Com “Birthday”, Somi finalmente quebra a maldição de solistas cujas histórias pré-debut são mais interessantes que a execução em si

Há uma “onda” assolando debuts de solistas no K-Pop de uns tempos pra cá: o fato de as histórias que permeiam os períodos anteriores às suas estreias oficiais serem bem mais interessantes que as músicas efetivamente apresentadas nisso.

De cabeça assim, me lembro de 4 casos chamativos. Soyeon, hoje no (G)I-DLE, tentando a vida solo após chamar bastante atenção na Coreia do Sul ao participar da primeira temporada do Produce 101 e da terceira temporada do Unpretty Rapstar, mas decepcionando com uma canção inespecífica demais para render nesse meio. Katie Kim, retida por anos no porão da YG, assinando com outra gravadora, mas emulando Halsey em um debut não mais que bacaninha que ninguém se importou de verdade. SoHee, que conquistou algum buzz em seu run na temporada final do K-Pop Star, num “pré-debut” bem legal, sendo afundada no line-up do Elris e, enfim, conseguindo brilhar sozinha, mas num single que, embora divertido, não conseguiu se sobressair em cima de todo esse roteiro anterior. E o maior de todos, acredito, é o da Jennie, hoje no BLACKPINK, mas por anos funcionando como uma promessa da YG, aparecendo em features e tudo mais, até que saiu solo, com a melhor música desses exemplos citados, mas impossível de fazer jus a espera toda.

Somi também tem uma “história” dentro do K-Pop que coloca já de antemão uma pressão enorme em seu debut. A diferença pras outras, bom, já já falo. Recordemos tudo o que ocorreu, começando lá em 2014, com Sunmi sendo uma vampira gostosa que rebola a bunda pra lá e pra cá, pra lá e pra cá, pra lá e pra cá…

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