Raspa no tacho (29/10): (G)I-DLE, TripleS, Wednesday Campanella, ITZY e mais

De tempos em tempos, uma porção de trecos saem e, por algum motivo, como falta de relevância para encher um post inteiro, ou falta de tempo deste que vos escreve, acabam não dando às caras aqui quando deveriam. Juntem isso tudo num lugar só e, plim, temos a raspa no tacho.

[ Wednesday Campanella – Tinkerbell ]

Geralmente, eu começo esses posts com os acts que costumam atrair mais atenção, mas dessa vez vou começar com a melhor música. Eu gosto muito desse trio chamado Wednesday Campanella, que trocou de vocalista recentemente e sempre aposta nesse housezão pop de bater cabelo gostoso direto de algum clube bem esfumaçado. Eles já soltaram umas quatro ou cinco músicas ótimas só esse ano, e “Tinkerbell” está entre elas. Estão atrás de um bop pra fazer uns carões no espelho e mandar uns vogues no meio da rua? É só dar play na maravilha acima.

Passada a melhor música da lista, vamos para a pior…

[ (G)I-DLE – Nxde ]

É interessante como o (G)I-DLE conseguiu em 2022 o feito de soltar uma das melhores músicas do ano e seguirem o sucesso dela com uma das piores. “Nxde” é hit, eu sei, bom pra elas, gosto muito do grupo e blá blá blá. Mas, puta que pariu, que bagulho ruim. O refrão é tenebroso, a mudança é quase incômoda. Eu entendo o conceitão por trás, entendo que a Soyeon quis se mostrar mais alternativa aqui, mas não colou comigo não. Tem coisa bem melhor do álbum, mas falo disso quando escrever a playlist.

[ TripleS – Generation ]

HAHAHAHAHAHAHAHA que o Jaden deve ter ficado putaço com o NewJeans saindo se surpresa E HITANDO com esse mesmo conceito estético e sonoro pouquíssimo tempo atrás. Até aquilo delas fazerem a coreografia numa rodinha olhando umas pras outras se repete. O trambique novo dele poderia ter chamado bem mais atenção não fosse por isso. Falando especificamente da música, eu curti muito isso aqui. O instrumental crescendo continuamente é delicinha demais e meio que encaminha a minha cabeça pruma empolgação muito gostosa. O único problema é que “Generation” meio que acaba rápido demais. Podiam ter esticado mais uns trinta segundos e servido um outro antes do refrão final, que poderia ser mais intenso, gritado e, de fato, servir o ápice do crescendo que a música parece propor. Mas é procurar pelo em ovo isso.

[ ITZY – Boys Like You ]

Nah, essa aqui não é pra mim não. Eu até entendo o apelo de querer trabalhar o ITZY internacionalmente como um grupo mais “girly”, mas a música é desnecessariamente bobinha e muito inofensiva pro meu paladar. Prefiro ficar só com o ITZY roqueiro japonês nesse ano e é isso.

[ Chanmina – Mirror ]

Eu não curti tanto o debut coreano da Chanmina mais cedo nesse ano, mas esse primeiro comeback aqui está uma graça. É um pop/rockzinho bem bonitinho, bem feminino, com um refrão sing along perfeito pra grudar na cabeça por tempos. Ouvi umas três vezes enquanto escrevia esse parágrafo e já me apaixonei.

[ Jiae – Love is Love ]

A história toda por trás de “Love is Love” (li lá no Dougie) é mais interessante que a música em si. As melodias são meio básicas demais, não me cativaram tanto. Mas boa sorte pra Jiae em carreira solo. Tenho um apresso grande pelas ex-integrantes do Wa$$up, porque esse foi um grupo que sempre achei que poderia ter rendido bem mais do que rendeu.

[ Pink Fantasy – Get Out ]

Essa aqui eu achei bem legal. A atmosfera creepy e fantasiosa construída aqui é bastante envolvente. E é bom ver que tudo fica mais e mais esquisito conforme ela vai se aproximando do final. Pelo visto, o Pink Fantasy vai ser um desses grupos que, anualmente, traz um jam para as minhas playlists diárias, mesmo sem prometer muito em questões de orçamento ou continuidade dos conceitos (cadê a coelha?), ano passado foi Poison, esse ano é “Get Out”. Ótima música para o halloween.

[ Jo Yuri – Loveable ]

Meh, um pouco desapontado. “Glassy” e “Love Shhh” são músicas que me agradam muito e fazem da Jo Yuri uma pérola bem interessante dentro do mundinho de ex-IZ*ONAS tentando um lugar ao sol. Foram músicas que me cativaram por serem vibrantes e energéticas, como se um docinho Fini fosse convertido em áudio. Mas “Loveable” é bocó demais. Começa, termina e parece que não foi a lugar algum. Passo.

