PLAYLIST: julho e agosto de 2022

Esses últimos dois meses foram bem agitados por aqui. Minha faculdade entrou num vórtice maluco onde os professores, talvez por esse ser o primeiro período presencial desde todo o ocorrido com a COVID-19, tacaram uma porrada de avaliações ao mesmo. Em paralelo, me mudei! Saí do município afastado em que eu morava e levava mais de duas horas diariamente para chegar à faculdade para viver numa (não riam) “república para rapazes” que fica pertinho da faculdade.

Divido a casa com dois marombas hilários que aleatoriamente começaram a se comportar como se fossem meus irmãos mais velhos (um deles literalmente me deu esporro anteontem porque eu estava acordado até tarde e tinha aula cedo no outro dia, fiquei abismado), um moleque que morava no mato e é bem baruhento quando está acompanhado (entendam como quiserem), um gringo que quase nunca aparece (um dos marombas acha que ele é um fantasma) e um outro bem mais velho que é chatão, mas todo mundo acha ele chatão então tanto faz.

Tá legal, embora, enquanto eu escrevo esse post, tenha acabado a água e já esteja mais de 30º no Rio de Janeiro. Vai ser um longo e odoroso dia.

Enfim, asian pop, né? Hehe. Por esse tanto de coisa que rolou em off, calhou de eu não ter conseguido atualizar devidamente esse blog ao longo das últimas semanas. E calhou também de, justamente, nesse meio tempo, praticamente todos os acts principais da atualidade terem feito comeback (ou debutado, caso do NewJeans). Devo ter deixado de ganhar milhares de views, risos.

Mas antes tarde do que mais tarde, é hora de atualizar a playlist aqui do blog e, enfim, dar meus pitacos sobre o que de melhor rolou . O que não entrou foi por eu não ter curtido. Blinks e sones, não me xinguem nos comentários. Ah, como já tem bastante tempo, vale ressaltar que a ordem da playlist é mais de acordo com o “mood” das músicas juntas e não da minha preferência – embora a primeira nela, de fato, seja a que mais curti e a que tem chances reais de pegar uma vaga no pódio desse ano…

01. NEWJEANS – ATTENTION: A diretora criativa do f(x) (que foi o meu act favorito do K-Pop) meteu o pé da SM e fundou sua própria empresa, que foi adquirida pela HYBE, e pariu recentemente esse grupo chamado NewJeans. E é incrível quando todas as peças estão dispostas para que as coisas funcionem, não? line-up azeitado, vocais ótimos e músicas boas demais. “Attention” já me é um novo clássico. Tudo nela é extremamente cativante, não consigo parar de ouvir. Será que rouba o #1 da Eunbi?

02. IVE – AFTER LIKE: Falando em clássicos, as também icônicas do IVE samplearam “I Will Survive” para servir o hino poc desse ano. Quando soube que utilizariam a faixa, imaginei que fossem por um caminho parecido ao da original na letra, mas elas surpreenderam entregando uma mensagem bem atual sobre o amor no tempo dos aplicativos. Também não consigo parar de ouvir.

03. YOUHA – NUMB: Lembram da Youha, ex-future-2NE1 que lançou uma das melhores músicas do ano passado? Pois ela também voltou, e com um dos minis mais legais desses últimos tempos. Minha predileta nele é “Numb”, que mistura dance com esse rock 2000s que vários acts coreanos resolveram abraçar recentemente. O refrão é catártico, como se pudéssemos soltar sem medo todos os nossos sentimentos mais constrangedores naquilo de estar apaixonados. Eu que tive o coração quebrado há pouco tempo tomei essa como um hino emo.

04. BILLLIE – RING MA BELL: Ainda nisso de a galera se apropriar do rockzinho colorido dos anos 2000, o Billlie atirou para outro lado nesse comeback e serviu Avril Lavigne realness. Acho ótimo que os compositores coreanos resolveram voltar a apostar em refrães cantados em vez de só barulho. Take notes, BLACKPINK.

05. NEWJEANS – HYPE BOY: Segunda das três do mini de quatro faixas do NewJeans aqui. “Hype Boy” também é uma delícia. Novamente, o refrão é muito bom! O jeito como os sintetizadores atrás explodem enquanto uma delas grita “cuz aaaaaaaaaaai know what u laique boooy” me dá vontade de ir rebolando até o chão. O único defeito é que fica faltando um “outro” na faixa. Ela ser montada com apenas duas repetições de versos e refrães é meio… pouco.

