PLAYLIST: abril de 2022

Abril foi um mês bastante movimentado, mas bastante feliz. E no mundinho da música pop asiática, saiu provavelmente a minha candidata à SOTY vinda, aleatoriamente, de uma ex-IZ*ONA. Vamos às faixas escolhidas pra atualização da playlist e aos comentários breves…

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Raspa no tacho (30/04): Ayumi Hamasaki, Utada Hikaru, Wednesday Campanella e outros jotapopes pra vocês!

De tempos em tempos, uma porção de trecos saem e, por algum motivo, como falta de relevância para encher um post inteiro, ou falta de tempo deste que vos escreve, acabam não dando às caras aqui quando deveriam. Juntem isso tudo num lugar só e, plim, temos a raspa no tacho.

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TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2017 [40-26]

E agora, começamos a nos aproximar do final desse listão. Com só 40 músicas restantes, esse ranking enfim começa a se levar a sério (pffff) e elencar as posições, de fato, com o quão uma é melhor que a outra e blá blá blá vocês já sabem disso.

Muita coisa aí poderia constar em tops 10 de outros anos, tão alta que é a rotatividade delas em meu dia a dia. Yup, 2017 foi forte assim para o tiozinho aqui dentro do asian pop. Já disse, o contexto influencia muito em trecos assim.

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PLAYLIST | Asian Pop 2019: Update de setembro

Olá, meia dúzia de leitores que devem ter sobrado após essa ausência massiva de posts. Como vão? Bebendo bastante água? Espero que sim. Minha vizinha, Scheylla, disse que uma conhecida dela tem uma prima, Adryanna, cuja mãe, Leila, apelidada carinhosamente de Leiloca, por quase não beber água, teve pedra nos rins. Deve doer. Pobre Leiloca. Como será que uma pedra sai dos rins de alguém? Procurem aí no YouTube e me contem mais tarde.

Enfim, setembro se foi. E com ele, acho que o verão coreano/japonês também, certo? O que me faz pensar se Hyolyn está viva. Ela não tinha dito algo sobre ser a rainha dos verões e prometido vir com comebacks anuais nesse estilo? O fim do verão também me fez pensar no quão morno anda esse ~começo de final de ano~ no cenário musiqueiro asiático. 2019 começou com paulada atrás de paulada, com diferentes acts parindo hinos mês a mês. Não sei se por essa comparação com o primeiro semestre mais movimentado, mas é como se, agora no segundo, o povo lá do outro lado do planeta estivesse perdendo o gás (e o bom gosto, pois pelo amor de Deus aquele cocô recente do KARD), com pouquíssimas coisas novas batendo ponto em minhas playlists diárias adquiridas ilegalmente em sites de confiança como JPOPSINGLES e KN2BLOG.

Para esse update mensal, mais 23 tracks entram lá na playlist do Spotify, comigo nem tendo dificuldade para selecionar as mais mais dos últimos 30 dias, precisando inclusive adicionar trecos de outros meses (e anos, caso do remix da Lizzo e das versões do povo do Queendom) para fechar um número aceitável. Vai entender.

Sem mais delongas, vamos aos comentários faixa a faixa.

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“GIRLS GOTTA LIVE”, Faky e outros acts para o capopeiro médio começar a gostar de J-Pop

Semana passada, o Faky lançou GIRLS GOTTA LIVE, sendo esse seu primeiro comeback “oficial” em nova formação (já tinha rolado uma OST para doraminha antes, mas elas sequer apareciam no clipe). Elas fazem parte da gravadora avex, começaram como 5 (o nome do grupo é uma abreviação de “Five Ass Kicking Youngsters”), aí 2 pularam do barco, adicionaram outra e se tornaram 4, então outra das gatas originais saiu fora e 2 pirralhas foram incluídas.

“GIRLS GOTTA LIVE” é ótima e meio que serve de porta de entrada visual para o quinteto como um todo, que sempre aposta nessa estética girlcrush fashionista de atitude forte, e para um dos lados musicais dele: o de faixas-litte-mix-fifth-harmony que mesclam retrô com afinações contemporâneas, recheando as produções de elementos unicamente pensados para gerar energia, como palmas, estalos e uma continuidade na bateria eletrônica. Com a boa interpretação vocal das integrantes e todos os outros elementos que compõem o pacote, não poderia gostar mais.

Há também um outro front sonoro que elas costumam apostar: o de bops eletrônicos noventistas para bater cabelo em boates esfumaçadas. Minha favorita em sua discografia, “Bad Things” segue essa linha (se não me engano, ficou em segundo lugar num top anual à época).

Embora seja estupidamente fracassado comercialmente por uma série de motivos (preferir apostar em tendências ocidentais em vez de modismos nipônicos, descaso das diferentes subdivisões/gravadoras que cuidam delas etc.), vejo o Faky como uma ótima “porta de entrada” pro público médio (e pra vocês, capopeiros de merda que acompanham isso aqui) ao J-Pop. Como disse, seus releases costumam apostar em estilos sonoros e visuais que se assemelham bem mais ao que acts costumam entregar desse lado do globo que no Japão. E se há pecado em originalidade nisso, por outro ponto de vista, elas não sofrem dos “problemas” que são facilmente identificáveis em atos nipônicos quando tirados de contexto (não dá para alguém não-otaku assistir um clipe do AKB48, por exemplo, e achar normal num primeiro momento).

Comparado com o K-Pop, que conseguiu se “internacionalizar” corretamente nos últimos anos aos ouvidos e olhos de não capopeiros, o J-Pop ainda é “específico” demais em seu mundinho, o que provavelmente afasta potenciais ouvintes. Não que o cenário musical japonês precise de atenção internacional, já que há uma autossuficiência louvável ali, mas é sempre bom ter mais pessoas para conversar sobre esses tipos de lançamentos. Dito isso, resolvi preparar uma listinha curta com alguns nomes recentes que, particularmente, acho que, tal como o Faky, têm o potencial de inserir novos consumidores nesse buraco negro chamado J-Pop. Tem tudo no Spotify. Sem mais delongas, vamos a ela.

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