui quase catando um lugar quase no top 30 vai levantar algumas sobrancelhas, já que “I Love, I Embrace” nunca é a primeira (ou segunda, ou terceira, ou quarta…) opção que vem à memória quando falamos do “Play”. Mas sempre que escuto o álbum sou totalmente carregado por esse baladão. Talvez a culpa seja do instrumental, que me lembra uns trecos do gospel que eu ouvia mais novo e hoje me dão raiva, porque geralmente são feitos por pessoas com pensamentos péssimos (peguem essa, essa e essa do Hillsong United como referências). E ter algo nessa linha feito pela Jolin, que é um ser de pura luz, desperta o exato mesmo tipo de emoção “espiritual” (juro que não estou alto escrevendo isso) que essas rocks cristãos me despertavam. Glória à Jolin!

30. F(X) – VACANCE

Aaaarrrggh, essa aqui é tão maravilhosa! “Vacance” faz par com “All Night” dentro da tracklist na parte de números retrôs um tiquinho mais vibrantes que o resto do LP, com uma inclusive completando a outra sonoramente, já que estão dispostas de maneira seguida. Ouvir isso é como ouvir vários refrães, um atrás do outro. A guitarrinha indo se intensificando é tão legal. É como se ela fosse aumentando e aumentando, de modo que todos os sentimentos ruins são expulsos do corpo quando ela chega ao ápice no final. Honestamente, é uma das músicas mais catárticas do catálogo do f(x). Que hino! [6]

29. 2PM – GO CRAZY

MELHOR MÚSICA DE BOYGROUP

Os sintetizadores de arcade jogados na nossa cara logo nos primeiros segundos de “Go Crazy” já deixam clara a despretensão que iremos apreciar na faixa. Tudo isso aumenta com a levada mais funkeada que seria reutilizada por quase todos os boygroups existentes na Coreia do Sul no ano seguinte. Além disso, a letra que fala apenas sobre curtir a noite não deixa dúvidas de que a intenção aqui não é reinventar a roda, sim apresentar uma faixa redondinha e divertida, que se torna ainda melhor por conta do MV que a galera inventou que é uma zoação com “Overdose”, do EXO, cheio de humor e dancinhas toscas. Melhor música do 2PM e o melhor treco de um boygroup coreano em 2014.

28. STELLAR – MASK

Eu sei que a grande maioria das pessoas ao pensar em “Stellar” e “2014” têm como associação mais óbvia o MV de “Marionette”. Entretanto, o verdadeiro ponto alto em qualidade dessas quatro no ano foi “Mask”. Aaaaargh, que música deliciosa! Toda a levada funkeada mais orgânica, os versos quase sussurrados, o refrão emotivo, o modo como as vozes delas se complementam de maneira mais forte no refrão final, o MV sensual para um caralho. É uma das minhas músicas favoritas produzidas pelo Sweetune e pau a pau com “Vibratto” na escadinha de singles do grupo.

27. JOLIN TSAI, NAMIE AMURO – I’M NOT YOURS

MELHOR VIDEOCLIPE DO MANDOPOP

O bom do “Play” é a que a Jolin explora tão bem tantas vertentes sonoras que cada um pode ter faixas prediletas diferentes e os coleguinhas, também fãs do álbum, olharão e pensarão: “é, faz sentido!” No meu caso, sou um dos que adora “I’m Not Yours”. Provavelmente porque sou da geração que teve a adolescência nos anos 2000 e ouvia bastante na rádio e nos TVZs da vida esses EDMs farofeiros do David Guetta e variações, que é o que Jolinzão e Namie fucking Amuro (cantando em mandarim, risos) entregam aqui. E ainda tem o plus do videoclipe, que deve ter custado MILHÕES, onde as duas encarnam raposas de nove caudas disfarçadas de grandes chefes de puteiro que transformam os clintes em burros. Um marco feminista! :V

26. SUNMI, LENA – FULL MOON

“Full Moon” poderia ser só ainda outro número sensual com a assinatura do Brave Brothers, mas fizeram questão de enfiar uma historieta de vampiro no meio para que a Sunmi rebolasse a raba com gosto, porém dotando algum “aprofundamento” maior por trás. E pra fechar o pacotão de associados da gravadora batendo ponto no disco, temos a ICÔNICA participação da legendária Lena, que deveria ter debutado um tempinho depois com algumas meninas que entraram no Twice, mas acabou saindo da gravadora e sumindo em seguida. Será que encontraram o corpo no fundo de algum lago?

Sunmi | Wiki | •Kpop• Amino

E foi isso por hoje. Na próxima, aquele clichê de listas de melhores do ano nesse blog, com um monte de gemas preciosas, lacradoras, sensuais e destruidoras de vidas que, por pura subjetividade desse que vos escreve, acabaram barradas do top 10. Quais serão?

3 comentários em “TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2014 [40-26]

  1. Eu amo ver nos vídeos de Milk o pessoal comentando “não, gente, a música não é sobre sexo!!!!!! É sobre o leite ser usado para acalmar o coração partido, igual quando você come alguma coisa apimentada”. A ilusão me diverte. Vacance merecia muito um MV veranesco e super artístico, é meu hino do verão!

    Para mim, a proposta do TTS sempre foi alavancar as carreiras da Tiffany e da ❤ Seohyun <3. A Tiffany era ~moderadamente~ popular, mas a Seohyun sempre tava no bottom 3 do SNSD no que se tratava de popularidade, e a ideia da SM era promovê-la melhor, porque acho que a essa altura eles já tinham sacado que a Jessica queria pular fora do barco e precisavam de uma main vocal #2 para segurar a barra: pena que resolveram forçar a Tiffany nessa posição, mesmo a Seohyun sendo bem mais competente no que a proposta de main vocal do SNSD requer (basicamente aquelas high notes com belting, tipo a de Mr Mr, em que a Tiffany não conseguia soltar ao vivo nem fodendo kkkkkkkkk). O bom é que a Seohyun ficou mais popular (só perdia para a Taeyeon e Yoona mesmo) e isso alavancou a carreira dela de atriz e abriu caminho para o solo dela.

    Obrigada, SM, por ter nos proporcionado Bad Love, o maior hino neonoir do Kpop ❤

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  2. Eu acho a caracterização da Sunmi em “Full Moon” fascinante. Normalmente vampiras costumam ser representadas com vestidos sexy e elegantes, mas ela aparece metade do tempo de camisola, descalça, descabelada e sem maquiagem (igual uma menina fantasma como a Sadako), e na outra metade vestida de bailarina de Lago dos Cisnes (só que descalça e rebolando até o chão, o que não faz parte da coreografia do Lago dos Cisnes). De quebra, a Sunmi vampira se teletransporta. Foi uma reinvenção interessante desse gênero (dá vontade, né Stephanie Meyer?).

    “I’m Not Yours” também é fascinante pela mistura de elementos das culturas e mitologias japonesa e chinesa, e pelo contraste entre a Jolin se matando de dançar enquanto a Namie só fica sentada se abanando com um leque e mandando ver no “engrish” (“mirror, mirror on the WAR”, “G-R-L-S, my girls”).

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