06. TWICE – TALK THAT TALK: Acho que sou minoria nisso aqui, mas curti bastante a title nova do Twice. E provavelmente vou soar repetitivo, mas é o refrão, caras. Ele me vende uma magia bonitinha que, tal como rolava com “Feel Special”, dá uma virada pro melancólico que é muito contagiante.

07. PERFUME – SPINNING WORLD: Essa também é sensacional. O Nakata não tem soltado produções com tanta frequência quanto antes, mas as faixas mais recentes das protegidas dele seguem num nível altíssimo. Ouça “Spinning World” e me sinto no futuro, como se minha mente estivesse ligada na matrix e eu estivesse numa balada virtual.

08. CHUNG HA – SPARKING: Acho que foi o Dougie que falou que essas músicas oitentistas que pegam “Take on Me” foram tantas nos últimos anos que esse meio que virou um nicho autorreferencial no K-Pop. E mais outro ótimo exemplar veio agora com “Sparkling”, da Chung Ha, que coloca uma interpretação vocal sapeca que eleva o pacote ainda mais.

09. ROCKET PUNCH – FLASH: Rocket Punch tá num bom ano. A gravadora finalmente entendeu que os vocais muito altos não funcionam com elas, que têm segurado a mão nesse sentido. E então, podemos aproveitar os bons instrumentais sem nos preocuparmos com nossos tímpanos estourando. “Chiquita” ainda é melhor, mas “Flash” entrega a “4 Walls” que 2022 estava devendo até então.

10. COSMIC GIRLS – LAST SEQUENCE: Mesma vibe do comeback do WJSN após ganharem o questionável Queendom. Eu gosto muito da dramaticidade extra do refrão. E a última repetição dele, com alguns itens extras no vocal e no instrumental, é o que torna tudo ainda mais especial.

11. NAYEON, FELIX – NO PROBLEM: Uma adição bem atrasada, porque só comecei a gostar dessa há pouco tempo. A Nayeon coloca uma interpretação tão refrescante aqui que é impossível não se contagiar. Podiam ter aproveitado que a letra inteira é em inglês e investido como um single internacional.

12. AYUMI HAMASAKI – SUMMER AGAIN: Olha, eu não sei se esperava a Ayu entregando um pancadão Summer Electro hits em 2022, mas deus é muito bom e fomos abençoados com essa bagaceira que parece feita para consumidores de doces em festivais toscões em Ibisa ou algo assim. Pontos extras para o clipe horrível. ❤

13. SUNYE – JUST A DANCER: Outra coisa que eu não sei se esperava era a Sônia, do Wonder Girls, voltando a cantar depois de abandonar a vida idol pra ser mãe. Mas, já disse, deus é bom e fomos abençoados com “Just a Dancer”, onde ela coloca seus vocais de mel por cima dum instrumental soturno e requebrativo que o Taemin deve ter tido um orgasmo ao escutar.

14. HEIZE – UNDO: Sei que a Heize é paixão só minha e que vocês e meus coleguinhas do blogosfera fundo de quintal cagam pra ela, mas ACHO que “Undo” é um bom comeback para vocês repensarem isso. Pois o instrumental é uptempo, pois a letra é recheada de momentos chiclete e por esse ser o momento mais “pop diva” dela até então.

15. CHUNG HA – XXXX: Voltando pra Chung Ha, ela trouxe também esse trapzão de título pornográfico para provar que ela também é uma gostosa que atende às modinhas atuais. Dá pra imaginar ela rodando num pole dance enquanto isso aqui toca atrás.

16. APINK CHOBOM – COPY: Provavelmente outro lançamento que eu curti muito mais do que vocês. Tanto pelo clipe mesclando FEMM com Orange Caramel, quanto pela música que, basicamente, é uma resposta ao feat. da Doja Cat com a SZA lá. Hino.

17. KATO MILIYAH – KILL MY LOVE: Música legal da Miliyah, que poderia soar uma chatice anos atrás, quando esse estilo tropical estava em alta, mas cola bastante hoje em dia que ninguém mais aposta nele.

18. TWICE – BASICS: Essa foi a que eu mais curti entre as album tracks do comeback do Twice. A batida que guia os versos é super envolvente. Aí chega o refrão miami bass e tudo vai pra outro nível. Talvez soe como uma colcha de retalhos pra alguns, mas eu deitei assim mesmo.