[ Queenz Eye – Yummy Yummy ]

Sei lá quem são essas aí que debutaram. Música legalzinha. Eu teria tirado uns dois ou três elementos do instrumental pra tudo ficar mais limpo e mais melódico, mas tá bacana.

[ WEi – Spray ]

Aqueles caras roqueirinhos do ano passado que rankearam altão na minha lista de melhores do ano viraram um boygroup 101.

[ Stray Kids – Chill ]

Por que será que o Sowon gosta desses trecos?

[ Faky – My Story ]

Faky finalmente lançou seu… primeiro álbum. Depois de todos esses anos, de todas as formações, e com um tipo assim de música sendo usada como single, as coisas ficaram muito com cara de adeus.

[ majiko – Princess ]

Essa aqui… UAU! Sei lá quem é essa, mas é tudo TÃO DRAMÁTICO que é impossível não se deixar impressionar. Será que é OP de algum anime de terror que não assiti?

[ Iri – Friends ]

Começando e terminando a lista com housezão safado pra ir até o chão. E essa Iri tem uma interpretação vocal e corporal tão despojada e automaticamente me dá vontade de sair rebolando enquanto ela canta.

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Valeu aí, gente. Votem certo amanhã. E torçamos pras coisas voltarem ao normal no Brasil em breve.

10 comentários em “Raspa no tacho (29/10): (G)I-DLE, TripleS, Wednesday Campanella, ITZY e mais

  1. Nossa, insuportável essa do G-Idle, parece um ralador de queijo desgastando uma placa de chumbo na minha orelha. Selo Blackpink de qualidade.

    Não sei o que a Soyeon tem contra a língua inglesa, mas eu acho o sotaque e as letras que ela escreve em inglês insuportáveis mesmo (eu adoro Tomboy, mas só ouço uma versão fanmade que tira aquele rap cringe do segundo verso, e odeio o hit do fandom My Bag pelo mesmo motivo), e parece que em Nxde ela fez de tudo para amplificar isso. Por mim a CUBE arruma um professor de inglês para ela e um proof reader pras letras do grupo, porque tá numa qualidade pior que nugu. Aliás, a distribuição de linhas tá horrível, a Miyeon simplesmente cantou dois versos e sumiu, e a Soyeon tá cantando 80% da faixa sozinha… Depois os fãs vêm chorar dizendo que ela é perseguida, mas porra, mais um pouco e as outras vão virar só dançarinas mesmo.

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    1. Meu inglês não é evoluido o bastante para notar sotaques, mas cara, eu não consigo entender nada do inglês da soyeon. Alias, as letras como um todo pra mim não fazem sentido. Nem vendo a tradução eu consigo entender o que ela quer dizer.

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      1. Cara, o sotaque da Soyeon é MUITO ruim. O que mata mesmo é que ela não pronuncia as sílabas como tônicas ou átonas, tudo é sempre tônico na pronúncia dela (por isso ela pula palavras tipo “the”, que tem uma entonação naturalmente átona, com muita frequência: o “think outside the box” de Nxde virou “think outSIDE BOOOX” por causa disso). Acaba que, mesmo que as frases estejam até gramaticalmente corretas ao escrevê-las, ela pareça mal articulada a um ponto incompreensível, porque você não sabe nem que palavra ela está tentando dizer de tão ruim que é o sotaque dela.

        Sobre a gramática, eu tenho fortes suspeitas que 1) a CUBE arrumou um ghost writer para as versões em inglês do G-Idle kkkkkkk 2) ela é ruim, mas não TÃO RUIM quanto quer aparentar. E digo isso porque suspeito que nos últimos 2 comebacks ela esteja forçando o broken English, porque em Oh My God, Lion etc, a pronúncia e a gramática dela não eram tão ruins quanto hoje. É notável que em Tomboy e Nxde temos trechos em que NADA da frase faz sentido: nem é questão de erros tipo do/does ou was/were que não-nativos costumam errar muito, mas sim de a frase ser simplesmente uma salada de palavras aleatórias só. Até a nasalidade da voz dela piorou muito nesses 2 últimos comebacks e a Soyeon virou basicamente uma caricatura dela mesma, por assim dizer.

        Pode até ser uma escolha estilística, mas eu não gosto e acho uma péssima estratégia: afasta os fãs internacionais e não faz nada pelos fãs coreanos, que até preferem que a letra não tenha inglês/tenha pouco inglês (e que seja fácil e compreensível para eles). Se ela não quer cantar em inglês, não cante; e se quer cantar, então melhore, porque do jeito que tá ninguém ouve nem entende.

