BTS consegue deixar até Charlie Puth broxante

Charlie Puth deve ser o meu cantor pop atual predileto aqui do ocidente. Ele começou a carreira naquele rap tenebroso do Velozes e Furiosos, depois, aparentemente, a gravadora tentou empurrar nele uma imagem de “namoradinho da América”, que foi corroborada pelo namoro dele com a Meghan Trainor, que ele mesmo já disse ter odiado, porque ele ainda era um iniciante e as músicas eram todas, da falta de um termo melhor, “estéreis” demais.

Mas aí ele cresceu e resolveu dar uma de Wonho, não só por ter passado um tempo puxando ferro, mas por adicionar nas músicas de nos clipes um ar mais sexual que fez muito bem pro som dele. É como se ele, pouco a pouco, estivesse evoluindo para se tornar o Prince dessa geração. Porque vários dos singles dele me passam uma impressão de que a piroca dele é enorme.

Rolão grande, grosso, veiúdo, que ele usa bastante. A gente olha pra ele nas músicas e pensa “Porra, esse aí fez sexo pra caralho! Fez na cama, no sofá, do chuveiro, na banheira, dentro do carro. Meteu demais! Deve ter acabado uma caixa de camisinha numa noite só. Os vizinhos devem ter chamado a polícia preocupados com os gritos. As garotas devem sair de cadeira de rodas.”

Ouçam “Done For Me”, que é minha música de cantor favorita da década passada, e digam se não tenho razão:

Ele tem várias boas assim. E que, como eu disse, passam a impressão de que ele é muito comedor, que ele chega na sala e as calcinhas voam. É assim em Mother, com ele falando que é bom que a mãe da menina não saiba o que eles fazem ou ela ficaria chocada. Na acústica We Don’t Talk Anymore e na alternê I Warned Myself ele vende o mesmo “triste com T” que os girlgroups faziam em parceria com o Brave Brothers tempos atrás. Em GirlfriendLight Switch, ele entrega o mesmo arquétipo de cara que eu: o que conquista por ser atrapalhado e engraçado. E a lista segue.

Aí o babaca foi lá e chamou o Jung Kook, do time B do BTS, prum feat. pra surfar em cima do sucesso do grupo e o resultado é isso aqui:

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