19. NEWJEANS – COOKIE: HAHAHAHAHA com a reação tosca de parte do público coreano pra cima dessa. Realmente chegamos no momento onde o conservadorismo é tão alto e descarado em todos os meios da cultura pop que músicas de duplo sentido não podem existir mais? “Cookie” daria uma boa album track do “lado velvet” do Red Velvet em sua maior parte, mas o final com o batidão evoluindo mais pras pistas de dança dá à ela a cara de single que esperávamos desde o início. Adorei.

20. HYUNA – NABILLERA: Gostaria de voltar a viver em um mundo onde a HyunA se preocupa de novo em soltar músicas que funcionem por si só, mas dentre as essas dela que são pensadas pra funcionar em aplicativos de dancinha, “Nabillera” foi a que eu curti sem ressalvas. O instrumental minimalista é legal, o refrão repetitivo é delicinha. Não sei se é forte o suficiente pra pegar uma vaga no top 10 ao fim do ano, mas deve rankear bem alto, hein.

21. GIRLS’ GENERATION – YOU BETTER RUN: Meio que caguei pra title do Girls’ Generation. Ouvi umas duas vezes e fiquei com a impressão de ser “grupo idol japonês servindo música pros fãs” demais. Ou seja, enjoei na terceira. Mas “You Better Run” é bacana. O instrumental é tão distorcido e esquisito que faz o trabalho por si só.

22. YOUHA – LAST DANCE: Voltando pra Youha, a title desse comeback foi “Last Dance”, que me dá uma impressão de “música de conto de fadas”, mas numa perspectiva mais piranhona e sombria. Por mim, tudo ótimo! Deu até saudades da Gain.

23. GIRLS’ GENERATION – CLOSER: ESSA AQUI poderia ter sido uma title mais interessante. Me serve mais uma aura de trintonas maduras que ainda gostam de fazer música. Shame on you, soshis!

24. CHUNG HA – CALIFORNIA DREAM: TERCEIRA faixa do mini da Chung Ha aqui. Acho que curti ele mais do que os de outros acts mesmo. “California Dream” é bem… Katy Perry no “Teenage Dream”.

25. HYUNA – PICASSO & FERNANDO OLIVIER: Essa aqui é safada demais! ❤ Resumidamente, HyunA usando metáforas sobre artes plásticas pra falar de putaria. De qual pinsel será que ela está falando?

26. HAZE – GYALGAL: Hora das adições japonesas que vocês irão pular, pois são uns chatos. Essa é excelente, com as minas de voz de catarro cantando demais.

27. GLIM SPANKY – I DON’T NEED A SIGNAL: Mais rockzinho com vocal de fumante. Esse, com um extra de dramaticidade que o diferencia da manada.

28. REOL – AGITTE AND TAKASHI: O lançamento eletrônico esquisito da Reol nesse ano. Já estava na hora mesmo.

29. REONA – SHALL WE DANCE?: A mina de “Shadows House” entregando uma continuação para a OST do ano passado. Dessa vez, indo por um caminho mais grandioso.

30. YAGI KAIRI – KIMI HE NO IKUSA: Encerrando com a melhor dessa leva final, uma tal de Yagi Kairi trazendo aquela mistura de pop, rock e jazz, meio Tokyo Incidents, que outros acts japoneses entregaram no ano passado. É uma junção que quase sempre funciona comigo, sendo ainda mais legal com melodias tão cativantes e essa aura vibrante passada aqui.

E aí, quais foram as prediletas de vocês nesses últimos dois meses? Eu fico com “Attention”, “Numb”, “After LIKE” e “Kimi He No Ikusa”.

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6 comentários em “PLAYLIST: julho e agosto de 2022

  1. Nossa, você foi voltar a ter aulas presenciais esse semestre? Confesso que eu daria tudo para ter continuado online mais um tempinho só para não poder fazer os estágios podres de saúde coletiva presencialmente, rs…

    Eu fui ouvir NewJeans atrasada, umas 2 semanas depois de todo o hype, e gostei DEMAIS de Attention (das outras faixas também, mas Attention foi minha favorita). Para mim é o que estava faltando no kpop atualmente: músicas mais “orgânicas”, minimalistas e que funcionem bem por si só; não tem truque de câmera, efeitos especiais, mil sintetizadores batendo igual prego em liquidificador, dedo no cu e gritaria, é só… Música. E caralho, como isso tava fazendo falta, viu.