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        1. aaaa nossa, vc me esclareceu muito obrigada mesmo kkk eu achava esquisito só não entendia o pq, mas agora faz sentido. até a parte do tomboy, pq nossa, eu não tenho ideia do que aquele segundo rap dela queria dizer… é realmente só uma salada de palavras aleatórias. valeu mesmo

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          1. Imagina! Pois é, quando você olha as frases não faz sentido nenhum mesmo, nem mesmo se a gente tentar pensar da perspectiva de um nativo de coreano tentando falar em inglês, porque são frases que não fariam sentido em coreano também (eu até tentei para dar uma colher de chá, mas né).

            Mas enfim, eu sou da opinião que o G-Idle precisa de outra mente criativa por trás, além da Soyeon, e o inglês dela é só a ponta do iceberg para mim. Até a distribuição de linhas tem ficado cada vez pior, mais desigual: ouvi Nxde e parece que a Miyeon cantou umas 2 frases e sumiu da música, enquanto a Soyeon tem 2 versos inteiros só de rap. O G-Idle pegou todos os defeitos que tinha e amplificou até virar uma caricatura de si mesmo desde que a Soojin saiu.

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  2. “mesmo sem prometer muito em questões de orçamento ou continuidade dos conceitos (cadê a coelha?), ano passado foi Fantasy, esse ano é “Get Out””

    Na verdade ano passado foi “Poison”. “Fantasy” já tem 3 anos de lançamento; desde então, o grupo já perdeu QUATRO integrantes, a agência delas anunciou um novo girlgroup que teria uma das gurias que tinha saído do Pink Fantasy, a maioria das trainees pulou fora e a agência decidiu colocar de volta no PF a guria que tinha saído e que ia fazer parte do grupo novo, juntamente com duas trainees japonesas que também seriam do grupo novo que acabou cancelado. Sim, a trajetória do Pink Fantasy é nível Pocket Girls de bagunça (com a diferença que o Pink Fantasy tem mais de duas músicas na discografia).

    Sobre a coelha, pelo que eu li ela continua no grupo e inclusive participou da produção dessa música, mas não pôde participar das gravações e nem da divulgação do comeback (o que aumenta a teoria de que ela na verdade é a CEO da agência e usa a máscara pra não comprometer a imagem como CEO e pra esconder a idade mais avançada). Se bem que, pelo menos pra mim, ela perdeu um pouco da graça desde que trocou a máscara a la Donnie Darko pela máscara fetichista estilo Tiazinha que mostra boa parte do rosto dela.

    No mais, achei legal a “amberização” do visual da main vocal.

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    1. Lembrando que ainda no debut com “Iriwa” o Pink Fantasy já havia tido uma integrante que decidiu sair do grupo depois que o MV já estava gravado, com a agência tendo que recrutar outra moça às pressas pra regravar os vocais e pedir pros editores do MV evitarem qualquer cena que mostrasse de perto a ex-integrante, já que não dava tempo de regravar o MV ou de gravar cenas novas com a garota que entrou no lugar da que saiu…

      Por sinal, a que entrou de última hora no debut depois precisou entrar de licença médica com urgência (por transtorno de ansiedade, se não me engano) perto do comeback de “Fantasy”, levando a agência a recrutar MAIS UMA integrante pra regravar a música nova no lugar dela (essa pelo menos conseguiu aparecer no MV)… e tanto a que entrou de licença médica como a que foi colocada pra tapar buraco no lugar dela também já saíram do grupo (embora a da licença médica pelo menos continue dentro da agência – se não me engano, ela grava uns vlogs pro YouTube).

      É uma pena que a condução do Pink Fantasy seja essa baderna, porque as duas main vocals são fantásticas. Arrisco dizer que valeria mais a pena lançar as duas como um duo estilo BOL4, deixar a coelha só pra fazer figuração nos MVs e dispensar as outras integrantes (isso se elas mesmas não decidirem sair do grupo antes).

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      1. Considerando a bagunça que é a discografia delas (e a organização do grupo como um todo), é uma confusão perfeitamente justificável.

        Cada vez que descubro que elas fizeram um comeback, meu primeiro instinto é pesquisar quem está no grupo agora, e depois verificar qual o conceito da vez. Agora elas pelo menos parecem ter se fixado no rock, mas já passaram pelo aegyo, sexy, aegyo-sexy-furry (o debut), baladão de cafeteria, apropriação cultural do Oriente Médio, e por aí vai.

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  3. Assim que Nude começou, eu até achei que seria boa, mas porra… que coisa estranha! Nada casa com nada, e os raps são tão deslocados… parecem que estão ali só para a soyeon mostrar suas habilidades, sem precisar encaixar no restante.
    Essa do ITZY é muito disney channel depois da fase de ouro dela, com foco em meninas de 11 anos. É muito bobinha e a letra é tão forçada que dá até um desconforto de vergonha alheia. Mas bem… as letras do ITZY são sempre meio assim né, é só que essa foi mais infantil ainda kk
    A chanmina me lembrou a hyuna nesses ultimos lançamentos, mas com uma musica boa.

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