    Gostei de After Like também, e de Talk That Talk. Não entendi por que o público não gostou de TTT sendo que a música e o álbum são bons e têm a carinha do Twice do melhor jeito possível. Achei a title do SNSD fraquinha, mas o álbum em si tá ótimo, a title é literalmente a faixa mais fraca, não entendi qual foi a da SM de escolher essa…

    Agora Nabillera eu achei podre mesmo, sem perdão. Para mim a Hyuna morreu e foi substituída por uma sósia meia boca na PNation, é a única explicação.

    (A menção ao BP ali em cima me trouxe amargas lembranças de que as 4 moradoras do porão da YG lançaram algo que os mais generosos até chamariam de “música” recentemente… Infelizmente eu não sou uma alma tão caridosa assim, porque a versão falsificada do Aespa até daria para ouvir se você estivesse em 2010, mas a outra lá nem usando todo o estoque de soro antiofídico do Butantã me faz engolir o Veneninho)

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    1. Teoricamente, eu voltei a ter aulas presenciais no período passado, mas era só a aula de Japonês, as outras continuaram online. Aí, nesse semestre, voltou tudo a ser presencial e os professores pesaram a mão demais. =P

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      1. Aqui estamos 100% presencial faz um tempinho… Eu perdi a conta dos semestres porque resolveram atochar 39476383 semestres por ano para ver se tiram o atraso do calendário até ano que vem, para não prejudicar o pessoal do Sisu. O calendário tá tão bizarro que eu tive aula até dia 23 de dezembro do ano passado, com 1 semana de recesso para Natal e Ano Novo, e agora vou ter férias no meio de setembro, acho que nem na época que costumava ter greve era tão ruim…

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  2. O New Jeans talvez seja a grande revelação de 2022. “Hype Boy” é uma delícia de ouvir, e “Attention” também é muito boa (ironicamente, a faixa principal do EP delas é a mais fraca, embora ainda esteja acima da média).

    Ayuzão Hamasaki também surpreendeu por lançar sua terceira ótima música consecutiva com “Summer Again” (quarta se contarmos aquele cover de música tradicional que ela lançou antes de “23rd Monster”) – parece que a fase de músicas horríveis dela finalmente ficou pra trás. Pelo jeito o álbum dela pra este ano vai ser ótimo! (pena que provavelmente vai ser um fiasco de vendas, a julgar pelos últimos números dela e pelo fato que até o álbum de Utada flopou este ano – e nem vamos comentar o desempenho vergonhoso do álbum da Koda Kumi…)

    Aplausos também pro WJSN, resgatando o sexy concept em “Last Sequence”. De quebra, entregaram uma excelente B-side com “Done”… já o baladão, a gente perdoa por ser uma forma de compensar as duas main vocals do grupo por terem sido excluídas das duas sub-units.

    Aliás, quem diria que, de todas as participantes do Queendom 2, a pior música de comeback pós-programa seria justamente a da Hyolyn (quando até o LOONA e o Kep1er conseguiram entregar bons singles com “Flip That” e “UP!”)…

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  3. acho que o problema de cookie não é nem o duplo sentido, mas o fato de que as newjeans são praticamente todas menores de idade (a mais nova tem tipo, 14 anos, se eu não me engano), então ouvir um bando de criança cantando sobre isso é bem desconfortável, tanto que eu pessoalmente nem consigo ouvir cookie direito por causa disso, mesmo gostando da melodia. e não ajudou que a min heejin revelou ser uma pessoa com gostos no mínimo questionáveis, pra não dizer quase criminoso (descobriram que ela tem fotos de garotinhas seminuas penduradas nas paredes da casa dela, por exemplo). mas musicalmente falando, eu /amei/ o debut delas, e attention tá no meu repeat há semanas já.

    também me sinto parte da minoria que gostou de talk that talk. nesses tempos de música caótica, uma title simples e fácil de ouvir é muito bem-vinda, e todo o contexto de ser o primeiro cb pós renovação do contrato só deixa ela mais gostosa de ouvir.

    ouvir after like é quase uma experiência teatral, nunca na minha vida achei que um grupo de kpop faria i will survive de sample e que ia ficar tão bom quanto a original. o hino gay de 2022 que precisavámos.

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